Favorito nas urnas, premiê polonês promete estabilidade

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, apresentou-se nesta sexta-feira como "um par de mãos seguras", no último apelo eleitoral em prol da sua Plataforma Cívica (PO), que disputa no domingo eleições cruciais para a realização de reformas econômicas no país.

GABRIELA BACZYNSKA, REUTERS

07 Outubro 2011 | 20h04

Pesquisas publicadas nesta sexta-feira, último dia da campanha, mostram a PO -- partido ligado a empresários e defensor de uma maior aproximação com a União Europeia -- à frente do nacionalista Lei e Justiça (PiS).

O PO aparece bem à frente dos rivais em duas pesquisas, e uma terceira sugere uma disputa mais apertada.

"Estão em jogo nesta eleição a segurança e o desenvolvimento estável do nosso país. Na minha opinião, só o PO garante isso", disse Tusk a jornalistas no novo Estádio Nacional de Varsóvia, um dos palcos da Eurocopa de 2012.

O estádio é um símbolo da febre de construções, muitas das quais financiadas por verbas da UE, que ocorre sob o governo de Tusk desde 2007.

Tusk sabe que não pode se animar muito com as pesquisas. Em 2005, elas apontavam a vitória do seu partido, que acabou derrotado pelo PiS, de Jaroslaw Kaczynski.

Kaczynski renovou nesta sexta-feira seus ataques contra os planos do PO por promover privatizações e adotar padrões de concorrência no sistema público de saúde.

"Se a Polônia se tornar um país forte, desenvolvido, não teremos de privatizar as empresas polonesas, vender estatais por ninharias nem privatizar hospitais", disse ele ao tabloide Fakt.

O presidente Bronislaw Komorowski, ex-correligionário de Tusk, fez um apelo aos poloneses para que votem. O baixo comparecimento às urnas tradicionalmente beneficia o partido de Kaczynski, que tem um eleitorado mais fiel.

"Lembremos que a escala do nosso crescimento depende em grande parte da eficácia da nossa política para a UE e do uso hábil das verbas da UE", disse o presidente.

Muitos analistas dizem que o apoio a Kaczynski, um político mais eurocético, refluiu depois de comentários polêmicos dele em um livro a respeito da Alemanha e da sua chanceler (primeira-ministra), Angela Merkel.

Kaczynski repetiu no livro a sua tradicional opinião de que a Alemanha deseja subjugar a Polônia, e afirmou que "não foi pura coincidência que Merkel tenha sido eleita chanceler". Ele se recusou a esclarecer o que pretendia dizer.

(Reportagem adicional de Chris Borowski)

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