Fazenda chinesa de tigres serve carne dos felinos, diz teste

Conservacionistas temem que o governo chinês esteja sendo pressionado por investidores para suspender a proibição do comércio de derivados dos animais

Agencia Estado

14 de junho de 2007 | 17h04

Autoridades de defesa da vida selvagem confirmam que uma equipe de jornalistas investigativos comeu uma refeição á base de carne de tigre no restaurante de uma fazenda chinesa dedicada a preservar a espécie.O relatório aparece na véspera do que deverá ser um debate acalorado sobre a preservação dos tigres, durante a reunião da Convenção para o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (Cites), que reúne 171 países.Jornalistas da rede de TV britânica ITN visitaram a fazenda Montanha Xiongsen de Tigres e Ursos em fevereiro, e enviaram amostras da carne que lhes foi servida para análise em laboratório. Testes de DNA determinaram que se tratava de carne de tigre, segundo a ITN.O dono da fazenda disse que a análise foi fraudada, mas o principal responsável pela imposição das normas da Cites, John Sellar, disse aos delegados da convenção que um respeitado laboratório americano havia revisado os exames e que os resultados "parecem ser válidos"."Esperamos que a questão gere um debate significativo sobre se a China deve continuar a permitir a criação ilimitada por proprietários privados, que então alegam pressões econômicas e pedem a reabertura do comércio" da espécie, disse Steven Broad, diretor-executivo do grupo de acompanhamento da vida selvagem Traffic.Na quarta-feira, 13, a Cites discutirá uma resolução sobre a proteção dos tigres, que pedirá maior colaboração entre os países. O comércio internacional de tigres e pedaços de tigre é proibido pela Cites.Conservacionistas temem que o governo chinês esteja sendo pressionado por investidores de fazendas de tigre para suspender a proibição, que já dura 14 anos, da venda de derivados de tigre dentro do país.

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