''Fazer geral para operar mama é matar passarinho com canhão''

O médico Ricardo Cansanção, da clínica Dicorp, no Rio, conta que 90% das cirurgias de mama que faz são com anestesia local e sedação. Isso vale para implante de próteses, lifting e redução. "Uso peridural apenas para cirurgia redutora quando a mama é muito grande ou em cirurgias combinadas, como mama e abdome, pois a área a ser anestesiada é extensa."

, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2010 | 00h00

Por que não a geral?

A escolha deve ser pelo método mais simples. As plásticas estão sendo simplificadas. A local é menos invasiva para o paciente. Fazer geral nesses casos é matar passarinho com canhão.

Mas não é mais segura?

Todas são seguras, se bem feitas. A geral envolve mais medicamentos e causa mais desconforto no pós-operatório. O tubo pode irritar a laringe e a boca e criar um foco de infecção. Os gases anestésicos podem causar arritmia pós-operatória. Além disso, o paciente precisa ficar internado pelo menos de um dia para o outro.

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