Fechamento de Guantánamo está 'emperrado', dizem EUA

Secretário de Defesa diz que governo quer mas não consegue fechar a prisão na ilha de Cuba

Da BBC Brasil, BBC

21 de maio de 2008 | 07h50

Os Estados Unidos dizem que não têm como se livrar da prisão de Guantánamo, em Cuba, apesar de querer fechar o local. Segundo o secretário de Defesa americano, Robert Gates, as autoridades americanas querem mandar cerca de 70 prisioneiros para casa, mas, em muitos casos, os países de origem não se mostram dispostos a aceitá-los e, em outros, não são de confiança. "A resposta franca é que nós estamos emperrados. Nós temos um sério problema que pode ser chamado de 'não no meu quintal'", disse Gates ao Senado americano. "Em alguns casos, os governos dos países de origem dos prisioneiros não os aceitam de volta. Em outros, temos a preocupação de que o governo irá soltá-los assim que eles retornarem", disse Gates. "O que fazer com 70 ou 80 prisioneiros que não podemos soltar, não temos como acusar formalmente e não podemos mandar para casa?", perguntou. Segundo o Pentágono, há "suspeitas" ou "confirmação" de que 36 ex-prisioneiros de Guantánamo que foram soltos teriam "retornado ao terrorismo". A senadora do Partido Democrata Dianne Feinstein disse, no entanto, ao secretário, que nada do que ele disse "nos absolve da enorme perda de credibilidade que tivemos sob os olhos do mundo."   "Nós estamos sendo chamados de hipócritas, que temos leis duplas, leis para alguns e não para outros", afirmou a senadora. Grupos de direitos humanos têm repetidamente pedido o fechamento do local, dizendo que ele não satisfaz padrões legais internacionais. A prisão de Guantánamo tem atualmente cerca de 270 prisioneiros.   BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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