Fechar escolas não evita pandemia, diz estudo

Fechar escolas ao primeiro sinal de uma pandemia pode adiar o pior e dar mais tempo para os preparativos, mas não evita a difusão da eventual doença, disseram pesquisadores britânicos na segunda-feira.

REUTERS

20 Julho 2009 | 18h40

E, embora fechar escolas possa reduzir a demanda por hospitais, essa medida afeta os serviços de saúde e o resto da economia de outras formas, de acordo com Neil Fergusson, do Imperial College londrino, e seus colegas.

Em artigo na revista Lancet Infectious Diseases, eles disseram que os governos precisam preparar planos relativos a quando e como suspender aulas em caso de agravamento da pandemia da gripe H1N1.

De acordo com eles, é possível que a atual política de evitar o fechamento de escolas tenha de ser revista quando o outono chegar à Europa e à América do Norte.

No auge da epidemia nos EUA neste ano, mais de 700 escolas fecharam, segundo o Departamento de Educação. O Centro de Prevenção e Controle de Doenças estima que mais de 1 milhão de norte-americanos tenham adoecido.

Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde disse que não há mais como continuar contando os indíviduos contaminados, e que a difusão do vírus é imparável.

A equipe de Ferguson estudou as pandemias de gripe de 1918, 1957 e 1968, além dos padrões de disseminação de doenças durante férias escolares francesas e uma greve de professores em Israel.

As contaminações diminuíam quando as escolas fechavam, mas subiam imediatamente depois que as crianças voltavam às aulas, segundo os pesquisadores.

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