Fecundidade cai, mas aumenta proporção de mães adolescentes

A única faixa etária onde aumentou a proporção de mães foi a de jovens de 15 a 17 anos, chegando a 7,6%

28 de setembro de 2007 | 10h56

Entre 1996 e 2006, praticamente se manteve em 63% a proporção de mulheres em idade reprodutiva (15 a 49 anos de idade) com filhos nascidos vivos, mas a redução do número de filhos por mulher tem sido marcante, de acordo com a síntese dos indicadores sociais brasileiros divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE. A única faixa etária onde houve aumento da fecundidade nos últimos dez anos foi a de 15 a 17 anos: de 6,9% das jovens que eram mães, em 1996, a proporção passou a 7,6% em 2006. No Nordeste, houve a maior variação desta proporção, com elevação de 1,2 ponto porcentual.    Veja a pesquisa completa   Mas caíram em 3,1 pontos porcentuais os níveis de maternidade das jovens de 18 a 24 anos de idade, passando de 38% para 34,9%. O Nordeste assistiu à maior queda, 7,5 pontos.   A região Norte foi a única com aumento na proporção de mulheres com filhos para este grupo etário - 2,8 pontos - além de registrar o maior porcentual, comparado com as demais regiões: 49,3%.   Na fase adulta, entre 25 a 49 anos de idade, a proporção de mulheres com filhos reduziu-se, principalmente no Sul e Sudeste: queda de 2,9 pontos e 2,8 pontos, respectivamente.   Mais mães de um só filho    Em 2006, do total de 32,7 milhões de brasileiras com filhos em todas as faixas etárias, 30,9% tinham um filho; 33,3%, dois filhos; e 35,8%, três filhos ou mais. Em 1996, no entanto, esses porcentuais eram de 25,0%, 30,1% e 44,9%, respectivamente.   Regionalmente, esses indicadores apresentaram grandes variações: as regiões Norte e Nordeste sofreram um aumento de 4,2 pontos porcentuais e 2,2 pontos, respectivamente, na proporção de mulheres com filhos.   Nas demais regiões verificou-se queda, com destaque para o Sul, cuja redução foi de 2,7 pontos.   Homem não ajuda   Somente metade dos homens realizam afazeres domésticos (51,4%), enquanto nove em cada dez mulheres tinham essa atribuição. Para as mulheres, a saída para o mercado de trabalho não implica em deixar o serviço de casa. Pelo contrário, a participação das mulheres ocupadas nesses afazeres é de 92%.   Entre 1996 e 2006, os homens aumentaram sua participação nas tarefas domésticas em 7 pontos, passando de 44,4% para 51,4%. No período, o aumento da participação masculina no Estado da Bahia foi o maior, ao passar de 28,3% para 52%.   O Estado com a maior participação de homens nas tarefas domésticas, no entanto, foi o Rio Grande do Sul (69,9%), sendo que na Região Metropolitana de Porto Alegre esse porcentual foi ainda maior, atingindo 74,2%.   Com relação à jornada média semanal despendida em afazeres domésticos, verifica-se que as mulheres trabalham mais que o dobro dos homens nessas atividades (24,8 horas).

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