Federais e estaduais de RJ, PR, MG e RS reservam vagas

Precursora na adoção de cotas, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) usa o sistema desde 2003. Hoje, reserva 20% das vagas a negros e índios, 20% a egressos da rede pública e 5% a pessoas com deficiência e filhos de agentes de segurança pública que tenham sido mortos ou incapacitados no serviço. Mas o aluno deve comprovar que possui baixa renda familiar.

O Estado de S. Paulo,

28 Abril 2012 | 03h08

Mariana Reis fez parte da primeira turma de cotistas na Uerj e vê nessa iniciativa uma forma de refletir a realidade brasileira dentro de um espaço educacional de excelência. "Meus pais sempre deram valor à educação, então eu era a única negra do curso de inglês, da natação, do balé. E quando cheguei à universidade pública, comecei a deixar de ser a única."

Outros Estados. A Universidade Federal do Paraná (UFPR) usa o sistema de cotas apenas na segunda fase do vestibular. Aos afrodescendentes são destinadas 20% das vagas e outros 20% ficam com os que estudaram somente em escolas públicas. Também reserva uma vaga por curso a pessoas com necessidades especiais e dez para indígenas, avaliados em vestibular específico.

A Universidade Estadual de Londrina destina 40% das vagas a alunos de escolas públicas - 50% desse total é para negros. Na de Maringá, não há cota racial, apenas para alunos da rede pública com renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo.

Em Minas, todas as universidades federais reserva de vagas para a graduação, mas os benefícios levam em conta se o aluno veio do sistema público de ensino - apenas a UFMG dá bônus de 5% na nota dos negros e a UFJF, em Juiz de Fora, reserva 12,5% das vagas a pretos ou pardos.

A federais do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Santa Maria (UFSM) adotam cotas desde 2008. / ANTONIO PITA E HELOISA ARUTH STURM. COLABORARAM ELDER OGLIARI, EVANDRO FADEL e MARCELO PORTELA

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