Feileite movimenta R$ 7 mi em negócios

Em cinco dias, mais de 15 mil visitantes passaram pela feira; palestra do ex-ministro Roberto Rodrigues foi destaque

O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2008 | 02h37

A segunda edição da Feira Internacional da Cadeia Produtiva do Leite, Feileite 2008, terminou no sábado, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo (SP), com saldo de mais de 15 mil visitas e receita de R$ 7 milhões. Segundo os organizadores, focada nos pequenos e médios produtores, a Feileite reuniu público qualificado, interessado em novidades e motivado a investir. "Apesar da crise internacional e da redução do preço pago pelo leite ao produtor, a feira não foi prejudicada. Pelo contrário, o que vimos foi o interesse do produtor em encontrar alternativas para ficar menos vulnerável às oscilações do mercado" disse o diretor do Agrocentro, Décio Ribeiro dos Santos. A feira contou com a presença de 120 expositores e recebeu 1.500 animais, entre bovinos (holandês, jérsei, pardo-suíço, simental, sindi, girolando, gir leiteiro, guzerá e guzolando); ovinos (crioula, dorper, ile de france e santa inês) e caprinos (saanen, anglo-nubiana, toggemburg e alpina). A feira foi palco de quatro leilões, julgamentos, exposições das raças e torneios leiteiros. Labry TE da São José, da Rio Vale Agronegócios, foi premiada Campeã Vaca Jovem do Concurso Leiteiro. A vaca produziu 25,585 quilos de média nos dois dias do torneio. CONCURSO E PALESTRA Na programação técnica, os destaques foram o 3º Curso Feileite de Noções em Morfologia e Julgamento de Zebuínos com Aptidão Leiteira e o Seminário Feileite 2008. Na sexta-feira, a atração foi a palestra do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues. Ele destacou o desempenho do País para suprir a atual demanda por alimentos e para minimizar a inflação global. Também falou da supremacia nacional na produção do etanol e afirmou, em relação à crise mundial, que o País não será prejudicado, desde que o governo tome as providências necessárias. Segundo Rodrigues, haverá queda na produção mundial de alimentos em 2010. E, se mecanismos já existentes forem revistos, como a Política de Garantia de Preços Mínimos, os produtores poderão se organizar e os bancos terão mais confiança para liberar crédito. Caso isso não aconteça, os produtores terão menos recursos para investir, o que irá reduzir a produção, concluiu. INFORMAÇÕES: No site: www.feileite.com.br

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