Felipão diz que protestos podem prejudicar seleção na Copa

Protestos contra a Copa do Mundo ou cobrando melhorias nos serviços públicos podem prejudicar as chances da seleção brasileira na Copa do Mundo, alertou o técnico Luiz Felipe Scolari em entrevista exibida no domingo.

Reuters

28 Abril 2014 | 08h09

Centenas de milhares de pessoas tomaram as ruas de várias cidades do país em junho do ano passado para protestar, entre outras coisas, contra os gastos da preparação para a Copa do Mundo.

Há preocupação de que protestos afetem partidas da Copa do Mundo, depois que manifestantes marcharam na direção de estádios durante a Copa das Confederações no ano passado, inclusive com diversos protestos com a polícia.

Manifestações menores continuam ocorrendo no país, que vai receber a Copa do Mundo entre 12 de junho e 13 de julho, e representam uma das preocupações para os organizadores do Mundial.

Em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, Felipão disse que não é contra as manifestações, mas alertou que a Copa do Mundo não é o melhor momento para seus jogadores terem de lidar com questões externas.

"Eu acho que os protestos podem acontecer. Se forem protestos normais, sem quebra-quebra, eu penso que é a democracia, é uma situação social e todos têm o direito de protestar contra A ou B ou alguma coisa. Mas não sei se seria a hora de acontecer", disse Felipão.

Perguntado se os protestos podem causar dificuldades para os jogadores, o técnico respondeu: "Podem, e muito."

"Eles são jogadores da seleção brasileira que estão com uma missão. Então, eles podem pensar, eles podem se expressar, podem dizer assim: ‘olha, eu também gostaria de um Brasil melhor', mas que aquilo não seja uma parte que vai nos causar dificuldade dentro do nosso ambiente."

A presidente Dilma Rousseff afirmou este mês que o Brasil terá uma segurança "pesada" durante a Copa do Mundo e garantiu que o governo não vai deixar que o evento seja contaminado por qualquer tipo de violência.

(Por Andrew Downie, em São Paulo)

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