Fenabrave ajusta para baixo previsão de vendas de carros em 2013

O setor de distribuição de veículos reduziu levemente suas expectativas para o crescimento de vendas de automóveis, comerciais leves e caminhões neste ano, após a divulgação na semana passada do fraco crescimento do Produto Interno Bruto do país em 2012.

Reuters

05 de março de 2013 | 16h35

A Fenabrave, entidade que representa o setor, prevê aumento de 3,14 por cento nas vendas de automóveis este ano, ante estimativa anterior de 3,54 por cento, para 2,93 milhões de unidades. Para comerciais leves, a previsão foi reduzida para alta de 0,69 por cento, ante 1,05 por cento, a 797,94 mil unidades.

Já a projeção de alta nas vendas de caminhões caiu de 16 para 15 por cento, a 158,38 mil unidades, enquanto a previsão para ônibus avançou de 4,1 para 15 por cento, a 34,17 mil unidades.

"A projeção que divulgamos em janeiro era preliminar, e ainda não incluía os dados completos do mercado em 2012", afirmou a diretora da consultoria MB Associados Tereza Fernandez, que faz assessoria de análise econômica para a Fenabrave.

Segundo ela, os novos números embutem expectativa de crescimento do PIB de 3 por cento este ano e uma possível rodada de aumento de juros pelo Banco Central para conter a inflação.

O setor encerrou fevereiro com vendas de 222,5 mil carros e comerciais leves, queda de 5,65 por cento em relação ao mesmo mês de 2012. Os licenciamentos de caminhões recuaram 8,4 por cento, a 9.976 veículos, e os emplacamentos de ônibus caíram 4,74 por cento, para 2,63 mil.

"Fevereiro foi o primeiro mês em que os estoques de veículos não tiveram redução completa do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)", disse o presidente-executivo da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr.

No bimestre, os licenciamentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus subiram 5,6 por cento, para 546,5 mil unidades, impulsionados pelo desempenho recorde para o mês de janeiro.

O presidente-executivo da Fenabrave afirmou que os distribuidores de veículos terminaram fevereiro com estoque equivalente a 35 dias de vendas, "quando o ideal é 20 a 21 dias".

Na comparação com janeiro, o setor amargou queda de 24,5 por cento nas vendas de veículos, para a 235.102 unidades. Além da redução no desconto do IPI, as vendas também foram afetadas por um período menor de comercialização, disse Assumpção. Fevereiro contou com 17 dias úteis ante 22 em janeiro, o que também afetou as aprovações de financiamentos do BNDES para vendas de caminhões.

CAMINHÕES

Apesar da retração em fevereiro, Assumpção prevê aceleração nas vendas de caminhões nos próximos meses, por conta da expectativa de safra recorde de grãos e da perspectiva de crescimento maior da economia. Segundo ele, a produção de caminhões "pesados e extra pesados está praticamente toda comercializada até julho".

Em 2012, as vendas de caminhões despencaram cerca de 20 por cento, afetadas pela fraca expansão de 0,9 por cento da economia e forte antecipação de compras em 2011.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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