Fernandas, num labirinto de areia

Canal Brasil, 16h30. As duas Fernandas, mãe e filha - a Montenegro e a Torres -, interpretam diferentes fases de uma mesma personagem em Casa de Areia. O longa de Andrucha Waddington fez lembrar a alguns críticos o cultuado A Mulher de Areia, do japonês Hiroshi Teshigahara, nos anos 1960. No começo do século passado, mulher chega com a mãe a terras que foram compradas pelo marido. Trata-se de um imenso areal e a protagonista fica presa nesse labirinto, no qual o tempo se mede no céu (um cometa, um avião, etc). Andrucha, acusado de cosmetizar o sertão em Eu Tu Eles, radicaliza e faz aqui seu filme mais autoral. As atrizes ajudam, claro, e ainda cabe destacar a presença de outro diretor, Ruy Guerra, como ator.

Luiz Carlos Merten, O Estadao de S.Paulo

12 de março de 2010 | 00h00

Aloha Scooby-Doo

14h15 no SBT

(Aloha Scooby-Doo). EUA, 2004. Direção de Tim Maltby.

Scooby-Doo e a turma da Mystery Inc. vão para o Havaí, na expectativa de participar de um campeonato de surfe. O surgimento de um monstro força o grupo todo a se unir na investigação (e no combate à sinistra criatura). Animação feita para TV. Reprise, colorido, 70 min.

George, O Rei da Floresta 2

15h55 na Globo

(George of the Jungle 2). EUA, 2003. Direção de David Grossman, com Christopher Showerman, Julie Benz, Angus T. Jones, Thomas Haden Church, Christina Pickles, John Cleese.

No segundo filme da série, Brendan Fraser caiu fora e foi substituído por Christopher Showerman, mas o tema continua sendo o estranhamento do herói criado na selva e que volta à civilização. O personagem "George of the Jungle" surgiu nas tiras de Jay Ward, nos anos 1960, antes de ganhar esta série "live action" da Disney. Reprise, colorido, 86 min.

Missão Romana

22 h na Rede Brasil

(Inchiesta). Itália/Bulgária/Espanha/EUA, 2006. Direção de Giulio Base, com Daniele Liotti, Monica Cruz, Enrico Lo Verso, Ornellla Muti, F. Murray Abraham.

No ano 33 d.C., o imperador romano destaca soldado de confiança para investigar estranhos acontecimentos - um terremoto balançou seu reino e o céu escureceu como num eclipse. Tudo porque, na distante Judeia, um homem chamado Jesus teria ressuscitado, após ser crucificado. Com a proximidade da Semana Santa, os temas bíblicos voltam à TV. Inédito, colorido, 114 min.

O Som do Trovão

22h15 no SBT

(A Sound of Thunder). EUA, 2005. Direção de Peter Hyams, com Edward Burns, Catherine Mccormack, Ben Kingsley, William Armstrong.

Feito em 2002, este filme demorou três anos para estrear (e passou despercebido). Baseia-se numa história de Ray Bradbury, mas o roteiro confuso e os efeitos medíocres não ajudaram o diretor Hyams, que tem boas fantasias científicas no currículo (Capricórnio Um, Outland, Comando Titânio, etc). Na Chicago de 2055, empresa organiza viagens no tempo para quem quiser caçar dinossauros. Só que um problema na conexão coloca os caçadores em perigo (e ainda ameaça trazer os monstros antediluvianos para a atualidade... Reprise, colorido, 103 min.

Amélia

22h30 na TV Brasil

Brasil, 2000. Direção de Ana Carolina, com Beatrice Agenin, Marília Pêra, Myriam Muniz, Camila Amado, Alice Borges.

Matutas do interior de Minas chegam à corte, no Rio, para encontrar a irmã, que trabalha como camareira na companhia de teatro da lendária Sarah Bernhardt, que visita o Brasil. Mas a camareira morreu e a diretora Ana Carolina transforma o filme numa investigação psicanalítica sobre as origens do País, invertendo a proposta antropofágica de Nelson Pereira dos Santos em Como Era Gostoso o Meu Francês. Aqui, é a francesa quem "devora" as brasileiras interioranas... Reprise, colorido, 140 min.

Táxi 3

23h20 na Globo

(Taxi 3). França, 2003. Direção de Gerard Krawczyk, com Samy Naceri, Frederic Diefenthal, Bernard Farcy, Marion Cotillard, Edouard Montoute, Bai Ling.

Terceiro filme de uma série de sucesso na França, sobre as aventuras (trapalhadas?) de um taxista. Do elenco participa Marion Cotillard, antes da consagração como a cantora Piaf. Mesmo num papel insignificante, ela já era (muito) boa. Reprise, colorido, 94 min.

Dois Córregos

23h30 na Cultura

Brasil, 1999. Direção de Carlos Reichenbach, com Carlos Alberto Riccelli, Beth Goulart, Ingra Liberato, Vanessa Goulart, Luciana Brasil.

Mulher viaja no tempo e revive experiências de juventude, quando se envolveu com estranho na fazenda de uma amiga, no interior. "Intimista e pequeno", segundo o próprio autor, o filme trata do rito de passagem e da guerrilha urbana no Brasil. Reichenbach faz seu cinema dialogar com a música, na criação de um clima impressionista e melancólico. Ingra Liberarto é o destaque do elenco. Reprise, colorido, 112 min.

Amor sob Medida

2 h na Rede Brasil

(The Best Man). EUA, Alemanha, Hungria, Inglaterra, 2005. Direção de Stefan Schwartz, com Stuart Townsend, Amy Smart, Seth Green, Kate Ashfield, Jodhi May.

Um escritor em crise de criatividade - ele se considera um fracasso - encontra velho amigo que o convida para ser seu "best man" (padrinho de casamento). Simultaneamente, o herói encontra esta mulher que atrai. É a noiva. Comédia romântica que banaliza uma história que poderia render mais. Inédito, colorido, 96 min.

Intercine

2h25 na Globo

A emissora exibe o favorito do público entre - Duro de Matar 2, de Renny Harlin, segundo da série de ação com Bruce Willis no papel do tira John McClane: o herói enfrenta terroristas num aeroporto; e A Casa Almaldiçoada, de Jan De Bont, com Liam Neeson, Lili Taylor, Catherine Zeta-Jones, Bruce Dern, Virginia Madsen e Owen Wilson, sobre grupo que participa de experiência numa casa com fama de assombrada (e o diretor aproveita para tentar reviver velhas fórmulas de terror).

Sedução

3h40 na Rede Brasil

(Belle Époque). Espanha, França, Portugal, 1992. Direção de Fernando Trueba, com Jorge Sanz, Fernando Fernán Gómez, Maribel Verdú, Ariadna Gil, Miriam Diaz-Aroca, Penélope Cruz, Chus Lampreave.

Durante a Guerra Civil na Espanha, soldado desertor do Exército realista é acolhido por um velho anarquista que tem filhas particularmente sedutoras. Oscar de melhor filme estrangeiro, o cartaz da Rede Brasil possui uma graça toda especial, mas o espectador, hoje, talvez o veja como um clone de Almodóvar, o que não é. A própria Penélope Cruz estava em princípio de carreira. A estrela é Maribel Verdú. Reprise, colorido, 107 min. L.C.M.

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