Fernando Grella promete respeito aos direitos humanos

O novo secretário estadual de Segurança Pública, o ex-procurador-geral de Justiça Fernando Grella Vieira, foi empossado no cargo na manhã desta quinta-feira pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Durante a cerimônia, o governador ressaltou que o trabalho de Grella Vieira será não apenas de dar continuidade mas também aprimorar o combate ao crime no Estado de São Paulo. "É esse desafio (de combater a violência) que passa a ser comandado por Grella. O Estado não se intimida. Venceremos porque já vencemos antes", disse Alckmin. O governador exaltou o trabalho desenvolvido pelo ex-secretário Antonio Ferreira Pinto, dizendo que o legado dele não se perderá.

GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

22 de novembro de 2012 | 12h17

Para o governador de SP, as questões relativas à segurança pública "estão no cerne da razão de ser do Estado". "O policial é o Estado, sua parte mais presente e mais visível aos olhos do cidadão. É grave policiais serem atacados. É um ataque ao próprio Estado", afirmou Alckmin.

Em seu discurso de posse, o novo secretário de Segurança Pública disse que a base do combate ao crime organizado são "o planejamento, a inteligência e a interação entre todos os entes da federação". "O crime organizado não respeita fronteiras, ataca pelas costas".

Grella Vieira ressaltou ainda que o combate ao crime organizado não pode se omitir de garantir o respeito aos direitos humanos. Para ele, a atuação das forças de segurança pública tem de combinar "uma ação efetiva do Estado e o respeito irrestrito aos direitos humanos". "Não se pode tolerar a omissão do Estado. Não se pode aceitar a violação dos direitos fundamentais do cidadão", afirmou.

Já o ex-secretário Ferreira Pinto respondeu, em seu discurso de despedida, às críticas que recebeu de ter afastado a Polícia Civil da investigação dos crimes. "É uma falsa verdade dizer que a Polícia Civil foi afastada da investigação final", disse.

Ferreira Pinto defendeu ainda a atuação das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) durante sua administração - a corporação foi criticada por sua suposta truculência -, dizendo que a Rota foi responsável por recuperar mais de R$ 16 milhões em dinheiro vivo do crime organizado, além de apreender significativa quantidade de drogas e armamentos.

"Me orgulho de prestigiar a Rota", disse o então ex-secretário. "A Rota apreendeu essa quantidade de dinheiro para mostrar aos senhores que o crime organizado atua com dinheiro vivo."

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