AMANDA PEROBELLI/ESTADAO
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Festival Mimo terá edição só com mulheres e trans

A etapa de Paraty, entre 6 e 8 de outubro, terá da cantora portuguesa Teresa Salgueiro às brasileiras Liniker e As Bahias e a Cozinha Mineira

Julio Maria, O Estado de S.Paulo

04 Setembro 2017 | 19h51

O Mimo Festival vai, pela primeira vez em seu histórico, ter uma edição apenas com artistas mulheres e trans. A etapa de Paraty, entre 6 e 8 de outubro, terá como atrações de destaque os seguintes nomes: a cantora portuguesa Teresa Salgueiro, a malinense Oumou Sangaré, as bandas Liniker e os Caramelows, As Bahias e a Cozinha Mineira, a inglesa ALA.NI, a venezuelana Elodie Bouny (Venezuela) e Baby do Brasil.

O evento começa alguns dias antes, com os circuitos de Tiradentes (28 e 29/09) e Ouro Preto (29 e 30/09). A temporada Rio será dias 10, 11 e 12 de novembro. Em Olinda, de 17 a 19 de novembro. Os nomes de destaque nas outras cidades serão Anne Paceo (jazzista francesa), ALA.NI e Zé Nogueira (nas cidades mineiras); Manel Cruz, Ondatropica, Didier Lockwood, 3MA, Emir Kusturica, Vieux Farka Touré, Nouvelle Vague, Paulo Flores (embaixador do semba) e Laura Perrudin (no Rio e em Olinda) e Criolo, apenas no Rio.

Um outro festival adorou o mesmo tema. A partir de 29 de setembro a 2 de outubro, no Centro Cultural São Paulo, Red Bull Station e Jazz nos Fundos, o Sonora vai abrir espaço para artistas como Liniker, As Bahias e a Cozinha Mineira, Tiê e Alzira E.

Raquel Virgínia, das Bahias, fala do desequilíbrio de gênero nos festivais. “Tivemos edições do Lollapalooza, por exemplo, muito masculinas, com uma mulher em todo line up. Temos de construir outras narrativas, as que existem hoje estão muito viciadas.”

A idealizadora do festival, Lu Araújo, diz que não foi nada tão programado. “Decidi apostar quando percebi que conseguiria construir essa edição. Sempre brinquei dizendo que o Mimo era um festival feminino, de liderança feminina”.

Ela chama as atenções para a presença da malinense Oumou Sangaré, uma mulher que cantava para ajudar sua mãe a alimentar a família depois que o pai os abandonou.

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