Festival Sónar é pioneiro em interação com o público

Grupo brasileiro Bonde do Rolê foi uma das atrações do evento

Marcus Vinícius Brasil,

30 Junho 2008 | 00h00

"A internet é uma ferramenta poderosa para escutar o que os artistas estão fazendo. Não é mais preciso esperar para comprar um CD ou que alguém o envie pelo correio". A opinião é de Enric Palau, co-fundador do Sónar – festival espanhol que é um dos melhores exemplos de como a interatividade e a tecnologia podem servir a um evento de música. A 15ª edição do festival terminou no último dia 22, em Barcelona, com boa parte de sua programação dedicada a bandas emergentes e exposições interativas. Nesse ano, os brasileiros do Bonde do Rolê dividiram palco com atrações vindas de lugares como Japão e Escandinávia. "Devido ao cancelamento do show da cantora M.I.A., tivemos que encontrar um substituto em cinco dias. Pesquisamos no MySpace quais grupos tinham datas disponíveis na época", diz Palau. Apesar de ser exemplo da importância da web na divulgação de novos talentos, nem todos que se apresentam no Sónar são adeptos. "Continuo conhecendo coisas novas através de indicações de amigos em quem confio. Blogs são muito caóticos, têm muita informação e você acaba achando pouca coisa que realmente valha a pena" diz a cantora Yukimi Nagano, do grupo sueco Little Dragon.

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