Fiat não consegue se equiparar a margens da Chrysler--presidente

A Fiat não será capaz de alcançar a margem operacional de 7 a 7,7 por cento cobiçada pela sua irmã norte-americana Chrysler porque a Europa não reduziu capacidade de produção, afirmou o presidente-executivo de ambas as montadoras, Sergio Marchionne, à revista Automotive News.

REUTERS

07 Dezembro 2009 | 09h14

Marchionne disse em entrevista publicada nesta segunda-feira esperar que as duas montadoras atinjam 5,5 milhões de carros vendidos em algum ano "certamente antes de 2014", metade pela Chrysler, na qual a Fiat possui atualmente 20 por cento de participação.

"Eu acredito que um negócio automotivo conduzido com eficiência possa produzir entre 7 e 7,7 por cento nos Estados Unidos. Se esse número é possível no mercado europeu... a resposta é não", disse o executivo em entrevista, realizada em 21 de novembro. Texto completo em www.autonews.com.

"Na Europa, o excesso de capacidade estrutural não foi resolvido... a administração Obama... forçou uma reestruturação na indústria nas quais as empresas em ascensão, após o colapso, estão muito melhor adaptadas para gerar retorno de capital", afirmou ele.

Marchione divulgou uma apresentação detalhada para as marcas da Chrysler --Chrysler, Dodge, Ram e Jeep-- em 4 de novembro em Detroit tem dito que fará uma apresentação sobre a Fiat no primeiro semestre de 2010.

As duas empresas compartilharão arquitetura para a produção de alguns carros e a Fiat prometeu ao governo dos Estados Unidos que oferecerá tecnologia para produção de carros menores e menos poluentes para a Chrysler.

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