Fica para a próxima, Zulu

Laércio é Silva, mas escolheu Zulu como nome depois de se entusiasmar, ainda na escola, com a história guerreira do povo africano. Nascido em Amargosa, foi criado na vizinha Ilhéus, na Bahia. Aos 27 anos, virou o campeão brasileiro de bartenders.

O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2014 | 02h07

Sorriso fácil sob o bigode aparado, de gestos largos e polidos, ele foi para o World Class disposto a ficar entre os 16 finalistas que resistiram às primeiras provas. Não deu.

O ex-capoeirista admite que ficou nervoso na hora de executar o que vinha ensaiando havia pelo menos três meses na frente do espelho. "Acho que faltou ainda mais treino", diz Zulu.

Na prova multissensorial, em que botou os jurados sentados no chão e perfumou o ar com essência de amburana e priprioca, preparou um aromático drinque com rapadura e laranja-baía, mas esqueceu de pôr o gelo. Em outra prova, impressionou os jurados ao adornar com uma formiga seca um coquetel com cajá e uísque, chacoalhado num xequerê (foto) e servido em copinho de bambu que era também reco-reco. Sem falar inglês, não conseguiu descolar do folclore a cultura que tentou expressar. Mas recebeu elogios em privado dos jurados.

Bartender no La Maison Est Tombée, no Itaim, em São Paulo, começou na profissão meio por acaso: era faz-tudo de um resort do litoral baiano e um dia um cliente estava no bar e queria beber, mas o barman não estava. Zulu serviu um licor, o cliente gostou da postura dele e sugeriu que fosse estudar em São Paulo. Dito e feito. De lá para o mundo.

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