Fiéis se dizem felizes após missa de Envio no Rio

Com o fim da missa de Envio, fiéis que aguardaram até as últimas palavras do papa Francisco na praia de Copacabana se preparavam, no início da tarde deste domingo, para deixar a orla de Copacabana, no Rio. Mãe e filha, Elizabeth e Tatiana, fizeram a peregrinação no sábado (9,5 km entre a Central do Brasil e a praia) e passaram a noite na vigília. "Estamos muito cansadas, mas valeu muito a pena. Já estávamos bem antes da missa, agora estamos ainda melhor", disse a mãe, Elizabeth de Carvalho Leite, de 56 anos.

TIAGO ROGERO, Agência Estado

28 de julho de 2013 | 12h41

Elas moram no Méier, na zona norte. Com as estações de metrô de Copacabana completamente lotadas - o que se verificou em todos os dias de atividade da JMJ na praia -, elas teriam de encarar, depois dos 9,5 km do sábado e de uma noite mal dormida no chão, o caminho de 2 km até Botafogo para pegar um ônibus. "Foi uma experiência maravilhosa. Ver todos os povos, unidos, não havia diferenças", reforçou a comerciante. "Fora o frio (à noite) e o cheiro horrível dos banheiros químicos, foi tudo bem", afirmou.

Desde o primeiro cortejo do papa Francisco de papamóvel na praia de Copacabana, na quinta-feira, dona Creuza Pacheco, de 80 anos, veio todos os dias à orla, na esperança de ver de perto o pontífice. "Não consegui ver nem um tiquinho sequer", disse, sorrindo.

"Eu chegava sempre umas duas horas antes da passagem dele, mas já estava muito cheio perto das grades. Como tenho 80 anos, não queria ficar disputando espaço no meio do tumulto, né", afirmou a animada senhora, que mora em Copacabana. "Agora, vou fazer como em todos esses dias: chegar em casa e ligar a TV para ver tudo que aconteceu aqui".

Mesmo sem ter visto de perto o papa, a aposentada disse ter terminado a JMJ muito satisfeita. "Sinto-me totalmente abençoada! Com vida para mais uns 10 anos, com sobra", sorriu. Apesar do enorme volume de pessoas nos últimos quatro dias, a moradora de Copacabana disse não ter se incomodado. "Não incomodou em nada e não houve transtorno algum. Foi um dos momentos mais felizes da minha vida".

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