Filas e confusão por um Blackberry Storm em lojas da Verizon

Mais de 200 pessoas fizeram fila em uma loja em Manhattan e algumas saíram de lá sem o aparelho

Franklin Paul, Michael Erman, Brendan McDermid e Sinead Carew, Reuters

24 de novembro de 2008 | 18h52

Centenas de pessoas formaram filas em algumas lojas da Verizon Wireless desde a madrugada de sexta-feira para adquirir o BlackBerry Storm, o primeiro celular de tela sensível ao toque da Research In Motion (RIM), cujo objetivo é concorrer com o Apple iPhone.   Veja também:Blackberry terá celular com touchscreen e resposta ao toque   Mais de 200 pessoas estavam esperando em uma loja da Verizon no centro de Manhattan, nas primeiras horas da madrugada, e diversas delas tiveram de ir embora sem seu aparelho, porque o estoque se esgotou menos de uma hora depois da abertura da loja, às 8h. Os consumidores irritados causaram confusão, e a polícia teve de ser chamada para controlar os ânimos.   A Verizon informou que havia centenas de outras pessoas formando filas diante de suas lojas na costa leste dos Estados Unidos, mas acrescentou que tinha "muitos aparelhos" e que continuaria a receber novos embarques. A empresa não ofereceu detalhes específicos sobre seu nível de estoque.   Anthony Lewis, que estava em uma loja da Verizon perto do Bryant Park, em Nova York, tentou inicialmente comprar o Storm em lojas de eletrônicos localizadas nas imediações. Mas não encontrou o produto, apesar de estar inscrito em listas de espera desde antes do lançamento do aparelho, na sexta-feira.   "Eu tinha duas encomendas prévias, na Best Buy e na Circuit City. Agora estou aqui e fui informado de que o estoque está esgotado", disse Lewis, 28, de Brooklyn, Nova York. "Vai ver que oito da manhã é tarde demais".   Um funcionário da loja da Verizon informava aos clientes que, se eles encomendassem o aparelho via Internet ou na loja, o receberiam em prazo de cinco a sete dias.   O Vodafone Group, sócio da Verizon Wireless em parceria com a Verizon Communications, informou na quinta-feira que estava enfrentando dificuldades para atender a demanda pelo Storm, lançado em 14 de novembro.   A Vodafone, que está fornecendo o aparelho de graça a clientes britânicos que assinem contrato de telefonia móvel com a companhia, informou ter milhares de encomendas antecipadas.   Depois de alta que chegou a atingir os cinco por cento, as ações da Verizon estavam sendo negociadas a 26,90 dólares, com alta de 1,5 por cento, no pregão vespertino da bolsa de Nova York. Analistas disseram que o lançamento do Storm era provavelmente responsável pela alta da ação na sexta-feira.

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