Fim da CPMF é tiro que raspou o coração do governo, diz Ciro

Ex-ministro e potencial candidato àpresidência da República, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) dissenesta quinta-feira que a derrubada da CPMF "é um tiro queraspou o coração do governo". Ele acusou a oposição de atenderaos interesses de parte da população que se beneficia derendimentos financeiros. "Acho que foi um ato de irresponsabilidade contra o paíscomo há muitos anos eu não via igual", disse Ciro ajornalistas. Sugerindo que o governo terá que aumentar a cargatributária, Ciro afirmou que será preciso fazer um ajuste nascontas do governo. "(Eu) procuraria ajustar na mesma proporçãopela Receita toda essa arrecadação que acabou". Ciro reconheceu que a classe média tem interesse emdefender a redução da carga tributária e que a retórica contrao imposto sempre prosperará. "Para quem tem responsabilidade, aquestão é se o país suporta isso." Ele elogiou os avanços econômicos e fiscais do Brasil nosúltimos anos e alertou que será um desafio fazer o ajuste apartir de agora, lembrando que o ônus será atribuído ao governoatual. "Lamentavelmente, quem vai pegar o pepino de novo é opresidente Lula. Ele vai entregar o país ajustado porque eletem três anos para administrar essa contradição. Ou o paísarrebenta nestes três anos ou acha o ajuste com graves epenosos sacrifícios", disse. "Recomendo ao governo um diagnóstico delicado e umaterapêutica delicada, complexa, mas muito ágil e contundente." Reconhecendo que houve muitos erros na negociação conduzidapelo governo com o Senado e antes com a Câmara, Ciro admitiuuma vitória ou um sucesso parcial do governo em manter aDesvinculação das Receitas da União (DRU). "Não é o mal todo que se podia fazer. A oposição democratae tucana salva a DRU para atender aos rentistas sob cujahegemonia esse esforço se deu." (Reportagem de Renata de Freitas)

REUTERS

13 de dezembro de 2007 | 11h14

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