Fim do impasse nuclear depende da Coreia do Norte, diz Hillary

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, sugeriu na terça-feira que a Coreia do Norte terá que dar o primeiro passo para melhorar sua relação com os Estados Unidos ao encerrar seus programas nucleares. Falando um dia depois de Pyongyang haver afirmado que tem direito a lançar um míssil de longo alcance, Hillary disse que tal teste "não ajudaria" e que Washington está observando muito de perto se a Coreia encerrará suas ações "provocativas". Reportagens da mídia sul-coreana afirmam que Pyongyang está preparando-se para testar seu míssil de longo alcance Taepodong-2, que é projetado para alcançar o Alasca, mas nunca funcionou apropriadamente. Autoridades da Coreia do Sul também anteciparam um teste com um míssil de curto alcance próximo a uma disputada fronteira marinha, onde navios dos dois países se enfrentaram no passado. "O possível lançamento de míssil a que a Coreia do Norte está se referindo não ajudaria em nada", disse ela em uma coletiva de imprensa em Tóquio, após reunião no Ministério do Exterior japonês. Hillary repetiu uma oferta de acordo de paz e de normalização dos laços e da assistência internacional se a Coreia do Norte eliminar seu programa de armas nucleares, tópico principal de uma negociação que vem sendo executada por um grupo de seis países que inclui as duas Coreias, os EUA, a Rússia, a China e o Japão. Ela fez a oferta pela primeira vez na última sexta-feira, em um discurso, mas não houve resposta por parte de Pyongyang. "Se a Coreia do Norte cumprir os compromissos que já assumiu e de forma verificável e completa eliminar seu programa nuclear, então haverá uma resposta recíproca, certamente por parte dos Estados Unidos", afirmou Hillary. "Mas a decisão sobre se a Coreia do Norte cooperará nas negociações entre os seis países, encerrar a linguagem e as ações provocativas, cabe a eles. E nós estamos observando bem de perto." As conversas entre os seis países estão paradas há meses por causa da recusa da Coreia do Norte em permitir um sistema de inspeção e desmontagem de seu programa nuclear.

ARSHAD MOHAMMED, REUTERS

17 de fevereiro de 2009 | 07h50

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