Financiadora alemã testa estabilidade bancária na Europa

O sistema financeiro na Europa foi fortemente afetado pela crise que começou nos Estados Unidos

KEITH WEIR E GERNOT HELLER, REUTERS

05 de outubro de 2008 | 09h42

A Alemanha encara neste domingo a difícil tarefa de resgatar a financiadora Hypo Real Estate, realçando o desafio enfrentado por líderes europeus, que prometeram restaurar a estabilidade do sistema bancário, afetado pela pior crise financeira desde 1930.   Veja também: Bush sanciona lei que prevê US$ 700 bilhões contra a crise Aprovação do pacote protege o povo americano, diz Paulson Aprovação demonstra compromisso do governo, diz Bernanke Recurso extra reduz impopularidade de plano, diz economista Crise afetará neoliberalismo, dizem analistas Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Entenda o pacote anticrise que passou no Senado dos EUA A cronologia da crise financeira  Veja como a crise econômica já afetou o Brasil Entenda a crise nos EUA Autoridades do governo, do banco central e do órgão regulador do sistema financeiro realizam uma reunião neste domingo para discutir a situação do Hypo, depois que bancos alemães e seguradoras desistiram de participar de um programa de ajuda de 35 bilhões de euros (48,5 bilhões de dólares) liderado pelo governo alemão, pacote esse que havia sido acertado poucos dias atrás. Os governos da Bélgica e de Luxemburgo também lutam para proteger depositantes e dezenas de milhares de empregos por meio da busca de um possível comprador para parte do banco Fortis, depois da nacionalização da parcela holandesa da instituição. O sistema financeiro na Europa foi fortemente afetado pela crise que começou nos Estados Unidos, quando o setor imobiliário desmoronou e as dívidas hipotecárias ruins se multiplicaram. A escalada da crise paralisou os mercados de crédito, gerou grande volatilidade nas bolsas de valores e no mundo dos bancos, numa questão de semanas. Líderes europeus se reuniram em Paris, no sábado, para discutir uma resposta à crise, após autoridades norte-americanas terem aprovado um pacote, de 700 bilhões de dólares, para tentar resgatar o sistema financeiro do país. O presidente francês Nicolas Sarkozy, que convocou o encontro, disse que os governo precisam agir de forma coordenada. (Reportagem adicional de jornalistas da Reuters em Paris, Frankfurt, Bruxelas e Luxemburgo)

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