Fiocruz terá fábrica de vacina no Nordeste

Unidade no Ceará será a primeira fora do Rio a produzir vacinas contra febre amarela a partir de uma planta

CLARISSA THOMÉ / RIO, O Estado de S.Paulo

25 Maio 2012 | 03h10

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai construir a primeira fábrica de vacinas fora do Rio de Janeiro. A nova instalação ficará no Ceará, no município de Eusébio, na Grande Fortaleza. A unidade vai produzir a vacina de febre amarela por uma nova tecnologia que dispensa o uso do vírus atenuado - será a primeira vacina do mundo produzida a partir de uma planta.

A nova fábrica faz parte de um programa de expansão da Fiocruz e prevê a construção de outras três unidades, em Rondônia, Mato Grosso do Sul e Piauí.

"A Fiocruz quer repensar o seu programa nacional. Há vazios da presença da ciência, tecnologia, de temas importantes da saúde em algumas regiões do Brasil. Queremos tornar esses temas mais presentes em todo o País", afirmou o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha.

As unidades do Ceará, Mato Grosso do Sul e Rondônia serão licitadas este ano, e devem ficar prontas em dois anos. Os núcleos já estão instalados.

No Ceará, a fábrica será instalada no Polo Industrial Tecnológico da Saúde. Em janeiro, a Fiocruz já havia anunciado o acordo de transferência de tecnologia para a fabricação da vacina de febre amarela a partir de plataforma vegetal.

O novo imunizante é mais seguro, com baixo índice de efeitos adversos. A Fiocruz produz hoje 24 milhões de doses da vacina de febre amarela - 3,7 milhões são exportadas. No total, a fundação produz 140 milhões de doses de oito vacinas diferentes.

Em Rondônia, a Fiocruz trabalha no estudo de impacto na saúde da instalação das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. "Junto com o estudo tem a ideia de intervenções que possam mitigar problemas como a malária e outras doenças que podem vir decorrentes não só do impacto ambiental como da forte migração interna que esses projetos acarretam", diz.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.