Fluxo de veículos sobe em pelo menos 4 Estados, diz ABCR

O fluxo de veículos em rodovias pedagiadas apresentou alta em dezembro do ano passado em relação ao mesmo mês de 2006 nos quatro Estados analisados pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) e pela Tendências Consultoria Integrada: Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul. Todos os Estados também apresentaram crescimento significativo em 2007 na comparação com o ano anterior e o único a apresentar queda na passagem de novembro para dezembro foi São Paulo.As rodovias pedagiadas do Estado do Rio de Janeiro tiveram um crescimento de 3,9% em seu movimento no ano de 2007, em relação a 2006. Nesta comparação, o fluxo de veículos leves subiu 4,1% e o de pesados, 2,9%. "É importante considerar que, embora o crescimento do fluxo nas rodovias pedagiadas fluminenses não tenha acompanhado na mesma intensidade o Índice Geral, o Estado tem um histórico diferente: o crescimento foi menor, mas sob um patamar maior porque o Rio de Janeiro não registrou quedas acentuadas no passado, como foi o caso do Paraná ou do Rio Grande do Sul", explicou o economista da Tendências Juan Jensen.Na comparação dos dados de dezembro de 2007 e 2006, o Índice mostra um crescimento de 4,1% no movimento total, de 4,8% no de veículos leves e 0,3% no de pesados. Os dados de dezembro de 2007 em relação a novembro de 2007, considerando os ajustes sazonais, ficaram praticamente estáveis, com leve aumento de 0,1%, com alta de 0,4% no fluxo de veículos leves e queda de 1,1% no de pesados.Em São Paulo, o fluxo de veículos nas rodovias concedidas subiu 6,6% em 2007 em relação a 2006. Nesta comparação, o movimento de veículos leves teve alta de 7,2% e de pesados, 5,7%. "São Paulo é o Estado com maior peso no Índice e, por isso, segue a mesma tendência dos dados nacionais. Portanto, cabe a mesma avaliação: o resultado positivo é reflexo direto do bom ano da indústria e dos indicadores de renda", disse Jensen.Na comparação com dezembro de 2006, os dados de dezembro de 2007 mostram um crescimento de tráfego de 4% no fluxo total, de 4,5% no de veículos leves e de 2,9% no de pesados. Já na comparação com o novembro de 2007 e considerando os ajustes sazonais, os dados de dezembro revelam uma queda de 1,8% no fluxo total, de 0,7% no movimento de veículos leves e 2,1% no fluxo de veículos pesados.No Paraná, os dados de fluxo pedagiado de 2007 em comparação com 2006 mostram um aumento de 8,3%. Nesta comparação, o fluxo de veículos leves subiu 9,2% e o de pesados, 6,6%. "No Paraná, o resultado de 2007 foi acima do verificado nos dados gerais. Os dados de veículos pesados, por exemplo, refletem a boa recuperação da produção agrícola do Estado, depois de um período de crise. No caso de veículos leves, o que se vê é também um crescimento real e não apenas uma recuperação", comentou o economista da Tendências.Os dados de dezembro de 2007 mostram um crescimento de 9,6% no movimento total em relação ao mesmo mês de 2006. Nesta base de comparação, foi registrada uma alta de 10,6% no movimento de veículos leves e de 7,2% no de pesados. Os dados de dezembro de 2007 em relação a novembro de 2007, considerando os ajustes sazonais, mostram um aumento de 0,5% no movimento nas rodovias concedidas do Paraná, com alta de 1,2% no fluxo de veículos leves e queda de 0,4% no de pesados.No Rio Grande do Sul, os dados de fluxo indicam um crescimento de 5,8% no movimento das rodovias pedagiadas em 2007 na comparação com 2006. O fluxo de veículos leves subiu 6,2% e o de veículos pesados, 4,9%. De acordo com Jensen, "o que se vê nos dados de 2007 do Rio Grande do Sul é reflexo da recuperação da atividade do Estado, tanto no que se refere à produção quanto na renda da população".Os dados de dezembro de 2007, na comparação com o mesmo mês de 2006, mostram um crescimento de 7,3% no movimento total, com alta de 7,8% no de veículos leves e de 5,9% no de pesados. Os dados de dezembro de 2007 em relação a novembro de 2007, já considerando os ajustes sazonais, mostram um pequeno aumento de 0,2% no movimento nas rodovias concedidas gaúchas. Nesta comparação, o fluxo de veículos leves cresceu 0,6% e o de veículos pesados caiu 1%.

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