FMI descarta ajuda de emergência a emirado

O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse ontem que não espera conceder ajuda de emergência para Dubai enfrentar a crise de dívida do conglomerado Dubai World. "Esperamos não haver necessidade de suporte financeiro do FMI", disse o diretor do departamento de Oriente Médio e Ásia Central do Fundo, Masood Ahmed.

Dow Jones Newswires, WASHINGTON, O Estadao de S.Paulo

03 Dezembro 2009 | 00h00

Segundo ele, os Emirados Árabes Unidos têm recursos suficientes para "facilmente" lidar com as questões levantadas com o pedido de paralisação dos pagamentos da dívida do Dubai World.

Ahmed afirmou que os anúncios recentes ajudaram a reduzir a incerteza dos mercados financeiros. Na última segunda-feira, por exemplo, o conglomerado disse que apenas US$ 26 bilhões da dívida terão pagamentos interrompidos. Ele afirmou que o engajamento dos credores e investidores será fundamental para resolver o problema.

Ahmed disse também que um "impacto óbvio" da crise seria o de frear a atividade econômica de Dubai, tendo em vista a dimensão significativa do mercado imobiliário na economia do emirado.

De modo geral, segundo ele, a economia dos Emirados Árabes poderá crescer menos que o esperado. O FMI previa que o Produto Interno Bruto (PIB) do país não relacionado ao petróleo, que ele considera medir melhor a atividade econômica, cresceria 3% no ano que vem, depois do aumento esperado de zero a 1% este ano. Com a crise de Dubai, o FMI prevê agora que o PIB não relacionado ao petróleo crescerá "significativamente menos" de 3% em 2010, mas provavelmente terá um desempenho melhor do que o projetado para este ano. Dubai representa 40% da economia dos Emirados Árabes. De 2005 a 2008, o PIB dos Emirados, excetuando petróleo, cresceu 9%.

Sobre o possível efeito de contágio da crise de Dubai, Ahmed disse que os mercados parecem estar se estabilizando, e o impacto financeiro direto sobre os bancos internacionais parece estar contido.

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