FMI insta G20 a tomar mais medidas fiscal e monetária

O Fundo Monetário Internacional (FMI) quer que os líderes do G20 discutam em Washington, no próximo final de semana, respostas adicionais de política monetária e fiscal à crise financeira. Em uma carta datada de 6 de novembro aos chefes de governo do G20, o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, disse que os líderes do grupo precisam fazer mais para limitar os estragos da crise de crédito sobre a economia mundial. "Respostas adicionais de política monetária e fiscal precisam estar na agenda", afirmou Strauss-Kahn na carta obtida pela Reuters no sábado. "Há espaço para expansão fiscal em muitas economias avançadas e alguns emergentes e, com a inflação declinando, alguns bancos centrais têm espaço para mais alívio monetário." Strauss-Kahn encontrou-se no sábado com ministros de Finanças e dirigentes de bancos centrais do G20 em São Paulo. A expectativa é de que a reunião seja preparatória para a cúpula de chefes de Estado do G20 que acontece nos dias 14 e 15. Ele acrescentou que os líderes do G20 precisam garantir que o FMI esteja capitalizado adequadamente para fazer seu trabalho de ajudar os países a enfrentar a turbulência financeira. O diretor-gerente do Fundo também disse apoiar "fortemente" os pedidos de "um novo acordo de Bretton Woods" para reformular o sistema financeiro global, mas alertou que tal mudança não deve ser apressada. Em um aceno aos pedidos de emergentes de ter mais voz no cenário global, a carta também defende a expansão dos fóruns internacionais existentes para que sejam mais representativos do mundo econômico.

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