FMI precisa de bilhões de dólares para ajudar a combater crise

Gordon Brown pediu financiamento extra para que fundo possa escorar economias em dificuldades

Matt Faloon, REUTERS

02 Novembro 2008 | 10h52

O primeiro-ministro britânico Gordon Brown pediu no domingo bilhões de dólares de financiamento adicional para o Fundo Monetário Internacional escorar as economias em dificuldades, enquanto o premiê chinês, Wen Jiabao, dizia que sua prioridade é manter o crescimento doméstico forte da China.   Veja também: Crise financeira é sistêmica e ninguém escapará, diz Mantega Veja os reflexos da crise financeira em todo o mundo Veja os primeiros indicadores da crise financeira no Brasil Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise    Líderes de Mumbai a Moscou e Berlim tomaram medidas para escorar suas próprias economias no sábado. O banco central da Índia reduziu os juros pela segunda vez em duas semanas, a Rússia injetou 170 bilhões de rublos (6,4 bilhões de dólares) num banco estatal, e a chanceler alemã Angela Merkel prometeu apoio a um grande pacote de investimentos para reforçar a maior economia da Europa. Em Riad, Brown disse que os Estados petrolíferos do Golfo e a China precisam contribuir com dinheiro ao FMI, para que este empreste a países que correm o risco de colapso financeiro. "Se quisermos impedir que a crise financeira se espalhe, precisaremos de uma política de seguro global melhor para ajudar as economias com problemas", disse Brown. O premiê chinês Wen, escrevendo no diário ideológico do Partido Comunista, avisou contra os crescentes riscos domésticos de uma queda econômica mundial. "Diante da atual turbulência financeira e econômica internacional, precisamos dar maior prioridade ainda à manutenção do desenvolvimento econômico regular e relativamente rápido de nosso país", afirmou no relato. A China cortou seus juros na quarta-feira, pela terceira vez em seis semanas, para ajudar a quarta maior economia do mundo a suportar as reverberações da crise financeira global. Na Índia, o banco central reduziu no sábado sua taxa principal de juros para empréstimos, pela segunda vez em duas semanas, para aliviar o arrocho do crédito e incentivar o crescimento econômico. Nas últimas semanas, os responsáveis pela política econômica em todo o mundo vêm reduzindo os juros e injetando somas enormes nos sistemas bancários de seus países, para tentar combater os efeitos secundários da crise global, que levou ao congelamento dos mercados de crédito e ameaça mergulhar a economia mundial em recessão. Em Riad, Gordon Brown disse que o FMI precisa de centenas de bilhões de dólares adicionais para proteger as economias fragilizadas da crise. "Por isso estou pedindo mais recursos para o FMI - centenas de bilhões de dólares além dos 250 bilhões que o Fundo já tem disponíveis --para emprestar aos países em risco de colapso econômico", disse Brown, que se posicionou na dianteira da resposta global à crise. O ministro das Finanças do Kuait disse que seu governo vai basear sua decisão (sobre o apoio aos mercados internacionais) nas eventuais possibilidades de retorno e oportunidades de investimento. O ministro britânico da Economia, Peter Mandelson, disse que convencer a Arábia Saudita a contribuir para o FMI levará tempo e que não se espera nenhuma promessa de dinheiro já neste fim de semana. A viagem de Gordon Brown pelo Golfo precede a cúpula global que terá lugar em Washington em 15 de novembro, na qual ele e outros líderes mundiais vão defender uma reforma do sistema financeiro internacionais. REUTERS DL

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