FMI revê para baixo crescimento da economia mundial

Cifra para o ano que vem fica 0,4% ponto percentual abaixo de estimativa anterior.

Bruno Garcez, BBC

17 de outubro de 2007 | 11h30

O Fundo Monetário Internacional reviu para baixo as suas expectativas de crescimento da economia mundial para os próximos dois anos, de acordo com novos números divulgados nesta quarta-feira no relatório semestral Panorama Econômico Mundial. Para 2007, o Fundo manteve a projeção de 5,2% mas para 2008 a projeção foi reduzida dos mesmos 5,2% para 4,8% - uma redução de 0,4 ponto percentual. Em 2006, a economia mundial cresceu 5,4%.Um dos maiores ajustes nas projeções de crescimento do Fundo refere-se aos Estados Unidos, que, de acordo com o relatório desta quarta-feira, deverá crescer a uma taxa de 1,9% tanto neste ano como em 2008.A cifra para 2007 ficou apenas 0,1% percentual abaixo da estimativa feita pelo FMI em julho deste ano. Mas no mesmo período, o Fundo havia previsto que a economia americana cresceria um total de 2,8% em 2008.Segundo o Fundo, ''a economia mundial entrou em um período de incerteza e de potencial dificuldade''. O documento do FMI afirma que a crise econômica de agosto e de setembro corre o risco de ''descarrilar o que tem sido uma excelente meia década de crescimento econômico''.Segundo o relatório, os problemas no setor imobiliário americano são ''mais intensos do que se imaginava''.''As dificuldades atuais no mercado de hipotecas deverão ampliar a queda no segmento de investimentos residenciais, enquanto que o declínio na queda de preços de moradias deverá estimular proprietários a poupar parte de seus salários e, dessa forma, provocar um aumento na redução do consumo.''A boa notícia, de acordo com o FMI, é que ''os mercados emergentes e os países em desenvolvimento enfrentaram a recente tempestade financeira e estão fornecendo a base para um forte crescimento em 2008''. O FMI afirma que pela primeira vez a China e a Índia estão fazendo as maiores contribuições para o crescimento mundial. O relatório diz que ''a forte demanda interna nas economias dos mercados emergentes deverá continuar sendo um fator determinante para o crescimento global''. O documento afirma, no entanto, que entre os potenciais riscos para a economia mundial estão a pressão inflacionária, os voláteis mercados de petróleo, o impacto de fortes fluxos de capitais nos mercados emergentes e as contínuas desigualdades globais. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.