FMI vê crescimento global 'sem precedentes'

Relatório destaca que estabilidade pode ser duradoura, mas alerta para vulnerabilidades

BBC Brasil, BBC

10 de outubro de 2007 | 06h30

O Fundo Monetário Internacional (FMI) acredita que o crescimento econômico mundial está sendo ''compartilhado por todos os países de uma forma sem precedentes''. No capítulo As Mudanças nas Dinâmicas do Ciclo de Negócios Globais do relatório Panorama Econômico Mundial, que será lançado na próxima semana, o fundo afirma que a atual diminuição de volatilidade, o aumento da estabilidade e a duração dos ciclos de expansão econômica são reflexos que podem se mostrar duradouros.   Veja também: FMI cita Brasil como exemplo de redução da desigualdade Mas acrescenta que ''a volatilidade em média baixa não descarta a possibilidade de que ocorram eventuais recessões''. Segundo o FMI, ''a tarefa de manter expansões exige que os autores de políticas econômicas se adaptem, porque os processos de comércio e de globalização financeira podem ter gerado novos riscos e vulnerabilidades''. Como exemplo, o fundo cita que ''as perdas associadas ao elevado grau de investimentos no mercado de hipotecas subprime (de alto risco) dos Estados Unidos geraram tensões no setor bancário de várias economias avançadas, causando preocupações em relação a uma possível crise de crédito''. O estudo afirma que ''a economia global está agora em seu quinto ano de forte expansão'', o maior período de crescimento sustentável desde o final da década de 60 e o início dos anos 70. E acrescenta que um dos fenômenos particularmente ''únicos'' do atual período, é que ''o forte cresimento está sendo compartilhado pela maior parte dos países, como prova da dispersão do crescimento por diversos países. Em outras palavras, virtualmente todos países estão indo bem''. O relatório diz que, entre as economias avançadas, as recessões profundas praticamente desapareceram após o período da Segunda Guerra Mundial. Mas acrecenta que nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento, ''a tendência por ciclos de negócios dinâmicos têm tido resultados mais mistos''. O documento identifica a expansão da China e da Índia como sendo similar ao do crescimento no pós-guerra do Japão, Europa ocidental e as novas nações industrializadas da Ásia. Mas adverte que ''em contraste, as maiores economias da América Latina (Argentina, Brasil, Chile e México), não vêem um aumento na duração de seus períodos de expansão desde os anos 70, devido a recorrentes crises fiscais e financeiras.''   BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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