Fogo destrói quadros de Di Cavalcanti e Guignard no Rio

O marchand e colecionador Jean Boghici informou na tarde da terça-feira a destruição dos quadros "Samba", de Di Cavalcanti, e "A Floresta", de Guignard, no incêndio da noite passada em seu apartamento em Copacabana, no Rio. Muitas obras foram preservadas, entre elas "O Sono" e "Sol Poente", de Tarsila do Amaral, e "Bichos", de Lygia Clark.

FELIPE WERNECK, Agência Estado

14 de agosto de 2012 | 14h21

"O sentimento é de raiva e vingança. Vou me vingar fazendo uma bela exposição no Museu de Arte do Rio. Estou muito chateado, com vontade de chorar. Não é pelos quadros, mas pela minha gata que morreu", disse Boghici, na porta do prédio, na Rua Barata Ribeiro, em entrevista emocionada, ao lado da mulher, Geneviève, que chorava. Boghici nasceu na Romênia e tem 84 anos.

O curador Leonel Kaz confirmou a realização da mostra "O colecionador", com as obras de Boghici, no Museu de Arte do Rio, que ainda será inaugurado. "Quando se perde um patrimônio que, apesar de pessoal, é nacional também, nenhuma notícia é tão boa. São patrimônios do Jean e do País. No entanto, muita coisa se preservou. Tanto é que essa exposição ia mostrar pela primeira vez esse conjunto extraordinário que Jean reuniu durante 50 anos, e isso vai ser mostrado. As peças que se foram serão homenageadas."

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