Fogo teve início durante festa

No início da madrugada de 25 de fevereiro, um incêndio de grandes proporções destruiu cerca de 70% da base brasileira na Antártida, a Estação Antártica Comandante Ferraz.

O Estado de S.Paulo

15 Dezembro 2012 | 02h04

Dois militares da Marinha que tentaram debelar as chamas morreram: o primeiro-sargento Roberto Lopes dos Santos e o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo. Os demais 40 ocupantes da base conseguiram escapar ilesos ou com pequenos ferimentos.

O fogo começou por volta das 2 horas da madrugada, na Praça das Máquinas, onde funcionavam os geradores de energia da estação, e se alastrou com rapidez. Os dois militares que morreram não conseguiram abandonar a praça quando as chamas se espalharam em demasia.

Três dias após o fogo, os dois militares mortos receberam homenagens na Base Aérea do Galeão, no Rio, numa cerimônia que contou com a presença do vice-presidente, Michel Temer, e do ministro da Defesa, Celso Amorim.

O primeiro-sargento Luciano Gomes Medeiros, agora denunciado à Justiça pelo Ministério Público Militar (MPM) pelos danos e pelas mortes dos colegas, sofreu queimaduras no braço e teve alta hospitalar nove dias depois do desastre.

Na madrugada em que ocorreu o incêndio uma festa estava sendo realizada na sala de estar da base, batizada de Baile da Terceira Idade. Era uma homenagem à pesquisadora Therezinha Monteiro Absher, agrônoma e oceanógrafa da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que comemorou neste ano 30 anos de expedições ao continente gelado.

Durante a comemoração, havia cerca de 40 pessoas na Estação Antártica Comandante Ferraz, entre elas pesquisadores e servidores militares e civis da Marinha.

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