Fome afeta 49 milhões na América Latina

A fome na América Latina e no Caribe afetou 49 milhões de pessoas entre 2010 e 2012, com uma redução de apenas 1 milhão de famintos em relação ao triênio anterior, apesar do auge econômico da região, cujos efeitos são reduzidos pela má distribuição de renda.

SANTIAGO, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2012 | 02h15

Segundo um documento apresentado ontem em Santiago (Chile), pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), 8,3% da população da região não ingere as calorias diárias necessárias para levar uma vida saudável.

Nove dos 33 países da região contam com uma taxa de predomínio de fome inferior a 5%, enquanto em 16 Estados a taxa é superior a 10%, indica o Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e no Caribe 2012.

Os países mais afetados pela fome na região são o Haiti, com uma incidência de 44,5%, a Guatemala (30,4%), o Paraguai (25,5%), a Bolívia (24,1%) e a Nicarágua (20,1%).

"O crescimento que as economias dos países tiveram não se traduziu em uma diminuição equivalente nos índices", afirma o relatório, que lembra que a América Latina e o Caribe "ainda mostram níveis de desigualdade muito altos em relação a outras regiões do mundo".

Mesmo assim, houve queda contínua, embora lenta: 16 milhões de pessoas deixaram de ter fome na região nos últimos 20 anos, em relação aos 65 milhões que sofriam esse mal entre 1990 e 1992.

Durante a apresentação do relatório, Adoniram Sanchez, oficial de Políticas do Escritório Regional da FAO, detalhou que a região está se aproximando do cumprimento da primeira das Metas do Milênio - a de reduzir pela metade, entre 1990 e 2015, o número de pessoas com insegurança alimentícia na região. / EFE e REUTERS

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