Força Nacional ocupará favelas do Rio durante obras do PAC

Tropas federais vão auxiliar aspolícias civil e militar do Rio de Janeiro na ocupação dasfavelas que serão contempladas por obras do Programa deAceleração do Crescimento (PAC) a partir de março, informou aSecretaria de Segurança Pública do Rio. Os primeiros detalhes do esquema de segurança nascomunidades do Alemão, Rocinha e Manguinhos foram definidosnesta segunda-feira numa reunião com o ministro da Justiça,Tarso Genro, e o Secretário Nacional de Segurança Pública,Antônio Carlos Biscaia. A polícia do Rio vai ter o apoio da Força Nacional deSegurança para ocupar as comunidades. Em princípio, o empregodas Forças Armadas está descartado no plano de urbanização dasfavelas. As polícias federal e rodoviária federal vão atuar nosetor de inteligência. "Pretendemos uma mudança de paradigma. Trata-se de umaocupação pacífica. Vamos dialogar, sem dúvida. Não é umaguerra", afirmou Genro, acrescentando que representantes dogoverno federal e autoridades do Estado vão se reunir com aslideranças das comunidades antes da ocupação policial. O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame,completou: "A polícia não vai levar a violência e não vai emespírito de guerra. Vamos colocar a força necessária para queas obras sejam realizadas". O efetivo será definido em uma reunião nos próximos dias. AForça Nacional de Segurança já atuou no Rio antes e durante osJogos Pan-Americanos, em julho do ano passado. BOLSA PARA POLICIAIS No encontro, Beltrame apresentou uma lista de policiais doRio de Janeiro que são candidatos a receber uma bolsa dogoverno federal. O Pronasci- Programa Nacional de Segurança com Cidadania-prevê a concessão de uma bolsa de 400 reais ao mês aospoliciais que participarem de cursos de reciclagem, cidadania eoutros oferecidos pelo governo. O teto para receber o benefício é de um salário mensal de1.400 reais ao mês. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o Pronasci teria20 mil bolsas disponíveis para o Rio de Janeiro. O Estado tem cerca de 39 mil policiais militares e 10 milpoliciais civis, que têm uma piso maior que os militares--aproximadamente 1.300 reais contra 800 reais.

RODRIGO VIGA GAIER, REUTERS

28 de janeiro de 2008 | 21h14

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