Goran Tomasevic/Reuters
Goran Tomasevic/Reuters

Forças de Assad cercam reduto rebelde em Alepo

Tanques do exército sírio atiraram contra a cidade neste domingo e helicóptero metralhou rebeldes

Reuters

05 de agosto de 2012 | 11h40

ALEPO - Tanques do exército sírio atiraram contra Alepo neste domingo, 5, e um helicóptero metralhou posições rebeldes enquanto lutavam pelo controle da maior cidade do país e campo de batalha importante no levante de 17 meses.

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Depois que um Conselho de Segurança da ONU paralisado sobre a Síria forçou o enviado de paz Kofi Annan a renunciar na semana passada, os rebeldes sofreram com o ataque do governo em Alepo e na capital Damasco.

Um correspondente da Reuters em Alepo testemunhou duros combates de rua no bairro de Salaheddine, porta de entrada para a cidade de 2,5 milhões de pessoas.

Os tanques entraram em becos onde rebeldes buscavam abrigo e um deles atingiu um prédio perto do repórter, jogando destroços na rua e enviando enormes colunas de fumaça para o céu.

A televisão estatal disse que as forças de Assad estavam "limpando a sujeira terrorista" do país. A Síria mergulhou em um conflito cada vez mais sectário que matou cerca de 18.000 pessoas e que pode se espalhar para os Estados vizinhos.

Em Damasco, caças bombardearam a capital no sábado enquanto soldados mantinham uma ofensiva que começara no dia anterior contra o último bastião rebelde ali, disse um morador.

As duas cidades - prêmios importantes na batalha pela Síria - ficaram relativamente livres da violência nos primeiros meses do levante, mas os combates foram para Damasco logo depois que uma bomba em 18 de julho matou quatro pessoas do círculo próximo a Assad. Logo depois, os combates começaram em Alepo.

Os rebeldes tentaram no sábado aumentar sua área de controle em Alepo, de Salaheddine para a região ao redor das emissoras de rádio e televisão, mas encontraram resistência, disse um ativista.

A televisão síria disse que um grande número de "terroristas" foi morto e ferido depois que tentaram invadir as emissoras.

Em desvantagem de armas frente às forças de Assad, os rebeldes tentam constantemente encontrar armas.

"Nós só temos 200 tiros por arma", disse Abu Furat al-Garabolsi, um oficial do exército que desertou. "Temos que estar completamente seguros quando atiramos contra um avião porque não seremos capazes de reabastecer o que usamos".

No domingo, rebeldes sírios assumiram a autoria do sequestro de 48 peregrinos iranianos na Síria e disseram que estavam checando as identidades deles para mostrar que Teerã estava envolvida na luta do lado de Assad, disse um oficial rebelde.

A entrevista foi transmitida depois que a televisão al-Arabiya, sediada em Dubai, mostrou um vídeo com imagens de homens armados checando os documentos de identidade de iranianos sequestrados.

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