Forças iemenitas disparam contra manifestação e ferem dez

Forças iemenitas leais ao presidente Ali Abdullah Saleh dispararam tiros neste domingo contra uma passeata em Sanaa, ferindo pelo menos dez pessoas, disseram médicos, elevando as tensões enquanto líderes da oposição se preparam para se reunir com mediadores do Golfo Pérsico.

MOHAMED SUDAM E MOHAMMED GHOBARI, REUTERS

17 de abril de 2011 | 17h19

Os médicos afirmaram que cerca de 200 ou mais manifestantes foram dominados com gás lacrimogêneo enquanto marchavam fora da habitual zona de protesto, nas ruas próximas à Universidade de Sanaa, o centro de protestos pró-democracia que duraram três meses.

"Chegamos próximos ao Centro Comercial de Sanaa quando a polícia nos confrontou com gás lacrimogêneo e de repente abriu fogo contra nós de todas as direções", afirmou o manifestante Sabry Mohammed. "Um estado de terror foi estabelecido entre os manifestantes e alguns fugiram para as ruas próximas."

Aliados do Ocidente e do Golfo tentaram sem sucesso até agora intermediar uma resolução para a crise sobre a transição de poder de Saleh, que governa o país há 32 anos e diz que pretende entregar o cargo, mas apenas a "mãos seguras".

Aliados sauditas e ocidentais do Iêmen temiam que um prolongado impasse pudesse causar conflitos entre unidades militares rivais e proporcionar um caos que beneficiaria o braço da Al Qaeda que opera no montanhoso e pobre país asiático.

Os feridos dos conflitos foram levados ao hospital por ambulâncias e carros particulares, e tubos de gás lacrimogêneo estavam espalhados pela rua. Conflitos também ocorreram em Dhamar, ao sul da capital.

Mais conteúdo sobre:
IEMENPROTESTOSFERIDOS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.