Forças sírias matam cinco após acordo com Liga Árabe

Forças de segurança sírias mataram cinco pessoas na cidade de Homs nesta quinta-feira, disseram ativistas e um morador local, um dia depois que o governo concordou em retirar as forças militares das cidades como parte de um acordo com a Liga Árabe para encerrar a instabilidade política no país.

KHALED YACOUB OWEIS, REUTERS

03 de novembro de 2011 | 11h07

Depois de sete meses de protestos nas ruas pedindo a renúncia do presidente Bashar al-Assad e o surgimento de uma insurgência armada contra seu governo, a Síria concordou na quarta-feira com um plano da Liga Árabe para retirar o Exército das cidades, libertar prisioneiros políticos e participar de negociações com a oposição.

Os críticos de Assad rejeitaram suas propostas anteriores de diálogo como sendo falsas, dizendo que os assassinatos deveriam parar antes que diálogos com qualquer significância pudessem ser realizados. A principal força de oposição, o Conselho Nacional, não comentou sobre a aceitação síria do plano proposto pela Liga Árabe.

No entanto, Burhan Ghalioun, uma das principais lideranças do conselho, em Paris, manifestou suas dúvidas sobre se o acordo seria implementado.

"O regime aceitou a iniciativa árabe por medo do isolamento árabe, sua fraqueza e sua falta de opções. Mas essa aceitação não significa que respeitará suas cláusulas", disse Ghalioun em sua página no Facebook.

Na Síria, moradores e ativistas disseram que não havia sinais por enquanto de retirada das tropas, e as operações de segurança ainda estavam sendo realizadas.

Em Homs, tanques usaram metralhadoras pesadas e armas anti-aviões em Bab Amro, área de concentração de protestos e local das operações militares contra insurgentes escondidos na cidade.

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