Forças turcas encerram operação contra militantes curdos

As forças armadas da Turquia encerraram uma operação de quase três semanas contra militantes curdos, na região sudeste de Semdinli, na fronteira com o Irã e o Iraque e mataram "uma grande quantidade" de combatentes, disse o governo local em um comunicado neste sábado.

Reuters

11 de agosto de 2012 | 18h01

Aviões turcos bombardearam posições do Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK, na sigla em inglês) ao redor da região montanhosa no que foi um dos mais intensos combates dos últimos anos de um conflito de décadas e que já matou 40 mil pessoas.

"As operações com apoio aéreo das nossas forças de segurança no dia 23 de julho de 2012, foram concluídas na manhã do dia 11 de agosto de 2012", declarou o gabinete do governador de Hakkar, a província onde Semdinli está localizada.

"Como resultado das operações, conduzidas com rigor e determinação, a organização terrorista PKK foi incapaz de alcançar seus objetivos cruéis e um grande número de seus membros foram neutralizados", dizia o comunicado, usando um eufemismo muito usado por autoridades ao falar de mortes.

Erdogan disse no dia 7 de agosto que 115 militantes do PKK haviam sido mortos em Semdinli. Os combates começaram depois que o PKK criou postos de controle e tentou construir uma fortaleza no local. Os militantes lutam pela autonomia do sudeste da Turquia, de população basicamente curda, desde 1984.

A Turquia, os Estados Unidos e a União Europeia consideram o PKK como uma organização terrorista.

Murat Karayilan, líder do PKK, disse na semana passada que o grupo estava mudando as suas táticas na batalha de Semdinli, de acordo com o Firat News, um site próximo dos militantes.

Em vez dos seus ataques relâmpagos contra as forças de segurança da Turquia, os combatentes do PKK ficaram posicionados em Semdinli numa tentativa de estabelecer uma fortaleza no local, disse ele.

(Por Seymus Cakan)

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