Fórum dos Leitores

HORROR ISLÂMICO

O Estado de S. Paulo

15 Novembro 2015 | 03h00

Novo massacre em Paris

Causam revolta e indignação os ataques terroristas em Paris, matando dezenas de inocentes e ferindo outros tantos. Mais uma vez a Cidade Luz é vítima de atos covardes e bestiais, praticados por fanáticos que têm ódio da humanidade e querem impor sua visão obtusa de mundo. Nossa solidariedade às vítimas e familiares. Em vez de lutar contra governos e exércitos, os terroristas atacam inocentes, de todos os credos e etnias, que até poderiam ser simpáticas à causa. É um crime contra a humanidade, que não pode ficar impune. Até quando? “Somos todos Paris.”

RENATO KHAIR - renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Tragédias previsíveis

A quais países interessa e quem sustenta essas organizações terroristas que só sabem espalhar dor e sofrimento em ataques covardes entre os que não professam sua fé? Não terá, ainda, chegado o momento de o mundo livre tomar posição, diante de tanta barbárie, e parar de comerciar com esses países?

LUIZ NUSBAUM - lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Vai continuar

Na semana passada a OCDE, com o voto francês, ordenou que todo produto israelense vindo da linha verde deverá obrigatoriamente ter clara identificação. A meta é melhorar a possibilidade de boicote econômico. No Brasil, Caetano afirma que não vai mais a Tel-Aviv. Enquanto o mundo servir aos interesses islâmicos, eles se verão apoiados e aceitos - e esses massacres vão prosseguir. Já houve na Espanha, na Inglaterra, na Chechênia, na Bélgica, nos EUA e, agora, de novo na França. Vai continuar. Cada atitude anti-Israel é entendida como apoio tácito aos extremistas do mundo muçulmano, que se veem atendidos e entendidos em seus métodos. Ou mudamos a forma de enxergar o conflito no Oriente Médio ou nos acostumemos a cada vez mais a maiores chacinas. O Brasil ainda não foi, mas poderá, sim, ser alvo também.

MARCOS SUSSKIND - chegadedrogas@gmail.com

São Paulo

Compreensão

Será que agora o mundo vai entender um pouco melhor o povo de Israel, que já sofreu ataques similares aos de Paris e continua sofrendo, diariamente, mas é criticado e condenado quando se defende?

NELLY DE BOBROW - nellyb66@gmail.com

São Paulo

Terrorismo

Contra um homem mau armado, só homens bons também armados. O desarmamento deixa os homens bons indefensos.

OSCAR MULLER

oscarmuller2211@gmail.com - São Paulo

 

IMPEACHMENT

Futuro do Brasil

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, disse que o País precisa ter “paciência” nos próximos três anos para não embarcar no que chamou de “golpe institucional”, que, segundo ele, significaria o retorno a tempos “tenebrosos”. Com todo o respeito que merece em razão do cargo que ocupa, o ministro fala exatamente o que o chefe Lulla vem pedindo, paciência com a presidente Dilma, a despeito de todos os problemas causados por ela, por incompetência e omissão. E age como um petista, defendendo o indefensável. Acontece que o povo não aguenta mais tantos desmandos e corrupção; quase 2 milhões de brasileiros perderam o emprego e estão desesperados. O pensador dinamarquês Soren Kierkegaard disse que a vida tem de ser vivida para a frente, mas para entendê-la temos de olhar para trás. Por isso é que, olhando para a frente e não vendo futuro nenhum para o Brasil, paramos para olhar o passado dessas pessoas que falsamente venderam esperança ao povo brasileiro durante 12 anos e nunca entregaram, mas sempre se locupletaram. E queremos corrigir esse rumo, já, trocando a presidente, para que nossos filhos tenham um futuro melhor.

ANTONIO CARLOS SROUGÉ - acsrouge@uol.com.br 

São Paulo

Golpe institucional

O aparelhamento dos Poderes da República, por si só, já é um golpe institucional. Quer dizer que devemos aguentar só três anos? E depois, se a oposição vencer, então aí, sim, poderá haver golpe institucional? E se houver uma ação, nos limites da lei, nesse período de três anos, será golpe institucional? Senhores, poupem-nos de náuseas!

JOSÉ ROBERTO CICOLIM - jrobcicolim@uol.com.br

Cordeirópolis

Lições da História recente

Dada a situação pré-falimentar do Brasil (a despeito de seu extraordinário potencial), ouço de muita gente, pessoas de bem e com excelente educação formal que a solução para o nosso país é a intervenção militar, a fim de pôr ordem no caos que estamos vivendo. É lamentável que tantos desconheçam a História nacional tão recente, pois há 30 anos o Brasil vivia sob as trevas de uma ditadura sanguinária, implacável, arcaica. Não há como ter nostalgia daqueles anos sombrios. Registro que tenho franco respeito pelas Forças Armadas do Brasil, pois não é só de ditadores que foi feita a centenária história do Exército Brasileiro. Não podemos esquecer a Força Expedicionária Brasileira, que foi lutar em solo europeu contra a tirania do nazismo e do fascismo, que ameaçava o mundo na metade do século passado. Nossos pracinhas foram heróis, nunca devidamente valorizados pelos brasileiros. Mas, enfim, não há como negar que no período 1964-85 o País viveu seus piores dias. Muitos dirão que o momento atual é bem pior, mas não é verdade. Apesar desta crise colossal, qualquer pessoa tem o direito inalienável de dizer o que pensa sobre qualquer assunto. Naquela época essa liberdade não existia. Quem discordasse do regime sofria tenebrosas e fatídicas consequências, como Vladimir Herzog e tantos outros. É fato inconteste que nossa classe política atual não dignifica a democracia, reconquistada a duras penas pela sociedade. Porém é preferível a pior das democracias a viver na melhor das ditaduras. Se é que existe ditadura melhor. Seja de esquerda ou direita, não creio que haja. Dito isto, eu me somo aos mais de dois terços dos brasileiros que não veem outra saída para esta infeliz encruzilhada em que os governos lulopetistas puseram o Brasil senão a deposição legal, constitucional e pacífica de Dilma Rousseff, por sua flagrante e incontestável incapacidade administrativa, política e de temperamento para o exercício da função de presidente da República, para a qual foi eleita e reeleita de forma enganosa - estelionato eleitoral que até seu criador admitiu. Em suma, só a democracia nos permite dizer isto em alto e bom som. Portanto, intervenção militar nunca mais. Impeachment já!

SANDRO FERREIRA - sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

 

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BRASIL

15 de Novembro de 1889

Apenas um ano e meio após a Lei Áurea, no Brasil, um traiçoeiro golpe militar derrubou o parlamentarismo menos imperfeito que já tivemos, que nos garantiu estabilidade e liberdade de imprensa, nos livrou de ditaduras, populismos e caudilhos e permitiu grandes mudanças, como a extinção, por via institucional, sem uma guerra civil, da escravatura. Jogamos fora uma respeitada, progressista e republicana monarquia constitucional e parlamentarista. E cá estamos: na sexta “República” (iniciada em 1985), sob a sexta Constituição republicana, já com quase cem emendas! Padecemos de crise em crise, de escândalo em escândalo, com raros e frágeis momentos de aparente normalidade. Narcotizados por sucessivas ilusões e promessas vazias, afundamos, cada vez mais, em baixa autoestima e negativa autoimagem. Perdemo-nos há 126 anos e não conseguimos mais encontrar o caminho de volta.

Gustavo Luís Dória Costa doriacosta@terra.com.br 

Santos

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Proclamação da República

15 de novembro, um dia, não será mais um dia de festas, assim como fizeram com o 31 de março. O dia da Proclamação da República, sim, foi um golpe contra a monarquia, que é um sistema de governo a favor do povo. Na monarquia, quem tem o poder em nome do povo pode destituir quem está governando mal, sem que precise passar por tanta sujeira, tanto conchavo, tanto desperdício de tempo e de dinheiro público. O dia em que a população prestar a atenção na maravilha que é um sistema monárquico no País, dará um passa-fora nesta “República” criadora de quadrilhas. O 15 de novembro será lembrado, sim, mas como é a sexta-feira santa, um dia de morte.

 

Roberto Moreira da Silva rroertoms@uol.com.br 

São Paulo

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“República?”

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br 

São Paulo

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Viva a República e viva a democracia!

Os desvios de recursos nas empresas públicas brasileiras, bem como o aparelhamento da máquina pública no Executivo e no Judiciário, corroboram para a depreciação do bem público, tema constante nos discursos populistas dos petistas e que provoca endurecimento da vida das populações carentes, pela inexistência ou incompetência da presença do Estado no auxílio a essas famílias. Parece que os recursos roubados das estatais e empregados nas campanhas políticas justificam o ato, na visão marginal e contaminada da maioria dos políticos, como se o dinheiro arrecadado estivesse disponível para esse fim.  Os políticos populistas iludem parte da população, fazendo crer que desviar (roubar) recursos das empresas públicas com o objetivo declarado de custear campanhas é praxe comum desde sempre. Lamentável ver que os idólatras desta embriaguês lulopetista nem ao menos se permitem uma avaliação dos atos e repercussões praticados por seus representantes, fingindo não perceber o caos que se avoluma na saúde, na habitação, na educação, na segurança pública e em tudo o mais que necessite de dinheiro para financiar o bem-estar do cidadão. Revoltante e degradante verificar que estão comprando presença e apoio de pessoas em atos políticos públicos de agrado à presidente. Os sindicatos adotam a estratégia do mensalão, que outrora o PT adotou para comprar apoio dos deputados e reforçar suas bancadas no Legislativo federal. Assim o fazem os sindicatos com os manifestantes-marionetes, desprezando um dos pilares elementares da democracia: a liberdade de expressão. Mas o que esperar de um governo alicerçado sobre mentiras, alimentado por falácias e sobrevivente do caos? Mentes poluídas e desprezíveis, focadas em iludir e ludibriar o cidadão, independentemente das consequências. Estes irresponsáveis, marginais e incompetentes estão ouvindo das ruas o que sempre gritaram quando na oposição (fora seus corruptos), e talvez o sr. Lula da Silva, vulgo Lula “Macunaíma” da Silva, vai tomar consciência, definitivamente, de que o Brasil não é e nunca será seu quintal, que fomos colonizados por portugueses, ou seja, aqui não chegou Bolívar. Viva Pedro Álvares Cabral, viva Dom Pedro I e II, viva a República e viva nossa democracia.

Marco Túlio Santos smarcotulio@msn.com 

São Paulo

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Pau que nasce torto...

Um velho provérbio popular diz que “pau que nasce torto morre torto”. Ele define com clareza o governo petista de Dilma Rousseff, tanto o primeiro quanto o mandato atual. Mas poderia representar também o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, uma vez que foi em seu primeiro mandato que as quadrilhas que praticaram o maior assalto aos cofres públicos se instalaram nos órgãos do governo federal. Na última semana, o “Estadão” noticiou mais uma decisão da presidente que, além do gasto inútil de um orçamento governamental deficitário inédito, é um acinte à população. Refiro-me aos R$ 56 milhões que um governo perdulário e imoral gastará com uma campanha televisiva pedindo união nacional inspirada nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. Incrível a cara de pau, porque, ao mesmo tempo, o governo procura nos convencer a aceitarmos uma nova CPMF, para que ele possa pagar as “pedaladas” fiscais realizadas por ele em 2014, que garantiram a reeleição. É evidente que essa desfaçatez tem a principal, senão a única, finalidade de tentar se livrar de um possível impeachment, e utilizando verba pública. Aliás, trata-se de um repeteco da propaganda que esbanjou otimismo e verbas públicas dizendo a mesma falácia durante a Copa do Mundo de Futebol de 2014, que, ao fim, nos deixou com quatro estádios que se transformaram em elefantes brancos e o maior vexame da seleção brasileira de todos os tempos. Ora, alguém ainda acredita que as obras que estão sendo realizada na Cidade Maravilhosa justificam os dispêndios do governo, uma vez que as melhorias, depois dos Jogos, ficarão para a população carioca? Evidentemente que ficarão, do mesmo modo que ficariam, se as verbas empregadas fossem utilizadas somente com tais melhorias, evitando os gastos que foram e serão empregados somente para atender às regras do Comitê Olímpico Internacional. Um único item serve como exemplo: o mangue que foi destruído apenas para a implantação de um moderno campo de golfe, esporte que nem é popular em nosso país. Como nos ensina a ciência, os manguezais, pela sua biodiversidade, se constituem em grandes berçários naturais para animais, aves, peixes, moluscos e crustáceos. A verdade sobre a tal propaganda é que ela servirá apenas para ajudar a salvar o mandato da presidente – e, pior, utilizando para isso dinheiro público.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 

São Paulo

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Eu acreditei

A gestão Lula-Dilma (PT) nos roubou a alma, crime só comparável ao sequestro de uma esperança.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com 

Niterói (RJ)

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De fato, nunca antes

Segundo nova pesquisa Ibope (17 a 21 de outubro), para cada petista, contam-se três antipetistas no País; 70% do eleitorado tem opinião “desfavorável” ou “muito desfavorável” sobre o PT e 38% dizem ser a sigla fundada por Lula a de que “menos gostam”. Nunca antes na história deste país houve um partido político com tamanha rejeição, e tudo faz crer que ainda haja bom espaço para piora dessas avaliações. Eis aí, preto no branco, o resultado do divisionismo e do populismo vocalizados por Lula e sua turma em 13 anos do tal governo redentor. 

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com     

São Paulo

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Esperança

O Brasil é, na opinião de milhões de brasileiros e de milhares de estrangeiros, um país maravilhoso para viver. Somos um povo bom, alegre, hospitaleiro, temos riquezas naturais, imensas possibilidades de nos transformarmos num país de Primeiro Mundo. Nossa agropecuária é superdesenvolvida, somos um dos líderes mundiais em produção e exportação de alimentos como carne bovina, café, soja, suco de laranja, frango, açúcar, etc. Nosso parque industrial é (ou era) pujante, crescente e moderno. Por que, então, estamos nesta situação de pré-falência? O que está ocorrendo, o que está faltando? Quem nos governa? Um bando de corruptos incompetentes que só visam ao seu bem-estar e pouco ligam para o País. Seu único objetivo é permanecer no poder. Nossos Poderes Executivo e Legislativo estão completamente contaminados pela nojeira ética de seus componentes. Podemos constatar isso pelo recente conluio entre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e a presidente da República, Dilma Rousseff, todos ajudados pelo que há de mais sórdido em material humano tipo Lula, Palocci, Edinho e companhia. E o Judiciário? Confiamos no trabalho de juízes, procuradores e delegados, esperando resultados que façam este bando de corruptos pagar por seus atos vergonhosos trancados em prisões? Esses homens acreditarão nas mentiras mais descaradas (“vendi carne enlatada para a África”, “todas as doações recebidas pelo PT foram oriundas de dinheiro limpo”, “Dilma deu as pedaladas para ajudar os pobres”, “nunca soube de nada em relação ao petrolão”, etc., etc., etc.)? Não? Ou tudo vai acabar em pizza? Volto a perguntar: o que está faltando? Liderança! Precisamos de alguém que tenha a força de mudar o rumo desta estrada que nos leva ao abismo. Alguém que dê esperança a todos, trabalhadores e patrões, funcionários públicos, agricultores, motoristas de caminhões, industriais, prestadores de serviços, enfim, a todos mesmo. Este Homem tem de ser político para poder trabalhar em sintonia com o Congresso, tem de ter equipe para executar programas de desenvolvimento, fiscais para combater a corrupção e tem de ser forte para resistir a todas as adversidades que certamente ocorrerão. Caro leitor, você conhece alguém que se enquadre nesse perfil? Não procure na quadrilha que nos governa. Nem nesta horrenda oposição que parece que está morta. É preciso aparecer alguém novo, que tenha o espírito de sacrifício para se matar de trabalhar e, com a nossa colaboração integral, devolver ao Brasil seu lugar de destaque entre todas as nações. Essa é a nossa esperança.

Luiz Roberto Lima de Moraes luizroberto@thermoprat.com.br 

Jundiaí

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Salva-vidas

Os “pecados” são muitos e os malfeitos também. Única saída e esperança é a boia salva-vidas, como a porta dos fundos. A espada não é a do pirata, é a da Justiça, com letra maiúscula. Abominável grau de corrupção. A “presidenta” é do PT? O PT é do Lula? Os corruptos presos são do PT? As propinas atendem aos objetivos de poder do PT?  Ora, se a “presidenta” é do PT; o PT é do Lula; Dilma, Lula e PT são um ente único de comando; os corruptos presos são do PT e as propinas se destinam ao PT, há corrupção no governo Dilma, sim, que é do PT e dele se serve, em especial no duplo presidencialismo existencial. Dilma é a guardiã do cofre caixa-preta que precisa ser afastada para descortinar aos brasileiros os malfeitos nos bancos oficiais e nas empresas públicas. O mensalão do PT, que o ministro Marco Aurélio Mello declarou que hoje seria processo no juizado de pequenas causas, é ínfimo diante do petrolão, de Pasadena, Angra dos Reis, BNDES, a Operação Zelotes, a envolver o filho de Lula, e o pedido de prisão do ex-presidente Lula pela Justiça lusitana no processo de fusão da OI com a Portugal Telecom, em que foi preso o ex-primeiro-ministro português José Sócrates. Ora, o julgamento dos envolvidos no mensalão foi concluído graças à determinação do ministro Joaquim Barbosa, em 2014, nove anos depois de ser descoberto, com penas muito mais severas para os empresários do que para os que deveriam ser os guardiões do Tesouro, ministros e deputados. Com a agravante na trama de uma segunda votação no Supremo Tribunal Federal (STF) se anulou o crime de formação de quadrilha para alguns dos condenados, como se fosse possível tamanha engenharia de corrupção ocorrer de forma independente. No entanto, assusta a sociedade, enojada, nauseada e estuprada pela ausência ou demora de ação concreta para pôr cobro à afrontosa, contínua e generalizada corrupção. E, não bastassem os conflitos políticos, sociais e econômicos, surgiu uma nova edição da questão militar, a lembrar da que pôs fim à monarquia: o general Mourão, em palestra interna em área sob a sua competência, o Comando Militar do Sul, abordou o desconcerto reinante no País, o que suscitou a sua transferência para Brasília a mando do Ministério da Defesa. As instituições não funcionam a contento, a não ser de forma pontual, caso do juiz federal Sérgio Moro. Pronta resposta para barrar a corrupção, ao menos na sua instância. Esperança de que o povo seja o fiel da balança nas demais.      

  

Ernesto Caruso egcaruso@gmail.com 

Campo Grande

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Impeachment

É inconcebível, inimaginável supor que Dilma Rousseff e a petezada permaneçam no poder ainda por mais três anos. Somente políticos irresponsáveis, totalmente cegos pela ganância pelo poder, poderiam mantê-la no governo, ou, pelas vantagens pessoais, poderiam aceitar o troca-troca e votar contra o impeachment.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@gobo.com

São Paulo

 

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Fora Dilma?

 

O impeachment (impedimento, em português) é a destituição do governante decidido pelo Parlamento, em razão da prática de crime de responsabilidade. No sistema presidencialista, não é suficiente a impopularidade do mandatário para que se justifique a derrubada. É indispensável que se configure a conduta criminosa. No parlamentarismo pode ocorrer a queda, independente da prática de qualquer crime. Basta que um voto de desconfiança seja acolhido pela maioria parlamentar para que o governante seja expulso do poder. No Brasil, o sistema parlamentarista foi recusado no plebiscito de 1993. Se o decorrer da História demonstrar que o eleitorado se equivocou quando disse não ao parlamentarismo, o erro poderá ser corrigido no futuro. Contudo, não se pode mudar a camisa por conveniência de um determinado momento. Hoje só a configuração de crime de responsabilidade, praticado pela cidadã que ocupa neste momento a Presidência da República, poderá dar embasamento ao impeachment. A Constituição enumera vários crimes de responsabilidade, entre os quais menciona atos que atentem contra a probidade na administração. É claríssima a Carta Magna do País quando expressa que se trata de atos do presidente da República. Confira-se a íntegra do artigo 85 e seus incisos: “Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do presidente da República que atentem contra a Constituição federal e, especialmente, contra: I – a existência da União; II – o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos poderes constitucionais das Unidades da Federação; III – o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; IV – a segurança interna do País; V – a probidade na administração; VI – a lei orçamentária; VII – o cumprimento das leis e das decisões judiciais”. A Constituição não se refere a atos de ministros do Estado ou de outras autoridades federais como justificadores do impeachment. Se um presidente da República escolhe mal seus ministros e auxiliares e, entre eles, alguns praticam atos de improbidade, cabe ação criminal contra os desonestos. Cabe também, se for o caso, derrotar nas urnas o presidente incompetente na seleção de seus colaboradores, seja ele candidato à reeleição ou apoiador de outra candidatura. Não procede, entretanto, o caminho do impeachment como forma de protesto. O respeito à Constituição deve ser defendido pelos cidadãos que apoiam o governo e por aqueles que se colocam contra o governo. A Constituição não pertence a um partido, a um líder político, a um setor da sociedade nem é jornal que se deixa de lado depois de lido. É um pacto nacional, sustentáculo da democracia.

 

João Baptista Herkenhoff jbpherkenhoff@gmail.com 

Vitória

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Nosso grande desafio

Temos gritado “Fora Dilma”, mas ela já está fora. Só inaugura obras e dá alguns recadinhos, como um bom pau mandado. Quem está dentro ainda é Lula, sempre ele, o poderoso chefão. Ele é quem manda e desmanda, governa, desgoverna, põe e depõe ministros, os enaltece ou frita, traça “estratégias” na economia, enfim, dá as cartas usando sempre aquele linguajar típico de sua alta qualidade intelectual, cujas frases sempre iniciam com típico estilo retórico sofisticado: “A gente” isso, “a gente” aquilo, propondo qualquer coisa que lhe seja favorável nas eleições de 2018. Vale tudo, até mesmo arrebentar o País de vez. É isso o que temos na realidade. Como combater tal aberração é que é nosso grande desafio. Vencer um tiranete parece tarefa inglória. Além disso, Lula é intocável, apesar de todos saberem que ele é dono de uma imensa fortuna cuja origem está sempre por ser desvendada, mas nunca o é, porque nada está em seu nome. Pois é, parece que o “apedeuta” dá um banho de esperteza nos mais ilustres luminares do PT, como Zé Dirceu e Palocci, para citar só estes dois, que, apesar de terem um mestre como este, deixaram escapar, ao contrário do padrinho, rabichos pelos quais foram pegos. 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br 

São Paulo

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Piratas em Brasília

Ano de 1853: no comando de quatro navios de guerra (black ships), almirante Perry adentra a Baia de Tokyo e exige do governo do Japão a abertura dos portos. Foram-lhe oferecidas duas opções: concordar pacificamente ou rejeitar e sofrer ataque de canhões. Encerravam-se, assim, 213 anos de isolamento autoimposto, o feudalismo controlado pelo clã Tokugawa, e iniciava-se a frenética modernização para tirar o atraso na revolução industrial. Ano de 2002: adentra pelo “mar” de Brasília uma nau ostentando no mastro uma bandeira vermelha com uma estrela. A visão dessa nau trazia uma incógnita, porém incutia no povo uma grande esperança de novos tempos, de renovação, de uma sociedade mais justa e democrática. Afinal, o monstro da hiperinflacão estava domado, a economia crescia, o mundo via, maravilhado, um novo Brasil avançando a passos largos ao seu destino de nação respeitável tão longamente aguardado. Os anos seguintes foram de euforia, e o País alcançou a condição de emergente, até o impacto da crise financeira, feito tsunami abalroando o mundo inteiro. Conteve-se o desastre com medidas incentivando o mercado interno, porém, após as ondas iniciais, faziam-se necessários ajustes de médio e de longo prazos para neutralizar os efeitos das marolinhas residuais. Não foram feitos e, ao contrário, foram desprezados com extrema arrogância e despreparo na condução da economia. Confiante, Lula nos apresentou como sua sucessora a sra. Dilma Rousseff, como sendo a “fada madrinha” que, nas eleições de 2014, revelou-se “bruxa” malvada, com um arsenal de inverdades, tentando ombrear o seu criador, mestre na arte do engodo e manipulador de massas. Revelou-se, também, que a bandeira que tremula no mastro é, na verdade, preta com uma caveira. Portanto, nas águas calmas da Capital, está plantado um navio PiraTa em pleno século 21. Não podemos nos esquecer de que a dengue também gosta de águas paradas, e devemos combatê-la enquanto larva. Muitos comeram a maçã envenenada, mas logo perceberam que tinha gosto estranho. Ainda uns 9% continuam adormecidos sob o efeito do veneno, esperando por um príncipe ou uma princesa encantados, mas quem está querendo dar o beijo fatal, travestido de bondoso, é um sapo barbudo e traiçoeiro.

Massafumi Araki massafumi.araki@gmail.com 

São Paulo

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O verdadeiro golpe

A presidente Dilma tem insistido em caracterizar eventual impeachment, previsto na Constituição, conforme ocorreu com Collor, como golpe. O verdadeiro golpe é o que Lula está fazendo nomeando ministros, organizando reuniões decisórias com eles, frequentando assiduamente o Palácio do Planalto, mandando na presidente, definindo agendas e assim por diante. Como ele não tem nenhum cargo no governo, não foi eleito, está praticando um golpe assumindo decisões que, na verdade, nem de longe cabem a ele. Tudo com a finalidade de não apenas manter o poder, mas, principalmente, para continuar se locupletando e aos seus companheiros com dinheiro público. Será que nunca vamos nos livrar de quem tanto mal tem feito ao País?

  

Roberto Grad rgrad@carma.com 

São Paulo

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Às escancaras

O verdadeiro golpe é o que está fazendo Lula. Assumiu a Presidência da República, já nomeou vários ministros e está fritando definitivamente o ministro da Fazenda, para pôr no seu lugar o “seu” ministro, para fazer a “sua” política econômica. Também está desconstruindo José Eduardo Cardozo, titular atual da pasta da Justiça, para colocar no seu lugar um dos seus, que tente manejar o Judiciário para livrar a si próprio e a seus filhos/amigos das garras da Justiça. Pensa que, com alguém seu no Ministério da Justiça, poderá ter controle sobre juízes, promotores e policiais federais. Assim, se algum ousar tocar em quem seja da sua trupe, essa pessoa estará demitida/transferida/punida. Lula não se acha cidadão igual aos outros e não tolera ser investigado ou muito menos interrogado. Seus filhos, que apresentam evidentes sinais de enriquecimento ilícito, também não podem ser investigados pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público. A desfaçatez é tão grande que não há mais nem a preocupação de esconder o que se está fazendo. Lula faz tudo às escancaras, sem o menor pudor, sem o menor constrangimento. Faz parte de uma classe acima de tudo, como se julgavam os nobres da França até que houve a Revolução Francesa e muitas cabeças rolaram (literalmente). Estes “nobres” do primeiro escalão brasileiro são todos semelhantes e não pensam nem um segundo que suas ações serão investigadas se ainda houver pessoas de bem no Brasil que tenham poder para tanto. Os que foram presos e estão sendo julgados ainda são exceção. A classe política e a empresarial, que se entrelaçaram em práticas criminosas, ainda estão em grande parte enredadas em transações tenebrosas para o País. A presidente de direito não é mais a presidente de fato. Este é Lula, que faz e acontece com uma cara de pau a toda prova. Os brasileiros assistem atônitos a tudo. E que punição poderá haver, já que ela poderá sofrer impeachment a qualquer momento, e ele não?

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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Dona Dilma

Dilma, renunciar não significa entregar o governo a Lula, mas permitir que pessoas que respeitam o País e seu povo assumam o comando.

Vera Xavier ruy.redutores@gmail.com  

Votuporanga

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Falta-nos um líder

Estamos passando por um momento de muitas turbulências em nosso país. A presidente foi eleita numa apuração um tanto quando duvidosa e com uma margem bem estreita. Confesso que não acredito no processo eleitoral na chamada “urna eletrônica”, ela é tão confiável, acredite se quiser, que nenhum outro país se interessou por este processo tão “revolucionário”, mesmo os grandes amigos da presidente nos países da América do Sul. Mas pouco importa, ela foi eleita dentro das regras estabelecidas. Mentiu, elaborou dados, passou um monte de inverdades ao povo brasileiro, de que o País estava e estaria navegando num mar de rosas,  que a economia estava “sob controle” e que tudo  corria muito bem e, se porventura houvesse algum problema, isso estaria ocorrendo em outros países também. Fez de tudo para se manter no poder. Hoje estamos vendo e vivendo a dura realidade: o País está “parado” não só neste final de ano, mas também no próximo ano. O futuro será totalmente incerto. As únicas certezas são o desemprego, o fechamento de empresas, a redução da área de trabalho e produtiva do País. Qual será o futuro do País? O pior de tudo isso é não termos um líder, alguém em quem possamos confiar, que pegue a batuta e conduza o País ao seu ponto bom. Onde encontrar esta pessoa disposta a deixar de lado a sua vaidade, arrogância, prepotência e soberba, que saiba calçar a sandália da humildade, mas também saiba nos governar. Não sou tão pessimista quanto possa parecer, mas confesso que, no momento presente, não vejo nenhuma luz no fim do túnel.

Luiz Franchini de Almeida almeidafranchini@ig.com.br

Carapicuíba

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Desabafo

 

Sou um brasileiro tolo, que acreditou nas ideias de um grupo, votei em Lula todas as vezes que ele se candidatou e, agora, recentemente, duas vezes em Dilma Rousseff. Platão, há mais de 2 mil anos, já dizia que a democracia é um estágio anterior à anarquia. Não defendo a ditadura, mas está difícil de acreditar na democracia. Como interromper este círculo vicioso de políticos desonestos, sem compromisso com a sociedade que os colocou no poder para servir ao povo e ao País? O sistema montado por este grupo de poder é praticamente impenetrável, e onde está a reforma política para aperfeiçoar o sistema político? Quem vai realizar essa reforma necessária? Os próprios políticos? O sistema político democrático tem-se mostrado, na prática, muito prejudicial para as classes menos favorecidas das sociedades em geral em todo o mundo. A concentração dos recursos econômicos financeiros, naturais e ecológicos tem aumentado de forma acelerada em todo o mundo, e cada vez mais minorias têm o domínio das maiorias, como, por exemplo, 10% da população do mundo domina 90% dos recursos disponíveis para a sociedade. E em países mais pobres e menos desenvolvidos, como o Brasil, por exemplo, essa situação torna-se muito mais crítica. O grupo que prometia amenizar essa situação traiu a sociedade brasileira, realizou algumas transferências de renda entre as classes, o que agora está sendo revertido com juros e correção monetária, desorganizando, assim, ainda mais o sistema econômico e social do Brasil, não realizando as medidas prometidas, como, por exemplo, uma profunda reforma política, além da fiscal e da tributária, que trariam mais justiça social e uma economia com mais sustentabilidade. E agora, senhor Lula e dona Dilma, o que será do Brasil?

Salomão Melquiades Luna luna@casnav.mar.mil.br

Rio de Janeiro

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Democracia do PT

Na democracia do PT, eles podem fazer tudo; nós, nada!

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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A Cartilha

A divulgação, pelas lideranças do PT, de uma cartilha cujo texto cita de maneira desrespeitosa não só autoridades na plenitude de suas funções, mas também as instituições que elas representam, dá bem uma medida do desespero nas hostes do partido que há quase 14 anos assumiu o poder com uma proposta carregada de esperança e com a promessa de um governo transparente e voltado para as necessidades do povo que elegeu seu ícone máximo, Luiz Inácio Lula da Silva. Os governos que se seguiram, longe de praticarem a transparência prometida, preferiram apostar num projeto subterrâneo de poder, a ser concretizado por meio de esquemas de corrupção política e empresarial, esta última também elemento estrutural de enriquecimento rápido do seu principal líder, com extensão a membros de sua família. As necessidades de boa parte da população que votou no grupo foram ilusoriamente atendidas de maneira demagógica e populista sob forma de estímulo ao consumo e crédito fácil, com trágicas consequências que estão agora emergindo, sob forma de desemprego e inflação. O resultado de todo este desdobramento foi a erupção, no segundo mandato do “poste” sucessor de Lula, de uma crise de natureza econômica, política, moral e administrativa de proporções nunca vistas. Restou, então, a ação das instituições no sentido de investigar e condenar os responsáveis, muitos pertencentes às fileiras do PT. E, agora, a sociedade é surpreendida com esta peça de ofensiva panfletária, chocada e criada por petistas que se dizem democratas, visando exatamente a atacar alguns pilares da democracia, como a Justiça e a Polícia Federal. Presumivelmente, o documento se destina a estimular a militância. A expectativa, no entanto, é de que ela própria, a militância, desiludida, o repila e o encare não como uma tentativa de soerguer o partido no qual um dia confiaram, mas de ver nele somente uma luta desesperada de alguns de seus líderes decadentes para se livrar das investigações e das convocações da Justiça.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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Intelectuais petistas

Está cada dia mais difícil de entendê-los. Há 30 anos, endeusavam um sujeito jovem, bem intencionado. Ignorante e puro. Agora, endeusam um sujeito velho, malandro, ignorante, mentiroso e sem caráter. Eles idolatram dois sujeitos completamente diferentes numa só pessoa. Que ginástica mental!               

Silvano Antonio Roxo Silvanoroxo@terra.com.br 

Santana de Parnaíba

                       

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Dois petistas

Antigamente, eu imaginava que existiam vários tipos de petistas. Hoje, cheguei à conclusão de que existem apenas dois tipos: os ignorantes e os coniventes. Os ignorantes são os que votam no PT por causa do Bolsa Família e os coniventes, os que, a despeito de tantos episódios de corrupção e de incompetência, continuam petistas. Outra conclusão a que cheguei é a de que os petistas coniventes têm somente dois neurônios: um, que é petista; e outro, que é contra o PSDB. Isto é, em razão da sua mediocridade, os petistas não adquiriram a capacidade de imaginar outras opções.

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com 

Campinas

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Sabedoria

“Escutai, reis, e entendeis, instruívos juízes dos confins da terra, prestai atenção, vós, que dominais as multidões e vos orgulhais das multidões dos povos. O domínio vos vem do Senhor e o poder, do Altíssimo, que examinará todas as suas obras e sondará vossas intenções; se, pois, sendo servos do seu reino, não governastes retamente, não observastes a lei nem seguiste a vontade de Deus, Ele cairá sobre vós, terrível, repentino. Por isso um julgamento implacável se exerce contra os altamente poderosos. Ao pequeno, por piedade, se perdoa, mas os poderosos serão provados com rigor. O Senhor a ninguém teme, pequenos e grandes, com todos se preocupa por igual, mas aos poderosos reserva um julgamento severo. A vós, portanto, soberanos, me dirijo, para que aprendais a ser sábios, e não pequeis.” Este texto foi escrito alguns séculos antes de Cristo. Não parece ser ele um texto recente da nossa política e, por que não dizer, do PT?

Carmine Mario Buonfiglio krminegoodson@gmail.com 

Santos

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Vergonha da oposição

“PSDB abre janela de negociação com governo.” Eu sinto vergonha de que em 13 anos eu tenha dado meu voto a esta “oposicinha” fajuta, medrosa e conivente. Vamos abrir o leque para que novas e leais figuras ascendam ao cenário político. Este que aí está cai de velho, caquético e viciado nos mesmos. São tão leais ao seu eleitorado quanto uma nota de R$ 3,00, não é, PSDB?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

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O sono da oposição

Durante quase 13 anos, “engoliram” tantos “jabotis” inseridos em medidas provisórias, que correm o risco de ainda serem processados pelo Ibama.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 

Monte Santo de Minas (MG)

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O factoide Eduardo Cunha

E o PT, juntamente com alguns partidos da base e com o PSDB, que caiu como um pato, conseguiu criar um factoide chamado Eduardo Cunha e, agora, só fala nele, nas contas, no cartão de crédito da mulher e no trust, que a maioria dos brasileiros não sabe do que se trata. Abatido Cunha, salvou-se o insolvente governo, e tudo estará resolvido. Pensando bem, não terá sido estratégia do petismo desesperado com as consequências de toda a irresponsabilidade fiscal cometida nos últimos anos, em especial no período dilmista, quando a abundância de recursos externos cessou? E o “case” Cunha tem dado tempo ao tempo para barrigar os sérios problemas de caixa, de tão complicado, até na troca de ministro o presidente de fato Lula está propondo, como se o próximo fosse um mágico? Como o PT considera que nossa história deve voltar-se prioritariamente para a África e os índios, que tal começar nomeando para ministro da Fazenda um pajé?

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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Original

Eduardo Cunha acessava suas contas na Suíça com o nome de sua mãe como senha. Que coisa mais original. Enquanto isso, no Planalto, 13 partidos apoiam Cunha. Que coisa mais bizarra. E, por outro lado, o PT se defende lançando um cartilha. Que coisa “linda”.

Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com 

São Caetano do Sul 

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Contas Secretas

Fernando Collor dizia  que  nunca recebeu dinheiro do Uruguai; 

Paulo Maluf diz que não tem dinheiro na Suíça; Eduardo Cunha

diz  que  não tem  dinheiro no exterior; eu  digo  que não tenho dinheiro em lugar nenhum. Quem está dizendo a verdade?

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net  

São Paulo

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Coincidências e Acaso

É de impressionar, senão de estarrecer, o cenário que se desenvolve, bem como as nada sutis movimentações e ajustes para que tudo termine bem, seja lá o que signifique na ótica dos investigados e interessados, algo de fácil compreensão. Coincidências ou pura obra do acaso tais movimentações? 1) Lula, no comando real do governo, emplacou dois ministros seus (Jaques Wagner e Ricardo Berzoini) e afastou Aloizio Mercadante para a Educação; 2) parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) a ser apreciado está guardado em boas mãos na presidência do Senado; 3) fracionamento e esvaziamento da Operação Lava Jato foi determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com forte bombardeio o juiz titular; 4) processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relativo às eleições de 2014 retornou à relatoria da ministra que outrora pediu o seu arquivamento; 5) foi afastada a juíza substituta e retornou ao cargo o juiz titular da Operação Zelotes, após decisões incômodas tomadas pela magistrada; 6) maneirismo com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, segurando, até agora, o processo de impeachment; 7) há movimentos para emplacar o projeto de repatriação de recursos no exterior, um salvo-conduto a muitos interessados; 8) continua o toma lá da cá desenfreado com os parlamentares. E, para completar a retomada do comando real do governo, só falta ao Lula e ao PT emplacarem um novo ministro da Fazenda, já que Joaquim Levy se tornou, injustamente, o bode expiatório da recessão (voltaremos à matriz anterior, populista, mas um desastre?), e um novo ministro da Justiça, que não controla “adequadamente” os incômodos Ministério Público Federal e Polícia Federal. Desenhado o cenário estratégico, costurado com esmero, salvo atitudes independentes e patrióticas, com uma oposição verdadeira e atuante, além da firmeza da sociedade e de toda a Nação, o resultado é relativamente fácil de prever. Pobre Brasil.

Luiz A. Bernardi luizbernardi@uol.com.br 

São Paulo

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Empate aloprado

Na bolsa de apostas do absurdo de quem cai primeiro – Dilma Rousseff ou Eduardo Cunha –, está dando empate. Manipulando o fiel da balança está “o cara”, um velho conhecedor de artimanhas e falcatruas em sua gana de gerir o poder, sempre.  Para os experts em mercado Antonio Palocci, Erenice Guerra e Fernando Pimentel, a situação, não obstante os pesadelos amiúde, deve se manter  inalterada até que não se esgotem as entradas de mais alguns quilos de “pixuleco”.

Luís Lago luislago2002@hotmail.com 

São Paulo

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Organização criminosa

Empreiteiras, políticos e agentes políticos, conforme laudo pericial da Polícia Federal, deram rombo na Petrobrás de R$ 42 bilhões durante este desgoverno petista. Todos desta organização criminosa, descaradamente, negam os crimes cometidos, achando que os brasileiros são idiotas. Só a Operação Lava Jato pode salvar o País das mãos destes bandidos de colarinho branco.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 

São Paulo

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Motivo de Esperança

O juiz federal Sérgio Moro nos dá esperança e razões para acreditarmos num Brasil melhor e mais justo, onde a lei seja efetivamente aplicada e valha para todos. Ao contrário da regra geral de impunidade dos ricos e poderosos corruptos no País, na Operação Lava Jato vemos Moro cumprir o seu dever funcional com brilhantismo. Aplica a lei com rigor e correção e não se dobra a pressões externas. Moro decide de acordo com as provas dos autos e com a sua livre convicção, como cabe a um bom e verdadeiro magistrado fazer. Precisamos de mais juízes e operadores do Direito como Sérgio Moro, exemplo de competência, honestidade e da boa e correta aplicação da lei. Está aí uma figura que dignifica o Judiciário brasileiro, como poucos.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 

São Paulo

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Petrobrás

Nenhuma cartilha será capaz de apagar a mácula que significou a pilhagem da Petrobrás. R$ 42 bilhões, que no câmbio do passado significaram uma equivalência em dólares de mais de US$ 20 bilhões, é superlativo nos adjetivos para desqualificar o benefício auferido por políticos e partidos. Apesar da grandeza do butim, vemos a política brasileira dando seguimento com um presidente da Câmara aferrado ao cargo, defendendo-se com argumentos patéticos sobre suas contas no exterior não declaradas e sendo defendido pelos partidos da coalizão do governo. O objetivo é retardar ou abortar o processo de impeachment contra uma presidente que mentiu para se reeleger e que, hoje, é hostilizada pela população. Para a vaca literalmente não ir para o brejo, nas próximas eleições seu mentor assume e coordena a área política e econômica do governo para promover uma alteração da rota adotada e até agora mal gerenciada. O País segue sem planos estratégicos de longo prazo: manter o poder é ainda a razão maior.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 

Indaiatuba

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Ministro incauto

O Direito desvinculado do momento histórico não passa de metafísica. Certamente, o ministro Teori Zavascki não se tornou suspeito para conduzir, como relator, a ação penal resultante das investigações da Operação Lava Jato por haver comparecido à festa de casamento de um filho de advogado defensor da Empreiteira OAS, como revelou a revista “Veja”. Entretanto, tanto o ministro quanto os juristas que assim opinaram não levaram em consideração que vivemos um momento histórico de profunda falta de credibilidade nas instituições. Um momento de revolução (no sentido democrático) represada. O povo não se contenta com brioches nem compreende fórmulas processuais nesses momentos atípicos. Está na hora de acadêmicos e operadores do Direito não permanecerem apenas em seus casulos teóricos, do que resulta que o ministro foi inegavelmente incauto. Lembrar-se de Lutero, repetido por Carnelluti, para quem “o jurista, simples jurista, é uma triste coisa”. 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 

São Paulo

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O Comando da Economia

Joaquim Levy fracassou no comando do Ministério da Fazenda. Não conseguiu estabelecer diversas medidas que julgava necessárias no famigerado ajuste fiscal e deu com os burros n’água na sua principal missão, que era a de segurar o Brasil no grupo de países com o selo de bom pagador das agências de classificação de risco. Atualmente, encontra-se em processo de fritura dentro do governo (sendo desautorizado publicamente uma vez atrás da outra) e na iminência de ser substituído por Henrique Meirelles, conforme os desígnios do presidente “de facto” Luiz Inácio Lula da Silva. Uma pergunta ao (por enquanto) ministro Levy: o senhor não se incomoda em ser humilhado e desmoralizado diante do País inteiro? Ou: o senhor não tem amor próprio?

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 

Pindamonhangaba

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Escolha

Lula quer tirar Joaquim Levy, o povo brasileiro quer tirar Dilma Rousseff, logo...

Luíz Frid  - luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

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Dinheiro fora do País

O desgoverno petista estima que existem entre R$ 300 bilhões e R$ 500 bilhões que podem ser repatriados – e, então, gerariam entre R$ 100 bilhões a R$ 150 bilhões de receita com multas de 15% e impostos de legalização por repatriação de 15%. Se essa estimativa se confirmar, é que o governo já sabe ou tem uma estimativa muito precisa, que muito dinheiro foi enviado indevidamente para o exterior sem o conhecimento da Fazenda, e, portanto, sem os devidos pagamentos de impostos de transferência de valores para o exterior – e só por este motivo já o torna ilícito. Basta que os devidos órgãos federais busquem a repatriação total desses valores ilícitos. Se, como dizem os congressistas, são lícitos e foram recebidos por brasileiros no exterior por fruto de trabalhos no exterior, portanto não é repatriação de valores, já devem ter sido recolhidos os devidos impostos no país de origem. Desta forma, qual seria a razão de qualquer brasileiro honesto que recebeu seus suados proventos lícitos no exterior transferir o dinheiro para o Brasil pagando multa mais taxas de 30%, com o dólar no valor de dezembro de 2014? Ainda mais estranho: qual o motivo de os congressistas não aceitarem excluir os políticos, ex-políticos e familiares deste “benefício” de repatriação de valores? Será que os “boatos” sobre um depósito no Banco Espírito Santo, em Lisboa, feito por Rosemary Noronha até com a contratação de um carro forte, são verdadeiros? Será que esse dinheiro está no nome dela ou no de outro político?  Estranho, muito estranho.

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com 

São Vicente

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Perguntas

Preciso de respostas para três  perguntas sobre a repatriação: 1) como o governo chegou a este número de R$ 200 bilhões, valor  que poderá ser repatriado? 2) O dinheiro repatriado é fruto de que, se não de propina, roubo, sonegação e tráfico  de  drogas? 3) Como  o  nosso  Judiciário  irá  qualificar  os  beneficiários  da  repatriação? Seria de ladrão, e/ou traficante de drogas, ou político profissional? 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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Repatriação

O governo sempre considerou os recursos no exterior, lícitos ou não, da mesma forma como se fossem de origem criminosa. Agora, enviou ao Congresso um projeto de repatriação tão somente porque precisa desesperadamente de dinheiro para cobrir os buracos na economia deixados por anos de incompetência e mau uso dos recursos públicos. Mas nada indica que então fará diferente, com sinais trocados. Enfim, todo recurso que pagar os 30% de pedágio será bem-vindo.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br                                   

Rio de Janeiro 

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Absurdos no país tropical

Foi aprovada na Câmara dos Deputados a repatriação do dinheiro no exterior, abrindo o caminho para a sonegação fiscal, a lavagem de dinheiro, a evasão de divisas, enfim, o caixa 2. Isso é considerado um absurdo em qualquer país sério, pois é um atestado de pacto com a bandidagem. Os parlamentares brasileiros se superam a cada dia, com um inimaginável comportamento antiético. Simplesmente estamos mostrando para todo o mundo que nós admitimos a ladroagem desenfreada em nosso país. Desta forma vamos acabar de vez com a possibilidade de atrair investidores sérios e responsáveis. É triste ter de conviver com um presidente da Câmara escondendo descaradamente o seu dinheiro no exterior e com uma presidente da República “pedalando” sem parar. 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br 

Belo Horizonte 

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Câmara dos Deputados

 

Esta Casa, além de abrigar políticos corruptos, ainda quer legalizar dinheiro$ ilícitos...

Tania Tavares - taniatma@hotmail.com 

São Paulo 

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República das Bananas

Com a aprovação na Câmara do projeto de repatriação, o Brasil instaurou e oficializou a República das Bananas, onde não há lei nem ordem, enfim, é pior que no velho-oeste. Os deputados fizeram uma modificação no texto legalizando o dinheiro no exterior decorrente de sonegação fiscal e lavagem. Que absurdo. O sonegador ou o que lavou dinheiro, ao invés de sofrer as penas da lei, repatriam o dinheiro sujo, mediante o pagamento de 15% de Imposto de Renda e mais uma outra taxa, e o dinheiro está legalizado. O dinheiro sonegado privou o contribuinte de mais hospitais, escolas, transporte, enfim, melhores condições de vida. No Brasil, agora, pode-se roubar. Está oficializado. Mas fazer o quê? Com este governo petista, querer moralidade é acreditar na Branca de Neve.

Panayotis Poulis - ppoulis46@gmail.com   

Rio de Janeiro

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Desde que...

A repatriação de dinheiro que está nos paraísos fiscais, não declarado ao Fisco, pode ser uma boa ação dos Poderes Executivo e Legislativo, desde que os recursos sejam aplicados em ações que compensem as mazelas que foram feitas pelo governo. Antes, porém, é compulsório saber a origem do dinheiro. Não basta a repatriação e sua boa aplicação, mas é fundamental processar o dono do dinheiro sujo e colocá-lo na cadeia.

Mário Negrão Borgonovi - marionegrao.borgonovi@gmail.com 

Rio de Janeiro 

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