Fórum dos leitores

MAIS UM REBAIXAMENTO

O Estado de S.Paulo

09 Maio 2016 | 03h00

Enquanto os ratos brigam nos porões de Brasília, a agência de classificação de risco Fitch cortou a nota do Brasil de BB+ para BB, dois graus abaixo do grau de investimento, e com viés negativo. Ou seja, a agência deixou clara a perspectiva de uma nova queda. E de quem é a culpa? Claro que é do desgoverno que aí está, graças a Deus prestes a cair, que há mais de dois anos abandonou o País, saqueou a Petrobrás, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e o BNDES, nomeando apenas incompetentes para cargos majoritários em toda e qualquer empresa pública.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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UM ROSÁRIO DE QUEDAS

Com o nosso país na mais profunda recessão econômica da sua história, há três anos a palavra das mais difundidas pela nossa impressa é “queda”. Quedas do PIB, da arrecadação, da expectativa do mercado, dos investimentos, do nível de emprego, da renda do trabalhador, do volume de crédito, do lucro dos bancos, entre outras. Agora, o IBGE divulga também que neste primeiro trimestre do ano a produção industrial teve uma brusca “queda” de 11,7%. A pior desde 2009. E, como única solução para estancar a queda do humor e a angústia da sociedade brasileira, o que se espera é que se confirme no Senado federal a “queda” ou impeachment da presidente Dilma Rousseff. Já que a nossa economia jamais vai se recuperar com este governo petista.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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COLABORAÇÃO

Nestes tempos de crise econômica, nossos políticos bem que poderiam dar exemplo e baixar pela metade seus superssalários, principalmente os deputados federais e senadores, que, além de receberem altos salários, num país onde o salário mínimo do povo é uma afronta à dignidade humana, são brindados à custa dos contribuintes com auxílios de toda ordem. Essas aberrações públicas podem até passar despercebidas pela Justiça, mas também fazem o Brasil sangrar.

Célio Borba borba.celio@bol.com.br

Curitiba

 

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SALÁRIOS E BENEFÍCIOS

Quanto custa um deputado federal aos cofres públicos? O salário de cada deputado federal é de R$ 33 mil e a verba para gabinete gira em torno dos R$ 92 mil. Além disso, cada parlamentar recebe auxílio-moradia e outros benefícios. Somando apenas 33 + 92, totalizamos um valor de R$ 125 mil. Multiplicando esse valor por 513, encontramos R$ 64 milhões, valor suficiente para construir 1.832 casas populares. No caso do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o cargo garante ainda residência luxuosa em região nobre de Brasília, avião da FAB, carro com motorista e segurança. Mesmo estando atolado em dívidas e sem o selo de “bom pagador” das principais agências de risco, o Brasil proporciona aos seus parlamentares um alto padrão de vida. Será que Eduardo Cunha continuará usufruindo de todas essas benesses, mesmo depois de afastado do mandato na Câmara, pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)?

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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O BRASIL NÃO É UM PAÍS SÉRIO

A frase, erroneamente atribuída ao presidente francês Charles de Gaulle, seria na verdade do então embaixador do Brasil na França, Carlos Alves de Souza Filho, em 1962, durante um contencioso diplomático entre o Brasil e a França, que ficou conhecido como a “Guerra das Lagostas”. O presidente francês convocou o nosso embaixador para uma conversa, ante uma reação desproporcional do nosso presidente. Foi durante esse encontro que o nosso embaixador teria dito a frase, a título de explicação e que se tornou famosa exatamente por explicar muitas das barbaridades dos nossos políticos e mandatários de ocasião. E ela se mostra atualíssima meio século depois. Não conheci ninguém até agora que tenha assistido à deprimente votação na Câmara dos Deputados sobre o impeachment da presidente da República e não tenha ficado envergonhado, como brasileiro, diante de tanta baboseira dita pelos parlamentares na hora de proferir o seu voto. E, ao ler o noticiário da última semana, sobre as decisões dos nossos políticos, lembrei-me de pronto da frase do embaixador Souza Filho. A presidente, que desarrumou a economia nacional, para poder se reeleger, continua proferindo discursos irados contra os seus parlamentares e de denigrir a imagem do País perante a comunidade internacional, para salvar um mandato que não honrou. Deputados e senadores no Congresso Nacional se digladiam sem nenhum limite, cada qual procurando salvar o que acredita ser o seu quinhão de poder. À medida que se avizinha a possibilidade do impeachment da presidente, já nota-se que o vice, se assumir, deverá permanecer com um número elevado de ministérios, não de notáveis, como disse no início do processo em questão, mas sim um número de políticos que pretendem continuar mamando nas tetas da República. O Judiciário, para não ficar atrás, proporcionou na semana passada uma saída temporária, em virtude do Dia das Mães, de uma assassina condenada por tramar e executar, de maneira torpe, o assassinato de seus pais. E nos Estados e municípios o cenário não muda em nada, salvo as honrosas e escassas exceções.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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FUNDO DO POÇO

Fundo do poço nem sempre é uma situação ruim. Você pode estar no fundo do poço para encontrar água limpa e cristalina. Você pode estar no fundo do poço próximo de encontrar um veio de pedras preciosas. Agora, você ser jogado no fundo do poço por causa de um governo corrupto e incompetente é outra coisa. Isso é golpe, isso é canalhice. Portanto, acabar com um governo que está levando para o fundo do poço o emprego, a saúde pública, a educação, a segurança pública e a autoestima do brasileiro é uma obrigação patriótica.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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AS PEDALADAS DE DILMA

É preciso dizer a Dilma Rousseff que os tão falados 54 milhões de votos recebidos na reeleição foram obtidos de forma fraudulenta, numa sórdida campanha política de marketing mentiroso e enganador, de profundo mau gosto, que iludiu metade dos eleitores com falsas promessas até hoje não cumpridas e, mais grave ainda, valendo-se da exibição de contas públicas maquiadas por meio de números e balanços fictícios – as chamadas “pedaladas” fiscais. Se o crime previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal e na Constituição também foi praticado em governos anteriores, nunca o foi para dourar a pílula, ao esconder e camuflar a verdade decepcionante da situação econômica do País, num esforço hercúleo e em vão de dissimular e disfarçar a realidade dos fatos. Por oportuno, às vésperas da aprovação do impeachment pelo Senado Federal, cabe citar frase célebre de George Orwell: “A linguagem política destina-se a fazer com que a mentira soe como verdade e o crime se torne respeitável, bem como a imprimir ao vento uma aparência de solidez”.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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SEMANA DECISIVA

O destaque, por enquanto, é a tramitação no Senado do processo de impeachment da presidente da República. Mas fica uma pergunta: o presidente do Senado e alguns senadores que são acusados em alguns processos de corrupção vão votar?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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O RECESSO E O PATRIOTISMO

O Brasil, na atualidade, precisa dos sacrifícios de todos, especialmente do Poder Legislativo. Assim, o recesso de julho dispensado seria uma forma de dar celeridade ao processo de impedimento de dona Dilma, atingindo-se, mais rapidamente, a solução final e definitiva de seu afastamento do cargo. A Nação não mais pode viver sob este clima de incerteza e desesperança, em que ocorrem desemprego, desindustrialização e inflação crescente. Assim, o julgamento definitivo da presidente Dilma ocorreria mais celeremente, propiciando mais urgência na aplicação das medidas a serem tomadas pelo governo substituto.

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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INFELIZMENTE

E pensar que poderia ser tudo diferente do que vivemos hoje, bastasse tivéssemos colocado no governo federal pessoas comprometidas com o País, com seu desenvolvimento e seu povo. Infelizmente, ainda amargaremos duras realidades até que todos deem ao seu voto o valor que realmente representa.

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

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NA MESMA

As notícias políticas sobre o futuro governo Michel Temer não são alvissareiras. A bússola vai da esquerda para a direita. Só. Permanecem no poder políticos que sempre estão lá, não importam ideologias ou regimes. Indiciados na Operação Lava Jato são tidos como futuros ministros. Caras de pau e clara expressão de confronto com a operação que orgulha aos brasileiros. O povo clama por modificações éticas na política, aliadas à eficiência de gestão. Não se quer para o País o que ocorre na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), onde seu presidente não pode viajar para o exterior sob risco de ser preso. Chega de mais do mesmo.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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MINISTÉRIO EM FORMAÇÃO

Estava demorando para sair o aparelhamento pelo PT e entrar o do PMDB. Qual seria a competência da Martha Suplicy, por exemplo, para assumir o Ministério da Educação, além de ter sido péssima prefeita de São Paulo, ex-militante do PT e sexóloga? Não é de duvidar que, se empossada, levará o tal Jean Willys como assessor especial para assuntos referente à educação infantil.

Frederico Fontoura Leinz fredy1943@gmail.com

São Paulo

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PRIMEIROS SINAIS

Os primeiros sinais sobre Temer são de temer. Sr. Temer, o sr. nem começou e já está revelando que a história se repete?

Alice Arruda Câmara de Paula alicearruda@gmail.com

São Paulo

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É CHEGADA A HORA

Se o provável futuro presidente da República não der um basta ao novo fisiologismo que se avizinha, não conseguir reduzir o número de ministérios (já está parecendo um macrostério) a 15 – somente os essenciais – e não tiver liberdade de escolher os melhores e mais capazes profissionais e enxugar a máquina estatal ao mínimo necessário e suficiente, cortando milhares de cargos em comissão e demitindo centenas de milhares de não concursados, é melhor que renuncie já. Caso contrário, a pressão das ruas irá exigir que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o faça. Pior dos mundos. Novas eleições com as mesmíssimas raposas de rabo felpudo e preso nas investigações. Acorde, Temer. É chegada a hora de fazer e acontecer.

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

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CORTES

Parece que, novamente, em nome do governo de coalizão, Michel Temer vai cortar aproximadamente um ministério.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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MINISTÉRIO TEMER

O “Remendão” está sendo alinhavado. Resta saber se haverá “linha” suficiente...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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CÍRCULO DOS HORRORES

Parafraseando Drummond, a corrente da sucessão presidencial no Brasil até ontem era integrada pelos seguintes elos: Dilma (citada na Lava Jato), que odeia Temer (citado na Lava Jato), que odeia Cunha (réu na Lava Jato), que odeia Renan (citado na Lava Jato), que é amigo de Lewandowski (que julga os criminosos da Lava Jato como julgou os do mensalão), que, por sua vez, é indiferente ao palhaço licenciado Tiririca (o único, ao que parece, que não deve nada a ninguém), último da cadeia (sic) sucessória presidencial, por ser o deputado federal mais votado. Em razão da aprovação do impeachment, em breve, a corrente sucessória será substituída por outra cadeia de elos, assim constituída: Temer (citado na Lava Jato), que odeia Waldir Maranhão (citado na Lava Jato), que ama Cunha e foi contra o impeachment de Dilma, que cederá lugar para Renan (citado na Lava Jato), que, por sua vez, cederá a cadeira de presidente do Senado no julgamento do impeachment de Dilma (citada na Lava Jato) a Lewandowski (que sente um desconforto muito grande com a Lava Jato), permanecendo o palhaço licenciado mais bem votado do País neste como elo final da cadeia (sic) sucessória.

Ruy Tapioca ruyrapioca@gmail.com

Rio de Janeiro

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NEPOTISMO PARTIDÁRIO

Depois do impeachment de Dilma Rousseff, quantas surpresas ainda teremos, como esta da Eletronorte, cuja má gestão deixará dívida de R$ 9 bilhões, que deverá ser paga por todos nós, brasileiros? Mas fica um alerta para o vice Michel Temer. Voltaremos às ruas se continuar a montar seu governo na base do toma lá dá cá, em detrimento de cargos técnicos.  Nós sabemos como a fome dos partidos foi saciada pelo lulopetismo, e a duras penas estamos pagando a conta. Não vamos admitir mais esse tipo de coalisão que levou o Brasil à bancarrota. As ruas, agora, aprenderam o caminho e nossas exigências serão constantes. Está mais do que na hora de trocar amizades, companheirismo, parentescos, por gestão como se o governo federal fosse uma enorme empresa, que precisa começar a gerar lucro. Chega de nepotismo partidário. Chega!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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DESPUDORADOS

Basta olhar o entorno para se constatar que não há na política gente honesta o suficiente para formar um governo de coalizão sério. Brasil, pátria da mamata.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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CETICISMO

Talvez a política brasileira tenha me levado a me tornar cáustica e cética. Enquanto todos comemoram a queda de Eduardo Cunha, eu me pergunto por que o Supremo Tribunal Federal (STF), na figura de Teori Zavascki, não teve a mesma preocupação com a prática de crimes e obstrução de justiça no caso de, por exemplo, Dilma Rousseff e Lula da Silva. Afinal de contas, dolo por dolo, a dupla atuou de forma muito mais danosa e escancarada. Até mesmo a montagem de um balcão de compra de deputados houve, naquele hotel em Brasília, sem falar na nomeação de Lula e do “caso Bessias”. Não consigo me esquecer de Lula, ao telefone, dizendo ao seu interlocutor que falasse com Dilma, para que conversasse com Rosa Weber para atuar em seu favor. Não deixo de relembrar o fato do ainda senador Delcídio Amaral ter sido flagrado tentando subornar uma testemunha, ter sido preso e continuar senador até hoje. Nestes e em outros casos, não se vê a menor pressa ou preocupação de Teori Zavascki ou mesmo de Rodrigo Janot, como a demonstrada em relação a Eduardo Cunha. Eduardo Cunha vai perder casa, seguranças e salário em 30 dias, com ou sem mandato. Dilma Rousseff gozará destes e muitos outros benefícios, afastada do cargo por seis meses. Uma é chefe do Executivo, o outro é chefe do Legislativo. É quase nenhuma a distância que os separa, tanto em poder quanto em malfeitos, porém é gritante a diferença de tratamento de um e de outro dado pelo terceiro poder, o Judiciário. Talvez eu esteja implicante demais. Deixando um pouco meu ceticismo em relação às puras e elevadas intenções do STF neste caso de Eduardo Cunha, aproveito para perguntar: e então, ministro Teori, quando se dará o envio do caso de Luiz Inácio da Silva para o juízo de Sérgio Moro? Está esperando o quê?

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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O QUE TEM A VER?

Jaques Wagner e outros petistas declararam que, com a suspensão de Eduardo Cunha, esperam que Dilma Rousseff seja inocentada. Só perguntando a eles: o que tem que ver o Cunha com as calças?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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UM PASSINHO

Todos os atos de Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados praticados a partir da data em que se tornou “réu” devem ser anulados pelo Supremo Tribunal Federal. Inclusive o ato de abertura do processo de impeachment. Pois nem juridicamente e muito menos politicamente um “réu” se sobrepõe a um investigado. Trata-se de premissa de legítima Justiça. O STF deve tornar jurisprudência todos os casos isonômicos ou análogos nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras Municipais e na Câmara Distrital. O STF deve, liminar e sumariamente, suspender de suas funções – sem remuneração e suas consequências – todo agente público, eleito ou não, de qualquer Poder da República que se tornar “réu”. Essa jurisprudência deve se tornar lei devidamente regulamentada. Será um “passinho” rumo ao combate direto da corrupção e de outros crimes.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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TARDA E FALHA

Pune-se parcialmente o bandido, mas referenda-se a bandidagem. Eduardo Cunha ser afastado agora serve apenas como exemplo, pois males maiores já vinham sendo praticados por ele de forma explícita e impune. Se usou a posição política em benefício próprio, aliciando os demais deputados, é colocado em suspeição tudo o que votou e levou ao plenário da Câmara. Mas, ao que se vê, a Justiça tarda e falha.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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ÀS RUAS

Pelos rumores, houve uma tentativa de golpe de Estado via Supremo Tribunal Federal (STF), que se preparou para julgar a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) proposta pela Rede Sustentabilidade para anular o processo de impeachment da presidente Dilma. Acatando a ADPF e, consequentemente, cassando o deputado Cunha, anular-se-iam os atos por ele praticados como presidente da Câmara, incluindo o acatamento ao pedido de impeachment, cuja admissibilidade foi aprovada por 367 deputados depois de um processo estritamente conduzido de acordo com a Constituição. Aparentemente, o ministro Teori Zavascki, combinado com outros ministros, percebendo algo estranho, teria se adiantado e julgado a liminar pedida pelo procurador-geral em dezembro de 2015, afastando o deputado do exercício do mandato e, consequentemente, da presidência da Câmara. Essa liminar prejudicou o julgamento da ADPF, estranhamente pautada em caráter de urgência pelo ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF, para ser julgada na quinta-feira, com a relatoria do ministro Marco Aurélio Mello, cujo voto for preparado de acordo com o esquema acima mencionado. Embora o risco imediato de anulação do processo legítimo de cassação do mandato da senhora Rousseff tenha sido contornado, se estes rumores forem confirmados, tornará OBRIGATÓRIA a volta do povo às ruas para exigir que a Constituição seja obedecida e que ministros não tentem, exorbitando de seus poderes, propor ações inconstitucionais para reverter uma decisão que a Constituição atribui exclusivamente ao Congresso Nacional, sob qualquer sofisma.

Carlos Ney Millen Coutinho cncoutinho@uol.com.br

Rio de Janeiro

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A BOLA DA VEZ

Começou o show raivoso das hienas e dos abutres, na televisão, à custa do deputado Eduardo Cunha. Todos eles rigorosamente medíocres, obscuros, demagogos e incompetentes. Xingam, rosnam e insultam Cunha para sair do anonimato e da sarjeta de suas melancólicas vidas. Cunha tornou-se o alvo predileto dos imaculados de meia pataca. Cunha é o Judas dos pobres diabos que nasceram para bajular o Palácio do Planalto. Cunha é a bola da vez dos sabujos que rastejam por migalhas da imprensa. Falsos éticos e paladinos de araque sem dignidade. Descarados que não honram as calças que vestem.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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DILMA FESTEJA A QUEDA DE CUNHA

Alegria de pobre dura pouco.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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LIMPANDO A CASA

Eduardo Cunha foi, Dilma Rousseff provavelmente irá e mais 300 picaretas já estão na fila para irem também.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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POR QUÊ?

Sai de cena Eduardo Cunha. Do mesmo modo, lançados às ostras gregas estão Lula da Silva, José Genoino, Delúbio Soares, João Vaccari Neto, João Santana, Dilma Rousseff e trupe, o facinoroso time do PT, cujo capitão, José Dirceu, mofa num cárcere paranaense, depois da Papuda. Aves abatidas pela própria sede na rapina. Sobram em Brasília espécimes cujo regalo deveriam ser as celas de sanitário sem bacia. E por que não estão nas grades estes senhores rapaces capazes de todo tipo de crimes, contravenções e bandalheiras? Por que são perfumados bandidos com gravatas importadas e ternos de fino talhe? Por que Renan Calheiros, por exemplo, zomba da decência nacional, apesar da cordilheira de processos empilhados no STF? Preciso citar mais nomes? De suposto guardião da Constituição federal, o Supremo se assemelha a croupier de cartas embaralhadas em pó de corrupção. Rara é a semana em que as capas pretas não se reúnem para decidir qualquer coisa sobre um meliante da Praça dos Três Poderes. Menos, Renan. Qual repelente o presidente do Senado usa para que o Judiciário dele nem sequer se aproxime?

José Maria Leal Paes josemarialealpaes@gmail.com

Belém

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DEPÓSITO

O Supremo Tribunal Federal tornou-se um depósito de processos contra os grandes ladrões do Brasil.

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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PIOR QUE A LAMA DA SAMARCO

Para muitos políticos e empreiteiros o afastamento de Eduardo Cunha será uma tragédia pior do que a lama da Samarco. Ele sabe demais e vai destruir tudo o que estiver em seu caminho, exatamente o inverso de Dilma Rousseff, que já destruiu o que podia e agora nem marola é!

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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A CASA E A CARA CAÍRAM

Aquele sorriso de deboche, aquela atitude e postura arrogante, um sentimento de superioridade e a certeza da impunidade, pouco a pouco, vão se transformando em medo, raiva e ódio contra os que “ousaram” mostrar as verdadeiras faces destes criminosos. Né não, senhor Eduardo Cunha, sr. João Santana e dona Monica Moura? Pelo menos tenham a hombridade de arcar com seus atos.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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PERDERAM A CÂMARA PERDERAM TUDO

Uma coisa não justifica outra coisa, como diz o ditado popular, e, no que pese manobras escusas, contas no exterior não declaradas, Operação Lava Jato, despesas nababescas em proveito próprio, ainda assim e com tudo isso que lhe pesa, o ex-deputado, ex-mesmo Eduardo Cunha foi quem implementou e deu prosseguimento ao processo de admissibilidade do impedimento da em breve ex-presidente Dilma. O governo na ocasião subestimou Cunha entendendo que Arlindo Chinaglia era o vencedor da eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, e deu no que deu. Não fosse Eduardo Cunha, o destino teria sido outro. De qualquer maneira, vale ressaltar: uma coisa não justifica a outra!

Jose Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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A SUCESSÃO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

O Brasil parece não ter gente competente e honesta para cargos importantes. Cada “sucessor” do outro “investigado” que foi posto para fora também é “investigado” ou “suspeito”! Basta olhar a sequência de envolvidos ou suspeitos, na ordem sucessória, da presidência para baixo. Não vai dar para confiar no “sucessor” de Eduardo Cunha, que também é “investigado”! Como voltar a consolidar a confiança nos brasileiros e nos investidores, para pôr o Brasil no seu devido lugar, entre as nações de Primeiro Mundo?

Roberto Zaki Dib robertodib.ingles@uol.com.br

São Paulo

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O PROTESTO DOS ESTUDANTES

Em tudo, desde o início até o epílogo, o ataque ao Centro Paula Souza, em São Paulo, na semana passada, tem as digitais do modus operandi dos “petralhas”, como os danos causados ao patrimônio público, com vandalismo e furtos de material. Esta também a razão dos ataques e das ocupações nas Etecs e nas escolas secundárias estaduais. A merenda, claro, é importante para muitos alunos carentes, mas NÃO para aqueles bem trajados e que não eram alunos, como observou o coronel Telhada, mais parecendo com o “exército” de desocupados profissionais pagos para promover a desestabilização da ordem e do progresso, ensejando que, para atacar o pacato (demais) governador de São Paulo, a merenda está servindo como pretexto. É a vitória do estômago sobre o cérebro, novo processo educacional da Pátria Educadora da carta fora do baralho.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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MASSA ARREGIMENTADA

A capacidade do Partido dos Trabalhadores (PT) de arregimentar massas de desocupados é de causar inveja em qualquer organização. Geralmente, usam massas de famintos para conseguirem seus intentos. Por meio do Bolsa Família (ou bolsa miséria), que nada mais é que um prato de comida, conseguem milhões de votos, e assim permanecerem no poder. Quando necessitam de manifestantes para comparecerem em seus eventos, basta oferecer lanches de pão com mortadela, e a adesão da massa de famintos é um sucesso. Como o sonho do PT é um dia chegar ao poder no Estado de São Paulo, resolveu usar o método em nosso querido Estado, arregimentando pseudoestudantes para atacar as escolas estaduais, usando o método infalível: saciar a fome dos desocupados por meio de merenda escolar. Os verdadeiros estudantes não participam destas orgias planejadas pelo PT, pois seu objetivo é estudar e se tornarem cidadãos úteis à sociedade.

Edson Baptista de Souza baptistaedson@ig.com.br

São Paulo

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GERAÇÃO DO FUTURO

Quando vejo o desrespeito total destes estudantes com relação aos valores morais que deveriam pautar nossa convivência, questiono-me sobre como será nosso Brasil, nossos filhos e nosso povo quando chegar a vez de eles serem os líderes.

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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A BAGUNÇA APLAUDIDA PELO PT

Editorial de “O Estado de S. Paulo” de quinta-feira (5/5) trouxe no título, “Invasão afronta a democracia”, e discorreu sobre a reprovável (para dizer o mínimo) conduta de políticos da oposição que foram “homenagear” estudantes, ora agentes de atos criminosos (invasão da Assembleia Legislativa, mediante desobediência, resistência à ordem de saída, ameaças, e eventuais danos qualificados) oferecendo-lhes lanches. Se a ninguém é dado a escusabilidade do desconhecimento da lei (artigo 3.º do Decreto-lei 4.657/42), muito menos seria tal escusa admissível partindo de integrantes do Poder Legislativo. Sendo assim, deveriam aqueles que “alimentavam” os invasores ter noção de estarem participando do ato criminoso cometido (artigo 29, parágrafo 1.º do Código Penal). Certo é que a presunção do conhecimento da lei, mencionada no Decreto-lei acima, é uma daquelas “presunções” relativas, isto é, que admitem prova em contrário (o que, em Direito, chamamos de presunção “juris tantum”), mas, no caso, sendo inequívoca a motivação política dos parlamentares, a presunção se consolida: agiram como partícipes de um crime. Crime-anão, aliás, se comparado àqueles que ora estão sendo investigados, imputados aos “caput” do PT.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

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CONCORRÊNCIA NO TRANSPORTE

Demorou o prefeito Fernando Haddad em liberar e regularizar por decreto o serviço de transportes como Uber e WillGo, após duas derrotas na Câmara. Além do que, ele não pode ficar refém dos taxistas, por eles quererem exclusividade e não permitirem a concorrência. Ainda mais quando é sabido que os serviços prestados pelos dois aplicativos são comprovadamente eficientes, seguros, modernos e práticos.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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A VIOLÊNCIA DOS TAXISTAS

O que há hoje é uma verdadeira “crise de confiança”. A política titubeante da Prefeitura em relação a táxis e aplicativos (num momento proíbe, em outro libera. Propõe a restrição da taxa de intermediação e, depois, desiste), somada à intimidade da empresa com parente e ex-funcionários públicos, é o que gera os confrontos. Se os vereadores só têm “olhos para os votos”, quem pode garantir que os olhos do prefeito estão voltados só para a cidade? 

Adilson Amadeu, vereador vereadoradilsonamadeu@gmail.com

São Paulo

 

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NÃO PERTURBEM

Frase atribuída ao prefeito Fernando Haddad: falem mal, mas falem de Dilma.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

HERANÇA LULOPETISTA

Bestas do apocalipse

Quando a classe média corta da lista do supermercado o iogurte, o queijo e o presunto, é sinal de que a Bíblia sobre a mesa da sala está aberta no Livro das Revelações. Para 11 milhões de brasileiros desempregados, Lula, Dilma Rousseff e seu governo incompetente e irresponsável estão entre as bestas do apocalipse econômico-financeiro que flagela o Brasil. E entre os mais flagelados, os que acreditaram no Fome Zero, nas três refeições diárias para todos os pobres, no avião em vez de ônibus para viajar pelo País, no carro substituto da bicicleta financiado em 70 ou mais prestações. A quadrilha do PT mamava nos úberes da Pátria-mãe, ganhava eleições a granel irrigadas com a bilionária propina do mensalão, do petrolão e doutras rapinagens ainda ocultas enquanto vendia ilusões no celofane das mentiras de João Santana. A expulsão da boquinhocracia petista que infectou os Poderes da República está prestes a se concretizar, dentro da lei, apesar de Michel Temer. A tragédia dos desempregados tem causa e nome: Lula, PT, Dilma, os cavaleiros do mal. No PT, a ideologia e a consciência política têm nome: corrupção.

JOSÉ MARIA LEAL PAES

josemarialealpaes@gmail.com

Belém 

E dá-lhe rebaixamento

A agência Fitch rebaixou a nota brasileira para BB, reiterando que o Brasil não é bom pagador. O desequilíbrio das contas públicas, o altíssimo valor da dívida brasileira, a contração de 3,8% do PIB, o dramático cenário político atual e a desconfiança dos investidores quanto ao calote são as principais justificativas para o novo rebaixamento. O comportamento da presidente Dilma, que ainda faz de conta que o País está em ótima fase econômica, é, no mínimo, estranho ante tantos rebaixamentos e os indicadores oficiais, que demonstram um enorme descontrole do governo e da sua inchada máquina administrativa.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Conta pendurada

Estive avaliando a situação da dívida interna brasileira e cheguei à seguinte constatação: cada brasileiro deve R$ 15 mil. Um casal com um filho deve R$ 45 mil. Dá para pagar essa dívida?

SHICHUM TOMA

Silvia.Barioni@ourofino.com

Santa Rita do Passa Quatro

Brasil de mentira

O ministro Luís Barroso citou na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que aprovou liminarmente a suspensão do mandato de Eduardo Cunha, quinta-feira, que um aluno dele lhe dissera que não queria viver em outro país, queria era viver em outro Brasil. Eu também queria muito viver em outro Brasil: aquele Brasil da propaganda do PT que elegeu Dilma e tantos outros mentirosos – mas que seria um paraíso se fosse verdade.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

STF

Erro supremo

O Estadão é, sem dúvida, o mais importante veículo de imprensa do nosso país na atualidade, com postura digna e moderna. Todavia penso que falhou em editorial ao não apontar o erro supremo do STF ao decidir ao arrepio da Constituição por suspender o mandato do deputado Eduardo Cunha. Que seu afastamento da presidência da Câmara e seu julgamento no STF são desejáveis e ao abrigo da lei, isso é fora de dúvida. Porém a decisão de intervir em mandato popular sem previsão constitucional foi um grande passo atrás no caminho de criarmos no Brasil o império da lei. Afastamo-nos dos EUA e nos aproximamos da Venezuela.

RUBENS RAMOS

rubens.ramos@gmail.com

Natal

DILMA E CUNHA

Triste figura

Num de seus últimos e espalhafatosos discursos nonsense – normalmente feitos para plateias de fanáticos admiradores –, disse Dilma: “Vou ficar aqui brigando”. Ora, ora, aqui onde? E brigando com quem, cara-pálida? Contra moinhos de vento? Só se for... Que Deus nos ajude!

GILDETE DO NASCIMENTO

mgildetenascimento@bol.com.br

São Paulo

Privilégios

Cunha e Dilma pleiteiam manter privilégios, como se ainda mandassem. Tiveram de sobra e não souberam aproveitar. Deviam é rezar, por ainda não estarem presos. Piada de mau gosto.

PAULO HENRIQUE C. DE OLIVEIRA

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

Esperamos que o Senado defina que a partir de quinta-feira a presidente afastada não poderá continuar gastando. O País, cujas finanças foram dilapidadas por esse governo populista, inconsequente e incompetente do PT, não tem condições de custear dois presidentes. Que à afastada se garanta, sim, o mínimo de recursos públicos, mas nada além do necessário à sua manutenção pessoal. Não há que falar num séquito de 30 assessores (puxa-sacos de plantão, papagaios de pirata e assemelhados) para ajudá-la na construção de sua defesa perante o processo a ser instaurado no Senado. Ora, quem pariu Mateus que o embale! Que sua defesa e eventuais (desnecessários) deslocamentos pelo País sejam custeados por seu partido. Por que a Nação, com as finanças em frangalhos, tem de arcar com tais despesas? A sociedade brasileira já foi e continua sendo cruelmente prejudicada pelo desgoverno Lula/Dilma e não merece e não deve assumir ônus extras decorrentes do justo afastamento dessa senhora da Presidência. Cabe ao Senado impor limites rigorosos às pretensões de Dilma e acólitos. 

RUBENS S. VALNEIROS

rvalneir@gmail.com

Barueri

INVASÕES EM SP

Golpe

Invasão e ocupação de Assembleia, seja por “estudantes”, cadetes, ruralistas, campesinos ou militares, para impor agenda específica de um grupo aos legisladores, tem nome: golpe! Aqui e em qualquer lugar do mundo.

LUIZ C. DO CANTO PEREIRA JR.

luiz.canto.jr@gmail.com

São Paulo

Sobre as “ocupações” de estudantes, entre os desafinados estribilhos de nossos heroicos e erados (não vi ninguém com menos de 18 anos) secundaristas um deles dizia que iriam tirar o sossego dos burgueses, como sempre culpados por tudo. Nada de mais verdadeiro, já que esses estudantes infernizam a vida de quem trabalha e estuda seriamente e tem de tocar o Brasil para a frente. Essa gente, que nunca produziu ou vai produzir algo, tem horror a tudo o que é produtivo e gera riqueza.

LUIGI PETTI

pettirluigi@gmail.com

São Paulo

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