Fórum dos leitores

O ROMBO NAS CONTAS PÚBLICAS

O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2016 | 05h00

Para conseguir deter a hemorragia do rombo das contas públicas, após constatar que a caixa-preta da desastrosa gestão Dilma Rousseff esconde um buraco que ultrapassa os R$ 170 bilhões (!), o governo interino de Michel Temer terá de fazer mágica e usar de todos os truques possíveis. Vale até tirar cartola de coelho!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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LEGADO

De nada adianta alimentar ilusões. Com um rombo de pelo menos R$ 170 bilhões – legado do lulopetismo irresponsável, incompetente e criminoso –, não haverá corte de gastos, ajuste fiscal ou mágica que feche essa conta. Mais impostos certamente virão, seja CPMF ou outros. O importante é que este legado seja muito bem lembrado nas eleições de 2016, 2018 e “ad eternum”.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PULSO FIRME

Neste momento, é vital que Temer venha a público e exponha aos brasileiros a situação caótica em que assume o governo, mostrando claramente o rombo que deve chegar a R$ 170 bilhões no déficit primário, o desmantelamento total das finanças públicas, maquiagem das contas, pedaladas fiscais, a quebra das indústrias, a destruição da Petrobrás, a míngua em que o governo Dilma deixou a saúde, a educação, a segurança e o desemprego que já passa de 11%. Mas, adicionalmente, deverá deixar claro que, antes de um aumento de impostos, deverá ser feito de imediato um corte profundo nas despesas, com a demissão não de centenas, mas de milhares de apaniguados, de cargos comissionados e de funcionários encostados na máquina pública, e a implantação de uma gestão pública calcada na contratação pela competência, adotando a meritocracia, e não o apadrinhamento. E medidas inteligentes que visem ao aumento de arrecadação de impostos e do emprego por meio, por exemplo, da regularização do jogo, deverão ser adotadas de imediato. Presidente Temer, tenha a certeza de que a maioria dos brasileiros neste momento o apoia, mas precisamos de seu pulso e palavras firmes.

Elcio Espindola elcio.espindola2013@gmail.com

São Paulo

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COMPLEXA EQUAÇÃO ECONÔMICA

A equipe econômica de Temer está verificando cuidadosamente os dados relativos às receitas e despesas da União. O rombo das contas públicas poderá ser maior que R$ 170 bilhões. Provavelmente, os cortes de despesas no Orçamento serão maiores que aqueles anunciados pela presidente afastada Dilma Rousseff. O Partido dos Trabalhadores (PT) escondeu a real situação econômica do País até o último momento. Os contribuintes brasileiros não suportarão mais aumentos nos tributos, pois a sobrecarga já é enorme. A crescente inadimplência, diante do desemprego e da alta inflação, já é uma realidade no Brasil. Portanto, o ministro Henrique Meirelles tem pela frente uma equação complexa, com diversas variáveis e de difícil solução.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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DESEMPREGADOS E ENDIVIDADOS

Não há dúvida da péssima situação em que graças ao petismo o País se encontra. Não há como questionar a validade das medidas anunciadas pelo novo governo, em especial sabendo tratar-se de medidas com efeitos mais para o longo do que para o médio prazo. Enquanto isso, o que fazer com o sofrimento dos 11 milhões de desempregados e 60 milhões de inadimplentes? Alguém pensou nisso? Alguma ação? Não se trata de uma “moratória”, mas de algo semelhante que permita às famílias viverem enquanto endividadas, passando por significativas privações pessoais e materiais. Esperar os efeitos das medidas econômicas propostas não assegura quantos brasileiros sobreviverão e delas poderão se beneficiar.                         

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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FARDO PESADO

Como disse Cristo, que seus filhos não vão carregar um fardo mais pesado do que podem suportar, esta notável equipe econômica montada pelo ministro Henrique Meirelles, se o Congresso Nacional colaborar, poderá, pela sua competência, tirar as deterioradas contas públicas do vermelho, que neste ano poderá ter um déficit fiscal inimaginável em torno de R$ 170 bilhões. E em grande estilo, já no próximo ano, alavancar também o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). É o que todo brasileiro espera...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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QUE PAÍS É ESTE?

Triste marca de 11 milhões de desempregados, com inflação; contas públicas com déficit “nunca antes visto na história deste país”; atribuição de baixos graus de agências internacionais avaliadoras de risco; ambiente econômico sem estímulo a investidores; Estados da Federação de pires na mão; política externa submissa a acordos decadentes e ideologicamente orientados e, em consequência, País fora do grande comércio internacional; desordem política e administrativa difícil de corrigir. Quadro dentro do qual a presidente afastada se autointitula paladina da democracia e se declara vítima de golpe. E, pior, há quem a defenda e nela acredite. E, assim, a pergunta de Renato Russo continua sem resposta: que país é este?

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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COFRE RASPADO

Somos informados de que, entre as medidas estapafúrdias que Dilma Rousseff tomou sabendo que iria ser afastada do poder, está a de que “torrou” todas as verbas de publicidade que seriam para ser usadas durante todo o ano de 2016. Foram gastos R$ 152 milhões, deixando Michel Temer com os cofres da Secretaria de Comunicação (Secom) vazios. Mais um grande escândalo, pois a presidente afastada gastou tudo para se salvar do impeachment, tentando influenciar os eleitores e a imprensa. “A Secom de Temer agora vai analisar se alguns gastos podem ser cancelados.” Mais uma vez, a honestidade da presidente está sendo posta à prova.

Leila E. Leitão

São Paulo

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REFORMAS URGENTES

Nosso país arrecadou no ano passado cerca de R$ 2 trilhões. Impostos municipais, estaduais e federais pagos pelos cidadãos. Existem cerca de 80 milhões de trabalhadores no Brasil, menos da metade da população, o que é um fardo. Essa arrecadação é o resultado dos 48 impostos que temos. Basicamente, todo esse dinheiro é controlado por prefeitos, governadores e presidente da República. Ou seja, cerca de 6 mil pessoas. Existe um grupo que legisla em causa própria (vereadores, deputados, magistrados) que têm o poder de aumentar seus próprios vencimentos e despesas. O total de funcionários públicos no País chega a 10 milhões e essa turma também consegue fazer greves remuneradas para benefício próprio. Cerca de 50% do Orçamento total do País (R$ 1 trilhão) é usado para pagar a máquina pública. Sem contar os gastos de operação das administrações públicas pelo País (mais R$ 100 bilhões). Somente com Previdência temos mais um gasto anual de R$ 180 bilhões. Estima-se a corrupção em R$ 80 bilhões (o que envolve funcionalismo público). Pergunto, então: onde está a concentração de renda no Brasil? Não sobra dinheiro para a necessidade de investimentos e geração de empregos e riqueza, condenando nossos jovens e mantendo os beneficiários do Bolsa Família na pobreza (por exemplo). E mesmo dentro do serviço público há discrepâncias absurdas, como professores primários e policiais com R$ 2.400,00 ao mês a membros do Judiciário com mais de R$ 60 mil, sem contar fortunas para aposentados. E tem gente que acha bonito fazer obras em Cuba ou financiar artistas milionários... Uma reforma administrativa radical e uma reforma previdenciária são mais que urgentes. Sem contar o combate incansável à corrupção. Sem isso, estamos condenados à miséria, às injustiças e à desesperança.

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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CONDENAÇÃO

O País por muito tempo continuará atordoado pela dose de incompetência que a era PT implantou nos 13 anos de governo. Se as reformas não forem implantadas, seremos condenados à mediocridade de sempre e ao retrocesso social.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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RETROSPECTO

Em junho de 2013, graças aos movimentos de rua (Vem prá Rua, Movimento Brasil Livre, Maçonaria, etc.) e seus líderes, o povo foi para a rua e gritou: “O gigante acordou e não é por 20 centavos”. Mas, mesmo assim, os partidos políticos de oposição (PSDB, DEM , PPS), a Fiesp, a OAB, se fingiram de mortos, e Dilma Rousseff foi reeleita, enquanto a analista Sinara Polycarpo Figueiredo, do Banco Santander, foi demitida a pedido de Lula por fazer previsões sombrias para a economia brasileira. Apesar da crise política e econômica, o juiz Sérgio Moro continuou trabalhando, julgando e condenado os empreiteiros e diretores da Petrobrás e remetendo ao Supremo Tribunal Federal (STF) as informações dos políticos com foro privilegiado. E a Operação Lava Jato foi ganhando o apoio popular, pois era a única luz no fim do túnel para os brasileiros que não se conformavam com a falência do Brasil e da sua democracia. Continuávamos protestando nas manifestações e nas redes sociais: “Nossa bandeira jamais será vermelha”. Enfim, graças à coragem e dedicação do juiz Sérgio Moro e sua equipe, aos movimentos de rua e seus seguidores e ao apoio tardio da oposição, do PMDB, da Fiesp, da OAB, conseguimos afastar Dilma da Presidência. E, conforme determina a lei, o vice Michel Temer assumiu interinamente o governo, e sua equipe ministerial está “descobrindo” que o rombo das contas públicas pode chegar a R$ 170 bilhões (ou mais) e já estão dizendo que vamos pagar a conta com mais impostos. E, enquanto isso, centenas de invadiam as sedes do Ministério da Cultura (Minc) protestando contra a extinção do Minc e milhares de brasileiros estavam nas filas dos hospitais aguardando atendimento. E Dilma? Até decisão final do Congresso, continua com suas mordomias, para protestar que foi afastada por vingança de Eduardo Cunha, e não por sua incompetência, que nos levará a pagar mais impostos e receber menos serviços do poder público. E a mídia continua dando espaço e ibope a Rui Falcão, presidente do PT. Resumindo, quem nasceu para ser Brasil nunca será Alemanha. Estamos no lucro com o placar de 7 a 1.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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A AJUDA DAS CENTRAIS

Todas as centrais de trabalhadores têm de ajudar este governo, pois não foi ele que criou este descalabro que estamos vivendo. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), filiada ao PT, não quer ajudar o novo governo e desqualifica o interino Michel Temer. É porque não sabem como fazer, esquecendo que Lula, caso não houvesse impeachment, queria a ajuda da oposição.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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DIÁLOGO PELO BRASIL

“Quem quebrou este país?” “Foi o PT.” “Quais foram os meios mais fáceis e rápidos, utilizados pelo Projeto Criminoso de Poder?” “Foram as empresas estatais ou de economia mista, como Petrobrás, Eletrobrás, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, etc.” “Qual a alternativa?” “Vender essas fontes de corrupção, esses autênticos cabides de emprego político.” “A Petrobrás, por exemplo,  está tentando vender alguns ativos que não fazem parte de seu objeto social principal, mas apenas conseguiu, até agora, vender 10% do que pretendia.” “De quanto tempo nosso governo provisório poderá dispor para recuperar esse prejuízo que pode chegar a R$ 200 bilhões?” “Imprevisível, talvez dezenas de anos.” “Então, o que fazer?” “Irmos para a rua, novamente, e se possível, mais do que os 1.500.000 de 13 de março.” “E exigir o quê?” “Que não se gerem mais impostos e que se vendam (por exemplo, por R$ 1,00) esses sorvedouros de dinheiro em que se tornaram nossas empresas públicas. Nações mais honestas ou mais ricas haverão de ter interesse em absorver essas fontes de incomPTência e corrupção.”

Celso Colonna Cretella cpropano@gmail.com

São Paulo

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PASSAR A LIMPO É NECESSÁRIO

Contratações na Petrobrás, segundo seu presidente, Pedro Parente, obedecerão a critérios técnicos, o que eleva a administração da grande empresa a um nível de excelência. Teori Zavascki, ministro do Supremo, poderá possibilitar investigações sobre Renan Calheiros, presidente do Senado, e Romero Jucá, ministro de Temer, por envolvimento com a Usina de Belo Monte. Que seja realizada a devassa, porque ela será importante para o Brasil. E, finalmente, dona Dilma Rousseff tem dez dias para explicar a sua motivação fática e jurídica de asseverações, inclusive internacionais, de que ocorreu um “golpe” no seu processo de impeachment. A pouco e pouco o Brasil vai sendo passado a limpo, ajustando-se e punindo-se condutas de seus administradores e políticos.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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CONTABILIDADE

xcelentíssimo sr. ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tenha coragem de expor a sua competência técnica contábil aos brasileiros e mostre que as despesas de uma gestão têm de ser adequadas à sua receita. Não há segredo com as contas do País, suas despesas são maiores que a receita e isso não pode acontecer numa administração séria. Temos muitas despesas exageradas no País e é claro que isso gera o déficit! Corte dois terços dos inúteis políticos que temos, dos cabides de empregos, adeque a realidade brasileira aos salários dos funcionários públicos, combata a corrupção nos níveis federal, estadual e municipal e verás que acontecerá um equilíbrio técnico nas contas do País. Isso não é mistério, é uma ação para um governo que tenha competência, coragem, patriotismo e honestidade para tal.

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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AS RUAS COMO ALTERNATIVA

O Brasil não suporta mais nem um centavo de imposto. E, se as contas não fecham, é porque as despesas estão excessivas, e não as receitas baixas. A solução é conhecida pela maioria esclarecida: é necessário diminuir as despesas públicas. E este novo governo, por estar engessado, dependendo do Congresso para qualquer alteração dessa situação, não conseguirá muito, por mais bem intencionado que esteja. Novamente, a rua é fator determinante para qualquer alteração no campo governamental. Os movimentos de rua, independentes do Congresso, podem conseguir muito, como já deu provas disso. Podem, por exemplo, exigir que os congressistas façam leis para diminuir a máquina pública, como privatizações imediatas da Petrobrás, das empresas de energia, de todas as rodovias e ferrovias, de todos os portos e aeroportos, etc. Podem exigir que se diminua o tamanho dos tribunais de conta federal, estaduais e municipais, que se diminua o tamanho dos gabinetes dos deputados e senadores, que se diminua o Judiciário, etc. Cada povo tem o governo que merece. O povo brasileiro está acordando e precisa fazer algo para merecer um governo melhor. Um brasileiro clamando pela saída da mesmice.

Paulo Roberto Alves Ribeiro paulo.ribeiro0911@gmail.com

São Paulo

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OS PRIMÓRDIOS DO GOVERNO TEMER

Gradativa e estrategicamente, o novo governo federal procura retomar a confiança dos brasileiros e do mundo dos negócios, especialmente dos empresários e dos investidores nacionais e internacionais. O ministro da Fazenda e Previdência, Henrique Meirelles, tem dado ares de superministro e tem primado pelo cuidado em dar informações, meticulosamente preocupado em ser honesto com os números das contas públicas, sendo já sabido que o rombo nas contas deixado por Dilma não se restringe aos R$ 120 bilhões, já se admite que o déficit é bem maior. A equipe econômica tem dito que o País precisa reduzir impostos e os juros, porém admite que num primeiro momento talvez seja preciso lançar mão de novos impostos para alavancar a economia – admitindo, entretanto, que se faz necessário antes disso conhecer as contas públicas e, a redução de 4 mil cargos públicos, inclusive 1 mil funcionários comissionados do Palácio do Planalto  num primeiro momento, bem como as privatizações que deverão ser levadas a efeito, principalmente na área de energia, o que resolveria dois problemas com uma única tacada,  que seriam a geração de recursos e fomentaria a modernização das empresas de energia para suportar um crescimento da economia com sustentação de recursos energéticos. As opções, caso venham lançar mãos de aumentar impostos, seriam restaurar a CPMF e ou aumentar a Cide, além de aumentos de alíquotas, o que não depende do Congresso, como as do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), especialmente aqueles de consumo elitizados como: bebidas, cigarros e outros, como também o Imposto de Importação sobre alguns itens, também elitizados.

Temer, ao assumir, já deu o exemplo de cortar gastos públicos, começando com a redução de 32 para 22 ministérios, o que deve representar uma economia respeitável. Igualmente, determinando uma auditoria minuciosa nas contas de cada ministério, como, por exemplo, já apurou valores milionários que estariam sendo repassados aos governos bolivarianos e que já determinou sua suspensão. Outra economia já em andamento e a auditagem dos programas sociais, sustando pagamentos a pessoas que não enquadram nos parâmetros dos que devem recebê-los, inclusive a estrangeiros ilegalmente no País. Sobre o problema crucial do desemprego, que ronda 10% da população ativa, o que representa 11,1 milhões de brasileiros, teremos ainda, segundo o governo, um efeito residual o que poderia até aumentar um pouco esses números, e que gradativamente começarão a cair com a reação da economia com a volta de investimentos e a retomada, também gradativa, da produção de bens duráveis e de serviços.  Quanto ao agronegócio, que por sinal tem se mantido, apesar da crise, aliás que seria muito maior, se não fosse as nossas exportações de commodities agrícolas – também deverão ter uma atenção especial do novo governo no que tange à logística de armazenagem, de transporte e portos, reconhecidamente deficientes, exceção feita ao Estado de São Paulo, onde, logisticamente tem deficiência específica no Porto de Santos. Um ponto positivo que tem se verificado com o governo Temer é a sua disposição ao diálogo, pois tem dado respostas rápidas às críticas do povo e do corpo político. Haja vista o seu imediato atendimento aos anseios feministas com a nomeação de mulheres para o segundo escalão e para secretarias especiais – exemplos: nomeação de Maria Silvia Bastos Marques para a Presidência do BNDES e está à cata de uma mulher para a Secretaria Especial da Cultura. Justificou, também, a falta de mulheres nos Ministérios o fato dos partidos políticos terem feito indicações somente de homens. Além da equipe econômica respeitável, nomeada por Temer e Meirelles, que agradou aos empresários e economistas, registra-se, também, a mão firme mostrada pelo novo governo no Ministério das Relações Exteriores, com a imediata reação de seu titular, José Serra, às críticas de países antes protegidos pelo PT, como a Venezuela, El Salvador, Bolívia, Equador, Cuba e Uruguai, fazendo ver a essas Repúblicas bolivarianas que o Brasil não admitirá interferências em sua soberania, voltando a honrar a Casa de Rio Branco. Da mesma forma deverá desativar vários embaixadas e escritórios consulares criados por Lula, em países de absoluta inexpressão aos nossos interesses nacionais, com objetivos de promoção pessoal (pensava em ser o secretário-geral da ONU ou presidente do Banco Mundial). Enquanto isso no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma Rousseff, afastada do cargo até o desfecho do processo de impedimento, está montando no Palácio uma verdadeira fortaleza de resistência e espionagem das ações do novo governo, com um batalhão de funcionários disponibilizados pelo governo, em atendimento à Constituição e jurisprudência interpretada pelo presidente do Congresso Nacional, que os designou, como um número sem fim de outros benefícios, incluindo salários e ajudas de custos. Nesse aspecto, Fernando Collor de Mello teve dignidade e renunciou, afastando da vida pública por oito anos, ao invés de se preocupar em deixar o poder e ainda, em contrapartida, levantar falsas premissas sobre golpe, a exemplo de Dilma, que chegam a confundir os outros países, seus governos e imprensa, o que só vem a depor contra nossa credibilidade e consequentemente, nossa economia já capenga devido a ela própria.

Gilson Marcio Machado gilsonmmachado@yahoo.com.br

São Paulo

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AULA GRÁTIS

Antes que do PT fique revoltado pelo ministro José Serra ter botado para escanteio os países bolivarianos, que nada fizeram pelo Brasil, a não ser receber benefícios pagos com nosso dinheiro via BNDES, eles deveriam prestar atenção como age um verdadeiro ministro. Voltaremos a ter em nosso cadastro países ricos que melhorarão nossa balança comercial. Não seremos mais nós contra eles. Seremos “nós e eles”, lutando por um mundo melhor, sem ideologias mentirosas. Ouçam o que Serra falou e aproveitem a aula gratuita.

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

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REAÇÃO PATÉTICA

É patética a reação de Dilma Rousseff e seus sequazes – entre eles o lamentável Marco Aurélio Garcia, que fez da políticas externa brasileira alvo de desprezo e zombaria no mundo civilizado – à postura sensata do governo Temer contra as críticas ao impeachment no Brasil. Este governo recebeu da “afastada” um País devastado, e, prudentemente, procede agora ao levantamento dos rombos deixados pelo lulopetismo. Esperemos para ver. Enquanto isso, José Serra, em pronunciamento irretocável, anuncia o correto reposicionamento do Itamaraty, desatrelando-o do bolivarianismo do louco furioso Maduro e seus lamentáveis pares boliviano, equatoriano e salvadorenho. E tudo isso, pela primeira vez em mais de cinco anos, dito em bom e correto português. O País já respira aliviado. 

Eduardo Spinola e Castro 3491esc@gmail.com

São Paulo

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IMPRESSIONANTE!

Não me lembro de em alguma oportunidade ter lido alguma coisa escrita ou dita por esse senhor, Marco Aurélio Garcia,  que não fosse crítica a alguém ou a alguma proposição feita pelos que não compartilham com as ideias do PT. Até parece que ele foi escalado pelo partido para fazer parte do time dos que só criticam.

Tchau, querido!

Luiz Roberto Costa ludwigwitgenstein@bol.com.br

São Paulo

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BANCO NACIONAL DE DESVIOS

O famigerado BNDES, quase falido banco dos cidadãos brasileiros, de tanto usurpado, explorado e saqueado por governos corruptos, vem perdendo (por desvios) centenas de bilhões, e continuará perdendo, pois Venezuela, Cuba, Angola etc. não pagarão suas dívidas junto ao Brasil. É um degredo moral afirmar que as operações do BNDES são técnicas, e não políticas. São políticas! Vejam só os “empréstimos secretos”, que de tão secretos podem ter financiado até mesmo o comércio de armas bélicas, não é mesmo? Em breve a Polícia Federal nos dirá. E o uso do banco por Guido Mantega para angariar fundos para Dilma Rousseff? Se as exigências aos governos estrangeiros e aos “empresários da política” fossem as mesmas feitas aos pequenos empreendedores, com certeza o banco não estaria na bancarrota, mas os pequenos não entram no BNDES nem pela porta dos fundos. Esse é o desenvolvimento social. Chega! Deu! É extremamente urgente e necessário extinguir o BNDES. Que o novo governo, junto da Polícia Federal, trate com seriedade o assunto.

Nélio Alves Gomes raytomonelio@hotmail.com

Curitiba

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INTENTONAS

A intentona da elite petista nas finanças das estatais causou a intentona capitalista do estamento aos pseudovestais. Ao povo restou a zona e o sofrimento e muitos ais.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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O NÓ DA PREVIDÊNCIA

O assunto do momento é a reforma da Previdência. Aliás, é assunto de vários governos, há anos, e ninguém faz nada para resolver o problema. O Tesouro cobre o déficit previdenciário, este dinheiro priva outras necessidades do governo, o rombo nas contas públicas aumenta, e assim vai caminhando este país, com uma Previdência que não é autossustentável. Vários governos falaram em reforma, entretanto ficou no ar. Ninguém mexeu. O governo Temer parece que resolveu atacar este problema de frente, tanto que o projeto está sendo elaborado e será divulgado em breve. Falam em idade mínima. Não sou muito partidário. Qual o problema, se alguém começou a trabalhar aos 18 anos, por exemplo, contribuiu por 35 anos requerer aposentadoria aos 53 anos? Não vejo nenhum problema. Neste ponto sou contra a idade mínima. Haverá mudança nas regras, respeitados os direitos adquiridos, e parece que este é o pomo da discórdia. Alguns acham que os que estão no mercado de trabalho já têm direito adquirido. Eu acho que não. Não sou advogado, mas, para mim, o que eles têm é uma expectativa de direito. Que direito tem um trabalhador com dez anos de trabalho? Nenhum. O direito adquirido é para aquele que contribuiu pelo tempo estabelecido em lei e deu entrada no pedido da aposentadoria. Este, sim, já tem direito adquirido. As mudanças não o atingem mais. Mas o que é importante a sociedade entender, se conscientizar, é de que com uma previdência deficitária há o risco de ninguém receber. Quebrou o sistema. A relação entre ativos e aposentados está perigosa, abaixo de 1, ou seja, um empregado ativo não paga um aposentado. É bem verdade que este não é o único problema nas contas do governo, mas é o que mais preocupa. Muitos dirão “roubem menos”, mas aí a discussão é outra.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES

Gostaria de colocar em pauta também a previdência dos funcionários públicos e de representantes eleitos. Creio que todos se aposentam com o salário integral. O quanto isso também impacta nas contas públicas? Por que também a previdência de funcionários públicos e afins não seguem os mesmos critérios dos trabalhadores da iniciativa privada?

Fernando Felix fernandovfelix@yahoo.com.br

São Paulo

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IGUALDADE DE DIREITOS

Muitos assuntos espinhosos deverão ser colocados em pauta no novo governo. Entre eles estão as aposentadorias públicas, que, para menos de 1 milhão de aposentados, apresenta o mesmo déficit da aposentadoria privada que mantém 32 milhões de aposentados. Algo próximo de R$ 60 bilhões de déficit. Nada mais justo que isso seja exaustivamente debatido e refeito, para que os funcionários públicos tenham os mesmos benefícios da maioria do povo brasileiro. Porque, se essas discrepâncias continuarem, quem paga a conta são os 200 milhões de brasileiros, sendo que 80% vivem na pobreza. É justo? Igualdade de direitos já.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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REPENSANDO O MODELO DE PAÍS

O governo interino nem bem começou e já deu início ao polêmico debate em torno da Previdência Social. Segundo os governistas, é preciso aumentar o período em que o trabalhador fica na ativa e, assim, reduzir os gastos previdenciários. Muitos, inclusive, citam exemplos de países com idade mínima para aposentadoria e que, assim como o Brasil, paga integralmente o benefício aos seus dependentes. Ocorre, porém, que Portugal e França, por exemplo, dispõem de um sistema de serviços públicos bastante eficiente, bem mais quando comparado com o padrão do serviço público no Brasil. Além disso, é preciso entender que o INSS está sobrecarregado porque paga benefícios de aposentados, pensionistas e pessoas que se aposentaram por idade, sem nunca ter contribuído. Isso, sem dúvida, encarece o custo e torna o sistema inviável. Antes de propor uma reforma que eleva o período de contribuição, o País precisa repensar os gastos que tem com a classe política. São salários, assessores, viagens e todo tipo e de luxo que, sinceramente, não é pago por nenhuma multinacional no mundo. Antes de repensar no modelo de Previdência, precisamos repensar nosso modelo de País.

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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TRISTE REALIDADE

Já vi de tudo no cenário político brasileiro, mas especialista em escapismo como o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) nunca vi nada igual. O cara comprovadamente é propineiro, dono de várias contas espalhadas pelos paraísos fiscais do mundo todo, já foi afastado do cargo de deputado federal e presidente da Câmara, mas cassado, nunca, continua ganhando salário integral e não perdeu nenhum benefício que o cargo lhe confere. A realidade é triste, mas tenho de confessar: o deputado Eduardo Cunha é mais inteligente e esperto que todos os congressistas juntos e, de quebra, eu acrescentaria uma boa parte do Judiciário. Ou será que não?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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DE QUEM É O DINHEIRO?

Se o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, afirmou aos integrantes do Conselho de Ética (19/5)  que não tem conta bancária no exterior e que não é dono desse dinheiro, conclui -se que esse dinheiro só pode ser do povo brasileiro.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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URGENTE

Agora é urgente a Câmara eleger um novo presidente.  Imagine se o interino Michel Temer tiver algum imprevisto e precisar se ausentar temporariamente da Presidência. Vai assumir Waldir Maranhão?! O homem é capaz de declarar guerra à Coreia do Norte! 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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CONSELHOS DE ÉTICA E OUVIDORIAS

O ambiente político está gravemente infectado por desonestos e antiéticos, conforme se vê na mídia. Acessando os portais da Câmara dos Deputados e do Senado verifica-se que ambos têm Conselhos de Ética e Ouvidorias. Como nada descobrem, presume-se que estejam de férias permanentes, mas devem estar recebendo. A ouvidoria deve estar surda.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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LIXEIRAS EM SP

Faz mais de quatro meses que solicitei a instalação de uma simples papeleira/lixeira num poste na minha rua, em Pinheiros, na zona oeste paulistana. Já fui pessoalmente 5 ou 6 vezes à Regional de Pinheiros pedir e cobrar a instalação dela, e nada. Desculpas esfarrapadas, embromação, promessas não cumpridas e nada acontece. O prefeito Fernando Haddad (PT) é muito rápido e eficiente para instalar 1.001 radares e multar as pessoas a torto e a direito por dirigirem a 51 km/h, na indústria de multas da CET/PMSP. Mas é incapaz de instalar uma prosaica papeleira após meses e insistentes pedidos de um cidadão. É para isso que pagamos o exorbitante IPTU, o mais caro de todas as capitais brasileiras?

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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PACIÊNCIA

Temos de esperar até o fim de dezembro para que Fernando Haddad deixe de ser o prefeito de São Paulo, sem nunca ter sido.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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CICLOVIA PEDROSO DE MORAES

Como usuário de bicicleta para transporte, faz 40 anos eu gostaria de entender o que está acontecendo na Avenida Pedroso de Moraes. A ciclovia está sendo sinalizada com faixas refletivas coladas na pista da melhor qualidade possível, enquanto a pista dos veículos motorizados que foi asfaltada continua sem pintura. Considero crucial optar sempre pela melhor qualidade possível, mas vejo com um exagero sinalizar uma ciclovia com um material tão caro, que tanto faz falta em nossas vias. Ideal seria que todas as vias recebessem sinalização horizontal com este material refletivo, o que infelizmente não acontece por falta da verba, principalmente numa cidade praticamente falida como São Paulo. A maioria de nossas vias recebe mesmo é pintura branca ralinha. Outro ponto estranho, ou burro, é que começaram a ótima sinalização pela ciclovia e não pelos cruzamentos, onde linha de retenção para os veículos motorizados e faixas de pedestres deveriam ser prioridade urgentíssima e inquestionável. A ciclovia Pedroso de Moraes é um caso estranho de gasto de dinheiro público: Haddad cimentou uma camada nova sobre o bom trabalho que Kassab havia deixado praticamente pronto, mas sem pintura vermelha, estupidamente obrigatória por lei. Mais estranho ainda é que só agora, na véspera do Bicicultura, um congresso internacional de ciclistas que ocorrerá aqui, em São Paulo, com apoio da Prefeitura, os detalhes e a excelente sinalização da ciclovia estão sendo finalizados a toque de caixa. Será que vão aproveitar a oportunidade e também resolver os inúmeros problemas de segurança das outras ciclovias?

Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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