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Opiniões dos leitores do Estadão

O Estado de S.Paulo

25 Julho 2016 | 03h01

GOVERNO INTERINO

Mata o velho!

Será que o governo não tem vergonha de colocar o bode na sala de forma tão atabalhoada e ridícula, propondo aposentadoria aos 70 anos (23/7, B1)? Minha sugestão: aposentadoria aos 80, assim quase ninguém se aposentará, morrerá antes, e o problema da Previdência estará resolvido... Que vergonha!

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

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Eterno bode expiatório

Esses políticos são uns caras de pau, juntamente com parte da imprensa, muitos cientistas sociais e economistas, entre outros metidos a formadores de opinião. Os caras roubam o povo brasileiro, saqueiam, usam os gabinetes para montar quadrilhas e quando apanhados a primeira coisa que falam é em mexer na aposentadoria, alegando que a Previdência está deficitária porque a base da pirâmide está diminuindo. Quer dizer que o contribuinte entrou num esquema de pirâmide? Isso é crime por aqui! Outra alegação é que a média de idade aumentou. Ora, quem contribui não paga por média! Esses picaretas parem de roubar que o sistema funciona sozinho. E, aumentando a expectativa de vida das pessoas, que quem entra no sistema tenha o prazo aumentado dali em diante, com limites máximos e mínimos de tempo de trabalho. Ah, e que devolvam o que roubaram!

NELSON PEREIRA BIZERRA

nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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Reforma justa

Falam muito em reformar a Previdência, mas nenhum governo jamais se mostrou disposto a enfrentar uma reforma justa, que ampare os previdenciários contra os abusos cometidos, como saques de seus recursos e uso do INSS como cabide de empregos para acomodar políticos derrotados em eleições e seus cabos eleitorais. A Previdência é um para-raios de desculpas esfarrapadas do governo para justificar sua má administração e o desvio de seus recursos para outros fins. Só terá sucesso com uma administração que conte na diretoria com a participação dos beneficiários, os aposentados; além da proibição expressa de o governo dele fazer uso político empregatício e de retirar seus recursos financeiros. Mais ainda, a obrigatoriedade de publicação dos seus balancetes, rotineiramente, para conhecimento público.

BENONE AUGUSTO DE PAIVA

benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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Saúde pública em perigo

Temos de defender nossa saúde pública gratuita e universal, que está sob forte ameaça e perigo de sucateamento pelo governo interino. É inaceitável que o ministro da Saúde interino seja uma espécie de lobista das empresas privadas de planos de saúde, que financiaram sua campanha para deputado federal. Claramente, ele defende os lucros e interesses de seus patrões contra os direitos dos cidadãos, do povo brasileiro. A proposta da criação de planos de saúde privados e “populares” é um engodo e uma aberração. Se aprovada, será mais um inaceitável retrocesso nos direitos humanos e sociais no País sob Michel Temer.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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Doença é só ‘imaginação’...

Infeliz o ministro da Saúde, Ricardo Barros. É daqueles agentes públicos que precipitam juízos deprimentes e depois se retratam; é daqueles - médicos ou não - que não têm um grão de conhecimento sobre a natureza humana, incluído o espírito e o corpo. O brasileiro é um povo maltratado e doente, inclusive sob uma epidemia de sobrepeso ou obesidade. Quando fui advogado do sindicato dos motoristas da capital, presenciei muitos motoristas e cobradores com queixas de saúde depois de enfrentarem dez horas de trabalho no dia anterior, numa concentração urbana que se tornou infernal. Queixas “psicossomáticas” são próprias do estamento social a que sempre deve ter pertencido esse ministro, longe da realidade dos trabalhadores que sustentam esta nação. 

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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Nada mudou

Grande decepção esse governo Temer! Não sabe falar não, aceitando todos os pedidos de reajuste salarial do funcionalismo público, está caminhando de maneira errada, abrindo brechas para todos os setores do Estado reivindicarem o mesmo, deixando o já enorme déficit irrecuperável. Fraco, negligente, sem palavra... Nada mudou.

VALDIR SAYEG

valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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Política econômica

Está chegando a hora da verdade. Após a Olimpíada e a decisão sobre o impeachment, depois de agosto, os responsáveis pelo leme deste transatlântico à deriva chamado Brasil vão ter de provar se podem realmente conduzi-lo a um porto seguro, ou se vamos seguir nos aproximando do iceberg, que, convenhamos, está bem visível ali na frente.

EDUARDO BRITTO

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO EM SÃO PAULO

Vaca voadora

A se confirmar o nome do ex-tucano Andrea Matarazzo (PSD-SP) na chapa de Marta Suplicy (PMDB-SP), assistiremos, atônitos e incrédulos, ao inédito, magnífico, inacreditável espetáculo da vaca voando nos céus de São Paulo! A conferir...

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

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A vaca brasileira já tossiu (na verdade, sofreu um ataque de tosse). Agora se prepara para voar.

CARLOS MOREIRA DE LUCA

cmdeluca@uol.com.br

São Paulo

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Indicação infeliz

Para se contrapor à infeliz indicação do arrivista Doria pelo Alckmin para a Prefeitura de São Paulo, sugiro que os peessedebistas votem na chapa Marta-Matarazzo para prefeito e vice e votem na legenda PSDB para vereador. Mais uma do Alckmin... Cuidado com ele na escolha do candidato do PSDB para governador!

ORLANDO CESAR O. BARRETTO

ocdobarr@usp.br

São Paulo

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ISLAMISMO

Reciprocidade

Pena que a reportagem do Estadão (23/7, A17) não perguntou ao xeque da maior mesquita da América Latina se seria possível construir no Egito, de onde ele veio, a maior catedral cristã do mundo árabe. Isso para não falar de uma Arábia Saudita, e outros países muçulmanos, onde não se toleram sequer outras correntes islâmicas.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo 

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IRRESPONSABILIDADE DAS LIDERANÇAS

Será que um dia nossos líderes se conscientizarão que em economia é básico gastar menos do que se recebe? Se no vermelho reunimos a família para reduzir as despesas até ficar no azul. E mesmo diante do déficit de R$ 170,5 bilhões e 12 milhões de desempregados acontecem reajustes salariais, justo aos mais bem remunerados. O poder Judiciário teve aumento de 41,5% e o Ministério Público, de 12% - isso pode até ser justo, mas o momento é inadequado. Nossos líderes são irresponsáveis e os culpados somos nós por elegê-los, daí só nos resta pagar a conta. 

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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DANDO DE OMBROS AO BC

No editorial de 22/7 o Estadão focou não na decisão do Copom propriamente dita, mas na forma como o Banco Central (BC) passou a se comunicar com o mercado e com a dependência de futuras decisões do BC das ações saudáveis de política fiscal do Executivo. Com todo o perdão, o foco é equivocado. É quase como se os senhores editores não tivessem o que falar a respeito da decisão do Copom. Mas vou tentar ajudá-los. Enquanto o lado da economia da iniciativa privada enfrenta uma recessão, digo, depressão econômica da ordem de 10% ao ano pelo segundo ano consecutivo, o lado da economia dos gastos do governo cresce a um ritmo de 5% ao ano. Assim, qualquer inflação de demanda que por ventura pudesse existir, aquela que responde a um aumento de taxas de juros, viria do lado dos gastos do governo. Ora, desde quando qualquer governo, em qualquer lugar do mundo, tem qualquer sensibilidade a um aumento na taxa de juros? Os juros reais estratosféricos que pagamos são tecnicamente irracionais. E, por favor, não me venham com uma conversa de que no Brasil é diferente. Poderia argumentar que a nova diretoria do BC precisaria estabelecer sua reputação como combativa a movimentos inflacionários, mas existem outras formas de se atingir esses objetivo, principalmente com melhor comunicação (ponto abordado de forma simples no editorial). Finalmente, antes que concluam que venho de uma escola econômica heterodoxa, do tipo festejado na Unicamp, sou mestrado pela Universidade de Chicago, o berço do liberalismo econômico no mundo. 

Oscar Thompson 

oscarthompson@hotmail.com

São Paulo

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INCHAÇO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

 

Segundo recente pesquisa encomendada à Ipsos pela  Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, para 88% dos 1.200 entrevistados, cortar gastos é a melhor maneira de pôr em ordem as contas públicas. A farra com o dinheiro público, por meio de cargos comissionados nos governos municipais, estaduais  e federal é alarmante. Só no governo federal são aproximadamente 22 mil cargos para abastecer os ministérios, e aqui na minha cidade de Campinas (SP) com 1.164.000 habitantes, são 846 contabilizados. Numa palestra na OAB-SP em setembro de 2014, o ex-ministro do TSE, Torquato Jardim, afirmou que o presidente americano, Barack Obama, no comando dos Estados Unidos com uma economia quase oito vezes maior que a brasileira, tem somente 200 cargos comissionados. Que diferença, hein!

 

Edgard Gobbi 

edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

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OBJETICOS DISTINTOS

O foco dos dirigentes das empresas privadas e estatais é totalmente diferente: nas privadas o dinheiro investido    sai dos bolsos dos dirigentes e de investidores particulares via compra  de  ações. Para ter sucesso, tem de oferecer bons produtos, adiantados tecnologicamente, bons preços e ter clientes satisfeitos. Se tiver trambiques e pixulecos, vai à falência.  Nas estatais o dinheiro sai do bolso dos  contribuintes e vai para o bolso dos políticos via pixulecos, como na Petrobrás. Eletrobrás etc. Essas não vão à falência porque o Tesouro cobre o prejuízo. E os políticos caem na gargalhada.

Mario a. Dente 

eticototal@gmail,com

São Paulo

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MATÉRIA PAGA?

O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomenda ao Brasil aumento de impostos. Os técnicos do FMI não têm a mínima noção de quanto o governo cobra de impostos do cidadão brasileiro, da roubalheira praticada principalmente por políticos ou indicados por eles, ou ainda do exagero de gastos, ainda crescente, praticados pelo governo anterior e atual, mesmo com a mudança de comando no gerenciamento na cúpula do governo e estatais. Só pode ser matéria paga.

José Carlos Alves 

jcalves@jcalves.net

São Paulo

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AUMENTO SALARIAL

Os aposentados da Previdência Social foram os geradores de todas as riquezas produzidas no Brasil e, em reconhecimento, os governantes: FHC pisou brutalmente em seus direitos constitucionais adquiridos; adotado e acolhido mansamente por Lula, Dilma e PT, que gostaram dessa ideia e mantiveram com ódio essa medida aos trabalhadores aposentados da Previdência Social, que já perderam com essa maldade tomada até o momento mais de 60% dos seus direitos constitucionais adquiridos, e opostamente não fizeram o mesmo com os aposentados do setor público que tiveram sempre aumentos nunca vistos nesta classe nos últimos 35 anos. Já o governo interino Temer, que sempre esteve comprometido com todos esses governos anteriores, anuncia um aumentinho de 41% para o setor federal! Será que os aposentados desprezados pelos citados governos terão desta feita o mesmo quinhão de aumento dos federais?

Benone Augusto de Paiva 

benonepaiva@gmail.com     

São Paulo

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A FIESP ERRA O ALVO

Acho que a Fiesp desrespeitou seus associados, ao defender um de seus diretores que está sendo processado por sonegação, sendo o maior devedor de impostos na pessoa física. Essa atitude é no mínimo contraditória. Sou presidente da Associação Brasileira das Micro e Pequenas Empresas e, se um de nossos diretores estivesse nesta lista, seria convidado a renunciar.

Odomires Mendes de Paula 

odomires@abrampe.com.br

Uberlândia (MG)

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PAGANDO O PATO

Excelente o editorial do Estadão (20/7, A2) ao dar um oportuno e adequado "puxão de orelha" na Fiesp! Sinceramente, foi duro de engolir, logo pela manhã, ler a declaração da Fiesp de que "não tem qualquer vinculo ou responsabilidade sobre questões pessoais, profissionais ou empresariais de seus diretores e conselheiros", acerca da notícia de um de seus diretores ser o maior devedor de impostos à União. Depois de 13 anos assistindo a um mar de maus exemplos vindos de cima, a Fiesp perdeu uma oportunidade ímpar de dar um bom exemplo (como fez o Itaú recentemente) se posicionando alinhada ao cumprimento das obrigações tributárias do País. 

 

Ana Cristina Pinto 

08anacristina@gmail.com

São Paulo

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CORTE NA PRÓPRIA CARNE

 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, estabeleceu como metas na economia: o plano A, que são cortes de despesas; o plano B, consubstanciando desestatizações, securitizações e privatizações, além das concessões, e que estes evitarão o plano C, que seria o aumento de impostos. Com o plano B, o Planalto espera compor o caixa com aproximadamente R$ 120 bilhões. Assim, mais uma vez, os empresários estão com a razão: há margens bastante largas para serem exploradas, antes que o governo pense na criação ou no aumento de impostos. O governo precisa cortar na carne, porque há muita gordura para ser aproveitada!

 

José Carlos de Carvalho 

Carneirocarneirojc@ig.com.br

Rio Claro 

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REMÉDIOS CAROS

As farmácias não querem vender  remédios  genéricos,  de  laboratórios,  com  preços  menores,   forçando os mais caros, com reajustes mensais e abusivos.

Antonio D'Agrella 

antoniodagrella@yahoo.com.br

São Paulo

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DILMA MORDE A ISCA

Agora não existe mais dúvida!  Dilma está no centro da corrupção petista!  Já que, o ex-marqueteiro do PT João Santan, e a sua mulher Mônica Moura, em delação premiada, finalmente confessam ao juiz Sergio Moro que realmente receberam US$ 4,5 milhões, recursos provenientes de caixa 2,  depositados em banco suíço, pelos serviços prestados à campanha da Dilma Rousseff, em 2010. A presidente afastada, questionada sobre esse fato, disse que, "se houve caixa2 na minha campanha, não foi com o meu consentimento". Com essa declaração, tirando o corpo fora, assim como aprendeu com o Lula, joga a responsabilidade para cúpula do PT. Mas, um detalhe chama atenção: a Dilma em nenhum momento desta entrevista a uma emissora de rádio do Recife (PE) afirmou que é honesta, como sempre quis demonstrar parecer...  Mesmo porque, o poste de Lula, sabe muito bem que Moro não brinca em serviço e somente homologa uma deleção premiada com provas cabais! Ou seja, Dilma morde a isca, e se complica como cúmplice direta desta corrupção petista...

Paulo Panossian 

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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BRASIL NÃO É SÉRIO

Se fossemos um país sério, o tal Instituto Lula (Lavanderia de dinheiro sujo) já teria sido fechado há muito tempo. Mantém um corpo de advogados caríssimos, só para emitir declarações que não convencem mais ninguém! 

José Roberto Iglesias 

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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EFEITO DOMINÓ

Pode fazer o diabo subir no palanque que o postes estão caindo cada um a seu tempo. 

Moises Goldstein 

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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PSDB AOS POUCOS MOSTRA O QUE É

Os insatisfeitos com o "poste tucano Doria" que deixem o partido, algo muito igual ao falido PT. Sempre foram farinhas do mesmo saco!

Ariovaldo Batista 

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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VENDER FACILIDADES     

Haddad proibiu a bandeira do Brasil no prédio da Fiesp, mas, com "um punhado de reais" desrespeitou a lei Cidade Limpa autorizando propaganda em bancas de jornal. Autorizou o Uber a operar, pois um parente seu é diretor. Vendeu 5 mil placas vermelhas para táxi, na ordem de R$ 70 mil cada e faturou singelos R$ 350 milhões. Portanto, a proeza é impor dificuldade, para vender facilidades.

Júlio Roberto Ayres Brisola 

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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A INSOLÊNCIA DE HADDAD

Ao usar de um instrumento público para zombar de um comentarista, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, do PT, demonstrou mais uma vez a insolência, o atrevimento, o cinismo, o desaforo, o descaramento, a petulância e a irreverência com as quais os petistas se comportam no exercício do poder. 

Eugênio José Alati 

eugeniojalati@gmail.com

Campinas

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BANDEIRA NACIONAL E CICLOVIAS

Ao sr. Haddad e a Comissão de Proteção à Paisagem Urbana: banida deveria ser a bandeira Nacional, que tremula em frente ao prédio da Odebrecht, na Marginal Pinheiros. Ela não causa "cansaço visual à população" (já que é a nossa bandeira), mas desgosto moral e ético. Ela também não fere não (assim como a que está hasteada no prédio da Fiesp) os regulamentos da Lei Cidade Limpa, mas fere hipocritamente o Brasil, causando tristeza por tremular à frente de uma das empresas-símbolo da corrupção em nossa Pátria. Convite ao Sr. Haddad: Use sua bike na ponte Laguna, inaugurada em maio último, e constate que a tinta usada para pintar as ciclovias continua de "ótima qualidade". Parabéns!

 

Maria Christina Fernandes Crisci 

chriscrisci@hotmail.com

São Paulo

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MUSEU ABANDONADO 

Pena que o Museu do Ipiranga está fechado há mais de 3 anos para reforma e ainda não fizeram quase nada. É preciso uma campanha no sentido de agilizar as obras. Deixaram o museu mais famoso da República apodrecer para cuidar dele. Está previsto reabrir as portas somente em 2022 (bicentenário da independência do País). Duvido que isso aconteça. Em 2030 e olhe lá. Quantas crianças vão crescer sem olhar para o teto do marco da Independência!?  Quantas pessoas morrerão sem conhecer a obra "Independência ou Morte"! Uma grande perda cultural.  É assim que se trata a memória, o patrimônio e a cultura na cidade mais rica e no Estado mais importante do Brasil. 

Devanir Amâncio 

devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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SERIAM ELES TERRORISTAS?

A prisão dos acusados de preparar atentados durante os Jogos Olímpicos carece de ampla investigação para determinar a real existência da conspiração e o exato papel de cada um. É preciso lembrar que se alguém se converte ao islamismo não autoriza a supor que tenha se vinculado ao Estado Islâmico. Informa-se haver mais de 1,5 milhão muçulmanos no Brasil e eles não devem ser confundidos com terroristas. Uma coisa é a religião e outra e o ativismo político e até o extremismo. Importante lembrar que em todas as crenças existem os fanáticos e estes são rejeitados pelas próprias instituições e por seus membros regulares e tradicionais. Por enquanto, cabe-nos acreditar na inexistência de células agindo em nosso país sob as ordens do Estado Islâmico, até porque não fazemos parte de sua luta. Haverem aqui simpáticos ao movimento não caracteriza crime, desde que não empreendam ações que violem as leis locais. A possibilidade de ações terroristas não deve nos inquietar, mas nunca é demais manter os olhos abertos. Afinal, há muito tempo já se diz que o preço da liberdade é a eterna vigilância. Sejamos vigilantes...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves 

cardosodirceu34@gmail.com

São Paulo

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RAUL JUNGMANN

Em entrevista coletiva à imprensa, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, classificou de "porralouquice" a ação do grupo de suspeitos de terrorismo detidos no Rio de Janeiro, às vésperas do início dos Jogos Olímpicos, referindo-se a eles como "porra-loucas". Diante da expressão chula utilizada cabe, data máxima vênia, severa crítica ao seu mal comportamento, ao proceder de modo incompatível contra a dignidade do alto cargo público que ocupa, assumindo postura totalmente desrespeitosa e inadequada, sem o decoro e a dignidade exigidos. Modos, sr. ministro!

J.S. Decol 

decoljs@gmail.com

São Paulo

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PERIGO REAL

Os terroristas amadores brasileiros, tentando comprar fuzil pela internet, não passam de uma piada. O perigo real é a exclusão da equipe de atletismo da Rússia, e talvez de toda a delegação. Vladimir Putin não tem limites, seus inimigos são mortos em via pública e "ninguém" sabe quem foi o mandante. O grande perigo são as ex-repúblicas soviéticas que continuam orbitando ao redor da Rússia, algumas parceiras e outras inimigas mortais, e tem a maioria da população muçulmana. Um ataque terrorista partindo de um desses países pode incriminar a Rússia, ou um ataque partindo de qualquer ponto da região pode ser atribuído a eles. Está armado um cenário para uma ação russa que tem todos os argumentos para rebater qualquer acusação. Olimpíada no País errado, na hora errada tem tudo para acabar antes da hora com final trágico.

Luiz Ress Erdei 

gzero@zipmail.com.br

São Paulo

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MAIS UMA VERGONHA

A cada dia cresce a expectativa em relação à Olimpíada e preocupação com a sua realização. Na sua preparação foi gasta uma fortuna que acabou quebrando ainda mais o Rio de Janeiro. Estamos vendo que o que vem acontecendo não nos dá a certeza do sucesso esperado. Além de tudo, o povo, em geral, não tem a confiança no evento, os ingressos estão com procura abaixo do esperado. Está pintando mais uma vergonha, comum nos dias atuais no nosso Brasil.

Laert Pinto Barbosa 

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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