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Cartas enviadas pelos leitores do Estadão

O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2016 | 06h00

LULOPETISMO

Em dinheiro vivo

Nova acusação contra o sr. Lula da Silva está nos noticiários: a de ter recebido dinheiro vivo, manchete da revista IstoÉ. Nos últimos anos já contabilizei mais de uma dezena de acusações contra o ex-presidente. Alguma coisa está errada. Como é possível que tanta gente acuse de malfeitos a alma mais honesta do Brasil, que seja perseguido injustamente? A resposta é simples: todos os que o acusam são loucos e têm interesse em prejudicar esse homem imaculado e sem pecado. Como dizia o filósofo francês Jean-Paul Sartre, o inferno são os outros.

JORGE EDUARDO NUDEL

jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

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Pacto diabólico

Lula diz estar sendo vítima de um pacto quase diabólico entre a mídia, o Ministério Público, a Polícia Federal e o juiz Sergio Moro. Feliz dele, pois o pacto que fez com a Odebrecht, o PT e a diretoria da Petrobrás não foi quase, foi de fato diabólico, conseguiu destruir o País e, aí sim, quase lhe deu o poder hegemônico. Vade retro, Satanás. Viva Moro, o exorcista!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

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De acordo com seus apoiadores, os sedizentes intelectuais e outros, Lula não faz parte do Brasil. Talvez imaginem que ele seja uma divindade à parte. Só isso explicaria o slogan de ato em São Paulo na noite de quinta-feira: “Por um Brasil justo para todos e para Lula”. Lá, em meio a um dilúvio de fanfarronices e inverdades, Lula pôs-se a vociferar contra “um certo juiz” e contra os procuradores do Ministério Público. Em discurso delirante, disse haver um complô quase diabólico contra ele. Ah, que preguiça... Existe alguma coisa quase diabólica? As delações dos Odebrechts e de seus diretores cairão como uma pedra na cabeça de Lula. Seria isso diabólico? Aí, o que será que ele vai dizer? Fazer-se de coitado e perseguido não cola mais, a não ser para os ditos intelequituais que ainda o apoiam.

MARIA TEREZA MURRAY

terezamuray@hotmail.com

São Paulo

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Roupa suja

Nunca antes neste país o nome de uma operação da Polícia Federal foi tão apropriado. Agora que começou a lavagem da roupa suja - o processo do Lula contra Delcídio Amaral - só um lava a jato mesmo.

VITAL PENHA

vitalromaneli@outlook.com

Jacareí 

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Mania de conspiração 

Frei Betto, na Espanha, acusou a “direita” brasileira de conspirar para tirar Lula de 2018, reiterando ter havido um golpe parlamentar para derrubar Dilma Rousseff. Ora, se ele entende que durante o período em que o PT esteve no poder os brasileiros viviam no melhor dos mundos e a bancarrota que esse partido nos deixou como herança não passa de deslavada mentira, venha declarar isso no Brasil. Aqui terá respostas à altura. Querer bravatear e derrubar nosso atual governo lá fora não vale! E os europeus, com seus problemas internos, não estão nada interessados nos nossos.

EDMÉA RAMOS DA SILVA

paulameia@terra.com.br

Santos 

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Acabou a defesa

Surpreendente, o advogado da Dilma na ação do TSE não está preocupado em defendê-la, e sim em incriminar o presidente Michel Temer. Dá para entender? Não há como defender, então muda-se o foco.

IVAN BERTAZZO

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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Fundação Perseu Abramo

O nome dessa fundação é de pessoa, como muitos membros do PT na fundação do partido, correta, preocupada com as disparidades existentes e batalhando para ajudar a melhorar essa situação. Atualmente, presumo que a fundação seja patrocinada pelo PT, que, por sua vez, recebe recursos do governo, de acordo com a lei em vigor. A mídia informa que Dilma será eleita presidente do conselho da fundação e chego à conclusão de que continuaremos a remunerá-la com nossos tributos. É desanimador, eles sempre encontram formas de ganhar à nossa custa, mesmo depois do estrago que fizeram na nossa vida. Nessas horas começamos a entender por que os eleitores tomam tantas decisões esquisitas. Deve ser para dar um basta nessas coisas.

ALDO BERTOLUCCI 

accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

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Direito de saber

Por que será que o atual governo não se pronuncia sobre as heranças deixadas pelos governos do PT, na economia, no BNDES, nos fundos de pensão, no aparelhamento estatal...? Não se pode mais alegar interinidade, a esta altura não há possibilidade de reversão. Sabe-se muito pouco das patifarias perpetradas nos últimos 13 anos, parece que só uma pequena parte é divulgada, e mesmo assim em doses homeopáticas. A sociedade brasileira tem o direito de saber de forma cabal o que levou o País a esta deplorável situação.

SAVÉRIO CRISTÓFARO

scristofaro@uol.com.br

Santo André

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DONALD TRUMP

Esperar para ver

Não sei se sou um eterno otimista, mas não comungo desse catastrofismo que tomou conta de nossos analistas políticos sobre a eleição Donald Trump. Recordo-me de pânico similar no início da década de 1980, quando da eleição de Ronald Reagan, apesar de ter sido um excelente governador da Califórnia, por oito anos. Segundo seus detratores, não passava de um ator medíocre de Hollywood e conservador retrógrado, que lançaria os EUA numa nova era das trevas. Entretanto, após seus dois mandatos, Reagan saiu da Casa Branca como um dos mais populares presidentes norte-americanos; que, juntamente com a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e o premiê soviético Mikhail Gorbachev, redesenhou os mapas da Europa e da Ásia e pôs término à tão temida guerra fria. Não estou afirmando que Donald Trump será um novo Ronald Reagan, mas entendo que ainda é muito cedo para falar dele como um “novo 11 de setembro” ou vê-lo como “profeta do apocalipse”. Na verdade, as ideias absurdas, beirando a insanidade, reverberadas durante a campanha eleitoral não serão concretizadas, porque uma democracia é formada por três Poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, e, apesar da maioria republicana, o Congresso é composto por deputados e senadores experientes, competentes e patriotas - como o são também os juízes -, que jamais aprovarão aquelas propostas eleiçoeiras e completamente inviáveis, que, entendo, não passaram de reprovável estratégia eleitoral.

LUIZ ANTÔNIO ALVES DE SOUZA

zam@uol.com.br

São Paulo

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ANISTIA AO CAIXA 2

 

Nos bastidores do Congresso Nacional, é voz corrente que levarão adiante projeto de lei que anistia a prática do caixa 2 em eleições passadas. Ora, se doações de campanha foram escondidas, não o foram pelos belos olhos dos políticos, e sim porque em algum momento houve obra superfaturada que gerou sonegação fiscal, enganação em licitações e certo "conluio entre cavalheiros". Por isso descriminalizar o caixa 2 é o mesmo que chamar o povo brasileiro, contribuinte dos mais altos impostos do mundo, de "mulas sem cabeça". Aliás, para os políticos, só temos cabeça em época de eleições. Faremos campanha incessante contra mais esta estrovenga que o Congresso está inventando para livrar suas caras enlameadas da justiça da Operação Lava Jato. Não permitiremos jamais!

 

Beatriz Campos 

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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PÂNICO

 

Já existe em Brasília um movimento de parlamentares treinando o brado "criminalizar o caixa 2 é golpe!".

 

Luiz Frid 

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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NÃO ANISTIAR NEM DEVASTAR

 

Senhores, em tese, creio correta e óbvia a ênfase em que "(...) não significa, porém, que deva ser tratada como crime toda e qualquer doação (...)". Ora, vejo apenas uma delicada questão em diferenciar doações de um mesmo envolvido com ganhos em "(...) fruto de ladroagem, como as reveladas pelo escândalo do petrolão que merecem exemplar punição" para quaisquer dos partidos e/ou agentes públicos contemplados.

 

Marcelo Falsetti Cabral 

mfalsetti2002@yahoo.com

São Paulo

 

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PIZZA QUASE PRONTA

 

Tão importante quanto saber o que a construtora Odebrecht deu aos políticos é saber o que cada um deles fez para merecer o que recebeu. Parece óbvio, mas, se não constar no acordo de delação e no material entregue pela Odebrecht, as correlações do Ministério Público Federal (MPF) não passarão de meras ilações e a explicação geral será a do famigerado caixa 2 de campanha eleitoral. Algo cuja pizza já está quase pronta e só falta terminar de assar no forno do Congresso.  

 

Jorge A. Nurkin 

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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VIGILÂNCIA PERMANENTE

 

Quiséssemos vencer o momento autoritário e passar à plena democracia, seu preço é a vigilância permanente. De um instante para outro, todos querem se manifestar e mostrar seus anseios e reivindicações. Que o Parlamento esteja bem atento e desperto para as mudanças e não promova caixa 2 nem corrupção eleitoral habitual.

 

Yvette Kfouri Abrão 

abraoc@uol.com.br

São Paulo

 

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SANEAMENTO BÁSICO

 

Foi longa, tortuosa, acidentada e cruel a jornada que o povo brasileiro percorreu para ganhar o direito à tão sonhada democracia. "Ganhou, mas não levou" - como diriam os jogadores frustrados -, porque se tornou refém do regime pelo qual lutou. Ludibriado por integrantes dos 35 partidos que poluem a vida política brasileira - cifra imoral que bem espelha o balcão de negócios em que se transformou o Legislativo -, o povo brasileiro é taxado compulsoriamente por pesados impostos, para pagar a gastança irresponsável e criminosa e encher o estômago insaciável dos políticos corruptos. Para ter uma pálida ideia - sem considerar os gastos astronômicos do Executivo e do Judiciário -, entre salários e vantagens agregadas, um deputado federal e um senador custam, por mês, ao erário, respectivamente, cerca de R$ 143.847,00 e R$ 160.567,00. Nesta crise que eles mesmos provocaram, nenhum deles - sem fazer qualquer restrição partidária ou ideológica - fala em apertar os próprios cintos. Ao contrário, bem remunerados, mobilizam "massas de manobra" para defender seus interesses pessoais e ideológicos. Nossa democracia precisa de coragem política e, urgentemente, utilizar as vias legais que existem para se livrar dos corruptos que continuam manipulando o Legislativo. Sem este "saneamento básico", todo o esforço até agora feito acabará em pizza, como aconteceu na Itália com a Operação Mãos Limpas.

 

Arnaldo A. Ferreira Filho  

amado1930@gmail.com

São Paulo

 

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PREJUÍZO DA PETROBRÁS

 

"Petrobrás tem R$ 16,5 bi de prejuízo, o 3.º maior da história" ("Estadão", 11/11). A Petrobrás se tornou uma empresa emblemática na era Lula. Quando o dólar sobe, os preços dos combustíveis também sobem para "compensar"; quando o dólar desce, os preços dos combustíveis não descem, e mesmo assim a empresa contabiliza prejuízos bilionários. A contabilidade da empresa segue a ordem petista: os lucros são dos corruptos e dos banqueiros que os pagam.

 

Ariovaldo Batista 

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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ROMBO DE R$ 16,5 BILHÕES

 

A imprensa divulga o terceiro maior prejuízo da Petrobrás em toda a sua história, e não há cidadão brasileiro que não saiba os causadores de$te enorme "rombo" de R$ 16,5 bilhões. Muito pior ainda é a inércia das no$$as autoridades constituídas, que até agora só fisgaram os "peixes pequenos" envolvidos na corrupção na estatal, e com punições suaves e medíocres. O principal responsável ainda continua desafiando e debochando da maior parte da população, das nossas instituições e, em especial, do nosso Judiciário. Será que estariam envolvidos também? Maior afronta é o "maior ladrão do mundo" e seus comandados provocarem manifestações que só atrapalham os cidadãos de bem que querem e precisam trabalhar nas grandes cidades brasileiras, mas são impedidos do direito de ir e vir, sem que os manifestantes recebam qualquer tipo de punição. No mínimo, deveriam respeitar a determinação que consta em nosso pavilhão nacional: "Ordem e progresso". Porque, sem ordem, não há progresso, ou vai ficar por i$$o mesmo?

 

Luiz Dias 

lfd.silva1940@gmail.com

São Paulo

 

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CONTRA O COMBATE À CORRUPÇÃO

 

Aos poucos e devagar aquela máfia de congressistas, já tão conhecida entre nós, vai tirando o poder de investigação da Polícia Federal. Dias atrás, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu investigação da Polícia Federal em inquérito que envolvia senadores na chamada Operação Métis. Ele externou o entendimento de que os senadores têm prerrogativas de foro, pela função que exercem, e por isso remeteu o processo à geladeira do Supremo. Quem está incansavelmente atrás de barrar a Operação Lava Jato e não mede esforços para isso, claramente, é o presidente do Senado, Renan Calheiros, além do senador Romero Jucá, agora líder do governo Temer. Assim não dá. Logo, logo, o juiz Sérgio Moro vai jogar a toalha, lutar sozinho contra esta bandidagem toda do Congresso e, de quebra, ter um STF lento, moroso e claramente comprometido com a máfia do poder federal não é fácil, não. Por onde andarão os demais juízes do Brasil? Que tal darem as caras e se juntarem a Sérgio Moro?

 

Arnaldo de Almeida Dotoli 

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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PARA ONTEM 

 

Com o incessante e árduo trabalho da Polícia Federal em investigar e prender os corruptos que vilipendiam o País, o governo federal deveria determinar, com urgência, a realização de concursos públicos para aumentar, de forma significativa, o efetivo de agentes. A "tropa" atual também precisa de descanso. Daí a necessidade do certame.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola 

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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FIM DA BRINCADEIRA

 

Salvo uma enorme e imediata manifestação popular, as organizações criminosas instaladas nos poderes da República darão um enorme basta às ações anticorrupção ainda antes do recesso deste ano. Melando o principal, como sempre fizeram cada vez que seu interesse esteve ameaçado. Afinal, agora, pela primeira vez na história, sua sobrevivência e as suas fortunas estão ameaçadas. Vamos ver quem dá as cartas. Alguém duvida de que o povo brasileiro tem sido ludibriado sucessivas vezes e sempre permaneceu calado? Ou abre a boca agora ou acaba a brincadeira.

 

Jorge Alberto Nurkin 

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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RIO, ESTADO 'INGOVERNÁVEL'?

 

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse que o Estado do Rio está ingovernável. Agora que o sr. viu, governador? Está ingovernável desde o segundo governo Sérgio Cabral, e o sr., como vice-governador, não falou nem fez nada. Agora temos um Estado literalmente quebrado por irresponsabilidades e erros cometidos na gestão Sérgio Cabral. Orçamentos estimando receitas de royalties do petróleo na base de US$ 135,00 o barril, quando na elaboração do orçamento o barril já estava cotado no mercado internacional a US$ 42,00. Quem foi o responsável por isso? Não deveria estar sendo processado? Concessão de incentivos fiscais: R$ 135 bilhões em seis anos, que não trouxeram nenhum benefício para o Estado. Até um dos maiores devedores de ICMS ao Estado, a Cervejaria Itaipava, teve incentivos fiscais. Como é que se concedem incentivos fiscais a devedor de tributos estaduais? No período em que as receitas superavam as despesas, não fizeram economia. Gastaram, contrataram e nomearam irresponsavelmente. Sobre a cobrança da dívida de R$ 20 bilhões de ICMS, como está esse processo? E agora o sr. vem dizer que o Estado está ingovernável? O sr. é tão culpado quanto o ex-governador Sérgio Cabral (aliás, por onde anda?) e seu secretariado. Deveriam todos estar sendo processados e com os bens indisponíveis. Este país ainda não é um país sério. Precisa que muita coisa seja passada a limpo. Governantes quebram os Estados e não acontece nada. Pezão deveria se envergonhar de dizer isso. O mínimo que ele poderia fazer era, em cadeia de rádio e televisão, reconhecer sua culpa na situação caótica do Estado, pedir desculpas e renunciar.

 

Panayotis Poulis 

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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FESTA PARA O SAMBA

 

Num dia (7/11) o "O Estado de S. Paulo" publica as quantias inverossímeis que alguns ministros de Michel Temer gastam com voos "fora de agenda oficial" pela Força Aérea Brasileira (FAB). No mesmo dia, a "Folha" online publicou matéria sobre a festa preparada pelo Palácio do Planalto para comemorar o centenário do samba. Pouco mais de R$ 596,8 milhões, sendo o cachê de Fafá de Belém, que vai comparecer para cantar o Hino Nacional, de R$ 15 milhões. No evento, 36 personalidades serão agraciadas com a Ordem do Mérito Cultural. O tema? Centenário do samba. Segundo apurado no Palácio do Planalto, "o investimento faz parte da política governamental de valorização da cultura brasileira". Precisa mesmo? O reconhecimento do chefe do Estado e de seus convidados, por meio de uma festa, vai tornar o "samba" patrimônio cultural inestimável mais relevante do que é? Nem é preciso dizer que, para o mesmo fim, ano passado o governo Dilma gastou muito mais, cerca de R$ 1,1 milhão entre passagens e cachê para a entrega da Ordem do Mérito Cultural, que teve show de Caetano Veloso. O fato é que o discurso do governo Temer é outro: pede comedimento nos gastos públicos, pugna com todas as forças por um projeto de emenda que garanta um teto de gastos. Então, parece-me totalmente inadequada esta festa. Estamos em época propícia para a festa? Acho que o próprio Temer concordaria com que o momento para festas é absolutamente inoportuno, caso fosse o depauperado Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, a promover o evento. E, apenas a título de observação, o Rio é muitíssimo mais afeito ao samba do que Brasília. Isso é certo.

 

Andrea Metne Arnaut 

andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

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SÓ MUDARAM AS MOSCAS

 

De bem intencionados o inferno está cheio. Por mais que se queira dar apoio aos novos mandatários e acreditar nas intenções declaradas, o que se percebe com a denúncia sobre o uso ilegal de aviões da FAB é que o velho ditado se faz presente: mudam as moscas, mas a merda continua a mesma, tanto da parte dos ministros esbanjadores quanto da parte dos parlamentares que não permitiram a investigação.

 

Luiz Nusbaum 

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

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TEMER NA PRESIDÊNCIA

 

É bom lembrar que não é só o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que assombra Michel Temer. Ele também foi condenado por unanimidade, e nem deveria estar exercendo cargo público, por ter feito doações acima do permitido nas eleições de 2014. Pela Lei da Ficha Limpa, a pena é a inelegibilidade por oito anos, além de multa. Mas os juízes de São Paulo são bonzinhos, estão deixando ele pagar a pena em liberdade.

 

Renato Braga 

redvbraga@gmail.com

São Paulo

 

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REFORMA PARTIDÁRIA

 

"Senado aprova barreira a partidos e fim de coligações" ("Estadão", 10/11, A6). Será que o PT vai conseguir os 2% de votos em 2018? Se não, vai ser chamado de jocosamente de "partido tampinha".

 

Sergio S. de Oliveira 

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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PARTIDOS, UM BOM NEGÓCIO

 

Câmara resiste à proposta que reduz número de partidos. Partido político virou negócio rentável e sem riscos. E, como sempre, o corporativismo está falando mais alto. "Vamos cortar custos, eliminar benefícios, reduzir aposentadorias, etc., DESDE QUE não sejam as minhas."

 

José Roberto Niero 

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

 

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HORA IMPRÓPRIA

 

Em verdade, em verdade vos digo que esta reforma política veio numa hora imprópria em razão das atenções voltadas para a eleição presidencial dos EUA, onde uma mídia parcial decidiu dar como "favas contadas" a eleição da candidata Hillary Clinton, ajudada pelo comportamento verbal de seu adversário, tornando a competição um protagonismo entre a "Bela" e a "Fera". Hillary se apoiava no fato de ter ocupado secretarias de Estado e ainda com o apoio  de um ex-presidente, Bill Clinton, seu marido, que tornou famosa a jovem Mônica Levinski. Hillary contava também com o apoio explícito o presidente Barack Obama e da primeira-dama, Michele. Não foram experiências bem-sucedidas a mudança de gênero em país da América. A Argentina, com Cristina Kirchner, e o Brasil, com Dilma Rousseff, foram tentativas frustradas. Quanto à reforma política, encontra-se centrada em dois pilares: o fim das coligações nas eleições proporcionais (vereadores e deputados). Em 2010, o deputado federal Tiririca, com 1,3 milhão de votos, ajudou a eleger outros 3,5 deputados. Acompanhando o fim das coligações, há restrições ao acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de rádio e de TV. No Brasil existem 35 partidos, que poderiam ser reduzidos a 26, sobrando apenas 9. Na terra do Tio Sam, Donald Trump deve ter parodiado o Chapolim Colorado: "Não contavam com a minha astúcia".

 

Jair Gomes Coelho 

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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PROTESTOS NOS EUA

 

É um alento ver milhares de pessoas nas ruas, nos EUA, protestando pacificamente contra a vitória de Donald Trump. As pessoas de bem estão indignadas com a eleição para a presidência de um racista, sexista, xenófobo e misógino. Nem tudo está perdido. Felizmente, ainda há muita gente boa, digna e corajosa nos EUA e no mundo, que tem ética, valores e princípios e que luta por um mundo melhor, apesar dos milhões de Trumps.

 

Renato Khair 

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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É A DEMOCRACIA

 

Não entendo os protestos contra uma eleição democrática e sem fraudes. Quem protesta não apoia a democracia e poderia escolher hoje diversos países de regime totalitário de diversos matizes e cores para se mudar.

 

Oscar Seckler Müller 

oscarmuller2211@gmail.com

São Paulo

 

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TRUMP 2017-2020

 

Donald Trump foi eleito presidente dos EUA. Não adianta especular o que será feito por ele após a posse, em janeiro de 2017. Sabemos que as frases ditas durante a campanha têm um objetivo claro, que é ganhar os votos. Temos de aguardar o posicionamento de Trump como autoridade máxima da maior economia mundial, com seus 319 milhões de habitantes. O Senado, a Câmara dos Representantes e a Suprema Corte trabalharão junto com Trump, aprovando ou não as suas decisões. Principalmente os países que têm acordos comerciais com os EUA desejam que os próximos quatro anos sejam de crescimento e estabilidade.

 

José Carlos Saraiva da Costa 

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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MELHOR AGUARDAR

 

Na eleição de Trump, tem-se hoje apenas uma certeza: a incerteza!

 

Jose W. Gambier Costa 

jwilsonlencois@hotmail.com

Lençóis Paulista

 

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A ÚLTIMA QUE MORRE...

 

Passado o susto, a esperança é de que Donald Trump finalmente apresente seu lado doce.

 

Ricardo C. Siqueira 

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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NO MURO

 

Donald Trump sempre fez discurso de quem não está em cima do muro. Vamos ver se, ao assumir, vai correr para lá. Afinal, a imigração irregular em território americano já é problema secular.

 

Roberto Castiglioni 

rocastiglioni@hotmail.com

Sato André

 

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LIBERDADE

 

Felizmente o candidato Donald Trump venceu as eleições nos EUA. Agora poderei dormir mais tranquilo, sem receio das famigeradas perseguições esquerdistas. Vamos lutar pelos nossos direitos individuais. A América deve continuar lutando pelas suas liberdades a fim de termos esperanças de nossas liberdades.

 

Luiz Oswaldo Pamio 

luiz@pamioseguros.com.br

São Paulo

 

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A NATUREZA DE DONALD

 

Parafraseando uma propaganda comercial de uma loja, "ainda bem que tem" um Mike Pense como vice, para o caso de Trump pisar numa casca de banana e cair. Afinal, como o escorpião, ele não vai escapar de sua natureza. 

 

Alvaro Salvi 

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

 

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TRUMP E AS REGRAS DE GOVERNO

 

A eleição de Donald Trump surpreende o mundo e provoca reação no mercado de capitais. Sua campanha foi bruta, mas o primeiro discurso de eleito é conciliador. Chega a lembrar a declaração do presidente brasileiro que, uma vez eleito, falou "esqueçam o que eu disse", referindo-se ao seu passado contestador. Trump deve ser consciente das limitações que a liturgia do cargo impõe ao seu ocupante. A fala agressiva foi apenas o marketing para conquistar o eleitorado descontente, coisa que sua adversária, Hillary Clinton, não conseguiu. Depois das promessas estapafúrdias, começam as desculpas, porque, naquele país, a burocracia tem regras próprias e o Legislativo e o Judiciário são poderes efetivos que jamais permitirão a um trapalhão fazer do Executivo seu brinquedo pessoal ou arma de instabilidade, corrupção ou xenofobia. A brincadeira - pelo que tudo indica - acabou.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves 

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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NÚMERO DE VOTOS

 

Numa das maiores DEMOCRACIAS do mundo, os EUA, o candidato à presidência da República que recebeu do povo o maior número de votos não foi o eleito...

 

Mário Aldo Barnabé 

mariobarnabe@hotmail.com

Indaiatuba

 

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RESULTADO DAS URNAS

 

Rogamos que a cor vermelha traga ao povo americano mais sorte do que trouxe a nós, brasileiros.

 

Virgílio Melhado Passoni 

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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FIZEMOS ESCOLA

 

O brasileiro já colocou no poder Lula, Dilma, Maluf, etc. Tudo isso é muito aceitável pelo fato de o brasileiro não ser tão politicado. Agora, um povo do Primeiro Mundo, politizado, eleger um presidente bravateiro como Trump, simplesmente, é surpreendente e assustador! Será que eles pensaram em copiar isso dos brasileiros?

 

Francisco José Cárdia 

fra.cardia@hotmail.com

São Paulo

 

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BRASIL NA FÓRMULA 1

 

Causa espécie, preocupação e profundo desalento saber que o Brasil, há tempos apaixonado pela velocidade das corridas de carros, tendo em seu currículo a impressionante e expressiva marca de 78 vitórias, 106 pole positions e 8 títulos mundiais de pilotos apenas na Fórmula 1, corre o sério risco de não ter nenhum representante de ponta nas pistas na temporada de 2018. A que ponto chegamos! "Sic transit gloria mundi."

 

J. S. Decol 

decoljs@gmail.com

São Paulo

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