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Cartas e e-mails enviados pelos leitores do Estadão

O Estado de S.Paulo

05 Dezembro 2016 | 05h00

LULOPETISMO

Muita ousadia 

Dia após dia, as falcatruas dos petralhas em 13 anos de desgoverno vão sendo desveladas. A mais nova e escandalosa revelação mostra o homem mais honesto do Brasil despejando acima de R$ 5 milhões na eleição de um esquerdista em El Salvador. A delação do fim do mundo é a esperança dos brasileiros honestos, conscientes, responsáveis e trabalhadores que colocará todos os envolvidos nessa absurda roubalheira na cadeia.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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Afinados

Foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que autorizou a transferência do dinheiro do caixa 2 do PT para a campanha de Mauricio Funes, em El Salvador. E foi Vanda Pignato, militante petista e esposa de Funes, que intermediou o pagamento da quantia de R$ 5,3 milhões, em 2008. Na época, o dinheiro foi pago a João Santana pela Odebrecht. Funes, que atualmente mora na Nicarágua, é investigado em El Salvador por desvio de dinheiro público e enriquecimento ilícito, durante o período de sua gestão como presidente. Ao que tudo indica, Lula e Funes sempre estiveram afinados com as ideologias e os desejos da esquerda latino-americana.

JOSÉ CARLOS S. DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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Questão de afinidade

Enquanto o Brasil inteiro, comovido, se despedia dos mortos na tragédia do voo 2.933, Lula e Dilma faziam tremular bandeirinhas cubanas na cidade de Santiago de Cuba, diante das cinzas de Fidel Castro. Bem, nada contra... só é esquisito.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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CORRUPÇÃO

‘Nove anos depois’

Assim como o relógio quebrado que acerta duas vezes por dia, Eduardo Cunha, hoje preso e com bens indisponíveis, parecia ter razão ao se revoltar contra a celeridade da Justiça em seu caso, ao compará-la à vagareza dos processos contra Renan Calheiros, que também deveria ser afastado pelo STF e perder o foro privilegiado por usar o cargo para fins pessoais. Os juízes devem ter lá suas razões, mas já mostraram que sabem trabalhar rápido. Por que não fazer disso um costume e tratar todos os políticos desonestos da mesma forma? O povo agradece.

ALBERTO DWEK

aldwek@gmail.com

São Paulo

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Suprema lentidão

Se para virar réu em denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal ao STF houve uma singela lentidão de nove anos, quantos anos serão necessários para concluir os outros 11 inquéritos a que o presidente do Senado, Renan Calheiros, responde? Mude-se o foro privilegiado. Muda, Brasil!

JULIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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Presidente réu

Não há como entender que Renan Calheiros ainda permaneça na presidência do Senado. No julgamento sobre o veto a réus na linha sucessória da Presidência da República, que tramita no STF, tendo como relator o ministro Marco Aurélio Mello, já se formou maioria contra os réus na sucessão. Não se entende o pedido de vista do processo pelo ministro Dias Toffoli, que está impedindo a conclusão do julgamento, beneficiando o senador Renan Calheiros no cargo, após se tornar réu por crime de peculato. Só no Brasil acontece um absurdo desses.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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Pedido de vista por quê? Pelas mesmas razões que a própria razão desconhece, já dizia o filósofo. Esses motivos ocultos se podem delinear do malfadado pedido de vista feito pelo ministro Dias Toffoli, do STF, no julgamento que afeta o senador Renan Calheiros, em que a decisão já estava formada por maioria. Fê-lo, sem dúvida, para preservar a presidência exercida pelo senador acusado, certamente até fevereiro, quando terminará o mandato de presidente. E se isto não bastasse, o tempo em que o processo de peculato contra Renan Calheiros se vem arrastando, sem sequer o recebimento da denúncia, desde 2007, com a ocorrência da prescrição de outros delitos imputados ao acusado, é fato lamentável. Será que o ministro Toffoli - logo ele - pretende com seu voto “iluminado” reverter o entendimento dos doutos, esclarecidos, competentes e experientes julgadores que já haviam recebido a denúncia? Não, não, ele quer mesmo é blindar o senador acusado, e com o beneplácito dos demais julgadores! Não se reclame, pois, das justas críticas à evidente morosidade da Justiça, aos meandros da impunidade, à “preferência” dos políticos pelo “foro por prerrogativa de função”, o qual, em verdade, na prática e no seu sentido mais puro e real, é um verdadeiro “foro de privilégios e para privilegiados”. Que triste constatação!

JOSÉ HAROLDO COSTA

jose.haroldo@terra.com.br

São Paulo

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Onde estão os sábios?

O Brasil sofre já há algum tempo da falta de seres pensantes para lidar com a corja disseminada em todos os setores. Há uma infestação de pessoas do mal, que estão corroendo esta terra. As forças antagônicas àquelas precisam raciocinar muito bem antes de qualquer movimento, há que ter astúcia. No caso das “10 Medidas”, devia ter sido pensado antes quando entrar com a proposta. Aguardar as delações, as prisões, promover a limpeza, para então entrar com esse projeto. Quando pensamos que determinada pessoa é do mal, ela é muito pior do que aparenta.

LUIZ FELIPE DE C. KASTRUP

lfckastrup@gmail.com

São Paulo 

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Tripé

Está à vista que no Brasil a grande corrupção ocorre na execução das grandes obras públicas, tendo por suporte um tripé constituído pelos políticos que as idealizam e conduzem os contratos para sua execução, pelas empresas que as constroem e por intermediários que se encarregam das movimentações dos desvios financeiros. Nesse tripé, está claro que os de maior responsabilidade são os políticos mal-intencionados, que apresentam ou aprovam as obras, decidem sua execução e, por fora, impõem condições. As empresas que se submetem a isso não são inocentes, mas se não aceitarem não vão fazer os trabalhos para os quais foram criadas e equipadas. Os intermediários são instrumentos de execução, indicados pelas outras duas partes. Sendo esse o panorama, é visível que a parte política, por ser a que decide, é a mais nociva. As penalidades devem ser muito mais pesadas para ela. 

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com .br 

Cotia

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Lições da tragédia

Ainda sobre o lamentável acidente que vitimou a equipe da Chapecoense, as empresas de aviação deveriam ser obrigadas a informar aos passageiros dados relevantes sobre a aeronave e o voo que lhes está sendo vendido. Data de fabricação da aeronave, autonomia de voo, data da última revisão e exame médico do piloto são informações que deveriam constar do bilhete de embarque. Ninguém em sã consciência entraria numa aeronave com combustível insuficiente para o percurso, sem nenhuma reserva ou margem para imprevistos. A ganância cega e burra do comandante do avião matou dezenas de pessoas que, se tivessem sido informadas, jamais teriam concordado ou consentido em voar naquelas condições. O comandante do avião da LaMia assumiu sozinho um risco absurdo e desnecessário que ninguém além dele próprio estava disposto a correr. Que isso nunca mais se repita.

 

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

Análise importante

Muito importante a verificação pelo "Estado" de que o piloto da LaMia já havia feito três viagens sem reabastecimento no trecho Medellín a Guarulhos e a Cochabamba e que aquela em que houve o acidente foi a primeira em que voava no sentido contrário. Convém continuar mais um pouco a pesquisa, verificando quais as situações de vento nessas quatro ocasiões, pois é notório que naquela região o vento vem de norte para sul, sendo por vezes bem forte. Nessas ocasiões, os voos de norte para sul tornam-se mais rápidos e os de sul para norte mais demorados. Como era o vento no dia do acidente?

 

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

 

Descaso ou acaso?

Como a autonomia de voo da aeronave que transportava a equipe da Chapecoense a Medellín era semelhante à distância da origem até o destino, não havia como sobrar combustível para os 30 minutos mínimos de segurança que exige a norma. Isso não é algo que careça de qualquer investigação. E foi exatamente o que disse a técnica boliviana quando recomendou que fosse alterado o plano de voo antes da partida da aeronave. Cabe ao Brasil questionar com todo o rigor a autoridade aérea boliviana do porquê não ter dado ouvidos à advertência que recebera de sua equipe técnica. Segundo parece, a tragédia se deveu mais ao descaso que ao acaso.

 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

Agências falhas

Não é possível que atitudes irresponsáveis de um piloto possam causar acidentes com proporções tão devastadoras como aconteceu com o voo que transportava a equipe da Chapecoense. Existem falhas gravíssimas no controle de aviação internacional. Dezenas de vidas foram perdidas em razão da falta de combustível nos tanques da aeronave. As agências reguladoras, que supervisionam as atividades de aviação, precisam garantir, em primeiro lugar, a segurança técnica em todos os voos.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

 

Solidariedade mundial

 

A tragédia da queda do avião que levava o time da Chapecoense entristeceu todo o planeta, e nesta hora de tristeza não existe espaço para rivalidade ou nacionalidade. O Planeta está unido. Sem querer aproveitar o momento e sem demagogia, quando o mundo vai se unir e tentar acabar definitivamente com a miséria e a fome na África, nos países pobres e em guerra civil? Fui ensinado nas horas de refeição a colocar no prato somente o que eu poderia consumir, deixando de colocar duas colheres de arroz e uma de feijão, seria a porção da "gula", e não da fome. Metade da comida processada no mundo vira lixo, o que seria um banquete na Somália, por exemplo. É hora de repensar comportamentos e atitudes. Em três décadas a fome matará mais do que qualquer guerra ou doença. Começar a pensar na véspera da tragédia servirá apenas para providenciar as valas para sepultamentos em massa.

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

Reflexão

Verde é a cor da esperança e branco, a da paz. Subliminarmente, a tragédia envolvendo os atletas da Associação Chapecoense de Futebol coloriu o mundo num gesto de amor, solidariedade e nos põe a refletir. A vida de cada um de nós é um grão de areia no tempo do universo, na efêmera passagem terrena, mas aborrecida pelo envolvimento em minúsculas bobagens. Para que tanta corrupção no Brasil, tanta ganância nos altos escalões, se seguimos de mãos vazias na viagem final?

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

A despedida

Quis o destino que o "verde" da esperança se transformasse na cor do luto e da dor, para registrar a perda maior: a vida! Que ele volte a significar a esperança, primeiro, daqueles que perderam seus entes queridos, amigos, colegas de profissão e outros. Depois, de todos nós... Somos todos Chape!

 

João Batista Piovan jbpiovan@gmail.com

Osasco

Grande homenagem 

Maravilhoso povo colombiano - que não tinha nenhum elo emocional com o time da Chapecoense - patrocinou, na semana passada, uma das maiores homenagens em solidariedade ao povo brasileiro, quando, em pleno campo onde deveria ter acontecido o primeiro jogo da final da Copa Sul-americana, todos vestidos de branco com uma vela nas mãos manifestaram sua tristeza pelo acidente que ceifou a vida de um time inteiro de futebol, seus dirigentes, jornalistas, etc. Uma catástrofe que parou o Brasil. Estes nossos irmãos da América Latina tiveram mais consideração com a dor por que passava o povo brasileiro do que nossos digníssimos congressistas, que, enquanto chorávamos, nos apunhalavam na calada da noite aprovando uma excrescência que vai totalmente contra o que exige o povo brasileiro no combate à corrupção. Eles merecem continuar como nossos representantes? 2018 vem aí...

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

Descoberta

A comovente homenagem do Club Atlético Nacional aos seus adversários mortos num dramático acidente, feita de efusivas e espontâneas manifestações de carinho, bem como um cerimonial cheio de ternura, cujos participantes se derramavam em lágrimas, foi um momento catártico que deveria ser o conteúdo de profundas reflexões. Por parte de quem? Por parte de todos, afinal é sempre gratificante descobrir a capacidade humana de se despojar de si para acudir ao outro que sofre, mas, principalmente, por parte das torcidas organizadas, que veem no adversário e nos seus torcedores, elementos a serem destruídos, dentro e fora de campo. Que a tragédia da Chapecoense proporcione a esses bárbaros a descoberta de quanto são pequenos, de como é insignificante essa paixão que os leva a matar. Eles não amam os seus times; apenas querem externar a sua brutalidade e usam uma desculpa. Mas, se forem capazes de crescer e aprender com essa tragédia e com os torcedores do Atlético Nacional e da Chapecoense, talvez purifiquem esses sentimentos e se tornem, de fato, gente que gosta de futebol, gente que gosta de gente, que respeita o adversário e sabe honrá-lo. A equipe da Chapecoense, imolada pela ganância, já não morrerá. Será uma chama de alerta, será um grito de guerra pela justiça e pela paz, tanto nos gramados como nos céus, a serem cruzados com respeito e segurança.

 

Sueli Caramello Uliano scaramellu@terra.com.br

São Paulo

 

Colombianos 

Éticos, solidários e educados. Os colombianos dão orgulho para a América Latina.

 

Sonia Maria Benfatti Resstel sbresstel@gmail.com

São Paulo 

 

Desmoralização total

A Câmara dos Deputados, na calada da noite, aproveitando-se da grande consternação do Brasil e do mundo com a tragédia da queda do avião da delegação da Chapecoense, votou e descaracterizou a proposta apresentada pelo Ministério Público Federal, chamada "10 Medidas contra a Corrupção", e em beneficio próprio a enviou às presas para o Senado. Lá, o pedido de tramitação em regime de urgência sofreu uma desmoralização total, tendo sido rejeitado por 44 votos contra 15 a favor e com 1 abstinência. Isso só demonstra a paúra dos parlamentares em face da delação premiada dos executivos da construtora Odebrecht, que deve envolver mais de 200 políticos na grande roubalheira que colocou o Brasil numa das maiores crises jamais vista no passado e presente século. O que vimos na quarta-feira (30/11) foi o Poder Legislativo interferindo e tentando brecar o trabalho do Poder Judiciário e do Ministério Publico, contra uma proposta que teve mais de 2 milhões de assinaturas de brasileiros. Ou seja, são representantes eleitos pelo povo que não respeitam o povo nem as leis que os regem, rasgam a Constituição e intimidam a Justiça pela própria lei, que está ainda em votação. A Câmara dos Deputados e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), desejam com isso o começo do fim da Operação Lava Jato e a continuidade da corrupção.

 

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br

São Paulo

 

Finalmente!

A Odebrecht finalmente fez seu acordo de leniência, pede desculpas ao Brasil e fala em devolver aos cofres públicos quase R$ 7 bilhões! Deu carta branca aos seus executivos para falarem tudo o que sabem em suas delações. Tamanha fortuna a ser devolvida de uma só empresa e os políticos corruptos do Legislativo continuam tapando a verdade com a peneira, e, na calda da noite, enquanto a Nação estava de luto, desfiguraram as 10 Medidas contra a Corrupção em causa própria. Nojento, imoral e desprezível! Ocorre que o povo acordou, a sociedade clama por justiça e o fim da corrupção nos órgãos públicos. Agora, só está faltando o presidente Michel Temer realmente entender que a economia não tem a menor chance de se recuperar enquanto a organização criminosa (ORCRIM) estiver no comando do Congresso Nacional, sabotando a Lava Jato!

 

Rodrigo Echeverria rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

 

Confissão

 

Desculpe, a Odebrecht errou, novamente. Não pediu desculpa para o povo brasileiro, de quem eles realmente roubaram.

 

Leda Terezinha Marchiori ledaterezinhamarchiori@gmail.com

São Paulo

'Enquanto o Brasil chorava'

 

Excelente o artigo de Fernando Gabeira na edição de 2/12/2016 do "Estadão". O enfoque é o mais puro sentimento nacional do que pensa toda a Nação. Uma visão objetiva das atitudes dos políticos instalados no poder. O mais contundente resumo é quando ele observa que "no Brasil os bandidos é que determinam como e o que pode ser feito contra eles". Parabéns por articular em palavras nossos pensamentos.

 

José Sergio Trabbold jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

 

'Nós e eles'

 

Correto está aquele eminente político em dividir o Brasil em "nós" e "eles". Enquanto "nós" chorávamos a morte dos jogadores de Chapecó e de jornalistas esportivos, "eles" votavam - na calada da noite - medidas contrárias aos interesses da maioria da população brasileira. Cabe, agora, ao Poder Judiciário seguir o exemplo daquele eminente político e enviar a fóruns internacionais toda a Operação Lava Jato sob a alegação de "crime contra a humanidade". Poderão utilizar como justificativa o permanente holocausto que ocorre na saúde pública brasileira, em que diariamente milhares de "nós" morrem por falta de verba e/ou mau uso desta.

 

Milton L. Gorzoni

gorzoni@uol.com.br

São Paulo

 

A 'orcrim' legislativa

 

Realmente, a desfaçatez dos políticos que dominam o Congresso Nacional e boa parte do Poder Executivo, associada a muita ignorância sobre o que acham que estão legislando, não nos surpreende mais. Nem se deram conta de que o texto das ditas medidas, que antes era "contra a corrupção" e, agora, tornou-se pró-corrupção, ainda que sancionado ou se derrubado eventual veto presidencial, precisaria de tribunais de exceção para ser aplicado. Não acredito que nenhum magistrado com médio conhecimento jurídico consiga dar aplicação a essas medidas, pelas aberrações que encerram. Juiz nenhum é obrigado a aplicar lei inconstitucional. Por outro lado, se o Supremo Tribunal Federal (STF) for provocado, e não for tão lerdo, declarará aquela barbaridade produzida na calada da noite, num dia de luto nacional, inconstitucional por inúmeros fundamentos. Assim, os integrantes da força-tarefa da Lava Jato não deveriam ficar ameaçando renunciar coletivamente caso o pacote de medidas seja sancionado como está. Por outro lado, em momento de ataque aberto contra essa instituição, não fica bem a seus integrantes declararem que vão abandonar o campo. Afinal, esperavam o que deste Congresso Nacional?

 

Ana Lúcia Amaral

anamaral@uol.com.br

São Paulo

  

Mudança de foco

Deputados e senadores foram eleitos para tratar da educação, da saúde, entre outras obrigações para o bem do povo, todavia, estão legislando em causa própria, causando enormes prejuízos ao País. O Judiciário como um todo não concordou com as significantes alterações do projeto de lei contra a corrupção, chegando ao cúmulo de pretender renunciar aos cargos que exercem. Espera-se que Michel Temer não trema e vete mais esta possibilidade de autodefesa de políticos contrários à Operação Lava Jato. 

 

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

Pacote anticorrupção

Não sei o porquê da gritaria quanto ao posicionamento do Legislativo referente ao pacote anticorrupção. O Legislativo é um poder independente, responsável por fazer as leis sobre as quais os juízes se debruçarão no futuro. Os deputados federais votaram livremente, de acordo com sua consciência, e isso também deve ser respeitado. Deve, sim, existir um limite de atuação para o Judiciário e o Ministério Público, sob pena de vivermos sob um Estado judicializado e não democrático, como é quando não há participação dos congressistas na formulação das leis. 

 

Carlos Fabian S. de Oliveira

seof_dr@hotmail.com

Campos dos Goytacazes (RJ)

     

Têmis, a deusa da justiça

"Pode-se tentar calar o juiz, mas nunca se conseguiu, nem se conseguirá, calar a Justiça." Em adendo à contundente declaração da ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, ao manifestar-se sobre a polêmica aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto de medidas contra a corrupção apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF), contendo várias modificações, cabe lembrar, por oportuno, que a deusa grega Têmis, representante da Justiça, traz uma venda nos olhos, não na boca.

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

Revendo a história

 

No dia l3 de dezembro de 1968 eu tinha 17 anos, quando foi decretado o Ato Institucional número 5 (AI-5), e revendo os termos desse decreto e os fundamentos e propósitos para essa decisão, foi para apenas dar ao País "autêntica ordem democrática, respeito à dignidade da pessoa humana e na luta contra a corrupção". Estas foram as principais justificativas desse ato. Revendo nossa história, minha intenção seria para somente dizer que democracia não é anarquia, ou, melhor e com palavras mais claras: democracia não é a casa da sogra!  

 

Arcangelo Sforcin Filho

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

Inversão de valores

Fica cada vez mais confirmada a crítica de Lula de que existem "300 picaretas" no Congresso. Para eles, a lei? Ora, a lei está o.k.; "dura lex sed lex" é abuso de autoridade? Nossa Justiça, sofrendo nas mãos desta corja, pede socorro! Vamos às ruas gritar contra esta inversão de valores dos que abusam de suas representatividades.

 

Silvano Corrêa

scorrea@uol.com.br

São Paulo

 

Desclassificado 

Um vídeo no WatsApp mostra o deputado federal Paulinho da Força agredindo verbalmente uma senhora que protestava contra o voto dele na calada da noite a favor do pacote anticorrupção desfigurado que ameaça a Lava Jato. Chamado por ela de traidor dos brasileiros, Paulinho disse que ela "rouba o Brasil junto com ele". Protegido por dois auxiliares, ele entra no carro oficial e, depois, joga pela janela notas de real na direção da mulher. Que nível deste desclassificado!

 

Armando Stelluto Jr.

armandostelluto@uol.com.br

São Paulo

 

Teste de integridade

Se aplicarem o teste de integridade no Congresso Nacional, não haverá quórum para lotar uma Kombi. A que ponto chegamos!

 

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo 

 

Aécio contra a Lava Jato

 

Se não surpreende que o investigado Renan Calheiros, com 12 processos no STF, fique preocupado e deseje melar a Operação Lava Jato, tentando até em regime de urgência votar (no que foi derrotado em plenário) o desfigurado projeto anticorrupção que foi aprovado na Câmara, o fato é que, como divulgou a imprensa, foi o senador tucano Aécio Neves quem articulou esta ardilosa iniciativa, em conluio com lideranças do Senado. Lamentável. Como já foi citado por delatores nestas investigações como suposto beneficiário de recursos ilícitos, Aécio, presidente do PSDB, também está fazendo coro contra a Lava Jato. Mas, felizmente, na hora da votação, os senadores tucanos não seguiram a orientação de Aécio Neves. 

 

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

Juízes no Congresso

Na sessão de 1º. de dezembro, no Senado Federal, dois magistrados presentes manifestaram suas opiniões. Parlamentares, vários, mas detenho-me em Renan Calheiros, o réu presidente da Câmara Alta. O juiz federal Sérgio Moro, como sempre, didático, sério e comedido, ainda quando atacado violentamente pelos rancorosos petistas (vide a fala de Lindbergh Farias), respondeu de maneira firme, explicando o quão nociva poderia ser o artigo do projeto de lei que responsabiliza juízes e promotores por atos praticados no exercício de suas funções, propondo acrescer um parágrafo ao artigo, a fim de não "atar" a atividade de tais autoridades, e ainda acrescentou que entendia inoportuna a votação do projeto em discussão neste momento. O quanto causaria o esfacelamento da Lava Jato. Em 17 de agosto, o ministro do STF Gilmar Mendes afirmou: "Sem querer ofender ninguém, mas já ofendendo, parece que (a Lei da Ficha Limpa) foi feita por bêbados. É uma lei mal feita, nós sabemos disso". Mas foi bastante condescendente com os erros técnicos e a inconstitucionalidade de dispositivos do projeto de lei contra o abuso de autoridade, enfatizando inclusive que era, sim, oportuna a sua votação. Além de Renan, falou estridente o senador Roberto Requião (relator do projeto), enfatizando que o "corporativismo" da magistratura e do Ministério Público deveria deixar de existir, e, quanto aos jurisdicionados, que haveria de findar abusos que "raiam as marcas do fascismo". O que Sérgio Moro foi fazer lá não sei. Só se foi "jogar para a galera", pois não é idealista o suficiente ou crédulo na razoabilidade dos senadores e do ministro Gilmar Mendes para entrar no Senado e defender suas ideias. Sabia que não conseguiria modificar o projeto que ata a Lava Jato. Sabia que ia ser ironizado e hostilizado. Em verdade, ele foi para que façamos nós, sociedade, o nosso papel. Resta-nos a organização e a implementação de nossos pleitos, especialmente contra a corrupção endêmica e aguda deste nosso país.

 

Andrea Metne Arnaut

andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

O imaturo Lindbergh

Já está na hora de o senador Lindbergh Faria (PT-RJ) parar de fazer declarações imbecis como a que fez na última quinta-feira ao juiz Sérgio Moro, ou então enfiar a viola no saco e voltar para o comando da União Nacional dos Estudantes (UNE). A fim de liderar os ex-caras-pintadas, agora vândalos do patrimônio público, na triste obediência ao PT como forma de pagamento aos milhões de reais que o ex-presidente Lula deu de presente para a construção da nova sede da UNE no Rio de Janeiro.

 

Valdy Callado

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

 

Pela absolvição de Renan Calheiros

 

Não deu outra coisa no julgamento de Renan Calheiros, na semana passada, no Supremo Tribunal Federal (STF): os três ministros petistas, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, votaram pela absolvição do excelentíssimo criminoso.

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

 

Renan réu

 

Respiremos. Já conseguimos o "Réu nan" e outros o seguirão.  Demore o quanto for, vamos dedetizar o Congresso.

 

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

 

A 'sagrada' Lava Jato

 

O réu Renan declarou que a Operação Lava Jato é sagrada! Esse é o motivo para embalsamá-la, como pretendem os congressistas da frente pró-corrupção.

 

Jair Nisio

jair@smartwood.com.br

Curitiba

 

Agressão

A "Coluna do Estadão" de 3/12/2016 menciona "STF e Planalto temem agressões a ministros" e esclarece que, quanto ao STF, refere-se aos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. A nota conclui que "as pessoas perderam a paciência, a ponto de partir para a agressão física". Faltou mencionar nesta lista das pessoas sujeitas à agressão física dos mais de 300 deputados que, na calada na madrugada, alteraram, conforme seus interesses escusos, as medidas de combate à corrupção. Quando as pessoas que fazem as leis e as que deveriam zelar pela Constituição nos agridem com seus atos, como podemos agir de maneira eficiente e eficaz? Como não podemos fazer a apologia à agressão física, parece-me que o constrangimento, dentro dos limites da lei, a essas pessoas será a única forma de fazê-los tomar vergonha. Vale notar que esse tipo de pressão popular já surtiu efeitos no caso do tríplex do Guarujá e do sítio de Atibaia, que alegadamente não pertencem ao ex-presidente, mas que ele não frequenta mais como "convidado".

 

Francisco Paulo

Uras francisco.uras@uras.com.br

São Paulo

 

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Conseguiremos ingressar em 2017?

A pouco menos de um mês para o término do ano, independentemente do que venha a ocorrer até lá, ainda com alto grau de imprevisibilidade, pode-se carimbar 2016 como um dos mais insólitos desde que se instalou a chamada nova República, em 1985, inaugurada com o episódio dostoievskiano da enfermidade de Tancredo Neves, que o impediu de tomar posse e elevou José Sarney à Presidência, em meio à polêmica de um vice assumindo sem que houvesse um presidente de fato. Desde então, pouco a comemorar. Inflação vertiginosa, de certa forma domada, dois impeachments presidenciais e alguns voos de galinha embandeirados como prosperidade. Mas nenhum período se compara em ziguezagues desastrosos com o presente ano. Nele vimos o Brasil mergulhar numa crise de natureza política, econômica e moral sem precedentes, com atmosfera de corrupção alimentada por mais de 13 anos de um governo nocivamente populista, interrompido em 2016 por exigência da sociedade. Mas a promessa configurada pela nova proposta se dissipou rapidamente e, em meses, a frustração tomou seu lugar, o Parlamento finalmente saiu do armário e mostrou uma careta assustadora de pragmatismo odioso, e a população está constatando que tudo não passa de menos do mesmo. Conseguiremos ingressar em 2017?

 

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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Triste constatação 

Quando analisamos nossa assustadora situação econômica, política e social, não há como não dizer que temos tudo a Temer.

 

José Marques

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

 

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Socorro!

Viva! Somos campeões mundiais de juros reais! Mas não acabou. Também podemos nos vangloriar de outros títulos. Somos campeões dentre os países emergentes de recessão, de desemprego, da relação dívida/PIB, da relação carga de impostos/PIB, da rigidez das leis trabalhistas, do protecionismo de mercado e da jovialidade dos seus aposentados. Consequentemente, é fácil também exigir o título de campeões mundiais da estupidez macroeconômica. Mas não é só isso, não! Somos campeões mundiais da corrupção institucionalizada, da certeza de impunidade generalizada e da cara de pau e da falta de vergonha legislativa, executiva e judiciária. É campeão! Socorro! Procura-se um estadista!

 

Oscar Thompson

OscarThompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

 

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Afinal, que país é este?

Onde os juros são estratosféricos (principalmente nos bancos públicos, que gastam muito em propaganda); e os preços dos automóveis são várias vezes mais altos que em outros países, e mesmo fabricados aqui mesmo. Será que o governo não sabe disso? Até parece cartel das montadoras! Pedágios caríssimos, mesmo em estradas já pagas, com valores impostos pelos políticos que dizem que estão no governo para defender o povo! Na verdade, os políticos estão mais interessados em legislar em causa própria, para escapar da Lava Jato, embora haja algumas exceções. E o STF que, pelas atuais condições operacionais, deixa vários políticos sem julgamento, em liberdade e atuante. Nessa situação, pergunto, quem poderá nos ajudar? Nem o Chapolim Colorado poderá.

 

Gilberto Abu Gannam

gilbgag1@hotmail.com

Piracaia

 

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O ranking das universidades

A Universidade de São Paulo (USP) caiu de posição e ficou de fora do ranking das 10 melhores universidades dos países emergentes. Foi da 9ª. para a 13ª. posição. A Unicamp caiu de 24ª. para 28ª. A China lidera com seis universidades no Top 10. Mais um triste retrato do descaso com a educação e da decadência e retrocesso que estamos vivendo hoje no Brasil.

 

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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Feriados nacionais

O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão publicou a Portaria 369, de 29/11/2016 (D.O.U 30/11/16), divulgando os feriados nacionais de 2017. Ocorre que no item V da portaria consta o dia 14 de abril, Paixão de Cristo, como feriado nacional. Não há lei federal definindo a sexta-feira santa como feriado nacional. A portaria precisa ser corrigida e republicada.

 

Eliseu Prata

eliseu.prata@gmail.com

Bertioga

 

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Inundações em SP

São Paulo precisa da sua ajuda! Vamos nessa? Isto é São Paulo, a cidade mais rica da América do Sul e também uma das principais do mundo: desde 1950 eu acompanho com preocupação as constantes inundações que afetam a nossa capital paulista. As inundações acontecem não por falta de obras, mas, sim, pelo altíssimo custo de obras inadequadas para este fim. Sem ser um engenheiro especialista neste assunto, eu provo e desafio quem queira me contestar! Só o que já foi gasto a pretexto de obras para combater enchentes daria para fazer uma obra correta e solucionadora duas vezes ou mais. Mas até hoje o que foi que resolveu? Nada! Vamos continuar assim? Você quer ver o dinheiro dos impostos pagos por você sendo gasto inutilmente? Eu não quero e acredito que ninguém queira. Sendo assim, vamos exigir do governo do Estado de São Paulo e da Prefeitura paulistana que contratem um engenheiro especialista em drenagens de grandes áreas para elaborar um projeto e colocá-lo em execução para ser feito uma obra definitiva e que venha a acabar com o sofrimento dos paulistanos com as constantes inundações. São Paulo está 750 metros acima do nível do mar e ao lado da Serra do Mar, o que faz crer até um leigo no assunto não ser tão difícil a sua solução, pois a capital do Japão, Tóquio, no nível do mar, resolveu brilhantemente o seu problema idêntico ao nosso. E por que o nosso, sendo mais fácil, não é solucionado? Provavelmente seja uma obra para mais de dez anos, não sei. O importante é que começamos já nos atuais governos e seguido pelos próximos. Pelo menos assim teremos esperança de não mais morrer afogado nas ruas inundadas de São Paulo. Se você quer isso, ajude a levar em frente essa ideia, exigir do governo a elaboração de um bom e solucionador projeto para esta obra e paciência para esperar o tempo necessário para a sua conclusão, sabendo que teremos bons frutos para ser colhidos.

 

Benone Augusto de Paiva

benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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