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Fórum dos leitores

SEGURANÇA PÚBLICA

O Estado de S. Paulo,

11 de junho de 2013 | 07h53

Politização

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, um dos prováveis candidatos do PT ao governo de São Paulo (ele nega, mas Lula também sempre negou tudo), afirma que a questão da segurança pública em São Paulo está sendo politizada pelo governador Geraldo Alckmin pelo fato de ele querer atribuir o aumento da violência à falta de policiamento nas fronteiras brasileiras. Diz ele: "Querer atribuir a subida da violência a algo que está melhorando é se isentar do problema". Pois bem, vejamos, então, onde está essa alegada melhora: segundo matéria no jornal O Globo (6/3), o mapa da violência em 2013 no Brasil mantém a taxa absurda de 20,4 homicídios por 100 mil habitantes, índice de guerra em qualquer país do mundo. E São Paulo, acreditem, apresenta o índice mais baixo de violência do País (os mais altos estão em Alagoas, Maranhão, Espírito Santo, Pará e Bahia). Quanto à evolução da taxa de mortalidade por armas de fogo, em 2010 36.792 pessoas foram assassinadas a tiros, número superior aos 36.624 de 2009. E hoje esse número deve ter subido ainda mais. Porém a compra de armas aqui, no Brasil, principalmente depois do plebiscito do desarmamento, segue normas rigorosíssimas. Portanto, se aumentou o índice de mortes por armas de fogo, foi em razão da entrada de armas ilegais no País, que sempre caem nas mãos de criminosos. Ainda assim, o ministro vem afirmar que a situação melhorou? Baseado em que ele diz isso? Talvez nos dronezinhos que estão zumbindo em algum lugar ao longo dos 15 mil quilômetros de fronteira seca que tem o Brasil. Pena que sejam outros os números que esperamos do ministro - que acha um horror manter presos em cadeias tão desconfortáveis, dizendo ser preferível a morte. Ainda mais porque ele aceita que a responsabilidade pela falta de segurança que vivemos é do Estado brasileiro. Portanto, se alguém politiza a questão da segurança em São Paulo, é o próprio ministro, que tenta jogar a responsabilidade em ombro alheio.

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

Fronteiras

Gostaria de saber do senhor ministro José Eduardo Cardozo qual é o grande resultado do Plano Estratégico de Fronteiras? Todos os dias lemos reportagens sobre o avanço das drogas nas principais capitais brasileiras. Assim, ou o Brasil passou a produzir crack e cocaína e ninguém ficou sabendo ou a segurança das fronteiras é fraca. Explique-se, senhor ministro.

ADRIANA G. T. SANTOS

traldi.adri@gmail.com

Jandira

Falta coragem

Cardozo está correto em dizer que é preciso ter coragem política para resolver certos assuntos. Ele mesmo não teve coragem, até agora, para esclarecer a questão do boato sobre o Bolsa Família ou solucionar a questão dos índios. Estará ele politizando esses assuntos também?

EDUARDO DOS SANTOS FILHO

eduardo_sf@uol.com.br

São Paulo

PEC 37

Competências

Cumprimento O Estado de S. Paulo pela lucidez do editorial A PEC 37 vai a votação (10/6, A3), quando afirma que a proposta de emenda constitucional que a advocacia chama de "PEC da legalidade" só foi apresentada para referendar o que está assegurado na Constituição federal em termos de competência tanto do Ministério Público quanto da Polícia Judiciária federal e estadual na persecução penal. As atribuições de cada um estão bem definidas e visam a manter o equilíbrio nos inquéritos policiais e o direito de defesa do cidadão. O editorial vai ao cerne da questão quando diz que "a PEC 37 só foi apresentada porque o Ministério Público continua almejando ser o quarto Poder da República, ampliando suas competências em detrimento de outros órgãos públicos".

MARCOS DA COSTA, presidente da OAB-SP

SSilveira@oabsp.org.br

São Paulo

Instituições fortes

Como bem expresso pelo editorial A PEC 37 vai a votação, é importante reconhecer a relevante função que cada instituição tem no sistema de persecução penal pretendido na Constituição, para que todas sejam fortalecidas, e garantir ao cidadão o direito à ampla defesa e ao contraditório.

ADALTO MACHADO

adalto.airm@gmail.com

São Paulo

LUIZ MOURA (PT-SP)

Passado suspeito

Agradeço ao Estadão pela publicação da história do deputado estadual Luiz Moura (Da vida de assaltante à cadeira de deputado, 9/6, A8). E cumprimento o PT pela seleção de candidatos.

EDIVELTON TADEU MENDES

etm_mblm@ig.com.br

São Paulo

O quadro petista

Nenhuma novidade o PT abrigar mais um criminoso em suas fileiras. Afinal, o partido já tem Genoino, Dirceu, Delúbio, etc.

AURO C. OLIVEIRA

auro.c.oliveira@uol.com.br

São Paulo

ROBERT APPY

Homenagem

Soube com grande tristeza do falecimento do sr. Robert Appy. Eu o conheci quando realizava pesquisas sobre a história da escola. Apresentada por Norman Gall, do Instituto Fernand Braudel (que financiava minhas pesquisas), ele recebeu-me em seu gabinete no Estadão. Ficou particularmente contente em saber que eu fora aluna por quatro anos e orientada em meu doutoramento em Paris por Fernand Braudel. Disse-me, então, que no Brasil só ele e eu tínhamos sido alunos constantes de Braudel. Facilitou-me as pesquisas no arquivo do jornal e deu ordens para que fizessem cópias de todas as imagens que havia selecionado. Quando terminei o livro, e para que a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo tivesse autorização do uso das imagens, o sr. Appy pediu a Ruy Mesquita autorização direta. Rendo, assim, minhas homenagens póstumas ao sr. Robert Appy.

MARIA LUIZA MARCILIO

maluiza@uol.com.br

São Paulo

Uma enorme perda

Lamento profundamente o falecimento do amigo Robert, um dos maiores jornalistas e analistas econômicos do País. Tive o privilégio de conviver com ele por anos, nas reuniões do comitê de conjuntura da Associação Comercial de São Paulo. Seu equilíbrio e ponderação na análise da conjuntura econômica demonstravam seu profundo conhecimento em matérias complexas, e ele o transmitia a nós de forma simples e com conteúdo. Uma enorme perda para o jornalismo econômico do Brasil.

GUILHERME AFIF DOMINGOS, vice-governador de São Paulo e ministro da Micro e Pequena Empresa

acpanizza@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com

JOSÉ EDUARDO CARDOZO VS. ALCKMIN

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, justifica, na politização por São Paulo a absurda insegurança em que vivemos - "Estado" de 9/6, A4 -, como se não fosse a politização com ineficiência em tudo em que se mete o petismo a maior responsável. Ao mesmo tempo em que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, depois de desacreditar o rebaixamento da nota de risco Brasil, indica que irá melhorar. Há alguns dias, a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, de forma tempestiva e pueril, culpou a oposição pela bagunça perpetrada e reconhecida pela Caixa na liberação dos pagamentos ao Bolsa Família. Não faz muito, o presidente do PT, Rui Falcão, sugeriu a substituição do Supremo Tribunal Federal (STF) por um ininteligível tribunal "popular". Esse angu mental dos petistas seria propositadamente a confundir? Em benefício de quem?

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

*

HOJE DEPUTADO, ONTEM ASSALTANTE

Ao ler as afirmações de José Cardozo, dizendo que Alckmin politiza a segurança, fiquei em dúvida: quem seria o Secretário de Segurança em um governo petista? Desfeita logo em seguida pela reportagem sobre Luiz Moura, hoje deputado, ontem assaltante ("Estado", 9/6, A8). Esse é o quadro do PT? São Paulo não merece isso, muito menos o Brasil.

José Roberto Palma palmapai@ig.com.br

São Paulo

*

NA MÃO DOS BANDIDOS

Em entrevista ao "Estado" de ontem, o ministro da Justiça tenta "estadualizar" a violência, como se ela existisse somente no Estado de SP. Ora, Sr. ministro: o Brasil é refém da violência que

abrange todos os estados, as pequenas e grandes cidades e a zona

rural. É o país onde mais se mata, seqüestra-se, estupra-se, rouba-se. Onde as leis benevolentes para com os praticantes de delitos são motivos de escárnio dos meliantes, que dão risadas quando são presos, pois sabem que logo estarão nas ruas. O exemplo deve vir de cima, mas o seu governo tenta de tudo, para que os companheiros condenados pelo STF não cumpram a pena a que foram condenados. Em outros países onde a violência é alta, os motivos são variados: questões religiosas, sectárias, políticas, ideológicas, entre outras. Aqui, não: queima-se uma pessoa somente porque ela não tinha muito dinheiro para os bandidos. Menores barbarizam em todos os sentidos, pois sabem que jamais

pagarão pelo seus crimes, pois tem a proteção do famoso Estatuto da Criança e do Adolescente, defendido ferozmente pelo PT. As causas da violência são muitas, mas a certeza da impunidade é a maior delas. Que tal começar a mudar tudo isso e tirar o Brasil das mãos dos bandidos?

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com

Eldorado

*

POPULARIDADE DE DILMA EM BAIXA

A pesquisa do Datafolha sobre Dilma Rousseff, que revelou queda de oito pontos de popularidade (de 65% para 57%) e de sete pontos nas intenções de voto (de 58% para 51%) indica mais do que uma simples "oscilação normal", como disse o ministro Aloízio Mercadante - é um sinal claro e evidente de que o povo pode ser inculto, mas não é burro. Não se pode pretender enganar a todos o tempo todo. Uma hora a casa começa a cair. No horizonte, nuvens cinzentas indicam 2º turno em 2014. Muda, Brasil!

J.S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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CURIOSIDADE

Tenho uma curiosidade: como seriam os índices de aceitação de Dilma Rousseff somente no Estado de São Paulo?

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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OSCILAÇÃO VS. EVOLUÇÃO

A versatilidade dos petistas em argumentar para continuar iludindo a população é incontestável. Basta ver como se manifestou o ministro da Educação Aloízio Mercadante, diante da última pesquisa da Datafolha, que mostrou queda apontando 51% de intenções de votos de Dilma Rousseff, ante 57% em março. Ocasião que alegou ser simplesmente uma "oscilação". Porém, se tivesse aumentado, com certeza a classificaria como sendo "evolução". Não é, ministro ?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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DOIS CAMINHOS

Caso os candidatos à Presidência da República para 2014 confiem nos incontestáveis e absolutos números acima de 50% de intenção de voto para Dilma que aparecem nas mais recentes pesquisas, amplamente divulgados pela imprensa, com a petista se elegendo em todos os cenários testados - e que dificilmente mudarão, salvo ocorra uma catástrofe - existem apenas dois caminhos a seguir: 1) Economizar milhões de reais em campanhas inúteis, captados invariavelmente de forma irregular. Ou 2) Apoiar a reeleição de Dilma e aparecer bem na foto, típico dos nossos políticos.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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A LENDA DOS TRÊS MACACOS

A lenda dos três macacos sábios encerra o provérbio japonês, segundo o qual não se deve "ver o mal", "ouvir o mal", "falar o mal". Dessa forma parece que vinha procedendo boa parte do povo brasileiro com relação ao governo Dilma. Finalmente estará agindo de forma diferente?

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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CARTAS NÃO BASTAM

Não bastou ao governo Lula escrever a "Carta ao Povo Brasileiro", de última hora, logo depois de sua eleição a presidente da República, para amenizar a desconfiança causada pela pregação petista durante suas campanhas. E não bastará ao governo da dona Dilma escrever uma carta similar, jurando obedecer aos fundamentos básicos da economia, para acalmar investidores. O que está em jogo, no momento, é a renuncia formal e pública do Partido dos Trabalhadores aos objetivos principais do Foro de São Paulo, que até hoje norteiam, dissimuladamente, ambos os governantes.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas - MG

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PAGANDO PARA VER

Quem será a(o) candidata(o) do PT à presidência da República na próxima eleição? Dilma, com seu "jeitinho meigo" de governar, está colocando em risco sua reeleição, e já se comenta, nos bastidores, que, se a popularidade de Dilma cair ou se os partidos aliados manifestarem desejo de deixar a base aliada, Lula assume o cargo de candidato e posará como salvador da Pátria. Será que os partidos da base aliada, tais como PSB e PMDB, estão se rebelando apenas por causa da truculência de Dilma ou estão percebendo que o barco está afundando, graças à má gestão da política econômica adotada por Dilma? Não podemos culpar Tombini ou Mantega, pois eles são apenas servos obedientes da presidente. Adoraria que Lula saísse candidato e fosse eleito novamente, pois quero ver ele governar o Brasil com inflação descontrolada, crescimento econômico pífio, economia mundial em crise, Petrobrás e Eletrobrás falidas, BNDES sem dinheiro para ajudar os amigos como Eike Batista, etc. Quero ver ele continuar inchando a máquina pública e sustentar seus bolsistas e "companheiros" mamando nas tetas do governo, com arrecadação de impostos em queda, pois a classe média está sem dinheiro para gastar. Quero ver ele conseguir dinheiro para o mensalão 2. Quero ver ele administrar sua herança maldita.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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NOVELA ELEITORAL

Já era previsível que isso viria acontecer dia menos dia: demorou um ano e meio, mas a popularidade da presidente Dilma Rousseff entrou em declínio e começa a perder a confiança conquistada ao longo do primeiro ano de seu governo, apesar de ainda ser a favorita para vencer as eleições em 2014. Até lá, no entanto, muita água vai passar por baixo da ponte. Levantamento do Datafolha mostra que 57% da população avaliam seu governo como bom ou ótimo - queda de oito pontos em relação à pesquisa anterior de março, com a tendência de cair ainda mais nos próximos meses pela questão da alta nos preços, nos juros e do aumento substancial da inflação para as classes mais pobres da população, que via na presidente a continuidade do governo Lula. Outro dado relevante é que a perda de popularidade petista se deu entre homens e mulheres de todas as faixas etárias e de renda, no País inteiro, mostrando que quando se mexe no bolso do povo não há popularidade que se sustente. Outra explicação cabal está na economia em declínio, caindo há vários trimestres, que deixa os brasileiros pessimistas e com a incerteza do que ainda vira pela frente. Para 51% da população, a inflação vai subir. Em março, esse índice era de 45%. A mesma tendência pode ser observada em pontos como desemprego, subida dos juros, poder de compra do salário, situação econômica do País e especialmente a sensação de impunidade e a falta de autoridade e o aumento substancial da violência em todos os níveis suportáveis nas grandes cidades. Outro agravante para os planos futuros da presidente Dilma, são as candidaturas à presidência de opositores que vêm ganhando terreno. Quanto à popularidade da presidente, houve queda de sete pontos porcentuais, quando confrontada com a ex-senadora Marina Silva (Rede), o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que deverá deixar a base aliada se persistir à inércia do governo em relação a à economia (PIB), do país. Será que as críticas contundentes quanto à condução da economia do País feitas pelo tucano começam a render frutos? Outro agravante foi a divulgação da agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) que rebaixou a nota do Brasil, inviabilizando a entrada no País de novos investimentos futuros? É esperar os novos capítulos dessa novela que vai durar até outubro de 2014, mas a chapa começa a esquentar para as pretensões petistas!

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Paulo

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MARCHA DA MACONHA

A Marcha da Maconha, realizada, recentemente, no centro de São Paulo, nada mais foi que uma oportunidade de dezenas e dezenas de manifestantes, durante a passeata, transgredirem escancaradamente a lei, fumando e distribuindo a droga. E isto nas barbas da PM. Tolerância exagerada gera permissividade.

Marcelo de Lima Araujo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Mogi das Cruzes

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DROGAS E IMPOSTOS

Enquanto a Marcha da Maconha se prolifera Brasil afora, o número de pessoas que se afastam do trabalho pelo uso das drogas quase triplicou nos últimos anos. Enquanto houver pessoas que trabalham e pagam impostos, os viciados em drogas irão sobreviver.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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'PANCADÃO' NA PUC

Se a reitoria se diz expressamente ser contra as festas, chegando até o cumulo de se dizer vítima das mesmas como os moradores, pergunto: não seria melhor a reitora simplesmente pedir para sair e ser colocado alguém em seu lugar que não trate o campus da Monte Alegre como terreno baldio? Porque do jeito que as coisas vão, seria melhor mudar o nome da faculdade para "Casa da Mãe Joana".

Daniel Amorim Assumpção Neves daniel@aneves.com.br

São Paulo

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VÍTIMAS

Como moradora de Perdizes, quero chamar à reflexão sobre o fato de que a Reitoria nada faz para evitar a realização das festas que entram pela madrugada. A nota emitida pela universidade diz que ela é "vítima dessa situação" porque tem seu campus ocupado após as aulas "sem seu consentimento". Diz também que sua missão é "adotar a ação preventiva e não a repressão". Nós, vizinhos, as verdadeiras vítimas, perguntamos, estupefatos: por que a Reitoria não toma, de fato, ações preventivas, proibindo simplesmente as festas?! Por que não dá real poder aos seguranças para impedir que se pulem os muros, em vez de, cinicamente fazerem de conta que não veem isso acontecer?! Se não consegue fazer isso por absoluta falta de autoridade, por que a PUC-SP não pede o auxílio da Polícia ou da Justiça?! Afinal, essas são as instâncias a que recorrem os que se consideram vítimas!

Vera Lúcia Vieira veraluvi@uol.com.br

São Paulo

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NADA MUDOU

Sou ex-aluno da PUC, onde me formei em 97, com bacharel em ciências contábeis. Fico triste em ver que as coisas na universidade estão iguais ou pior que na minha época, quando professores tinham que fechar as portas das salas mesmo em noites quentes de verão para evitar que o cheiro da maconha tomasse conta da sala de aula. Na minha época, também havia a bagunça promovida pelos arruaceiros dos tais "centro acadêmicos", escondidos eternamente no fatídico episódio da invasão da escola pelo exército nos anos da ditadura. Assim, quando decidi que iria fazer um MBA, a única certeza que tinha é que não seria na PUC. Fiz na Fundação Getúlio Vargas e estou muito satisfeito. Quanto a meus filhos, também não sei se vão querer fazer universidade. Trabalho e educo-os para que façam e a única condição que imporei é que não seja na PUC, infelizmente, pois lá tinha excelentes professores, um lugar onde fiz eternos amigos, mas a má influência verificada no campus é lamentável e compromete o futuro da universidade.

Ricardo Gasparino de Sousa ricardo.gasparino@gmail.com

São Paulo

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DESCOMPROMISSO EDUCACIONAL

Aos "mauricinhos" e "patricinhas" da PUC-SP: vocês, agindo às margens da lei por causa da posição social que desfrutam, promovendo festas privê (sexo, drogas e... "pancadão"), representam a cara da imundice social que vivemos. Primeiro, acham que estão acima da lei, arrogantes como seus pais e nossos políticos, que oprimem o sofrido povo brasileiro. Estudam em umas das melhores universidades do mundo e agem sem um pingo de educação. Que tipo de professores vocês têm aí? Previsivelmente uma corja comunista. E o reitor, diante tamanho descompromisso educacional, é passivo e frouxo. E pensar que os futuros profissionais serão vocês. Se nós temos os inúteis e ignorantes no colo da esquerda brasileira, não temos o que esperar da direita burguesa liberal, faceta que vemos pela cancerígena Rede Globo, pelos programas dominicais, pelas alienantes novelas sem graça (não se preocupam mais em contar pelo menos uma boa mentira). O que sobra ao povo? Nada. De um lado, a corrupção desenfreada, do outro, a indiferença e a soberba das elites, tão ignorantes quanto o povo que elas odeiam.

Luiz Fabiano Alves Rosa fabiano_agt@hotmail.com

Antonina (PR)

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MANIFESTAÇÕES PELO PASSE LIVRE

O prefeito Fernando Haddad começa a fazer suas características lambanças, conhecidas no Ministério da Educação, na Prefeitura de São Paulo. Primeiramente, negocia com os dirigentes dos sindicatos dos condutores para garantir suas reposições salariais. Em nenhum momento da história essas reposições não foram repassadas às duvidosas planilhas tarifárias manejadas pelas empresas de transporte urbano de passageiros. Fixada em R$ 3,20, a cidade fica à mercê de grupos radicais politicamente interessados, que não querem tarifa alguma, mas o "passe livre" para toda a população! Dispõe-se a negociar com essas correntes extremistas radicais, que visam a desafiar a força pública estadual, e ainda solicitam reforço de seus parceiros do governo federal.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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IRRESPONSÁVEIS AUTORIDADES

Os protestos na cidade de São Paulo na última semana mostra o descaso e a falta de responsabilidade de nossos governantes. Em vez dos manifestantes provocarem tumultos e depredações pelo preço da passagem, porque não fazem reivindicações para que os passageiros só possam entrar no ônibus se tiverem lugar para se sentarem? Hoje, o motorista do automóvel paga multa por não usar o cinto de segurança. Quanto deveria ser a multa a ser imposta às empresas de transporte que permitem que os passageiros viagem em pé, sem segurança alguma? Onde estão nossas irresponsáveis autoridades? Como sempre, devem estar dormindo em berço esplendido. Triste país em que vivemos.

João Gilberto Seghesi Fogaça jg.fogaca@uol.com.br

Ribeirão Preto

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O PAÍS DA BANDIDAGEM

A quem atinge o reajuste das tarifas de ônibus, metrô, trem, etc.? Quem paga o "vale transporte" para o trabalhador é o empregador. Estudantes pagam meia passagem. A quem interessa a baderna e o vandalismo? Acertaram... Está na hora do "(des)governo a$$istencialista" criar a "bolsa passe livre" - sem "boatos". "O voto é o que intere$$a, o resto não tem pre$$a". Estamos no País do estelionato eleitoral, do desrespeito, da ilegalidade, da ilicitude, da safadeza, da sem-vergonhice, da bandidagem, da roubalheira, da corrupção, da impunidade... Precisa mais?

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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O CUSTO DO PASSE LIVRE

Considerando que de tempos para cá o nosso país tornou-se o paraíso dos movimentos denominados populares, agora as nossas autoridades se veem à frente de um denominado Movimento Passe Livre, cujos participantes entendem que os transportes coletivos devem ser gratuitos. E seus membros resolveram aproveitar o aumento das passagens dos coletivos em São Paulo, entre outras cidades brasileiras, para bagunçar de vez o trânsito da nossa cidade. Em nome de uma pretensa democracia, se acham no direito de bloquearem o trânsito nas principais vias da cidade, causando transtornos e prejuízos às pessoas e ao patrimônio público. E tais arruaças são toleradas pelas nossas autoridades porque estamos em um regime democrático. É a democracia, dizem elas, aparentemente traumatizadas pelo período da ditadura militar. Ora, barbaridades e vandalismo nunca foram formas democráticas de manifesto e muito menos de reivindicações. Faz muito bem o governo estadual, mesmo porque é a sua obrigação acionar judicialmente os membros do tal movimento. Ao convocarem tais atos por meio de redes sociais da internet, ficaram responsáveis pelos atos praticados pela turba estulta e ignara. E é evidente que esses atos têm cunho eleitoral. Chega ser ridícula a negação do prefeito, quando indagado a respeito, pois o guru e responsável por sua eleição foi o primeiro a lançar as candidaturas petistas para 2014. Carlos Novaes, cientista político, que faz parte da bancada do Jornal da Cultura, defendeu a manifestação do tal movimento, pois é preço que temos que arcar em nome da democracia, mas essa não é exatamente uma forma democrática de exercer o direito de defender o que acreditam ser o seu direito, já que o direito de cada um de nós termina quando começam os das demais pessoas. Também cabe comentar que não existe almoço grátis e o prefeito já afirmou que o custo para tal benefício é estimado em R$ 6 bilhões para a cidade de São Paulo, e esta verba deveria sair de alguma origem, seja aumentando taxas e impostos, seja diminuindo os gastos para outras atividades. O que se faz necessário para São Paulo é aumentar o número de unidades para os transportes públicos, principalmente os do metrô, de ferrovias e hidrovias, além de priorizar os gastos na área, em detrimento do transporte particular motorizado.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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O PT E O PASSE LIVRE

 

Há uns dois meses, quando o PT comemorou seus 10 anos no poder, Lula esbravejou naquele tom de arrogância que lhe é peculiar, que eles nunca estavam tão próximos de tomar o governo de São Paulo como agora. É só cego que não vê como a violência tem crescido de forma assustadora em São Paulo, em todos os sentidos. Possivelmente não existem registros de tamanha violência como tem ocorrido nos últimos dois anos. Essa onda de protestos contra a tarifa de ônibus está registrando um índice de violência tão assustadora que até agride a índole de um povo que se torna irritante por ser tão pacífico. Exceto, é claro, em se tratando dos motins outrora tão comumente comandados pelos sindicatos que vestem a camisa vermelha do PT. Algumas "tiradas" do noticiário, demonstram claramente a inconsistência do movimento, como aquela do repórter que indagou: como eles podem pagar fiança de R$ 3 mil para sair da cadeia se reclamam não poder pagar R$ 3,20 de passagem de ônibus? A essa eu acrescento mais uma: praticamente 100% do custo de transporte dos trabalhadores são bancados pelas empresas por meio do vale transporte. No sábado (8/6), na primeira página do "Estado", estava estampada a prova do crime aqui denunciado. A foto do prefeito petista, que é o anfitrião do partido na capital do Estado mais cobiçado pelos petralhas, com a manchete: "Haddad vai pedir ajuda a Dilma para reduzir tarifa de transporte". E, a seguir, uma longa (quase meia página) entrevista do dito cujo enlambuzando a dita cuja de elogios e poder para resolver o problema de forma soberana. Alguém me perguntou de onde vinha esse interesse dos petistas pelo governo do estado de São Paulo. Ora, que dúvida, não basta ser o Estado que representa 60% da economia do País: o que importa mesmo é que, com isso, eles conseguem controlar a imprensa, também neutralizando o foco de oposição natural ao seu partido, que é o núcleo do PSDB, de quem o Sr. Lula cultiva verdadeiro ódio! Acho que é hora de os verdadeiros cidadãos de bem acordarem da letargia que se encontram para com o assunto tão importante que é a política, já que é ela interfere em nossa vida diária.

José Carlos C. Ribas ribistico@yahoo.com.br

São Paulo

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GUERRILHA URBANA

O autodenominado "Movimento Passe Livre", que finge existir para que o transporte municipal seja gratuito - um absurdo -, na realidade é mais uma ação de guerrilha urbana tendo a população de São Paulo e Alckmin como alvos. De fato, o "movimento", atribuído a PSTU, PCO, PSOL e UNE, minúsculas organizações ditas de esquerda, sustentadas por verbas federais tiradas de impostos - a conta é paga por nós, os otários de sempre - querem, com sua ação violenta, provocar a reação da PM, obrigada a manter a ordem pública. A "Polícia do Alckmin" é acusada de "usar violência contra o povo". Não é a primeira nem será a última ação para destruir a candidatura de Alckmin para abrir caminho para Padilha ou outro "poste" como Mercadante. Lembrem-se do que o PT fez, numa nunca desmentida aliança com o PCC, criando o "PTCC". Agora, como então, "No pasarán!"

Neil Ferreira neil.ferreira1804@gmail.com

São Paulo

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MUITO BARULHO POR (QUASE) NADA

O Movimento Passe Livre, apoiado pela UNE e por partidos de esquerda - sempre ela, a esquerda que perdeu o bonde do tempo - mais parece uma gangue que promove arrastões e depredações, espalhando o pânico entre a população ordeira. No Brasil, 20 centavos é motivo para parar a maior cidade do País, e conseguir pessoal para a manifestação é bastante simples. Uma manifestação a favor da melhoria da qualidade do ensino, nem pensar, pois será preciso estudar para ter o diploma. Um movimento por melhorias na saúde também está fora da pauta, pois os bandidos mascarados estão muito bem de saúde. O difícil é entender como surgiu e qual é o verdadeiro objetivo do movimento, pois o aumento da despesa mensal de um cidadão não ultrapassa 10 ou 15 reais, pois a maioria das empresas fornece vale transporte. A conclusão é de que o movimento é puramente político, da esquerda burra que se uniu a UNE, que hoje não representa nada, comprada pelo governo Lula por 40 milhões de reais. A tendência é que isso se espalhe pelo Brasil, onde há governadores e prefeitos do PT e PMDB, base de apoio do governo Dilma. Com isso, a reeleição pode ficar complicada. Será preciso uma palavra de Lula, o rei do palanque, da massa que ele domina como ninguém, para aplacar a ira dos mentores da revolução dos vinte centavos. Pobre Brasil...

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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CORTES PRIORITÁRIOS

Vamos convocar essas pessoas que estão protestando contra o aumento da passagem de ônibus para que se dirijam até Brasília a fim de que, fazendo o mesmo ato, peçam que nossos impostos abaixem a um nível aceitável?

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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CARO DESSERVIÇO

Lendo as notícias sobre as manifestações contrárias ao aumento das passagens dos transportes coletivos, como paulistano, só posso lamentar pelos feridos do Movimento Passe Livre e da Polícia Militar e pelos prejuízos para nós, todos os habitantes desta cidade. Mas, se pensarmos bem e fizermos contas, veremos que uma passagem de ida ao trabalho e volta para casa totaliza R$ 6,40, na melhor hipótese. Ou seja, praticamente 1% do salário mínimo. Imaginem quem depende de "integração" (ônibus/metrô, trem/metrô, trem/ônibus/metrô e tantas outras combinações). Haveremos de concluir que o preço das passagens é, sim, abusivo, extorsivo, indecente e imoral, considerando o desserviço prestado. Caro, estupidamente caro. Assim sendo, eu lamento que policiais e manifestantes saiam feridos pela descomedida ganância de empresários inconsequentes e irresponsáveis, sim, e pela fraqueza demonstrada pelo "alcaide" desta cidade. São Paulo e sua população merecem coisa bem melhor! Sempre lembrando que comunismo e miséria andam de mãos dadas e que, ainda, "há ave rara que não voa". Paz e bem a todos.

Carlos Nelson Horrocks carloshorrocks@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ECONOMIA

Ótima notícia lemos ontem no "Estado" (B5): "Poupança pode voltar a render 0,5% ao mês". Se isso ocorrer em agosto como previsto, os poupadores que foram prejudicados pela Selic irão se beneficiar. Para tanto, contam com um "empurrãozinho" da presidente Dilma. Aguardemos.

Daniel Gasparini gasparinidaniel@yahoo.com.br

Salto

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'FICHA LIMPA' NO TRÂNSITO

Gostaria de saber como se comportariam os deputados da Assembleia Legislativa se tivessem um familiar seu com o nome divulgado e com a carteira de motorista (CNH) presa, por dirigir alcoolizado? (editorial do "Estado", edição de 10/6, A3) Não há dúvida de que usariam a sua "influência" para apagar o nome da lista. Espero que o governador Geraldo Alckmin não embarque nessa "canoa furada".

José Millei j.millei@hotmail.com

São Paulo

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SAIAÇO NO BANDEIRANTES

Sou ex-aluna do Colégio Bandeirantes. Muito me espanta que se esteja fazendo tamanho escândalo por conta de uma palhaçada de aluno. O Bandeirantes é um colégio sério, que prepara os melhores alunos de São Paulo. O ensino é excelente. De fato, não é lugar para brincadeira. Antes de tentar emplacar ali a pauta politicamente correta sem cérebro, os jornais deveriam ver o que realmente importa. Gostaria de saber se os profissionais homens do Estadão podem trabalhar de saias.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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BRASIL VS. FRANÇA

Na realidade, assistimos a uma França tão fraquinha que até mesmo o Santos de hoje, sem Neymar, poderia endurecer. E levamos quase uma hora para marcar o primeiro gol, o que de fato era apenas "abrir a porteira"!

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Paulo

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GOLEADA

Muito bom ver o Brasil ganhar da França em Porto Alegre e acabar com um tabu de 21 anos sem vitórias sobre os nossos algozes franceses. E, melhor ainda, por sonoros 3 x 0, devolvendo o placar da final da Copa de 1998. Essa boa vitória sobre a França vai dar moral para nossa seleção na Copa das Confederações, em que temos tudo pra faturar em casa.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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'ILUMINAR A CENA'

Excelente o artigo de Carlos Alberto di Franco no "Estado" de ontem (10/6, A2). Ao ler o trecho que diz "sucumbe-se, frequentemente, ao politicamente correto", não pude deixar de pensar no que está acontecendo atualmente com relação à homofobia. Vê-se homofobia em tudo. Tudo é pretexto para glorificar os homossexuais, e ai daquele que se atrever a, de longe, contestar isso ou aquilo no que diz respeito ao assunto. A própria cobertura do "Estado" do episódio do Colégio Bandeirantes me deixa a sensação de que esse jornal, cuja dignidade está à prova de qualquer discussão, parece pecar por aquilo que o professor Di Franco menciona em seu artigo, ao falar sobre a forma de ouvir o outro lado, convocando especialistas para declarar o que o repórter quer ouvir. O que é o depoimento do médico e do sexólogo ouvidos, senão isso?

José Carlos Stabel josecarlos@stabel.com

Barueri

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PARABÉNS É POUCO

Caro Carlos Alberto, "parabéns" é uma palavra muito pobre para a qualidade de sua coluna. Alvíssaras talvez coubesse melhor, então que valham as duas para a sua mente aberta e a qualidade de seu texto. Considero matéria obrigatória para jornalistas de uma maneira em geral, mas especificamente para diretores/chefes de redação e administradores de direção. O comportamento ausente nas matérias atuais, que se assemelha ao que apregoa Carl Bernstein, tão apropriadamente incorporado pelo senhor e que consiste na essência do que deve ser jornalismo, deveria ser imposto pelas redações. Os repórteres de hoje estão longe do que exige um comportamento ético e profissional, à altura do que descreve Bernstein - e este fala porque fez. Matérias sobre os "mensalões" (mineiro e nacional); o 'Rosegate'; a Operação Boi Barrica; a Petrobrás e a calamitosa administração de Sérgio Gabrielli (o caso da refinaria de Pasadena é só mais um exemplo da "anti-administração"); a maioridade penal; a Controlar e a inspeção veicular; os casos Celso Daniel e Toninho; a Transposição do Rio São Francisco; e os subsídios e os financiamentos oficiais para a construção de estádios para a Copa, com destaque para Maracanã e Itaquerão, são algumas poucas investigações que deixaram de ser efetivadas, que poderiam gerar reportagens épicas, e, além disso, contribuírem para a melhoria de nosso país, literalmente abandonadas por gente que se diz profissional da área. Que bom seria se os seus colegas de jornalismos se debruçassem sobre seu artigo, se repensassem e iniciassem uma nova trajetória. Um grande e orgulhoso abraço para alguém que me ajuda a não desistir de lutar pelo bem.

Abel de Mattos Cabral Neto abelcabral@uol.com.br

Campinas

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'DERREPENTEMENTE', MAIS ENGENHEIROS

Em relação ao artigo do "Estado" (edição de 10/6, A2): caro Sr. Miguel Jorge, concordo plenamente com você. O problema começa no primário, no ginásio e no colegial, como se dizia na minha época. Professores apanhando e ganhando mal, abrindo cotas para pessoas mal preparadas. Por que este governo, que pretende ser tão popular, não começou a resolver de fato este gravíssimo empecilho ao desenvolvimento do povo do Brasil?

Tita Ribeiro titaribeiro15@hotmail.com

São Paulo

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ENGENHEIROS EXPERIENTES

Sobre o artigo de Miguel Jorge para o Estado publicado na edição de ontem: experiência profissional e conhecimento tecnológico não são feitos da noite para o dia, demandam tempo e múltiplas atividades. Por exemplo, a engenharia é a arte do engenho, da melhor forma de fazer. Só se aprende a fazer fazendo. Quem já fez bem, sempre fará melhor. O avanço científico e tecnológico não apaga - ou, no moderno, "deleta" - conhecimentos já adquiridos. Esse avanço, na verdade, inova e atualiza tais conhecimentos. Computador não constrói nada sozinho. Arquivos não raciocinam. Softwares e hardwares são um meio e não um fim para desenvolvimento das atividades. Grande parte dos profissionais da engenharia está seguindo para uma aposentadoria sem aplicar, para nosso necessário desenvolvimento brasileiro, as boas práticas adquiridas. A engenharia utiliza os números e os resultados de experiências bem-sucedidas. Inovar também é atualizar e adequar o bom projeto, a sólida construção, enfim, os serviços técnicos bem resolvidos. Nos centros mais desenvolvidos, o conhecimento é construído no dia a dia, pedra por pedra e, a partir daí, inovado e adequado ao momento contemporâneo por meio do estudo, da prática e do engenho. Aqui, no entanto, na atual conjuntura, os talentos não são, apenas, sufocados - são também esquecidos. Profissionais experientes, maduros no conhecimento, mas ainda jovens para o desenvolvimento: estamos aí. Precisamos continuar avançando e contribuindo para o progresso brasileiro.

Paulo Cesar Bastos paulocbastos@bol.com.br

Salvador

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