Fórum dos leitores

Líquen em árvore é sinal de ar limpo Tenho um pequeno pomar com citros, abacate e outras frutíferas. Notei, neste inverno, manchas vermelhas nos galhos e troncos dos mesmos, inclusive nas árvores da mata. Gostaria de saber o que significa e se são prejudiciais. Angelo C. Nakiri Tapiraí (SP) O biólogo Otávio de Moraes explica que este líquen é o mais absoluto indicador de alta qualidade ambiental. Seu nome científico é Chiodectum sanguinium, muito comum em todo o Bioma Mata Atlântica. Os liquens podem ser considerados indicadores de qualidade do ambiente, pois são particularmente sensíveis às mudanças climáticas, uma vez que retiram a maior parte de seus nutrientes de fontes atmosféricas (neblina, poeira, orvalho, etc.), não representando nenhuma ameaça à planta que o suporta. Líquen, explica ainda Morais, é uma associação entre uma alga e um fungo, que mutuamente produzem substâncias que beneficiam um ao outro. "É a associação denominada simbiose, na qual um depende do outro para sobreviver: o fungo fornece alguns subprodutos de sua digestão poderosa - os fungos são responsáveis na natureza pela decomposição de matéria orgânica e ciclagem de nutrientes - e a alga fornece ao fungo subprodutos de sua fotossíntese (açúcares)." Onde aprender a fazer queijos Gostaria que vocês me indicassem um curso de queijos básicos na cidade de São Paulo. Lúcia Helena Crestana São Paulo (SP) Na cidade de São Paulo, uma opção é a Faculdade Cantareira, que oferece o curso de fabricação artesanal de derivados de leite. O curso, ministrado pela engenheira de alimentos Érika Marcelino, aborda as técnicas de produção de queijo fresco, meia-cura, condimentado, ricota, quarck, mussarela, requeijão, doce de leite, iogurte e outros derivados. Conforme informa a faculdade, o curso é oferecido na cozinha experimental do câmpus, que foi especialmente criada para desenvolver tecnologias em alimentos. O curso tem carga horária de 20 horas, divididas em três dias: tarde de sexta-feira, sábado e domingo. Este ano não há mais turmas para o curso. O calendário será retomado em fevereiro de 2009. Mais informações e inscrições, tel. (0--11) 2790-5900, ramal 39, ou e-mail: cursos@ocamponacidade.com.br. Outra opção é o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-Apta), que fica em Campinas (SP). Conforme a Assessoria de Imprensa, não há um curso específico sobre produção de queijos na programação, mas a instituição, por meio do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Laticínios (Tecnolat), tem ministrado cursos para pequenas turmas (2 ou 3 pessoas) para fabricação de doce de leite, "e isso pode ser feito no caso de queijos". "O leitor interessado pode ligar e conversar conosco para estudar a viabilidade de ministrar o curso." Tel. (0--19) 3743-1860. O Instituto Cândido Tostes, de Juiz de Fora (MG), especializado em laticínios, oferece diversas literaturas, incluindo apostilas, sobre fabricação de queijo, que são vendidas pela internet: www.candidotostes.com.br. Tel. (0--32) 3224-3116. Nim é um eficiente bioinseticida Gostaria de saber se os produtos feitos à base de nim têm, realmente, os efeitos anunciados. Gostaria de mais informações sobre a planta. Edgar Messias edgar_ale@terra.com.br O extrato aquoso das folhas ou das sementes de nim é um bioinseticida usado no controle de pragas agrícolas e domésticas e na medicina veterinária. Já o óleo de nim, obtido a partir da prensagem das sementes, é eficiente contra mais de 400 espécies de insetos, ácaros, alguns fungos, nematóides e carrapatos, informam os pesquisadores da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical Antonio Souza do Nascimento, Marilene Fancelli e Nilton Fritzons Sanches, autores da cartilha Nim: árvore multiuso, disponível no link www.cnpmf.embrapa.br/publicacoes/folder/folder_nim_2006.pdf. Segundo eles, o óleo de nim, por ter ação anti-séptica e curativa, pode também ser utilizado na fabricação de cremes, pomadas, sabonetes e pastas dentais. A torta, subproduto da prensagem das sementes, é utilizada no controle dos fitonematóides. O óleo do nim e o extrato aquoso de sementes e de folhas podem repelir insetos, evitando que os mesmos se alimentem ou coloquem ovos nas plantas tratadas, reduzem a alimentação e o crescimento dos insetos, dificultando o seu desenvolvimento, impedem a eclosão dos ovos, reduzindo a população das pragas, matam larvas de insetos e impedem a maturação das células sexuais em machos e fêmeas, reduzindo o número e a fertilidade dos ovos, explicam. As espécies mais facilmente controladas são lagartas, pulgões, cigarrinhas, larva minadora dos citros, mosca-das-frutas, mosca-branca, larvas de besouros, entre outras, além de carrapatos e mosca-dos-chifres em bovinos. Ainda segundo os pesquisadores, o nim (Azadirachta indica), de origem asiática, é uma planta de clima tropical, muito resistente à seca, de crescimento rápido e copa densa - pode alcançar 15 metros de altura -, apropriada para cultivo em regiões de clima quente e solos bem drenados. Viveiro tem mudas de árvores nativas Onde obter mudas de pau-brasil, ipê branco, rosa e amarelo, quaresmeira, senna, manacá-da-serra, peroba-rosa, mulungu (cortiça) e mogno. Gilberto Martins Costa Filho pindorama@estadao.com.br O leitor pode encontrar todas as espécies no viveiro Bioverde Árvores do Brasil, em Limeira (SP). A muda de pau-brasil custa R$ 5; a de ipê branco, R$ 5,90; a muda de quaresmeira sai a R$ 5,90; a de ipê amarelo, R$ 5,90; o manacá-da-serra custa R$ 5,90; a muda de ipê rosa, R$ 4,55 e a muda de senna custa a partir de R$ 4,90, conforme a espécie. A muda de mogno custa R$ 5,90; a de peroba rosa sai a R$ 7,50 e a muda de mulungu (corticeira-da-serra) custa R$ 18,80. Segundo a Bioverde, conforme a espécie, existe a possibilidade de enviar mudas pelo correio. Bioverde, Rodovia SP 147 (Limeira-Mogi-Mirim), Km 98,4. Tel. (0--19) 3451-1840; e-mail arvoresdobrasil@bioverde.com.br ou www.bioverde.com.br. O que fazer para a ipoméia dar semente Tenho várias plantas de ipoméia azul, conseguidas por meio mudas, mas nunca consegui sementes da planta após a florada. Poderiam me informar como fazer para que a ipoméia azul produza sementes? Francisco Lázaro flzro@yahoo.com.br Dois fatores podem estar atrapalhando a produção, diz o professor Alexandre R. Fábio, da Escola Paulista de Paisagismo. Um deles é deficiência nutricional. Neste caso, ele orienta o leitor fazer correção com adubação mensal. A recomendação é colocar 30 gramas de adubo NPK (10x10x10) por planta. Outro problema pode ser o clima (temperatura, umidade e altitude). Neste caso, se o clima não for o adequado para a planta, será muito difícil produzir sementes. O clima ideal para esta planta é quente e úmido. Mais informações, tel. (0--11) 5051-1701 ou no site: www.epp.etc.br.

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