Fórum dos leitores

Reserva legal: veja onde encontrar a lei

O Estado de S.Paulo

18 de março de 2009 | 03h08

Na edição de 21/1/2009, a reportagem Reserva Legal mais acessível não informou o número da lei, nem do decreto mencionado.

Milton Gouvêa Franco

outratitude@hotmail.com

O decreto citado na reportagem sobre reserva legal é o de número 53.939, de 6 de janeiro de 2009, publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo no dia 7 de janeiro, que "dispõe sobre a manutenção, recomposição, condução da regeneração natural, compensação e composição da área de Reserva Legal de imóveis rurais no Estado de São Paulo". O leitor pode encontrar a íntegra do decreto no site: www.legislacao.sp.gov.br, no link "decretos".

linkDiferenças entre maritaca e periquito

Nos bairros paulistanos de Moema, Pinheiros e Jardins há bandos de "periquitos" que sempre pensei serem maritacas. Meu irmão acredita que estas aves são periquitos-maracanãs. Procurei resposta em livros, mas não encontrei.

Luiz Antonio Alves de Souza

São Paulo (SP)

O ornitólogo Johan Dalgas Frisch explica que a principal diferença entre a maritaca e o periquito-maracanã é que o periquito-maracanã - também conhecido por guira-juba ou araguai - possui pintas vermelhas no rosto e uma mancha vermelha na asa. No livro Aves brasileiras e plantas que as atraem, de autoria de Frisch, constam fotos das espécies, informa o ornitólogo. Outra diferença entre as duas aves é o tamanho. "A maritaca ou periquito-comum ou periquito-verde (Brotogeris tirica) mede cerca de 24,5 centímetros; já o periquito-maracanã (Aratinga leucophthalmus) é um pouco maior, mede em torno de 32 centímetros", diz o autor. O livro Aves brasileiras e plantas que as atraem pode ser adquirido no site www.avesbrasileiras.com.br ou pelo tel. (0--11) 3814-8000.

linkQuando cortar o pendão da bananeira

Tenho uma grande moita de banana-prata anã. Acontece que o cachos estão amadurecendo ainda no pé e junto ao pé do cacho as bananas ainda não estão granadas. Corto o coração quando percebo que as bananas da ponta estão granadas. Qual é o momento certo de remover o coração? Existe produto que remova nódoas provocadas pela secreção da bananeira quando cortada?

Ronald Martins da Cunha

Monte Santo de Minas (MG)

De acordo com o agrônomo Edson Shigueaki Nomura, pesquisador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Polo Vale do Ribeira, da Secretaria de Agricultura, a bananeira é atacada por diversas doenças - como a sigatoka, por exemplo - que provocam manchas nas folhas, chegando a secá-las totalmente, e que também causar o amadurecimento precoce das frutas. "O corte do pendão floral, ou coração, pode ser feito após a abertura da última penca de flores, deixando-se de 10 a 15 centímetros do rabo do cacho (ráquis)", diz. O coração não pode permanecer na lavoura, para evitar atração de pragas como insetos. Esta operação, aliada ao controle de doenças e à nutrição equilibrada, acelera o desenvolvimento das bananas. "Quanto à secreção que as bananeiras produzem, infelizmente não existe nenhum produto que possa remover esta mancha." Apta Polo Vale do Ribeira, tel. (0--13) 3856-1656.

linkInformações sobre cultivo de pimenta

Gostaria de informações sobre o cultivo de pimenta-do-reino, como literatura a respeito do tema e empresas que compram a produção. Tenho área em Mato Grosso e gostaria de saber se a região é própria para o cultivo. Onde encontrar mudas e qual é a melhor espécie para plantar?

João Tavares

São Paulo (SP)

O engenheiro agrônomo Jailson Akihiro Takamatsu, da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (Camta), no Pará, indica como literatura o material Sistema de Produção da Pimenta-do-Reino, da Embrapa Amazônia Oriental, disponível na internet (http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Pimenta/PimenteiradoReino/index.htm). Neste link há informações sobre importância econômica, clima, solos, adubação, cultivares, plantio, irrigação, tratos culturais, plantas daninhas, doenças, pragas e métodos de controle, uso de agrotóxicos, colheita e pós-colheita, mercado e comercialização, custos, rendimento e rentabilidade. "É um material atual e com dados confiáveis." Com relação à comercialização, Takamatsu sugere contato com a Associação Brasileira dos Exportadores e Produtores de Pimenta-do-Reino (Abep), em Belém (PA). No site www.abep.com.br há também dados estatísticos." Abep, tel. (0--91) 3254-2244. Sobre a possibilidade de cultivo em Mato Grosso, é preciso saber as condições edafoclimáticas da região. "A pimenta-do-reino é típica de regiões de clima quente e úmido e, para se desenvolver e produzir, precisa de alta temperatura e chuva. Além disso, interferem outros componentes climáticos, como umidade do ar, evapotranspiração, deficiência hídrica e se há pleno sol." Para adquirir mudas, ele indica o viveiro da Associação Cultural de Tomé-Açu (ACTA), tel. (0--91) 3734-1316. "As cultivares mais indicadas são cingapura, apra, cotanadan, bragantina e iaçara", diz. O e-mail do agrônomo é: ja_takamatsu@yahoo.com.br.

linkEpamig ensina como plantar oliveiras

Tenho uma propriedade no sul de Minas de aproximadamente 16 hectares e gostaria de saber mais sobre plantio de oliveiras. Estou a uma altitude de 1.400 metros. Em quanto tempo as oliveiras começam a produzir? Há produção de azeite no Brasil?

Silvia Marques

silivan@terra.com.br

Conforme informações da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), que está acompanhando plantios de oliveira no município de Maria da Fé, tido como o mais frio do Estado, por se tratar de planta de clima temperado a oliveira necessita de baixas temperaturas no período que antecede a floração para que haja produção satisfatória. Temperaturas de inverno médias entre 8 e 10 graus, não ultrapassando 21 graus, altitudes variáveis entre 200 e 1.300 metros e regime de chuvas superior a 800 milímetros anuais são suficientes para produções comerciais. O cultivo deve ser feito, preferencialmente, em terrenos planos ou suavemente ondulados para facilitar a colheita e os tratos culturais, e a planta deve ficar onde haja exposição à luz solar. A dica, conforme os pesquisadores, é evitar plantios em terrenos sombreados, muito encharcados, e em vales ou baixadas, para fugir do risco de geadas. O pesquisador João Vieira Neto e o gerente da Epamig em Maria da Fé, Nilton Caetano de Oliveira, afirmam que as árvores iniciam a produção a partir do quarto ano; o pico da produção se dá no sexto ano, quando cada pé pode produzir até 25 quilos de azeitona. A instalação de uma área com 407 plantas, em 1 hectare, custa R$ 10 mil no primeiro ano, mais R$ 3 mil por ano em manutenção. Há um ano, a fazenda experimental da Epamig fez a primeira extração de azeite do País e, conforme os pesquisadores, o óleo é de excelente qualidade. Ideal é que a leitora se informe e consulte especialistas antes de investir. No site da Epamig (www.epamig.br, link Publicações) é possível consultar diversas Circulares Técnicas que abordam o cultivo de oliveiras. Tel. (0--31) 3489-5000.

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