Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2020 | 03h00

O capitão e o vírus

Marcha insensata

Não estou arrependido do meu voto que ajudou a eleger Jair Bolsonaro, pois a alternativa era impensável. Tinha certeza de que um efeito colateral viria, mas não imaginava que seria tão amargo assim. Na quinta-feira Bolsonaro levou empresários para uma grotesca e insensata marcha, a pé, rumo ao Supremo Tribunal Federal (STF). Assustado e com cara de quem acordou de repente, o presidente Dias Toffoli ouviu tudo com paciência e explicou ao capitão como funciona o País para o qual ele foi eleito presidente e que existe uma Constituição a ser respeitada, sugerindo a criação de um comitê de crise, com a participação dos três Poderes, Estados e municípios, para juntos encontrarem a melhor estratégia – que fundamentalmente respeite a vida, sem “e daí?”, com propostas e regras seguras – para a retomada de atividades onde, por consenso e especificidades locais, for possível. Mas Bolsonaro não quer isso, pois não se conforma em ser somente o presidente do Brasil. Quer mesmo é derrubar o Congresso Nacional e fechar o STF. Enfim proclamar uma ditadura, com ele próprio no comando, como estava escrito em várias faixas nos insanos protestos patrocinados em Brasília, dos quais participou e nos indignou.

ABEL PIRES RODRIGUES

ABEL@KNN.COM.BR

RIO DE JANEIRO

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Patético

O presidente forma uma plateia. Ela reclama que o dinheiro para socorrer as empresas não está chegando. E, para desviar o foco, decide caminhar até o STF para mudar decisão “na força”. Sem comentários.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

SEPASSOS@YAHOO.COM.BR

PORTO FELIZ

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O real motivo

Parece que não ficou bem claro para muitos brasileiros o real motivo da ida da caravana do presidente ao STF. Na verdade, nem Bolsonaro explicou a verdadeira razão a Dias Toffoli. Ele falou, falou, ficou rodeando, mas não teve a coragem de dizer a verdade. O que ele quer mesmo é que o Supremo Tribunal revogue a decisão que retirou do presidente a primazia de definir o processo de combate ao coronavírus, passando essa responsabilidade a governadores e prefeitos, até mesmo sobre a fase de relaxamento, que motivou a queixa principal de Bolsonaro.

TOSHIO ICIZUCA

TOSHIOICIZUCA@TERRA.COM.BR

PIRACICABA

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Quem manda de fato

Em vez de os empresários irem a Brasília, melhor seria conversarem com os governadores e prefeitos, haja vista que o governo federal não conseguiu, e não conseguirá, por mais absurdo que possa parecer, e como seria de esperar, montar e liderar um comitê de crise nacional.

JOSÉ ABU JAMRA NETO

JOSEABUJAMRA@ICLOUD.COM

SÃO SEBASTIÃO

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Brasil na UTI

Se a caravana liderada pelo presidente Bolsonaro ao STF no intuito de constranger o Supremo foi nada menos que patética, mais patéticas ainda foram as reiteradas colocações que o próprio presidente, ministros e empresários fizeram, comparando a situação econômica do País a um doente grave internado em unidade de terapia intensiva (UTI). Bem, seguindo na analogia, e considerando que a recuperação de um paciente gravemente enfermo depende sobremaneira da capacidade da equipe médica que o assiste, cabe a pergunta: não seria o caso de trocar a equipe responsável pelo doente Brasil, a começar pelo “médico”?

LUCIANO HARARY

LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Golpe do mestre do mal

Foi tudo planejado, devidamente filmado e postado em tempo real na rede social. Aproveitando que alguém indagou sobre o afrouxamento das medidas de distanciamento social numa reunião com representantes da indústria, o presidente Bolsonaro convidou os presentes para um passeio até o STF, já que está logo ali. E na reunião com um surpreendido Dias Toffoli, reclamou, como sempre, das medidas de contenção da covid-19 e da liberdade dada pelo STF para que as autoridades locais decidam sobre a extensão de tais medidas. Para dramatizar, foram usados termos médicos sobre o CNPJ (mas não o CPF), que pode sair da UTI para o cemitério... O episódio bizarro não foi “espontâneo”, faz parte de estratégia do “mestre do mal” para se livrar das responsabilidades pondo a culpa nos outros – Legislativo, Judiciário, governadores, etc. Tudo guiado pela ideia fixa de se reeleger. O Brasil vai suportar até lá?

OMAR EL SEOUD

ELSEOUD.USP@GMAIL.COM

SÃO PAUL

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Esperança equilibrista

Quando mais precisamos de uma forte inteligência emocional conduzindo equipes e lidando com variáveis tão complexas, que envolvem vidas, temos o que temos em Brasília. Difícil é manter a esperança equilibrista...

FRANCISCO EDUARDO BRITTO

BRITTO@ZNNALINHA.COM.BR

SÃO PAULO

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Em São Paulo

Tempos muito estranhos

Nestes tempos estranhos que estamos vivendo, quando pensamos que nada mais nos surpreende, vemos com assombro a mais recente medida do alcaide da cidade mais populosa do Brasil decretar rodízio de 24 horas, incluídos os fins de semana. Na primeira página do Estadão de ontem, ao lado da notícia, há uma foto de estação do metrô lotada, pessoas espremidas, muitas sem máscara. Afinal, essas pessoas têm de trabalhar. Se agora está assim, como ficará depois dessa decisão do prefeito? E os motoristas de aplicativo como ficam? E as pessoas que usam seus veículos para fazer entregas de seus comércios fechados? Esses são só alguns exemplos dos motivos que levam as pessoas a usar seus veículos. Pensar nas consequências faz bem.

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

APARECIDAGAZIOLLA@GMAIL.COM

SÃO CAETANO DO SUL

MERCADORES DO CAOS


Estamos vivendo uma pandemia horrorosa, vendo o vírus ceifar vidas de cidadãos enquanto aguardamos do poder público os leitos, os respiradores, as máscaras e os testes. Como se não bastasse o sofrimento de toda uma população presa em casa, notícias nos dão conta de que o ex-secretário da Saúde do Rio de Janeiro Gabriell Neves foi preso por suspeita de fraude na compra de respiradores, montagem de hospitais de campanha e, ao custo de R$ 76 milhões, a contratação de uma empresa para gerenciar os serviços do Samu, antes gerenciados pelos bombeiros. Mas isso até poderia passar despercebido, não fosse o contrato emergencial que Neves fechou no valor de R$ 1 bilhão, sem licitação, para o combate da covid-19. Convém realçar que o sujeito assumiu o cargo em fevereiro, e em três meses mostrou a que veio. Contratar pessoas honestas, competentes e que tenham um histórico de vida impecável é, também, tarefa de todo chefe, no caso em tela, do governador Wilson Witzel. Com certeza, teremos mais casos como este em outros Estados, pois a porteira aberta deixada pela Câmara sem exigir contrapartida na dinheirama dada a Estados e municípios só poderia dar nisso. O comportamento desses picaretas que não respeitam o cidadão vai ficando cada vez mais exposto, pois a imprensa faz o seu papel, que é divulgar os fatos. É preciso não só prendê-los, mas multá-los e impedi-los de participar de eleições e concursos públicos. É o mínimo que se espera de um país sério.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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CENTRÃO NO COMBATE À CORRUPÇÃO


A fim de responder às críticas relativas a este assunto, seria útil se o presidente da República apresentasse a estratégia que pretende adotar juntamente com seus novos aliados do centrão para combater a corrupção.


Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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A VOLTA AO CENTRÃO


Com a nomeação para a chefia do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, Jair Bolsonaro começou a molhar a mão do centrão...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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BOLSO NOSSO


E o presidente da República abriu a torneira ao centrão, para se salvar. Não foi com dinheiro de Bolsonaro, mas sim com dinheiro de bolso nosso. Fica fácil assim.


Maria do C. Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru


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A NOVA VELHA POLÍTICA


Aonde foi parar o candidato Jair Bolsonaro de 2018 com suas promessas de campanha?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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O BRASIL SOB ATAQUE


Valdemar Costa Neto (PL), Arthur Lira (PP), Roberto Jefferson (PTB), Paulinho da Força (SD), Marcos Pereira (Rep), Ciro Nogueira (PP), Aguinaldo Ribeiro (PP) e Gilberto Kassab (PSD) formam os oito odiados, mas paparicados, líderes do famigerado centrão, que órbita todos os governos, desde José Sarney,  passando por Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso,  Lula, Dilma Rousseff, Michel Temer e, agora, Jair Bolsonaro. E já apontam candidatos para a presidência da Câmara em fevereiro de 2021. Sua ideologia é o poder com apreço e alto preço. Estão saindo da quarentena com muito apetite por cargos e poder. O Brasil atacado por um vírus nas ruas, por ataques à democracia no Palácio do Planalto e pelos parasitas do centrão no Congresso.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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PANDEMIA E PANDEMÔNIO


O editorial Aliança despudorada e ruinosa (7/5, A3) tem todas as suas letras informando que, além de um presidente despreparado, destemperado e disposto a enterrar suas promessas de campanha pela sua reeleição a qualquer preço, temos também congressistas atuando como verdadeiros ratos de porão: alteram o destino de recursos públicos visando a agraciar segmentos de seu eleitorado já muito bem abonados. Com essa vil ação, tornam-se mercadores da morte para aqueles que estão nas filas dos hospitais deste Brasil aguardando por um respirador que lhe salve a vida, equipamento inexistente exatamente pelo desvio de parcelas significativas do orçamento público para privilegiar pequenos grupos que retribuem mantendo estes carniceiros da nossa cidadania no poder. A pandemia vai passar, mas, se o povo brasileiro não se movimentar para afastar da vida pública esses larápios da nossa representatividade frente ao Estado, o pandemônio vai continuar.


Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto


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‘ALIANÇA DESPUDORADA E RUINOSA’


O que se vê, no momento, é o Planalto negociando com deputados. Rodrigo Maia sempre reclamava da falta de articulação do Executivo com a Câmara. Agora vemos Rodrigo Maia quase calado. Se a negociação levada a cabo pelo Planalto não é articulação, é absolutamente necessário que se esclareça: qual a articulação que era reclamada?


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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ESCOLHAS DE SOFIA


Lockdown (isolamento forçado) ou não? Liberação do comércio para que não haja problemas ainda maiores na economia? Atendimento emergencial e cronológico (primeiro os mais novos) aos pacientes infectados pela covid-19 ou pelo sistema de chegada? Processo de impeachment com o vice Hamilton Mourão assumindo ou se deixa tudo como está? Até o vídeo da tal reunião no Palácio do Planalto que Sergio Moro quer tornar público tem importância. Essas são algumas das questões que vêm tomando conta das redes sociais e são temas constantes nos principais debates nas TVs e nas rádios, pois se vive um momento, além de muito caótico, inusitado, cheio de surpresas e ações nunca vivenciadas no planeta. Muitas que requerem rapidez e, por vezes, um processo tão seletivo que lembra a expressão Escolha de Sofia, quando há imposição de se tomar uma decisão difícil, sob pressão e com enorme sacrifício pessoal. Escolhas nada fáceis por se tratarem de vidas humanas, como no caso da Saúde; delicadas, em se tratando do comércio; e polêmicas, como a saída ou não do presidente Jair Bolsonaro e a divulgação do vídeo, ambas suscitando paixões (viés político), bem como um debate dificílimo de ser travado pelo momento difícil por que todos, sem exceção, passamos, e que deverá ser ampliado por causa do coronavírus. Uma verdadeira Escolha de Sofia que muitos têm de fazer todos os dias, e nem sempre são justas, lógicas e fáceis.


João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)


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O VÍDEO


Assessor-chefe de Bolsonaro diz que Secom ficou com vídeo de reunião com Moro. Já se passou tanto tempo, que este vídeo já deve ter sido apagado.


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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LIBERTAÇÃO


A propósito do desgastante embate entre o presidente Bolsonaro e o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro sobre as revelações das conversas de WhatsApp entre ambos, cabe, por oportuno, lembrar o versículo bíblico 32 do capítulo 8 do evangelho de João 8:32, usado à exaustão por JB: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. O tempo dirá quem sairá liberto...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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ÓBVIO


O presidente Jair Bolsonaro não é melhor nem pior que os que o antecederam: é apenas mais óbvio, e obviedade não é franqueza, é algo que predispõe a interpretações nem sempre justas.


Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo


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DUPLO PAPELÃO


Regina Duarte poderia ter sido mais diplomática, diante da saia justa provocada pela CNN. A atriz e secretária da Cultura é uma profissional com vivência e poderia ter manobrado melhor a situação. Mas a nota zero vai para a CNN Brasil: atitude sorrateira e posicionamento péssimo dos âncoras em estúdio. Sobrou para o jornalista Daniel Adjuto apagar o incêndio. A atitude desafiadora de Daniela Lima foi desrespeitosa – para dizer o mínimo!


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


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BOLSONARO DE SAIA


A “namoradinha do Brasil” escancarou seu personagem: Bolsonaro de saia.

A verborragia causou náuseas e sinalizou a necessidade de camisa de força para essa alienada senhora. Em tempos de zelo pela dita biografia, ela será lembrada como sinônimo da contracultura e abandono da classe.


Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo


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DITADORES EM SP


O governador de São Paulo, numa esperteza com o uso do dinheiro da covid-19, passou uma rasteira em empresas paulistanas e fez sua compra na China pagando valores abusivos pelos respiradores. Gastou R$ 550 milhões. Não satisfeito, comprou aventais de uma empresa de fachada com preço também superfaturado, mais de R$ 14 milhões. Como a reportagem foi até a empresa e os deputados denunciaram a fraude, o governador cancelou a compra. Bom lembrar que cancelamento não elimina tentativa de assalto. O prefeito Bruno Covas anunciou um novo rodízio para os paulistanos. E tome multa para quem desobedecer. Pobres cidadãos, pagam IPVA e não podem usar seus veículos. Terão a devolução de parte do que foi pago ao governo estadual? A Coreia do Norte tem Kim Jong-un, em São Paulo temos Kim Jong-doria e Kim Jong-covas. Esses dois ditadores certamente matam mais do que o vírus.


Luciana Lins lucianavlins@gmail.com

Campinas


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GERENTE DE HOSPÍCIO


A única coisa boa da pandemia era o trânsito fluído, sem congestionamentos, como os ônibus com poucos passageiros. Acabou. Vamos aumentar a ansiedade de todos trancando as ruas. Castigo para aqueles que, zombando das “otoridades”, saem às ruas por absoluta necessidade. Entre eles muitos médicos e pessoal da medicina, pessoas que vão ao supermercado ou fazer compras nas bancas de jornais transformadas em lojas. Chega! Daqui para a frente, máscara em todo mundo e trânsito engarrafado para aprenderem a obedecer.


Carlos Viacava cv@carlosviacava.com.br

São Paulo


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SUGESTÃO


Tenho acompanhado o esforço da imprensa em tentar convencer a população a manter-se em casa. Vejo com preocupação o descaso de muitos. As autoridades municipais de São Paulo propõe o fechamento de algumas vias públicas importantes como meio de aumentar a taxa de adesão à quarentena. Nesse sentido, não vi uma proposta que, a meu ver, seja simples, funcional e com infraestrutura de controle já instalada. Talvez haja algum problema que eu não tenha percebido, mas o uso do rodízio, por regiões ou em toda a cidade, me parece oportuno. Numa forma mais branda – placa par, dia par, placa ímpar, dia ímpar –, metade da frota estaria fora de circulação. Se for desejada uma aplicação mais para o lockdown, os veículos poderiam circular nos dias cujo último dígito corresponda ao último dígito da placa, e 90% da frota estaria impedida de circular, restando ao usuário um dia a cada dez para atender a suas necessidades. Tentei enviar a mensagem aos endereços disponibilizados pelos governos municipal e estadual, e obtive respostas automáticas. Ninguém leu.


José Félix Manfredi jfmanfredi@gmail.com

São Paulo


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INCENTIVO AO CONTÁGIO


O governo de São Paulo corretamente tenta manter as pessoas em casa, objetivando reduzir o contágio do coronavírus. São mais de 3 mil mortos no Estado, até 6/5. Mas incoerências deveriam merecer atenção das autoridades: o AME Jardim dos Prados, na zona sul, exige a presença das pessoas para agendar exames de laboratório. Então ocorre que a pessoa para o retorno de uma consulta precisa ir três vezes ao ambulatório: para agendar o exame, para fazer o exame e para levá-lo para o médico. Seria preciso fiscalizar as atitudes hostis da OS que dirige esse ambulatório público, contra a orientação do governo.


Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo


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METEORO


A crise é como um meteoro chegando à Terra, disse Roberto Setubal, do Itaú, mas tem um meteoro que chegou ao nosso país e continua na estratosfera, que são os juros que os bancos cobram do cartão de crédito, que colocam na total inadimplência a vida de diversas pessoas, os pobres em sua grande maioria.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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ESTAMOS JUNTOS!


Descobri durante o período de isolamento social uma carência que não sabia tão intensa: o valor de um abraço. Sim, aquele abraço apertado quando comunicamos fatos que nos são graves, o abraço comovido do agradecimento, o abraço efusivo da comemoração. O simples aperto de mão, o suporte do ombro do braço amigo. O toque. Aprendi recentemente que o tmj no fim de correspondências tem um efeito menos intenso, mas parecido. Tamos juntosTamos, sim, tamos mesmo! Estamos compartilhando o sofrimento dos doentes, a alegria dos convalescentes e a solidão dos enterrados com seus poucos familiares presentes junto de milhares de covas abertas. Somos solidários aos que fazem marmitas a necessitados, aos que consertam respiradores quebrados e aos que os fabricam, a todos os que trabalham na saúde. Aquele abraço! Estamos juntos!


Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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