Fórum dos leitores

GOVERNO DILMA

22 Março 2012 | 07h27

Educação e pesquisa

Está difícil de acreditar na notícia de que o governo federal decidiu cortar 23% do orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Se a presidente Dilma Rousseff decidiu fazer isso por conta própria, deve estar brincando; se, porém, foi influenciada por seus ministros, ela está muito mal assessorada. A riqueza de um país não decorre necessariamente do que a natureza nos possa oferecer, mas, principalmente, dos estudos e pesquisas de um governo sério e competente, acima de tudo. Nenhum país no mundo consegue manter-se e aumentar a sua riqueza sem um investimento maciço na educação básica e em pesquisas de alta tecnologia. A maior prova está em Taiwan, que mesmo não tendo riquezas naturais a seu favor possui a quarta maior reserva financeira do planeta graças ao investimento em pesquisas tecnológicas, que esse país leva a sério. Por que não cortar gastos com futuros estádios de futebol que estão construindo e, logo após a Copa de 2014, se tornarão elefantes brancos?

EUGENIO DE ARAUJO SILVA

eugenio-araujo@uol.com.br

São José dos Campos

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COPA DO MUNDO

E o legado?

É chover no molhado dizer que o governo petista é a primazia da incompetência gerencial em relação a obras de infraestrutura. Após nove anos de PT, nossas estradas continuam catastróficas; nossos portos e aeroportos, obsoletos; e nossas obras de ferrovias não deslancham. Mas é indesculpável o fato de que isso se dê às vésperas da organização de um evento como a Copa do Mundo. Faltando pouco mais de dois anos para a competição, não se vê nenhum canteiro de obras nos locais das tão anunciadas obras de mobilidade urbana que seriam realizadas nas cidades-sede da Copa. A única coisa que se vê são remoções irregulares de moradores, adiamentos sucessivos e apropriações para lá de suspeitas - enquanto isso, avenidas, corredores de ônibus e afins continuam existindo apenas no papel. É fato: o governo Lula-Dilma não se preparou para executar um plano ousado de investimentos em infraestrutura nem quando assumiu, em 2003, nem com vista à realização do torneio. E eis que nossa economia cresce na base de voo de galinha, a 2,7%, com um evento desse porte batendo à nossa porta. Resultado: por causa da inépcia petista na gestão infraestrutural, estamos ainda mais atrasados relativamente aos demais emergentes do que estávamos no final do período FHC. Cadê o legado da Copa, "presidenta" Dilma? Cadê o tal "resgate do orgulho nacional", ex-presidente Lula?

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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Bebidas alcoólicas

Se liberarem a venda das bebidas alcoólicas por ocasião dos jogos da Copa das Confederações (2013) e na Copa do Mundo em 2014, vão ter de deletar o Código de Trânsito Brasileiro nesses períodos. Isso porque será inviável a fiscalização dos motoristas na saída das partidas - não haverá policiais suficientes, nem mesmo bafômetros para todos.

ARCANGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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Alarido

A discussão sobre a aprovação ou não de bebidas alcoólicas nos estádios durante a realização dos jogos da Copa do Mundo de Futebol no Brasil em 2014 deve estar deixando os estrangeiros confusos. Se as notícias quase que diárias de desvio de dinheiro público - que deveria ser aplicado em educação, saúde, saneamento básico... - se tornaram rotina, por que tanto alarido sobre se o torcedor poderá beber ou não nos estádios durante a Copa?

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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CORRUPÇÃO

Na saúde

A imprensa tem abordado com destaque os episódios da corrupção na saúde. O ministério cancelou contratos com as empresas denunciadas, cujos dirigentes vão ser todos ouvidos pelas autoridades, que esperam puni-los. Entretanto, nenhuma palavra de tais autoridades sobre a punição do outro lado do crime, qual seja, o dos funcionários públicos que levaram as propinas, anteriormente, no hospital em foco e nos demais hospitais clientes da roubalheira. Aparentemente, os empresários corromperam inocentes funcionários públicos...

NELSON CARVALHO

nscarv@gmail.com

São Paulo

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Interesse

Por que foi preciso um programa de televisão elaborar um eficiente esquema para apanhar em flagrante corruptos envolvidos em fraudes em licitações na saúde? Será que o Ministério Público ou a Polícia Federal não têm essa capacidade? Ou seria falta de interesse, mesmo? Agora todos os políticos falam em CPI e punição para os responsáveis. Ficou provado que quando há determinação corrupto não tem vez, a não ser que quem deve vigiar se sinta impedido, incomodado ou constrangido com a tarefa.

HABIB SAGUIAH NETO

saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

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Licitações

Generalizada a corrupção, é lícito concluir que as licitações também são ilícitas.

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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ECONOMIA

Guerra dos portos

Cumprimentamos a diretoria e a equipe de editorialistas do prestigioso O Estado de S. Paulo pelo brilhante editorial O governo e a guerra dos portos (15/3, A3). A redução do ICMS para mercadorias importadas, atualmente praticada por alguns Estados, vem causando a perda de empregos e renda na indústria brasileira. Para combater esse tratamento fiscal privilegiado, conhecido como "a guerra dos portos", uma coalizão inédita na História do Brasil está sendo formada por entidades representativas do empresariado e dos trabalhadores. O objetivo principal dessa coalizão é conseguir a aprovação, pelo Senado, do Projeto de Resolução n.º 72/2010, que estabelecerá o fim dessa prática inconstitucional, altamente nociva para os trabalhadores e para a nossa economia. O editorial do Estado reforça a luta de todos os brasileiros em prol de mais empregos e desenvolvimento econômico e social para o País. Agradecemos a inestimável ajuda.

JOSUÉ CHRISTIANO GOMES DA SILVA, coordenador-geral da

Ação Empresarial

Brasília

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PAPELZINHO E PAPELÕES

Seria interessante entender por que motivo uma parte da mídia dá tanta ênfase a um fato ocorrido com José Serra relativo a ter deixado a Prefeitura para se candidatar ao governo do Estado, como se isso fosse incomum na vida pública. De fato, ele havia se comprometido a não fazê-lo, mas muitas vezes as circunstâncias exigem que tais decisões tenham de ser revistas. Por favor, há outras coisas importantes que precisamos saber dos candidatos e seus projetos para essa megalópole, a mais importante e complexa de ser governada da América Latina. Lembremos que todo homem público deixa algum cargo para assumir outro. Isso é da natureza da vida pública. Só não entendo a insistência da mídia sobre José Serra, em contraste com a pouca importância que sempre deu aos "papelões" de Lula e Dilma quanto a promessas não cumpridas e palavras jogadas aos ventos, como se essas não tivessem de ter nenhuma vinculação com ações. Vamos cobrar então de todos, sem exceção e de forma equânime, que cumpram à risca todos os compromissos, desde a campanha até o final do mandato. Não parece mais justo?

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

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FIO DE BIGODE

Velhos tempos em que se conheciam as pessoas pelo que falavam… Se o pré-candidato Serra não se reconhece obrigado pelo que assina em "papeizinhos", imagina com relação ao que fala!

Jorge Alves jorgersalves@estadao.com.br

Jau

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COBRANÇA E COERÊNCIA

Muito bem. Se é para continuar a conversa, vamos ser coerentes! Os jornais não se cansam de cobrar José Serra pela assinatura em um papel de "compromisso", oferecido numa entrevista por um jornalista, mesmo sabendo que, para os paulistas, a quem o tal compromisso diria respeito, não deram valor algum àquela encenação e elegeram José Serra. Chegou a hora de cobrar, então, os tais grandes feitos que Lula disse registrar em cartório como seus. Onde estão as obras do PAC? Onde está o fantástico crescimento? A lista de "feitos" de Lula era enorme. Cabe à mesma imprensa, que cobra insistentemente um, cobrar o outro. É questão de coerência! O que teve maiores consequências na vida dos brasileiros, senhores? Vamos lá, coragem!

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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SEM PALAVRA

Acho que o Sr. José Serra se afundou mais ainda nesta questão do papel assinado na disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2004. Disse apenas que foi um papelzinho. Bem, então para ele tem diferença entre papelzinho, papel, papelzão e papelão, que foi o que fez, certo? Deveria dizer qual o mais importante, para ele, mas no fundo me remete a uma conclusão: não tem palavra. Simples. Sem discussão. E ver que ainda tem 30% de paulistanos que votam nele, segundo uma pesquisa. Masoquismo?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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ASSUNTO SÉRIO

Causa estranheza o comportamento infantil da imprensa, em geral, na cobrança infundada ao candidato Zé Serra pelo fato dele ter ou não assinado um papel com compromisso de que cumpriria seus mandatos até o final. Se os mais interessados que são os eleitores de São Paulo não terem dado a menor importância a esse fato fica a sugestão: saiam por aí cobrando de todos os políticos pelos seus votos não cumpridos, e acharão de tudo, promessas de campanha esquecidas, mudanças de partidos sem motivo, compromissos assumidos nos palanques que nunca foram sequer retomados. Essa onda atual sobre Serra mais parece brincadeira de petralhas que não encontram motivos mais importantes que desmereçam o candidato do PSDB. Assuntos mais sérios estão em falta?

Leila E. Leitão

São Paulo

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‘MANCADA’

O candidato Serra dá mais "mancada" ao justificar o fato de não ter cumprido o compromisso de ficar todo o mandato no cargo de prefeito, para o qual foi eleito em 2004. Justificar que o documento assinado publicamente assegurando que permaneceria no cargo não era nada oficial, apenas um "papelzinho" que não tinha valor, mostra bem o nível de comportamento que um homem público não pode ter. Uma palavra, ainda mais de quem tem muitas responsabilidades na área pública, vale mais do que um documento. E ele falou e assinou. Como se pode constatar, o atual e sempre candidato Serra continua o mesmo, assina, mas não cumpre. E tem eleitor que ainda acredita nele.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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PAPELZINHO DE SERRA

De acordo com a própria declaração de Serra, qualquer declaração sua só pode ser considerada válida se for por escrito, assinada e com firma reconhecida em cartório. Qualquer pronunciamento verbal ou em papelzinho poderá não ser verdadeiro. Será que essa última tem alguma validade?

Ulysses Fernandes Nunes Junior twitter: @Ulyssesfn

São Paulo

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COMPROMISSO

Pela minha formação prometer verbalmente é mais que um compromisso.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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OU SERRA OU HADDAD

Conheço muitas pessoas que hesitam em votar no Serra com medo de amanhã ele largar a Prefeitura para qualquer vice tipo Kassab e tentar novamente a Presidência. Com essa desconfiança provocando a perda de votos, mesmo com o Serra disputando, São Paulo corre o risco de ver algo pior, que seria uma administração lulista, o Haddad. Serra poderia imitar o político americano e jurar em cima de uma Bíblia que, se eleito, irá até o fim do mandato. Quem sabe essa atitude não daria mais confiança ao eleitor? Também há uma outra opção, que seria ele apoiar um candidato seu como o Andrea Matarazzo, por que não? Ele conhece a Prefeitura, os problemas da cidade com a palma da mão, além de parecer um político "ficha limpa". E quanto à Presidência da República? Com o Serra fora da disputa, não vemos um Alckmin com cacife para chegar lá e o Aécio, esse então, teria poucos votos em nosso Estado, graças ao seu comportamento nas eleições anteriores, quando apenas fingiu apoiar o Serra ou o Alckmin, e nós, paulistas, não esquecemos essa traição típica em político mineiro. Então sobraria quem nas hostes tucanas? Só FHC! Se o Lula concorrer, por que FHC não disputar com ele? Seria recuperar a chance perdida de ser o primeiro estadista brasileiro, algo jogado fora quando atendendo seu ego criou a reeleição e deixou de presente não uma herança maldita para o Lula, mas sim este para o País, com a mesma condição.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

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OPOSIÇÃO E BASE ALIADA

A oposição, com seus 17% do Congresso Nacional, não tem representado nenhuma ameaça ao governo Dilma. Já a base aliada, com 80%, tem dado muita dor de cabeça à presidente. Não seria o momento de rever se é bom ter uma base aliada tão heterogênea e nada alinhada com os ideais do partido que se vangloriou por tantos anos pela "ética", "ideologia" e outros "predicados" que parece foram por água abaixo.

Francisco Xavier Fernandez fcoxav@gmail.com

São Paulo

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REBELDES NA BASE ALIADA

Não há dúvida de que a insatisfação da base aliada exigirá muito jogo de cintura da presidente Dilma Rousseff, daqui para frente que parece não ser muito adepta á articulação, nem de se intimida com chantagem, o que a difere de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, que por vezes foi corrompido em suas atitudes perante o congresso. A notícia mais importante no meio político. Nas últimas semanas, foi a derrota da presidente Dilma no congresso nacional. A chamada base aliada encabeçada pelo "PMDB", rebelou diante de uma indicação para a agência nacional de transporte terrestres. Quando o indicado, que deveria ser reconduzido ao comando da agência reguladora, foi barrado em votação secreta no senado. Em situação normais, a votação seria uma mera formalidade. E porque, desta vez, o parlamento impôs a derrota política ao governo, causando estrago especialmente na relação com a presidente Dilma? Porque os muitos partidos da base estão tão agressivos? Será a falta de atenção para com suas demandas, ou tem algo a mais que não pode ser trazido as claras? Fico com a segunda hipótese. Em outras palavras, a pressão com certeza é por cargos e pela liberação de verbas para redutos eleitorais é explicação mais palpável sobre o mal-estar. Caso a petista não consiga amenizar a insatisfação do PMDB, que não se conforma com o pouco espaço que tem no governo, apesar de ocupar a vice-presidência com Miguel Temer, poderá enfrentar rebeliões em sua base de apoio nas próximas votações de matérias importantes para o governo. Porém, para mandar recado aos peemedebistas mostrando quem da as cartas, que age como bem entende, a presidente tirou de Romero Jucá (PMDB-RR) o posto de líder do governo no senado, colocando Eduardo Braga (PMDB-AM) homem de sua inteira confiança. A decisão desagradou a bancada, fazendo aumentar o descontentamento que agora ecoa também pelos corredores do planalto. A presidente Dilma tem a sua frente dois caminhos: Ou cede agora as chantagens dos parlamentares e termina bem seu mandato ou cria uma hecatombe política desnecessária para o momento. É preciso atrativa pela ocupação de postos de destaques e dê maneira transparente com critérios de idoneidade, capacidade e competência. A petista não pode esquecer que, apesar de mandar no país, um bom governo está diretamente ligado ao apoio que mantém nas casas de lei. Porém, a presidente Dilma Rousseff não pode, contudo, ceder ao mais evidente fisiologismo, que a década vive de dar golpe baixo. Essa crise no governo Dilma não é a primeira, como não será a última, e cabe a Dilma saber contornar os ímpetos da base aliada que foram criados em seu governo.

Turíbio Liberatto Gasparetto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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TENSÃO NA BASE DO GOVERNO

Como previa, as gambiarras ligadas ao poste estão provocando curto-circuito. Chamem o eletricista Lula.

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

São Paulo

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BLEFE

O PR na oposição, claro, é para inglês ver, pois na primeira votação votou a favor do governo, ou seja blefou achando que a presidenta Dilma iria lhes dar algum Ministério, mas não levaram e ainda vão continuar dando uma de partido parasita. Ou seja: falam, mas não fazem, e isso é comum nos nossos fracos e ridículos políticos.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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FALOU E NÃO DISSE

Declaração do Sr. Blairo Maggi, líder do PR, que se denominou "oposição" dias atrás, mas que acaba de votar pró-governo: "Às vezes a gente não pode levar ao pé da letra como diz ou como escreve, pois às vezes, na hora, você pode estar exaltado e acaba dizendo alguma coisa que tem mais força na expressão do que aquilo que você realmente queria dizer". Na verdade ele quis dizer que uns carguinhos a mais no governo e canja de calinha (Maggi, oops!) não fazem mal a ninguém, não é mesmo? Falar mais o quê?

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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14º E 15º SALÁRIOS

Alguns parlamentares são favoráveis à extinção do 14.º e do 15.º salários dos deputado e senadores, mas continuam recebendo alegremente; outra parte, maioria absoluta, quer a manutenção dessas tetas públicas pagas pelos contribuintes. O senador Ivo Cassol (PP-RO) suspendeu anteontem a votação do projeto que acaba com o pagamento dos 14º e 15º salários a deputados e senadores porque não considera o pagamento irregular. Cara de pau! Ele pediu à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado que adie a votação e alega que o político brasileiro é muito mal remunerado. Mas os cidadãos brasileiros não precisam ficar revoltados com isso, os parlamentares estão prometendo beneficiar todos os trabalhadores também com os 14º e 15º salários. Vejam só como eles são eficientes, justos e compreensivos com quem trabalha pelo Brasil. Você acredita em algum?

Benone Augustro de Paiva benone2006@bol.com.br

São Paulo

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UM PAÍS DE FROUXOS

O senador Ivo Cassol reclama: políticos no Brasil é muito mal renumerado. Ele impediu a votação de projeto que acaba com 14º e 15º salário de parlamentar sem Imposto de Renda. Não concordo com o senador que políticos no Brasil seja mal renumerado, o que eu concordo é que aqui, no Brasil, somos um país de frouxos, caso contrario essa "festa" praticada por alguns políticos já teria acabado há muito tempo.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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MAL PAGOS

O senador Ivo Cassol teve o desplante de declarar que é contra o corte dos 14° e 15° salários dos senadores e deputados porque os políticos brasileiros ganham muito mal. Eu gostaria de perguntar ao ilustre representante do progressivo Estado de Roraima como ele classificaria as aposentadorias dos cidadãos comuns, que ajudaram a construir esse Brasil perdulário que lhe paga o régio salário de senador da República, além de bancar os custos mensais de passagens aéreas, auxílio-moradia e 67 assessores em seu gabinete, chegando a um total de R$ 170 mil. Mal pagos e fornicados estamos nós, os eleitores.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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O CONGRESSO NÃO AJUDA

A propósito da corrupção na venda de insumos e serviços para órgãos públicos divulgado pela TV em 18/3, vale lembrar a grande omissão do Congresso Nacional. Muitas medidas que poderiam colaborar com a modernização do País nesse assunto estão dormindo em suas gavetas. Isso inclui o Projeto de Lei que imporia pesadas multas para empresas que subornarem, conforme acordo firmado pelo Brasil com a OCDE para combate à corrupção. Nem a acordos internacionais nosso Congresso dá atenção e andamento.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO NA SAÚDE

Estou abismado! Não posso acreditar no que estou assistindo, lendo e ouvindo. É uma coisa inacreditável o que está acontecendo. Todos os políticos, ou seja, deputados, senadores, ministros, os promotores, juízes, entidades de classes, etc., pasmem, puderam assistir pela primeira vez na vida a uma denúncia por uma rede de TV sobre o funcionamento do pagamento de propinas nas concorrências dos órgãos públicos no nosso Brasil. E, acreditem, ficaram estarrecidos, como se fosse uma novidade, coisa de outro mundo, como se eles nunca tivessem tido conhecimento, e o resultado é que todos agora, na sua inocência, irão agir,investigar, tentar descobrir de que forma e onde acontece, quem está envolvido, quem ganha, quem perde, quem são o corruptor e o corrompido. Ora, me engana que eu gosto! Toda pessoa de sã consciência sabe do alto grau de corrupção que impera principalmente nos órgãos públicos, pois é daí que surgem os financiamentos de campanhas eleitorais, de partidos políticos, de instituições corporativistas, entre outros. Qualquer pessoa já ouviu, ouve e ouvirá falar que pagando uma propina de 10%, 15%, 20% e 30%, seja para o secretário, prefeito, governador, deputado, senador, partido político, servidor público, o corruptor irá ganhar a concorrência. A novidade nesta notícia está na sua divulgação em rede nacional por uma emissora de TV, e a velha notícia é que o povo já sabia, pois se espalha de boca em boca. Dá-se a impressão de que o pessoal acima citado não faz parte do povo. Vamos aguardar para ver o que acontece neste Brasil de mentirinha.

Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com

Limeira

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VERGONHA NACIONAL – BASTA!

Todos sabemos que a corrupção grassa em nosso país e que são comuns fatos levados a público no Fantástico e no Jornal Nacional. Infelizmente não são os únicos casos, mas apenas a pontinha de um gigantesco iceberg. Além de ficarmos chocados com os fatos revelados, o que causa asco e maior revolta é a cara de pau e cinismo com que os personagens envolvidos se comportam. Agem com a maior naturalidade, com orgulho do que fazem e de como fazem. Rindo descaradamente de todos nós que, somos os que pagam essas contas e desvios. Depois, quando entrevistados, alegam inocência e que não participaram desses fatos. Exatamente como o fazem políticos envolvidos em denúncias. Quando isso é feito com a saúde pública é agravante maior ainda pois, como tenho dito sempre, inclusive nos casos de remédios falsificados, esses crimes devem ser inafiançáveis e punidos severamente. Que todos aqueles que tiverem a infelicidade de encontrar algum desses "personagens" demonstrem sua indignação e revolta, sem violência, mas com grande desprezo e segregação de qualquer convivência social. Espero que isso possa levantar uma onda nacional que venha a reduzir o nível de corrupção no país. Eliminá-la, seria utópico, pois a corrupção é milenar e está no DNA do ser humano, mas que seja contida e severamente punida.

Edison Roberto Morais ermorais@uol.com.br

São Paulo

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LEI GERAL DA COPA 2014

A Fifa está dando um péssimo exemplo à evolução da sociedade mundial. Sendo entidade organizadora do futebol, não é admissível que promova o uso de droga que prejudica qualquer esporte (álcool). A sociedade brasileira já decidiu proibir bebida nos estádios como medida necessária à redução da violência durante os eventos, tanto que foi confirmada por leis estaduais por todo o País. Agora vem a Fifa exigir um retrocesso simplesmente para faturar mais com o evento? Quem fica responsável pela segurança? O Brasil poderá transmitir uma péssima imagem ao mundo se acontecer vandalismo nos estádios por bêbados. Qualquer cláusula de contrato assinado infringindo a lei é nula de pleno direito. O presidente Lula pode ter assinado o acordo com a Fifa com espírito de cooperação, mas esse detalhe não pode ser usado para bagunçar o arcabouço legal brasileiro. Fazer chantagem sobre os Estados para que aceitem essa violação de suas leis, isso tem de ser repelido com veemência. Se o governo quer encobertar um deslize do ex-presidente Lula, não seja submetendo a sociedade brasileira a esse exemplo de descumprimento de nossas leis, que aos poucos vão acompanhando a evolução do nosso povo.

Antonio Didier Vianna didier@zitecengenharia.com.br

Rio de Janeiro

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PROGNÓSTICO SOMBRIO

Covardia. A isso se resume a postura do governo Dilma Rousseff na interminável novela da liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante a realização da Copa do Mundo de 2014. A decisão de suprimir o artigo que trata da questão no Estatuto do Torcedor e de jogar o abacaxi no colo dos governadores dos Estados que receberão jogos da competição mostra bem o quanto está perdida a administração federal. O prognóstico é sombrio: se nem mesmo num assunto banal como esse o governo consegue alcançar rapidamente uma solução, com que jeito encontrará saída para a superação dos imensos gargalos infraestruturais – cuja seriedade é conhecida desde 2007, quando o Brasil foi anunciado como sede – a apenas dois anos do pontapé inicial do evento?

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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A COPA DA MALANDRAGEM

A atitude do governo Dilma com os deputados da base aliada, de passar responsabilidade de decidir sobre venda de bebidas alcoólicas, nos estádios na Copa, para os Estados que têm sede dos jogos, tem um motivo: é mais fácil e lucrativo fazer maracutaia no varejo (Estados) do que no atacado (Congresso Nacional). Enfim, a Fifa e o Brasil são ícones em corrupção mundial.

José Francisco Peres França josefrnaciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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DESTILAÇÃO

Para certos lullopetistas, Copa é copo: palavra de botequim!

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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PULO DO GATO

A presidente Dilma, para não demonstrar que o aperto caloroso de mão que deu no presidente da Fifa, para celebrar o acordo, quando o recebeu no Planalto, para a venda de bebidas alcoólicas nos estádios – acordo que não será por ela cumprido –, eis que o governo e a base aliada na Câmara decidiram votar a Lei Geral da Copa sem liberar expressamente aludida venda. Assim, ela, presidente, deu um pulo de gato, passando este abacaxi para os Estados. Com quem a aludida federação desportiva terá de negociar, tendo em vista que o artigo do Estatuto do Torcedor que proíbe tal venda será simplesmente suspenso pela Lei Geral da Copa a ser votada, durante os jogos. Este "imbróglio" é tão absurdo, que chegou ao ponto de uma aberração jurídico-legislativa, de uma lei suspender temporariamente os efeitos de outra lei contrária, para atender a interesses escusos. É o fim do mundo!

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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COM UMA CONDIÇÃO

Como cidadão e eleitor, concordo que sejam honrados os compromissos assumidos pelos meus governantes perante a Fifa, mas não ao arrepio da lei.

Sergio S. de Oliveira marisanatali@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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PROPINODUTO AMPLIADO

Como sói acontecer com assuntos polêmicos e comprometedores aos governos petistas, a decisão sobre a venda de bebidas alcoólicas nos estádios, durante a Copa foi deixada para que a Fifa negocie diretamente com cada Estado envolvido. É também uma maneira direta e clara de dispersar e aumentar a propina a ser distribuída...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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COPA DO MUNDO E A INCOMPETÊNCIA POLÍTICA

A cada dia que passa evidentemente ficamos mais próximos da Copa do Mundo de 2014. Quem efetivamente vai comemorar, na verdade, serão poucos entre os poucos. A Fifa, que vai sair do Brasil com os cofres cheios de grana, quem for o grande campeão ou campeã, alguns clubes que foram favorecidos por verba pública, pois sem esta Copa jamais teriam um estádio de futebol próprio. E os políticos, ah, estes vão comemorar por muitos anos, pois terão desde camarote nos estádios onde torcedores disfarçados de (vereadores) como em São Paulo doaram dinheiro público para a construção do estádio corintiano. Como é bom aparecer nas costas dos outros. A Lei Geral da Copa não passa de um circo onde os verdadeiros palhaços são os próprios políticos, pois desde que o Brasil foi escolhido há mais de cinco anos para sediar a Copa, a Fifa informou e mostrou todas as exigências, ou seja, a condição para ter o evento no Brasil, e foram todas aceitas. Agora é cumprir, daí os políticos agora ficam dando uma de inteligentes – coisa que nunca foram, mas sempre foram muitos espertos para roubar os contribuintes brasileiros, ah, disso eu não tenho dúvidas.

Paulo Rodrigues de Moura paulorodriguesmoura@hotmail.com

São Paulo

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SOBERANIA

Quando o Brasil foi escolhido para sediar a Copa de 2014, a Fifa entregou para o "cara" um calhamaço de documentos para ele assinar, mas como o "cara" é semianalfabeto e tem azia para ler assinou sem saber o que estava escrito. Consequências: a Fifa exige que sejam cumpridas suas exigências, e para isso temos de quebrar nossa soberania, passando por cima de nossa Constituição e do estatuto dos idosos. Então mandou a mãe dos corruptos forçar o Congresso a aprovar suas besteiras... Isso é o Brasil do bolsa esmola e da corrupção...

Delcio da Silva delcio796@terra.com.br

Taubaté

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ISSO É QUE É HERANÇA MALDITA

Toda essa discussão em torno da permissão ou não de se vender e consumir bebida alcoólica nos estádios durante a Copa do Mundo deriva de contratos ou acordos firmados pelo governo anterior com a Fifa. Com a inconsequência de sempre o ex-presidente Lula prometeu que isto poderia ser possível ignorando que havia uma lei que proíbe a bebida durante jogos de futebol. Agora o Brasil quer honrar a palavra de um presidente que não se preocupou com isso e o debate não para de acontecer e imensas batatadas são proferidas. Se temos uma lei ela não pode ser flexibilizada só para a Copa ou corremos o risco de mostrarmos ao mundo quão subdesenvolvidos somos, ajoelhando-nos diante de uma entidade privada que precisa vender o produto de seu patrocinador. O Brasil tem que escolher o mal menor e votar a mudança do Estatuto do Torcedor. Mais uma herança maldita do lulopetismo para o lulopetismo.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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DESINDUSTRIALIZAÇÃO

Conforme dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice de ingresso de produtos importados no País cresceu 19,8% em 2011. Os aumentos ocorreram no setor de informática e eletrônicos, derivados de petróleo e máquinas e equipamentos (20/3, B1). As causas desse aumento de importados se devem a valorização do real em relação ao dólar, a carga tributária elevada e o lucro das indústrias, pois é ledo engano pensar que somente os bancos obtém lucros elevados. Esforços para melhorar essa área devem ser realizados, pois o País que não desenvolve a sua indústria compromete todo o seu desenvolvimento.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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DESMANCHE

No fim de semana o Estadão publicou interessante matéria sobre o crescimento da indústria dos desmanches de carros no Brasil. Pois bem, hoje precisei de uma peça muito simples e imaginava barata. A tal peça custa caro, um mero pedaço de plástico e procurei na internet por lojas de peças usadas. Por um terço do preço adquiri a peça. A pergunta que me fiz: Por que as peças de carros são tão caras? Isso é o que alimenta a indústria de carros roubados e ainda torna os seguros muito caros. A culpa disso é da indústria automobilística.

Carlito Sampaio Góes carlitosg@estadao.com.br

São Paulo

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JUDICIÁRIO NA BERLINDA

A corajosa corregedora Eliana Calmon, cada dia que passa, vai provando que existem, sim, bandidos de toga! Tanto é que, quatro desembargadores do Tribunal de Justiça do Tocantins são denunciados pelo Ministério Público por receberem propinas na venda de sentenças beneficiando políticos, liberando precatórios superestimados, etc. Estadão (20/3/2012), não satisfeita como protagonista dessas mazelas, a presidente do tribunal, a desembargadora Willamara Leila de Almeida, ainda recolhia de seus assessores a quantia de até R$ 300,00, para financiar suas viagens de lazer... Se forem penalizados por esses atos de corrupção (esperamos que sim), esses magistrados, como só acontece no Brasil, poderão ser premiados com aposentadoria compulsória, recebendo salários mensais polpudos acima de R$ 20 mil... Ou, ainda voltam para advogar, quem sabe para políticos, porque conhecem bem a arte das falcatruas! E isso é o que sabemos somente de Tocantins... E nos outros 26 estados, e mais o DF?! Para tal, quantas Elianas Calmons vamos precisar para colocar a Corte no devido lugar...?!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MANCHETE

Carinha de juízas bonitas e caras austeras juízes sérios se tornam manchetes da corrupção brasileira.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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DESAFIO NA JUSTIÇA

Não fica bem para um Poder que aprecia, concilia e julga trazer a público desafios como o realizado pelo eminente presidente do Tribunal de Justiça deste Estado de São Paulo, desembargador Ivan Sartori, insistindo em que a ministra Corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, exiba o seu contracheque. Cumpre ela seu dever de fiscalizar, o que tem feito de forma satisfatória. E, com certeza, poderá exibir o comprovante de seus vencimentos, porque não iria receber numerário indevido, da mesma forma que a maioria esmagadora dos magistrados deste Estado não percebe vencimentos de modo ilegal e imoral. Entretanto, tais arroubos e enfrentamentos vem de encontro com a desejada transparência que todos os brasileiros desejam apreciar nos atos dos poderes públicos. Certamente a mídia terá que acompanhar o desenrolar dos fatos, produzindo, então, a transparência que, agora, o caso requer.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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REVOLTA NO JUDICIÁRIO

Não entendemos por que o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori, demonstra essa revolta incontrolável contra a imprensa. Sugerindo que pelo fato deles estarem sujeitos a uma Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ), deveria haver também uma Corregedoria Nacional de Jornalismo (CNJ), que casualmente teriam as mesmas siglas. O que consideramos ser totalmente inútil e desnecessário, pois as noticias divulgadas pela imprensa são reais, verídicas e de fatos ocorridos e totalmente comprovados. Ou seja: "quem não deve não teme" e, se a carapuça serviu, lamentamos!

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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MAGISTRADOS SOB SUSPEITA

O presidente do TJ-SP, Ivan Sartori, só mostra se a ministra corregedora do CNJ, Eliana Calmon, mostrar... Estavam falando sobre os "holerites", não mudou de nome, não!

Maria Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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TOFFOLI E A REPUTAÇÃO ILIBADA

A escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal caber ao presidente da República é um fator decisivo para que o STF acabe se transformando numa instituição pouco isenta e muito partidarizada. Alguém duvida do real motivo que levou Lula a indicar José Antonio Dias Toffoli a ocupar uma vaga no STF, um jovem advogado cujo maior mérito era ter sido consultor jurídico da Central Única dos Trabalhadores, assessor jurídico da liderança do PT na Câmara de 1995 a 2000 e subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República de 2003 a 2005? Dos requisitos necessários para ser indicado ministro do STF , Dias Toffoli só preenchia um, o de ser brasileiro nato com mais de 35 anos. Quanto ao quesito notável saber jurídico , nada vezes nada.Outro requisito seria ter uma reputação ilibada, porém a revista Veja recentemente revelou as confissões da advogada Christiane Araújo de Oliveira,que mantinha relações íntimas com políticos e figuras-chave da República, mostrando que o governo federal usou de sua proximidade com a quadrilha de Durval Barbosa para conseguir material contra adversários políticos. Segundo a Veja, esta advogada confessou que manteve um relacionamento com o hoje ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli, quando ele ocupava cargo de advogado-geral da União no governo Lula. Os encontros, segundo ela, ocorriam em um apartamento onde Durval armazenava caixas de dinheiro usado para comprar políticos – e onde ele eventualmente registrava imagens dessas (e de outras) transações. Claro que Tofolli negou tudo por escrito e que o assunto acabou morrendo na Praia do Silêncio, banhada pelo Mar da Impunidade. Mesmo assim acho difícil que ele participe do julgamento dos mensaleiros, a falta de isenção , como petista militante o desqualifica para participar deste processo.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ISTO É A JUSTIÇA BRASILEIRA

Acredite quem quiser. Depois de 57 anos andando pelos corredores da Justiça, os juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) julgaram e validaram em 15/3/2012 uma ação que tinha sido ajuizada no ano de 1959, quando a sede do STF ainda era no Rio de Janeiro. A ação civil originaria, tratava de uma concessão de 200 mil hectares de terras publicas para empresas de colonização, quando na época nossa Constituição limitava esse tipo de doação em apenas 10 hectares. O que nos deixou ainda mais abilolado foi o relator falar na "singularidade do caso" e dos "reflexos social e econômico, que seriam catastróficos" . Essa é mais uma prova de que o desrespeito à nossa Constituição vem de longas datas. Parece-nos que ministros Cezar Peluso, Luiz Fux, Rosa Weber, Dias Toffoli, e Carmem Lúcia não viram nada de errado nesse caso.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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JUSTIÇA REFÉM DE GRUPO ECONÔMICO

Em recente pesquisa realizada por mim, constatei que vários ministros do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior do Trabalho, presidentes e vice-presidentes de Tribunais de Justiça, Tribunais Regionais do Trabalho, desembargadores, juízes do trabalho, justiça comum, áreas cível e criminal, juízes federais, procuradores do Município, do Estado e da União, presidentes da Ordem dos Advogados do Brasil, conselheiros da OAB, promotores de justiça, inclusive da Gaeco – Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado, delegado de polícia, inclusive ministro do Conselho Nacional de Justiça, ministraram aulas e/ou palestras para o mesmo grupo econômico, mantendo refém esses operadores do Direito em relação a eventuais investigações contra o grupo comandado por uma única pessoa, criando uma verdadeira rede de proteção, e de forma indireta, um forte tráfico de influência dentro do judiciário brasileiro, blindando o grupo e ofuscando a visão da Justiça.

Luciano Teixeira Odebrecht odebrechtadvogado@yahoo.com.br

Londrina (PR)

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DESTINO INGRATO

O lastimável acidente envolvendo Thor, o filho do mega empresário Eike Batista é bem típico dos desmandos e desacertos encontradiços em "terra brasilis". Começa que o rapaz, em 18 meses, recebeu 11 multas, sendo 5 delas por excesso de velocidade imprimida a seu bólido Mercedes-Benz. Segundo a norma do Código de Trânsito, vinte pontos num período de 12 meses suspendem a carteira do infrator. Thor, filho do poderoso Eike e condutor do veículo acidentado, tinha 51 pontos e, mesmo assim, seguia impune pelas vias do RJ, impoluto, intocável. E por que isso ? Simples, o cara é o poderoso Thor, filho do não menos poderoso Eike, e o Detran-RJ não computou as infrações amparado na regra (?) segundo a qual as suspensões de habilitação só podem ocorrer após recursos em três instâncias! Somente após transitadas em julgado as decisões dos recursos, caberia a punição. Até aqui, vários absurdos difíceis de serem encontrados em países ditos civilizados. De seu turno, o pai zeloso, Eike, sustenta que o filho não sabia das infrações – o que constituiria mais um absurdo. "Como saber se V. não é informado?" – justificou-se. Thor, por sua vez, jura que estava em velocidade moderada, tanto que, no momento do impacto, o airbag não foi acionado. Tal assertiva é, todavia, contestada: o que aciona o sistema (airbag) "é a desaceleração diante de um forte impacto. Como a bicicleta em que estava a vítima é leve e desliza sobre o carro, dificilmente o sistema seria acionado" – diz, com propriedade, o perito Marcio Montesani, destruindo as justificativas de Thor, cujo carro ficou bem danificado, sugerindo que estava em alta velocidade. Para finalizar o show de horror, Eike Batista, respondendo a alguém que criticava seu filhinho, tuitou: "quer dizer que V. nunca andou a 72 Kms/h onde só se pode andar a 60 km/h? Me poupe!". Como se vê, o poderoso Eike, além de justificar a transgressão de trânsito e o descaso com as normas de segurança, parece já ter "definida" até mesmo a velocidade em que estava o rebento no momento do acidente – e ai de quem disser o contrário! Afinal, vocês sabem, lá, com quem estão falando? Eike, nosso homem entre os 10 mais da Forbes, como se sabe, é amicíssimo de Lula, aquele mesmo que, vendo seus "rebentos" em apuros, apressou-se em desclassificar o mensalão como sendo "apenas" crime eleitoral ou delito de caixa 2. Coisas sem muita importância, por certo... como o destino do caseiro Francenildo, de Brasília, ou a vida do ciclista Wanderson, da Baixada Fluminense. Destino ingrato tem o pobre no Brasil.

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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ATROPELAMENTO COM MORTE

Sou pai e avô e digo que não tem nada que pague a perda de um filho, neto, principalmente, quando são jovens, com uma vida pela frente,ainda mais nas circunstâncias do ciclista, que morreu atropelado pelo filho do sr. Eike Batista, o homem mais rico do Brasil e o 7° mais rico do mundo. Mal comparando e com o perdão da palavra, me faz associar que os pais, os irmãos e a família ganharam na mega sena acumulada. E, modéstia a parte, acho que não vão rasgar o bilhete...

Olympio F.A. Cintra Netto ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

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CULPA DA VÍTIMA

Conforme o Estadão publicou na edição de ontem (20/3), o jovem Thor, filho do bilionário Eike Batista, declarou em seu Twitter que estava dentro dos limites de velocidade, que tentou frear sua SLR McLaren mas não conseguiu evitar o atropelamento do ciclista Wanderson Pereira da Silva. Disse também que ele mesmo pediu para fazerem o teste do bafômetro e que o resultado foi 0,0. Disse ainda que "estava tremendo de nervosismo". Que menino lindo! Merece um carro novinho de presente.

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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DESFECHO

Pelo andar da carruagem, o ciclista ainda vai ser acusado de andar a 200 km/h ao atropelar a Mercedes e, se duvidar, a família ainda vai ter que pagar conserto do "bólido".

Frederico Fontoura fleinz@terra.com.br

São Paulo

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THOR BATISTA

Achei bastante curiosa a informação de que os seguranças do jovem Thor demoraram cerca de 5 minutos para chegarem ao local do acidente. Curioso, porque a segurança para ser eficiente precisa estar muito próxima ou não servirá para nada.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

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PONTOS NA CARTEIRA

Uma leitora escreveu na edição de 20/3 que o "menino" Thor parou para socorrer a vítima. Diferentemente, penso que teve que parar porque percebeu a tragédia em que se envolvera e se lembrou de seus 51 pontos na carteira. Infelizmente, mas uma morte a ser lamentada no violento trânsito brasileiro e a triste constatação de que o sistema de pontos não serve para educar, tampouco retirar motoristas infratores de trás dos volantes de seus bólidos. Quantos motoristas com pontuação acima dos 21 pontos ainda dirigem no Brasil?

Paulo César Pieroni pcpieroni@hotmail.com

Campinas

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ACIDENTE NA RIO PETRÓPOLIS

Há alguns dias o carro conduzido por Thor, filho de Eike Batista colidiu com uma bicicleta na BR 040 (Rio Petrópolis). Foi um acidente que infelizmente causou a morte do ciclista. Muitas pessoas por recalque ou mesmo uma grande inveja da riqueza de Eike começaram a culpar o Thor. Ora, em qualquer rua é proibido o trânsito de bicicletas pela pista da esquerda, imagine em uma auto-estrada. Nem motocicleta pode transitar pela pista da esquerda. Em autoestrada inclusive é proibido bicicletas nas pistas. Em nosso país e em toda a América do Sul nossos governantes nomeiam incompetentes para criar um Código de Trânsito. Aqui, por exemplo, se pune o motorista que ultrapassa pela direita, no entanto, em alguns países da Europa, pune-se rigorosamente, inclusive com prisão, ao motorista que não cede passagem. Na Europa a pista da esquerda é para ultrapassagem, portanto, lá este tipo de acidente não teria ocorrido, fato este que é corriqueiro no Brasil. Tome-se como exemplo (no Rio), a Av. das Américas, Linha Vermelha, Linha Amarela ou qualquer outra, e, repare que quem está com pressa é obrigado a ultrapassar pela direita, porque a pista da esquerda está com os chamados "domingueiros", que andam devagar mas não cedem passagem (uns dizem que é porque eles têm medo dos ônibus). Mas, houve um acidente e obviamente existe um culpado. É Thor que transitava a 100 km/hora em uma pista permitida para 110 km/hora? É claro que não. O responsável pelo acidente é o Estado ou o arrendatário que não fiscaliza a estrada, que permite animais no meio da pista, que deixa ruas, avenidas e estradas todas esburacados e sem sinalização, que não consegue impedir que um ciclista trafegue em uma estrada. Se Thor tinha 51 pontos na carteira, isto não quer dizer que ele tenha sido culpado. Todos os dias vemos nos jornais pessoas reclamarem de multas não cometidas, inclusive, se por lei terceiros não podem multar, como esses radares são terceirizados? Por que nossa suprema corte não se pronuncia. Quando interessa, ela se pronuncia mesmo sem ser provocada. Este caso está tendo repercussão apenas porque foi o filho de Eike que se envolveu. Se este acidente tivesse ocorrido com alguém que não fosse celebridade, o caso seria publicado na 45ª página de um jornal de 30 páginas. O certo é que dias após o acidente aparecem testemunhas que se encontravam em outros estados e que presenciaram tudo. Só mesmo no Brasil.

Antonio Antunes antonioantunes@uol.com.br

Rio de Janeiro

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