Fórum dos leitores

ELEIÇÃO MUNICIPAL

27 Março 2012 | 05h36

Luta acirrada

A vitória mais do que apertada de José Serra na prévia do PSDB, que o indicou candidato à Prefeitura paulistana, demonstra um forte racha no partido. Não há como esconder. O PSDB e seus membros perderam uma grande oportunidade de renovação, pois existem bons nomes na legenda. Espera-se agora de Serra que indique um ótimo nome, mas ótimo mesmo, como seu vice, uma vez que em 2014 ele sairá candidato à Presidência da República. Ou alguém dúvida disso? Portanto, não adianta mais choradeira sobre o leite já derramado. A ordem agora é arregaçar as mangas e ir à luta, porque Fernando Haddad (PT) e o ex-presidente Lula vão dar trabalho e, muito mais que isso, vão explorar até o fim da campanha eleitoral o que os petistas chamam de “privataria tucana”, a desistência da Prefeitura para concorrer a presidente e outras fraquezas dessa que é uma pseudo-

oposição. Quem viver verá!

JOSÉ PIACSEK NETO

bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

*

Serra mais forte que nunca

A já esperada vitória de José Serra na prévia do PSDB trouxe um alívio para a maioria dos paulistanos. Serra deverá vencer o pleito municipal ainda no primeiro turno.O grande derrotado, sem dúvida, foi Lula, que perdeu as esperanças de eleger mais um poste.

ADOLFO ZATZ

dolfizatz@gmail.com

São Paulo

*

Tucanos divididos

Como José Serra vai eleger-se prefeito da capital, se nem nas prévias do partido ele conseguiu mais que 52%? Além disso, Serra tem 40% de rejeição nas pesquisas e o PSDB, apesar da negativa dos caciques, está dividido, sim.

OLYMPIO F. A. CINTRA NETTO

ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

*

Vaidades

Vamos ver se o PSDB realmente aprendeu as lições e se une em torno do candidato Serra, deixando de lado picuinhas e vaidades que imperam no partido. É Serra o candidato e é em torno dele que o PSDB se deve unir.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

*

Falta entusiasmo

Ser prefeito da cidade de São Paulo requer conhecimento de suas necessidades, capacidade administrativa e entusiasmo para fazer o melhor por seus moradores. Agora, como eleitores, estamos vendo que os candidatos estão se digladiando, um para manter o poder do seu partido e outro querendo se apoderar desse poder, deixando de lado o que realmente interessa: os planos para tornar esta grande cidade cada vez melhor para se viver.E falta, sobretudo, o combustível necessário para levar tal tarefa adiante, que é o entusiasmo. Nós, eleitores, não queremos votar para garantir a vitória desse ou daquele partido. O que nós queremos é votar no candidato que tenha as melhores propostas

para governar e que possua os requisitos básicos para levar a cabo esse trabalho. Numa

eleição democrática isso é o óbvio, porém não é o que os candidatos estão demonstrando saber.

JOSÉ CARLOS COSTA

policaio@gmail.com

São Paulo

GUERRA DE TORCIDAS

Mais uma morte

Com um domingo tão bonito como este último, de anteontem, mais tanta coisa boa que se poderia fazer, até cheguei a pensar que não ocorreriam confrontos em São Paulo entre torcedores de futebol. Mas me enganei. Houve outra morte. Totalmente estúpida! Também vimos de novo - e, pelo jeito, veremos ainda durante muito tempo - a nossa polícia preventiva sendo usada nessas refregas, que não deveriam existir. Denominar essa gente de “burra” é ofender tais animais. Esses ditos “torcedores” estão jogando contra si mesmos e contra todos nós. É necessário que os poderes públicos, que custam caro à sociedade, ajam com firmeza para acabar de vez com eventos tão negativos. Os órgãos que têm responsabilidade sobre o esporte também não podem ficar aí como se nada tivessem que ver com isso.

OSNIR G. SANTA ROSA

osnirsantarosa@bol.com.br

São Paulo

*

Mãos sangrentas

Abomináveis trogloditas, muitos certamente sob a mira dos milhares de mandados de prisão descumpridos, abalam o Brasil, dando vazão a instintos sórdidos que causam lesões, mortes, medo e repulsa, além da vergonha de alguém honrado dizer que torce para um determinado time de futebol. Componentes da turba de predadores são liberados pelas autoridades policiais, equivocadas, porquanto não há necessidade de comprovação do cometimento de crimes inafiançáveis e provas individualizadas. Todos os ensandecidos

fazem periclitar a vida e a saúde do povo. Nossas instituições repressivas não se têm demonstrado à altura de garantir o mínimo de segurança social.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

De responsabilidades

Lamentável a violência que vem ocorrendo entre torcidas. Os responsáveis por incentivar essa violência são os técnicos e os jogadores, com ofensas e brigas entre si no decorrer das partidas, obrigando os juízes e auxiliares dos jogos de futebol a se omitirem, a fim de que a violência não atinja maiores proporções. Os Tribunais de Justiça Esportiva deveriam punir jogadores e técnicos que se agridem mutuamente, utilizando as imagens das emissoras de televisão e a leitura labial, que os nossos filhos menores conseguem ler sem dificuldade.

ALVAREZ AGUILAR

alvarez.atib@hotmail.com

São Paulo

*

Veto a uniformizadas

Estava mais do que na hora de a Federação Paulista de Futebol tomar providências contra a selvageria das torcidas. E mais: em caso de confronto entre as torcidas, os pontos devem ir para o mandante do jogo ou se realiza o jogo em nova data com portões fechados.

Quantas vidas mais serão ceifadas por tanta imbecilidade?

ANGELO ANTONIO MAGLIO

angelo@rancholarimoveis.com.br

Cotia

COPA DO MUNDO

Ainda o jeitinho

Sr. Aldo Rebelo, foi graças ao “jeitinho brasileiro” que o Brasil chegou aonde está. E graças a ele permanecerá estacionado onde está.

PAULO RIBEIRO DE CARVALHO JR.

paulorcc@uol.com.br

São Paulo

*

DEMÓSTENES TORRES

Diz o dito popular que ''todo político é farinha do mesmo saco''. Demóstenes, orador e político grego (384 a.C)-(322 a.C), chegou a ser condenado por falta de decoro, tendo sido preso. Demóstenes Torres (DEM-GO), nosso brilhante senador que a todos encantava com sua retórica enérgica e condenatória dos malfeitos alheios, está, tal qual seu homônimo ateniense, às voltas com uma tarefa bastante difícil, que é a de provar que não é farinha daquele saco. Relatórios da Polícia Federal (PF) afirmam que a ligação do senador com o empresário Carlinhos Cachoeira, que explora jogos ilegais, vem desde 2006. Gravações telefônicas da PF não deixam dúvidas quanto à ligação do senador com o contraventor. Cabe ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pedir abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o senador Demóstenes Torres, líder do DEM no Senado. ''Ó tempos, ó costumes''. Esse é o alto preço que a democracia de resultados nos impõe, pela banalização da corrupção que contamina o que julgamos ser o mais sadio tecido da política.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

*

AOS INIMIGOS, A LEI

O PT ameaça representar contra o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, se ele não encaminhar pedido ao STF para investigar Demóstenes Torres (DEM). É isso mesmo, a pessoa que comete ilícitos tem de ser investigada e, se for confirmada a sua participação em "malfeitos", tem de ser punida. Só que o mesmo procedimento tem de ser utilizado, também, para o pessoal do PT que comete irregularidades. Infelizmente, para quem está no poder, hoje, aplica-se a velha máxima: "Aos meus amigos (companheiros), tudo, aos meus inimigos, a lei".

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

*

PÁ DE CAL

Realmente não se pode confiar nos políticos, o melhor a fazer é estar sempre com um pé atrás. Veja-se o senador Demóstenes Torres, sempre tão brioso e de boas falas a cobrar compostura dos seus iguais, agora sabe-se que está envolvido com a máfia dos caça-níqueis e é citado também por ter recebido presentes do empresário de jogos de azar Carlinhos Cachoeira. Demóstenes não nega a amizade com o criminoso e até sobe à tribuna para explicar que a boa educação manda que não se recuse presentes recebidos... (puáh). E eu concluo que, com tudo isso, o anêmico e desvitaminado DEM acabou de receber sua pá de cal. Melhor enterrar a sigla antes que feda mais!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

*

DESABAFOS SOBRE A POLÍTICA

Nesses últimos anos presenciei por diversas vezes desabafos (positivos) de populares sobre a política: “o Estado de Goiás está dando um belo exemplo para o país, com um senador honesto, transparente e integro...”. Ou então, o comentário recheado de esperança: “até que enfim, um senador correto, que inspira confiança nos brasileiros...”. Agora, para estragar a “festa” cívica, a imprensa tem divulgado os diálogos nada “convencionais” entre o senador (ex-juiz) Demóstenes Torres (DEM-GO) e o contraventor Carlinhos Cachoeira. As matérias, as reportagens têm fontes seguras: gravações da Polícia Federal, com autorização da justiça... Neste contexto, considero pertinente resgatar a reflexão do jornalista, escritor e humorista Millor Fernandes: político honesto é político mal investigado. Assino embaixo!

Gilberto Araújo gilberto.araujo2077@yahoo.com.br

Belo Horizonte

*

GRANDE PENA

Quem assiste à TV Senado ficou decepcionado com a notícia do suposto envolvimento de Demóstenes Torres com recebimento de propinas por manter ligação com Carlinhos Cachoeira, amigo próximo e pivô do escândalo conhecido por “máfia dos caça-níqueis”. Ardoroso combatente da corrupção, homem preparado e conhecedor das leis, dava  gosto de vê-lo em meio a qualquer argumentação nas sessões do Senado, sempre seguro,consistente, entusiasmado, brigador. Eis que pode ser mais um da infindada lista de parlamentares que sucumbiram ao canto do enriquecimento fácil pelo ilícito. Grande pena. Um desperdício mesmo.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

*

ATÉ TU, BRUTUS?!

É inacreditável a nossa decepção com a classe política brasileira. Até o senador Demóstenes Torres, grande crítico da corrupção no Brasil, agora envolvido com o "grande amigo" Carlinhos Cachoeira. Como dizia o velho samba, no Congresso, "Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão..."

Marco Antonio R. Nunes nunesmarcelao1@ig.com.br

Pindamonhangaba

*

CACHOEIRA

Uma coisa é certa: a cachoeira do senador Demóstenes Torres (DEM/GO) é perene. Não seca nunca e, pelo jeito, o volume só tende a aumentar.

 

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

*

IMPUNE

Entenderam por que o Carlinhos Cachoeira continua solto?

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

*

NO FUNDO DO POÇO

No Brasil nada mais nos surpreende. Até agora, o Demóstenes mostra seu lado obscuro, aliás, qual o político que não tem esse lado, claro, sempre escondido a sete chaves? Mas sempre uma hora a casa cai e aí a máscara deixa de existir, e tudo se transforma. O defensor ferrenho da justiça, da verdade e sempre contra a corrupção está envolvido até os cabelos. Só me resta escrever ao nosso Estadão, pois em matéria de políticos, estamos faz décadas no fundo do poço, e não posso perder esta honrosa chance: Até tu, Demóstenes? Lamentável...

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

*

NEPOTISMO

Caso venha a ser feito ao STF um pedido de autorização para que se abra  um inquérito específico para investigar doações que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) recebeu do bicheiro Carlinhos Cachoeira, não será mera coincidência que vá parar nas mãos do ministro Gilmar Mendes para examinar, uma vez que  sua enteada, Ketlin Feitosa Ramos, ocupa um cargo de assessora parlamentar do senador.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

*

O MAL NO PODER

A ligação do senador Demóstenes Tostes (DEM) é ou não a confirmação de que o mal chegou ao poder?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

*

DESCRENÇA

 

Nada nos surpreende quando o assunto faz referência ao procedimento de políticos brasileiros. O senador Demóstenes Torres, sempre disponível para pronunciamentos, com crítica severas ao que achava de não ético na política brasileira, poderá ser investigado pela Procuradoria-Geral da República por receber propinas de um conhecido contraventor conhecido pela alcunha de Carlinhos Cachoeira. Os políticos brasileiros, com raríssimas exceções, por seus constantes desvios de conduta, colocam-se na condição de total falta de credibilidade junto à população brasileira

 

Francisco  Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

*

DEMÓSTENES E CACHOEIRA

 

Até tu, Demóstenes? Será?

 

Jose Roberto Marforio bobmarforio@gmail.com

São Paulo

*

A JUDICIALIZAÇÃO DA POLÍTICA

O artigo da página A2 da edição de 25/3/2012, A aranha, sua teia e a judicialização da política, no qual o ilustre professor Werneck Viana historia a configuração da República Federativa no Brasil, fez-me lembrar da obra magistral de Victor Nunes Leal, que versa sobre a administração pública, e acabou por ser conhecida como “Coronelismo, enxada e voto”. Tais obras podem ajudar a entender como funciona o “novo modelo”, trazido pela Constituição de 1988, vez que não se desfez da antiga forma de se administrar e fazer política no Brasil. O fato é que as instituições, dos denominados Três Poderes, são constituídas por seres humanos, que saem dos mesmos extratos sociais. Portanto, não podemos ter ilusões. O articulista não considerou o fato do STF ter demorado quatro anos para julgar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), para no dia seguinte ter que alterar o julgamento, vez que um número absurdo de medidas provisórias, que sustentariam várias políticas públicas, poderiam cair pelo mesmo vício procedimental. O pomposo nome “judicialização da política” revela como tudo é feito de improviso e de remendos, para atender algum interesse momentâneo. O Poder Legislativo não legisla como deveria, o Poder Executivo executa mal até as “leis” que cria (Medidas Provisórias), e o Poder Judiciário, lerdo, não consegue enxergar além do próprio umbigo.

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

*

DILMA FALA À ‘VEJA’

Na entrevista concedida à revista Veja, Dilma Rousseff diz que seu compromisso é com a eficiência, a meritocracia e o profissionalismo e que o tempo que lhe resta na presidência  será usado para dotar o estado de processos transparentes... Muita calma nessa hora, senhora presidente. O seu Ministério não foi composto por pessoas eficientes, a meritocracia não foi levada em conta e muito menos o profissionalismo de seus ministros. O que se vê é um “profissionalismo político viciado” que foi inaugurado na era Lula e perdura até hoje, pois todos aqueles que caíram foram de alguma forma contemplados com outros cargos no seu governo.  Uma organização criminosa está instalada em quase todos os ministérios. Descobrir é uma questão de tempo. Tem sido a Veja, a Rede Globo e alguns jornais isentos os responsáveis pela descoberta das falcatruas. A depender do Executivo,  do Legislativo ou do Judiciário, a corrupção ganha corpo e fica tudo por isso mesmo, ou não?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

O POVO MERECE

O ministro da Integração Nacional, Sr. Fernando Bezerra de Souza Coelho, tem a obrigação moral e profissional de se apresentar no Congresso Nacional para explicar aos representantes do povo, os motivos do atraso de conclusão da obra de Transposição do Rio São Francisco, estimada para 2010, bem como o excessivo aumento de 71% no custo da obra.  Se isso não ocorrer, cabe ao Congresso Nacional exigir de pronto essas explicações. E, se isso não ocorrer, cabe ao Ministério Público tomar as devidas providências.  O povo merece e deseja uma explicação.

 

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

*

A MAIOR OBRA ATRASADA

Obra principal do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a transposição do São Francisco tinha, e ainda tem, como responsável a "gerentona" presidente. Dispensa comentários. Duas frases que, a meu ver, caem como uma luva para os Três Poderes, de Brasília e do Brasil afora, para inúmeras pessoas que nos atrasam: "Por que não te calas?" e "...precisam levar um chute no traseiro".

 

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

*

SE...

Se o  dinheiro público fosse aplicado em infraestrutura como ferrovias, portos, aeroportos e saúde com seriedade e fiscalização e não desviassem tanto dinheiro quanto pretendem desviar como as águas do São Francisco. Se o número de pessoas que aparelham e lotam cargos se sujeitassem à trabalhar na fiscalização das fronteiras do  País. Se o Executivo construísse escolas e também prisões, o Legislativo criasse Leis que realmente punissem os malfeitos dos políticos, laranjas e bandidos e se o Judiciário cumprisse sua palavra de ser a justiça, talvez o governo não ficaria tão perdido tendo que tomar medidas de pouco efeito e talvez o povo sentiria menos o efeito de uma crise. Crise, que crise?

Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com

Jales

*

O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE

Engolir sapos faz mal a saúde. Sua expressão  facial não nega. Essa é a herança que Dilma gostaria de poder chamar de maldita. O desenlace com o grego de São Bernardo do Campo e seu presente é só uma questão de tempo.

Amâncio Lobo Amancio lobo@uol.com.br                                               

São  Paulo

*

SERRA É ACLAMADO

Quando o PT brincava de fazer democracia, escolhia seus candidatos para eleições majoritárias realizando prévias. Agora que o partido chegou ao poder da República, o cacique Lula que escolhe os nomes! Ou seja, é o único que manda no PT, como diz FHC... E o PSDB, dito desunido, deu o exemplo, fazendo suas prévias como manda o figurino, e o vencedor com 52% dos votos foi o José Serra como candidato do partido à Prefeitura de São Paulo. Para os petistas e alguns formadores de opinião, os 52% dados ao ex-governador não estão sendo valorizados! Para esses frustrados, ou pouco democratizados, somente uma vitória esmagadora teria valor... Por outro lado, esses mesmos que negam o feito de Serra nas prévias, aplaudem os apenas 49% que Dilma recebeu se elegendo presidente! E onde está a lógica para esta gente?! Mas, falando a verdade, a grande diferença é a seguinte: o PT não faz mais prévias porque em seus quadros, como se fosse no futebol, somente há nomes de reservas e sem expressão! Já entre os tucanos o elenco político tem lastro institucional, com relevantes serviços prestados à Nação! Precisa mais?!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

PARA MELHORAR O TRÂNSITO

A respeito do artigo do economista e especialista em educação Claudio de Moura Castro, publicado pelo Estado em 21 de março, Como melhorar o trânsito a custo zero (ou quase), as propostas apresentadas para desafogar o trânsito das grandes cidades são coerentes, simples e necessárias. Mas não podem, jamais, ameaçar a liberdade individual e colocar o cidadão em risco. Depois de o sujeito financiar a compra de seu carro em 60 vezes, pagar IPVA, Seguro, Área Azul, Taxa de Inspeção Ambiental e dezenas de outros impostos ele ainda ser “punido” por não estar rodando com a lotação máxima é, no mínimo, um desacato! “Oferecer carona na rua, para entrar na (faixa) privativa, alivia os ônibus”, diz o texto. Na teoria, o gesto parece solidário. Na prática, coloca a vida em risco. Mas se o governo aceitar a “rachar” comigo todas as taxas que pago para usar o carro (sozinho ou lotado), posso até pensar na ideia da tal “carona”. Enfim, querer transformar o transporte privado em público, mas só o “privado” arcar com os custos é incoerente, perigoso e desonesto. Não adianta! Metrópoles como São Paulo precisam de medidas complexas, de investimentos pesados e tecnologia de ponta para solucionar o problema do trânsito. Enquanto quisermos tratá-la com medidas como as adotadas em vilarejos europeus (a exemplo do uso da bicicleta), estaremos condenando a população a severos riscos e até a morte.

Fábio Rabello fabiorabello76@hotmail.com

São Carlos

*

TRÂNSITO E DESCASO

O artigo Como melhorar o trânsito a custo zero (ou quase) (21/3, A2), de Cláudio de Moura Castro, causou-me muita tristeza por trazer à tona o que não é novidade para ninguém, o descaso com dois sujeitos existentes no trânsito: o pedestre e o ciclista. Ao primeiro reservou-se duas aparições no texto que beiram a indicação de um estorvo. Ao segundo nada. O texto é razão instrumental pura. Mas e nós?  É chegada a hora de discutirmos com seriedade a questão. Daí avisarmos aos sujeitos existentes se eles podem ou não transitar. O custo não é zero, visto que a vida não tem preço (ou quase).

Marcos R. Muniz memoriahumana@uol.com.br

Penápolis

*

PAULISTANOS ATENTOS

Qualquer pessoa atenta, moradora de São Paulo, com mais de 40/50 anos de idade, tem ideias para melhorar o trânsito de São Paulo. Claudio de Moura Castro foi muito feliz nas suas colocações. E não há por que pedir desculpas aos engenheiros da CET, incompetentes em suas funções. Eles, sim, é que deveriam agradecer pelas sugestões do autor.

Mari Botter maribotter@uol.com.br

São Paulo

*

NÃO É SIMPLES

No artigo Como melhorar o trânsito a custo zero (ou quase) (21/3/2012, A2) o ilustre articulista Claudio de Moura Castro solicita aos engenheiros de trânsito perdão pela audácia de sugerir soluções simples para revolucionar o trânsito nas vias urbanas. A questão, no entanto, não é simples como poderia parecer à primeira vista e diante das sugestões apresentadas. O Brasil tem, nessa área, profissionais competentes e sérios que com certeza têm capacidade técnica para propor e implantar soluções adequadas ao problema. O que falta é a vontade política dos gestores públicos em apoiar soluções simples e de baixo custo, mas de longo acompanhamento. O que vale é a grande obra naquele momento; se resolve ou não é outra história. Aliás, quinze ou vinte por cento de nada é nada. A quem interessa?

Helena M. C. Carmo Antunes helena.antunes@gmail.com

São Carlos

*

METRÔ DE SUPERFÍCIE

Muito bom o artigo de Claudio de Moura Castro, publicado no dia 21. Permito acrescentar, também como leigo, a construção de metrô de superfície em todas as Marginais dos Rios Pinheiros, Tietê e Córrego do Aricanduva, com custos reduzidos, poucas desapropriações, sem uso do tatuzão, etc., com acesso facilitado a toda a região periférica da cidade de São Paulo.

 

Wilson Lino  wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

*

TRANSPORTE PÚBLICO

Acompanho a excelente análise de Cláudio de Moura Castro publicada no Estadão. Todas as propostas são viáveis e devem ser consideradas pela administração pública. Ouso, apenas, acrescentar mais um ponto que penso ser relevante. Embora o custo seja maior, vale a pena mencionar. Na verdade, além das ideias do articulista, existe mais um remédio para um dos maiores males que afetam nossa cidade. É o transporte coletivo. Mas para isso é necessário que os nossos governantes, atuais e próximos, assumam o firme compromisso de investir o máximo de recursos públicos disponíveis visando melhorar esse serviço público em curto espaço de tempo. Aliás, a bem da verdade, penso que já passou da hora de repensarmos o formato do nosso principal meio transporte, o metrô. Isso porque, como os recursos dos cofres públicos, aparentemente, não são suficientes para a demanda atual, a única saída será delegar a construção propriamente dita e a operação do sistema à iniciativa privada. Finalizando, desafio os atuais e próximos administradores da nossa cidade e estado, a melhorar, consideravelmente, a malha metroviária paulistana, construindo, digamos, uns 100 quilômetros de metrô, seja com recursos próprios, seja com o auxílio privado. E que tal fazer isso no prazo de cinco anos? Sou leigo sobre o assunto, mas não acho que seja uma meta totalmente inviável. De qualquer modo, o assunto é sério e assim deve ser tratado, mesmo porque a cidade não aguenta mais tanto crescimento. Com a palavra, o poder público e os estudiosos da área do transporte urbano.

Francisco Antonio Bianco Neto franciscoabianco@uol.com.br

São Paulo

*

RODÍZIO

Parabéns ao Dr. Cláudio Moura, pelo brilhante artigo. Com sua licença, só acrescentaria o rodízio de carro o dia todo, como já foi no passado. Espero que as nossas autoridades de trânsito tenham lido e se manifestem a respeito.

Alvarez Aguiar alvarez.atib@hotmail.com

São Paulo

 

*

ATRÁS DO PREJUÍZO

 

As recentes medidas do governo petista para conter a invasão de importados e reduzir o processo de desindustrialização em curso no País parecem estar confirmando a tese de que tudo o que ocorre na Argentina, ao fim e ao cabo termina, também, acontecendo aqui. “Eu sou você amanhã”, dizia antigo slogan de onde foi cunhada a expressão “efeito Orloff” vertente no economês, aplicável ao caso. Deveras, o Brasil cansou-se de criticar a Argentina e as medidas protecionistas que los hermanos são useiros e vezeiros em impor-nos para compensar a sua baixa competitividade comercial.  De tanto que os criticamos parece que mimetizamos seus métodos: estamos, agora, a impor barreiras alfandegárias, fiscais, tributárias e cambiais aos demais visando a garantir alguma isonomia entre o produto nacional – caro e de baixa tecnologia – e o importado mais barato e com mais sofisticação.  Dizem que há uma guerra comercial e outra cambial em curso no planeta e é verdade. Em termos comerciais, vence quem é competente e agressivo. Enquanto isso, tudo o que se vê no país do jeitinho são “panos quentes”. Assim caminhamos a “passos largos” para a débâcle que se anuncia. Ironicamente essas expressões (entre aspas) dão nome a alguns dos projetos de defesa comercial ora anunciados, de viés protecionista, o que seria cômico se não fosse trágico.  Somente agora, passados quase 10 anos do PT no exercício do mando, parece ter “caído a ficha” de que o mundo girou, as coisas mudaram e nós ficamos nos autoglorificando e ainda pretendendo dar conselhos aos demais, cobras criadas, como se estivéssemos no bem bom e não em meio a uma baita crise global em que cada qual procura safar-se da melhor maneira possível. As medidas ora anunciadas podem até ajudar, mas são insuficientes e pouco adiantarão se não diminuir dramaticamente o famigerado “custo Brasil”, gênese de todos os desacertos. Enquanto isso não acontecer, é seguir ladeira abaixo, amargando o prejuízo e lamentando ‘pibinhos’ como o de 2011 (2,7%), um dos piores entre todos os emergentes.

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

*

‘AINDA É TEMPO DE SALVAR A INDÚSTRIA BRASILEIRA?’

O editorial econômico publicado no dia 20/3 demonstra que a grande mídia começa a perceber a difícil situação por que passa a indústria instalada no Brasil. Também acreditamos que “Ainda é tempo de salvar a indústria brasileira”, porém, mesmo que com um pouco de atraso, seria interessante que os veículos destacassem a luta dos representantes das indústrias que há tempos vêm alertando sobre o galopante processo de desindustrialização, com a perda de competitividade em relação às demais nações emergentes, fruto da falta de interesse dos nossos governantes em estabelecer uma política industrial efetiva, priorizando as commodities em detrimento da indústria de transformação. O Grito de Alerta que iniciamos, ao lado dos trabalhadores, ontem (26/3) em diversas capitais do País, servirá para denunciarmos toda a situação de abandono da indústria, que já começa a refletir no desemprego. O que pedimos não é proteção, mas, sim, condições isonômicas para sobreviver.

Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) presidencia@abinee.org.br

São Paulo

*

CENÁRIO SOMBRIO

Nossa indústria está praticamente em liquidação. Tecelagens, fábricas de calçados, metalúrgicas dentre outras, estão fechando. A educação vai de mal a pior, com a juventude desmotivada e cada vez mais analfabeta. A saúde então, com exceção de algumas capitais, exibe índices dignos do Haiti. O governo federal está "na dele" – afinal uma população iludida principalmente pelo crédito fácil (com os maiores juros do mundo) e idiotizada pela TV, ajusta-se bem ao seu projeto de dominação e exploração, cujo objetivo é transformar-nos numa imensa Cuba. Enquanto isso a oposição, eleita para representar o defender o povo, dedica-se à discutir abobrinhas, a nomeação deste ou daquele personagem para tal diretoria, etc., isso quando a preocupação não é com seu próprio visual: basta ver na TV e jornais os cabelos tingidos, as plásticas embonecadoras, os ternos bem cortados. Essa gente precisa saber que o povo ainda não iludido tolera rugas, cabelos brancos e ternos amarrotados mas exige ação, pois quando os iludidos forem despertados do seu sono letárgico pelo desemprego, tudo pode acontecer.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

*

LEVANTAR BANDEIRAS

Em meio a calorosa discussão sobre a defesa da indústria nacional, há quem defenda ou critique tudo que está ou não sendo feito. Os importadores argumentam que a indústria busca proteção através de protecionismo à moda antiga. Também alegam que há empresários da indústria buscando benefícios individuais travestidos de benefícios coletivos ao defenderem alguma proteção. O agronegócio é frequentemente utilizado para exemplificar um segmento que investiu, modernizou-se e hoje colhe os resultados. Os empresários defendem proteções aos moldes do que outros países fazem, como a Argentina. Sindicalistas também apoiam tal proteção, tudo em nome da indústria nacional, que dizem estar em forte retrocesso e exportando empregos. Por sua vez, o governo diz estar atento e faz que está agindo, aplicando medidas – de curto prazo – como a desoneração da folha de pagamentos de alguns setores industriais, substituída por alíquota sobre o faturamento, como também impondo maior imposto e quotas à importação de veículos. Todos têm, em parte, sua dose de razão. Provavelmente os importadores, que hoje concorrem diretamente com os fabricantes nacionais, estejam defendendo o seu espaço que outrora foi muito inferior ao atual nível de negócios. É um segmento que cresce em ritmo chinês e também emprega brasileiros. O exemplo do agronegócio poderia ser facilmente bombardeado se decidíssemos importar commodities, como grãos, açúcar e carne, de países que de nós importam. Não há disponibilidade destes produtos para inverter o fluxo. Sorte dos produtores nacionais. Imaginem quanto poderia custar o pacote de arroz trazido da China. Os empresários buscam diminuir seus custos ajustando-se ou aproveitando-se do quadro atual. Se são empresas tradicionais, já consagradas, importam desde matérias primas básicas, máquinas, embalagens, como produtos acabados que são apenas rotulados. Dizem que não dá para buscar a diferença apenas com aumento de produtividade. Criticam o governo pela falta de infraestrutura, pelo sistema tributário, pela falta de política industrial, etc. Já o governo, que gasta demais e por esta razão não consegue investir em níveis que permitissem eliminar os gargalos estruturais, também não consegue diminuir a carga tributária, sob risco de déficit e consequente inflação. Inflação esta que também é combatida com as importações. Há grande custo político envolvido. Mas também nos custa nada fazer, como os resultados de 2011 indicam: inflação de 6,5% com crescimento de apenas 2,7%. Como disse anteriormente, todos podem ter razão como todos também podem estão errados. Depende de onde se quer chegar, e deste ponto se observe as ações – ou falta delas – que são tomadas no momento. O fato relevante é que falta definir quais são os objetivos de longo prazo. Aí é nítido a falta de planejamento do governo.

Flavio Langer diretoria@spaal.com.br

São Paulo

*

VERGONHOSO

As cenas de violência ocorridas no domingo antes do jogo Corinthians x Palmeiras mostram bem como o País não está nada preocupado, muito menos a Justiça arcaica que temos, com esses péssimos jovens, que se tornarão bandidos amanhã. Houve um confronto entre mais de 500 pessoas armadas com pedras, paus, rojões, tubos e barras de ferro e até um revolver. A briga resultou na morte de um jovem de 21 anos de idade. O pior de tudo foi termos ouvido um policial alegar que nada puderam fazer além de olhar e disparar algumas balas de borracha, por estarem em desvantagem numérica. A pergunta: Não há um plano que pudesse antever um confronto desse gênero? Outro absurdo é, após o ocorrido, ter havido cerca de 70 detidos porém todos terem sido liberados e poderem voltar ao estádio para assistir ao jogo. Pode?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

INDIGNAÇÃO

Interessante como as autoridades e a imprensa em geral se mostram indignadas, escandalizadas e consternadas com os fatos lamentáveis como esses do fim de semana acerca das barbaridades causadas por torcedores vândalos que tomam a cidade de assalto. Amanhã não se fala mais no assunto, e toda a imprensa já anuncia as próximas rodadas com aquela alegria característica dos jornalistas esportivos, na intenção de atrair para suas rádios, jornais e televisões o maior número possível de aficionados. É muito triste!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

*

TORCIDAS ORGANIZADAS

Se os clubes de futebol brasileiros continuarem permitindo as torcidas organizadas, provavelmente esse esporte irá sucumbir em nosso país. A poucos dias mataram um torcedor na cidade de Campinas. Nesse confronto entre Ponte Preta e Guarani, que ocorreu no sábado, a polícia enviou helicóptero de São Paulo para resolver a situação naquela cidade. Embora eu não entenda nada de helicópteros, quanto é o custo de cada aeronave para sobrevoar um estádio por horas seguidas? E, o que é pior, todos os custos são pagos pelos contribuintes.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

SIMPLESMENTE TORCEDORES

Torcedor é sempre complicado: um dia o time é herói, no outro é vilão. O futebol é mesmo impressionante, a cada lance, uma história, a cada derrota, um aprendizado. Mas para torcedores isso tudo é papo furado. Eles querem ver mesmo é o time que tem raça, amor à camisa, vitória, sempre vitória. Eles não descansam, acompanham tudo. Distância não existe, dinheiro se acha, e tudo isso por amor ao time. Se nós, mulheres, gastamos com roupas e sapatos, eles gastam com o time, até por que time para torcedores não é uma bobagem, e sim sua vida. É como se em cada jogo sua vida estivesse em campo e os jogadores fossem seus filhos, que precisam às vezes de muitas broncas para encontrar o caminho certo. E assim é o futebol, apaixonante e que, de geração em geração, vai aumentando e se transformado num mundo de “loucos por ti, futebol”. Loucos, sim, mas simplesmente torcedores. 

 

Maria Beatriz Amorim De Alencar beatriz.amorimalencar@gmail.com

São Paulo

*

ARBITRAGEM

Porque a Conmebol não exige uma arbitragem correta dos seus árbitros? Um torneio de tamanha expressão futebolística como é a "Libertadores" e em vários países da América Latina, os torcedores atiram diversos tipos de objetos nos jogadores visitantes, no México, Uruguai, Argentina e até no Paraguai, pais sede da Conmebol. Arbitragens ruins e torcedores vândalos para destruir um bom espetáculo. A CBF parece estar deitada em berço esplêndido, tudo as mil maravilhas e nem se quer cumpre sua obrigação de defender seus filiados. Desse jeito, o futuro da Libertadores está comprometido.

Benone Augusto de Paiva benone2006@bol.com.br

São Paulo

*

CHICO ANYSIO

Tristeza... Quem tanto fez rir, agora faz chorar. Não se foi apenas o Chico: com ele se foi muita gente, gente real mesmo, que fazia parte de nossa vida e nos fazia rir. E como ele sabia fazê-lo... Bastava seu olhar para a câmera para nos fazer, no mínimo, sorrir. É... O vazio que ele abriu é muito maior do que um dia se poderia imaginar. Meu Chico preferido: a politizada e politicamente correta Velhinha de Taubaté.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

*

O HUMOR CHORA

 

Incontestavelmente perdemos um dos maiores humoristas da nossa história. Era como um “paizão”, o professor de todos. Escrevemos humorista, e não certos engraçadinhos – aqueles que riem das próprias piadas (besteiras, mais apelações, baixarias que humor) que produzem e ainda ousam esperar que os outros riam das suas gracinhas insossas. Pior é que ainda tem alguém que consegue ou, sinceramente, será que fingem? O Chico Anysio, humorista, ator, cantor, pintor, radialista, poeta, diretor, inteligente, bon vivant, afeito à mulheres e com vários casamentos e separações, inúmeros filhos, tinha um humor requintado, tinha classe, genialidade. Era versátil não só quando criava, mas também ao personificar, com maestria, seus inúmeros – mais de cem personagens – e quando conduzia o seu elenco, a quem, muitos dos quais, estendeu a mão dando-lhes a primeira oportunidade ou uma nova chance e foram tantos. Uma equipe que participava e ria harmoniosamente porque razões havia. E era nos programas como Escolinha do Professor Raimundo, Chico City, Zorra Total, Chico Anysio Show, Chico Total, por onde passaram alguns talentos da categoria de José Vasconcelos, Costinha, Walter D’Avila, Arnaud Rodrigues, Grande Otelo, Zezé Macedo, Dercy Gonçalves, Ivon Curi, Milani, e tantos outros inesquecíveis profissionais do riso que já se foram alegrar outros palcos eternos. Mas, pelo pouco que conheço de todos, a festa continuará aqui, embora não tão completa e alegre quanto lá onde estiverem reunidos à espera do grande professor Chico artistas outros como Ronald Golias, Nair Bello, Arrelia, Carequinha, Mussum, Zacarias, Vera Verão, Bussunda, Zé Trindade, Oscarito, Ankito, Rony Rios, Mazzaropi, Rolando Lero, Manoel da Nóbrega e mais alguns que tanto nos fizeram rir e esquecer os problemas decorrentes da luta diária. Aplausos a todos, eles fizeram por merecer! Ao grande mestre especificamente: “Chico, o seu salário que aqui era “ó” – igualzinho às desumanas aposentadorias ou aos parcos salários de professores –, lá será, com certeza e por justo reconhecimento, “ÓÓÓ...!”.

 

José Hildeberto Jamacaru de Aquino hildebertoaquino@yahoo.com.br

Russas (CE)

*

HOMENAGEM

O Brasil está triste, perdeu seu mais completo humorista de todos os tempos.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

*

O MAIOR HUMORISTA

Morreu o humorista e escritor Chico Anysio, seu corpo foi cremado e as cinzas, divididas. Metade será espalhada nas proximidades do Projac no Rio Janeiro, onde passou a maior parte de seu tempo, outra metade será levada a Maranguape, no Ceará onde nasceu. Atuante a mais de meio século no teatro, rádio e televisão com sua inteligência aguçada, criou e deu vida a mais de 200 personagens, transmitindo um humorismo irônico provocando o riso instantâneo, fazendo explodir a alegria coletiva nas galeras. Ajudou a amenizar o nervosismo do cidadão brasileiro, oriundo da intranquilidade diariamente injetada na sociedade, pela casta de políticos corruptos e mal intencionados. Compete aos historiadores a confirmação de que o brasileiro Francisco Anysio de Paula Filho foi o maior humorista que até hoje a língua portuguesa produziu.

Hercílio Tavares de Albuquerque cefisc@ig.com.br

Sarapuí

*

UM POUCO DE NÓS

Morreu Chico Anysio. Morreu um pouco de nós.

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

*

SEMPRE ATUAL

O Brasil está mais triste com a ausência de Chico Anysio, um humorista que tinha a magia da criação. Em um tempo que nada se cria, que tudo é copiado certamente ele fará ainda mais falta. Chico Anysio foi um visionário porque através de seus personagens ele mostrou ao povo através de seus personagens que cada personagem seu foi criado para passar uma mensagem e de alguma forma o povo aprendeu um pouco. Chico Anysio foi jovem, pastor, político, mulher, homossexual, galã, velho, mentiroso, vampiro, sempre com criatividade, sem ofender e sem palavrões tão comuns hoje em dia. A modernidade tentou o apagar, mas as estrelas não se apagam porque quanto mais a escuridão chega mais ela brilha e com a morte ele brilhará para sempre na mente de todos os brasileiros que foi a sua matéria-prima para se fazer rir. Chico Anysio é sempre atual, afinal mesmo não dizendo abertamente a classe política em sua maioria com suas atitudes e decisões passam a idéia: "Quero que pobre se exploda". Ainda mais atual "Que a paz de Tim Tones esteja em todos os lares. Podem correr a sacolinha".

 

Manoel Jose Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

*

HUMORISTAS

Chora, povo! Chico Anysio morreu. A Terra ficou mais triste. Em compensação, o Céu está em festa com a sua chegada. Na porta, além de São Pedro, estavam Golias, Oscarito, Grande Otelo, até Charles Chaplin mostrava-se ansioso em recebê-lo. Meus sentimentos aos familiares!

Roberto Stavale bobstal@dglnet.com.br

São Paulo

*

FESTA

O Céu está em festa: chegou Chico Anysio.

Jose Rafael Novaes D'Amico rafaeldamico@estadao.com.br

Campinas

*

ADEUS, AMADO MESTRE!

Faleceu nosso querido e inesquecível Chico Anysio, nosso genial humorista e nosso eterno e querido amado mestre. Em um de seus pronunciamentos Chico Anysio disse: "O povo brasileiro é o único que ri de sua própria tragédia" e eu pergunto, e agora que nosso amado mestre se foi, qual motivo teremos para continuar a rir de nossa própria tragédia? Obrigado por todos os seus personagens que bem retrataram a variedade do conjunto do povo brasileiro, bem como seu humor engajado politicamente e crítico. Adeus, Amado Mestre, descanse em paz!

Luciano De Paoli lpaoli@uol.com.br

São Paulo

*

CHORO E RISO

Choramos a morte de quem nos fez morrer de rir.

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

*

UM PAÍS INTEIRO TRISTE

"Claro que eu tenho depressão. Tive seis mulheres, nove filhos e dez netos. Se eu não tivesse depressão, teriam de me internar, porque eu seria um psicopata" (Frase de Chico Anysio). "As mulheres estão descobrindo que mulher é bom, coisa que os homens já sabem há séculos" (Frase de Chico Anysio). O Brasil se despede hoje do gênio do humor. Mestre em criar tipos memoráveis, Chico Anysio foi responsável por algo extraordinário: encher de sorrisos o povo brasileiro. Seus mais de duzentos personagens povoam as lembranças de várias gerações. Ele mesmo foi múltiplo: cearense de nascimento, carioca de coração, vascaíno apaixonado. No Rio, para onde veio ainda criança, tornou-se o maior de todos os humoristas do País, inspirou novos artistas e formou uma legião de comediantes. Com a morte de Chico Anysio, a nossa cidade perde o seu maior representante na arte de fazer rir. Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, o inconfundível Chico Anysio, foi um dos maiores humoristas que o Brasil conheceu, e com certeza deixará saudade e uma lacuna na comédia nacional.

Antônio Dias Neme antonio.neme@superig.com.br

São Paulo

*

GRATIDÃO

Ao grande artista falecido Chico Anysio, a gratidão pela alegria que trouxe a todos os brasileiros.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

*

JUSTO VERÍSSIMO SE FOI

Chico Anysio, através do seu personagem Justo Veríssimo, personificou magistralmente a vergonhosa figura dos nossos senadores, suas condutas e seus modos de pensar e agir. Pena que o povo brasileiro, que sempre se divertiu com seus personagens, não absorveu o recado.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

*

CHICO ANYSIO E ZÉLIA CARDOSO

Um só nos fez rir, a outra só nos fez chorar.

Adalberto Leme Ferreira adaleme@uol.com.br

São Paulo

*

DONA DILMA E SEU CHICO

Palavras de dona Dilma: "Chico Anysio trouxe alegria a todos os brasileiros", bem ao contrário da senhora, dona Dilma. Que pena...

Celia Henriques Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com

Avaré

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.