Fórum Social para cidades sustentáveis tem desfalques

O Fórum Social Temático Cidades Sustentáveis começa no sábado (29), em Porto Alegre, desfalcado de organizações que lideraram as edições anteriores do evento, ligado ao Fórum Social Mundial.

ELDER OGLIARI, Agência Estado

25 de janeiro de 2013 | 22h25

Por discordâncias com a condução deste ano, liderada pela Força Sindical, e com o que seria uma tendência de "banalização e desfiguração" do encontro, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Marcha Mundial das Mulheres (MMM), a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) e a Via Campesina e todos os seus movimentos, entre os quais o dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), não estarão nas centenas de debates e oficinas programados para os próximos cinco dias em diversos espaços públicos municipais.

Os governos federal e estadual, comandados pelo PT, participam discretamente enviando alguns nomes do segundo escalão para as atividades.

Ao contrário das quatro edições do Fórum Social Mundial (2001, 2002, 2003 e 2005), as edições temáticas como as de 2010 e as duas de 2012 não levam multidões à capital do Rio Grande do Sul, mas movimentam algumas milhares de pessoas. Ainda assim atraíram a presidente Dilma Rousseff e oito ministros no início do ano passado, quando o tema central foi a sustentabilidade do planeta, ou provocaram polêmica, como no fim do ano passado, quando a discussão tratou da questão palestina.

Desta vez os organizadores esperam a eventual aparição de algum ministro gaúcho. E a rede hoteleira confirma que a taxa média de ocupação prevista para os próximos dias não passa dos 20% comuns a esta época do ano.

Interessada em manter a cidade como uma referência do Fórum Social Mundial, a prefeitura incentiva eventos como os fóruns temáticos. Neste ano, o município vai gastar R$ 2,6 milhões para contratar serviços e oferecer infraestrutura ao evento, que terá atividades em espaços como a Usina do Gasômetro, o Parque da Harmonia e o Anfiteatro Pôr do Sol.

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