Fotos ajudam a apurar morte de assassino de PM no Rio

A Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro analisou ontem fotos feitas pelo jornal O Estado de S. Paulo depois que o soldado da Polícia Militar (PM) Bruno de Castro Ferreira, de 29 anos, foi baleado no rosto e morto na Avenida Rio Branco, no centro da capital fluminense, anteontem, pelo assaltante Douglas da Silva Pereira, de 25 anos, que aparece algemado e vivo, pouco antes de morrer a caminho do Hospital Souza Aguiar. O PM tentava prendê-lo.

AE, Agência Estado

19 de novembro de 2010 | 11h49

O objetivo é esclarecer se o criminoso foi morto pela polícia depois de preso e imobilizado, a caminho do hospital. Em pelo menos uma imagem, ele é visto de barriga para cima, sem marcas aparentes de tiro na camisa. A informação contrasta com a perícia feita no corpo pelo Instituto Médico-Legal (IML), que diz que o disparo entrou pelo lado esquerdo, embaixo da costela, e saiu do outro lado, dois centímetros abaixo. Até ontem, a PM não encaminhara à Polícia Civil a camisa de Pereira.

Ao som de Parabéns Pra Você, o soldado foi enterrado ontem, dia em que completaria 30 anos, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na zona oeste do Rio. Cerca de cem pessoas fizeram ontem uma homenagem ao PM morto, a poucos metros do local onde foi baleado. Às 14h30, o grupo interrompeu o trânsito da Avenida Rio Branco.

"Nossa intenção é chamar a atenção para a necessidade de valorizar o profissional que no exercício da sua profissão tem um fim como esse e recebe um salário que não é compatível com o risco", afirmou Antonio Carlos Costa, presidente da organização não-governamental (ONG) Rio de Paz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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